#Conteúdo
Conteúdo conscientiza, educa, facilita, gera diálogo e estreita relações. Confira nossos artigos, notícias, publicações autorais e compartilhe com a sua rede.
O Instituto Ekos Brasil celebra a assinatura do decreto de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Córregos dos Vales do Norte de Minas. Essa é a consolidação de uma conquista histórica dos povos e comunidades tradicionais do Cerrado, os quais acompanhamos há tantos anos. A assinatura aconteceu no dia 22 de março, durante a COP 15, em Campo Grande (MS).
Com área de 40.834 hectares, a unidade abrange os municípios de Riacho dos Machados e Serranópolis de Minas, em região estratégica da Serra do Espinhaço, marcada por nascentes, veredas e alta relevância ecológica para a segurança hídrica e conservação da sociobiodiversidade.
Há décadas, as comunidades geraizeiras resistem à grilagem, à monocultura do eucalipto e à pressão minerária, defendendo um modo de vida baseado na agricultura familiar, no extrativismo e no uso sustentável do território.
Cabe ressaltar, que a conquista resulta de uma ampla articulação entre o Movimento Geraizeiro e uma rede sociotécnica formada por organizações como CAA-NM, Articulação Rosalino Gomes, STR de Riacho dos Machados, NIISA/Unimontes, Instituto Ekos Brasil, ICMBio, Rede Cerrado, ISPN, CNPCT, CEPCT-MG e CPT, além do apoio de parlamentares e do Ministério do Meio Ambiente.
“A atuação do Instituto Ekos neste processo está ancorada em uma trajetória de mais de 25 anos dedicados à conservação da natureza e ao fortalecimento da gestão de áreas protegidas, especialmente no norte de Minas Gerais. Nossa atuação se deu durante as mobilizações mais recentes, especialmente com apoio nas consultas públicas, etapa fundamental para viabilizar a concretização da proposta”.
Ressaltou Camila Dinat, gerente técnica e de novos negócios no Ekos Brasil.
Mais do que uma unidade de conservação, a RDS Córregos dos Vales representa segurança territorial, proteção ambiental, reconhecimento dos povos tradicionais e cuidado com o nosso Cerrado.
Criadas no âmbito da Constituição de 1988 e da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), as Unidades de Conservação (UCs) são consideradas o principal instrumento de conservação da biodiversidade no país, responsáveis por proteger ecossistemas em diferentes biomas brasileiros. Desde a criação do sistema no ano 2000, o número de UCs no país dobrou e a área total referente foi ampliada em mais de 300%, consolidando a estratégia como um dos pilares da política ambiental brasileira.
Porém, acreditamos que, apesar de muito importante, não basta apenas ampliar o número de UCs. Uma boa gestão também garante o engajamento e a geração de renda das comunidades ao entorno e o enfrentamento de ameaças e desafios como sustentabilidade financeira e mudanças climáticas.
O Instituto Ekos Brasil acumula experiência de pelo menos uma década em parcerias para gestão e uso público de Unidades de Conservação. Seja na elaboração e revisão de Planos de Manejo, em propostas de criação de novas unidades de conservação, ou nas parcerias firmadas com a APA e o PARNA Cavernas do Peruaçu Peruaçu, ou no Parque Estadual do Rio Doce, nossa atuação desencadeou resultados consistentes ao longo dos últimos anos.
A partir dessa experiência, compartilhamos a seguir alguns indicativos a serem observados na gestão de Unidades de Conservação.
Um dos caminhos mais promissores para ampliar a capacidade de gestão das UCs é o estabelecimento de instrumentos de cooperação entre órgãos públicos e organizações da sociedade civil e/ou empresas. Dentre esses instrumentos, temos as Autorizações, as Permissões, as Concessões, o Termo de Colaboração, o Termo de Fomento, o Termo de Parceria e o Acordo de Cooperação.
Entre esses mecanismos estão os Acordos de Cooperação, termos que permitem que instituições especializadas apoiem atividades como planejamento estratégico, monitoramento ambiental, elaboração de planos de manejo, manutenção de instalações e atrativos para uso público e implementação de projetos socioambientais. São arranjos onde não há repasse de recurso entre as instituições e que têm se mostrado estratégicos para suprir lacunas operacionais, ampliar recursos técnicos e fortalecer a governança das unidades.
Além de ampliar a capacidade institucional, esses acordos permitem também a implementação de modelos de gestão colaborativa, nos quais diferentes atores compartilham responsabilidades e conhecimento para garantir a conservação e o uso sustentável dos territórios protegidos.
O Instituto Ekos Brasil possui o Acordo de Cooperação com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) voltado ao apoio à gestão da APA e do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu e possui também o Termo de Parceria com o IEF (Instituto Estadual de Florestas, órgão gestor das UCs de Minas Gerais) voltado às ações de consolidação do Parque Estadual do Rio Doce. Essas duas parcerias têm como uma de suas áreas temáticas o Uso Público, mas também tratam de outros temas importantes para as UCs.
Ao longo da nossa experiência, entendemos que outro elemento central para o futuro da gestão das UCs é a construção de canais permanentes de comunicação entre gestores públicos e as instituições parceiras.
Mais do que executar atividades pontuais, os parceiros institucionais passam a participar de processos estratégicos, contribuindo para o planejamento de longo prazo das unidades e para a definição de prioridades de conservação.
“Esses canais abertos de comunicação e um alinhamento harmonioso entre órgão público e organização parceira permite integrar à gestão da UC diferentes perspectivas, sejam elas técnicas, sociais ou econômicas. Já vimos, na prática, como esse alinhamento fortalece a governança e torna mais eficiente a tomada de decisão para as políticas de conservação”.
Ressalta Jéssica Fernandes, coordenadora do Programa Peruaçu.
A participação das comunidades locais é considerada um dos fundamentos da gestão moderna de áreas protegidas. No Brasil, essa participação ocorre principalmente por meio dos Conselhos Gestores das Unidades de Conservação, previstos no SNUC.
Esses conselhos reúnem representantes do poder público, organizações da sociedade civil, povos e comunidades tradicionais e usuários do território, funcionando como espaços de diálogo e por vezes, de deliberação sobre a gestão das unidades.
Segundo dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), cerca de 88% das unidades federais já possuem Conselhos Gestores formalizados, evidenciando o avanço da governança participativa na conservação brasileira.
“Entendemos que trazer a comunidade para os espaços de decisão não é uma questão de boa vontade. É parte essencial e inegociável para uma gestão eficiente e efetiva de uma Unidade de Conservação. Já vivemos situações em que a comunidade era contra o estabelecimento da UC por pensar que atrapalharia seus modos de vida. Quando elas se aproximam do espaço de decisão e se engajam, compreendem como uma área protegida tem enorme potencial de geração de renda e de, por exemplo, proteção à sua própria ancestralidade. Hoje, essa mesma comunidade tem o maior orgulho de sobreviver com a conservação da natureza” completa Fernandes.

Outro componente essencial da agenda de inovação na gestão das UCs é a articulação com o setor privado.
Empresas podem contribuir por meio de diferentes instrumentos, como apoio técnico, financiamento de projetos, desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis e investimentos por meio de compensações ambientais.
Essas parcerias permitem ampliar os recursos disponíveis para conservação e fomentar iniciativas de bioeconomia, turismo sustentável, valorização de produtos locais, e claro, a conservação da biodiversidade.
Ainda como parte da nossa experiência em acordos de Cooperação e Termos de Parceria em Unidades de Conservação, não podemos deixar de mencionar a importância de ações de educação ambiental como um pilar muito concreto para o sucesso da gestão de uma UC.
“Programas educativos para visitantes, escolas e comunidades ajudam a ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade local e incentivam comportamentos responsáveis em relação ao meio ambiente. Isso gera e perpetua uma cultura de conservação, evitando conflitos futuros no território possibilitando o apoio da comunidade à manutenção da UC”.
Ressalta Fernandes.
Por fim, não podemos deixar de mencionar a aplicação promissora da Inteligência Artificial como instrumento aliado à gestão das UCs.
Cresce o número de ferramentas para monitoramento ambiental dos territórios das áreas protegidas, permitindo maior controle sobre avanço de ameaças e acompanhamento dos status de conservação das espécies do bioma local.
“E a nossa expectativa é que ferramentas administrativas, financeiras, de controle de visitantes, sensores para monitoramento e manutenção de trilhas, etc, sejam cada vez mais eficientes, baratas e utilizadas em larga escala nas UCs”, finaliza Fernandes.
A gestão de Unidades de Conservação caminha, portanto, para um modelo cada vez mais colaborativo, participativo e orientado por educação e inovação.
Mais do que preservar paisagens naturais, as UCs tornam-se espaços de experimentação de novos modelos de governança socioambiental, pactuando um agir coletivo pela conservação da biodiversidade.
Leia mais:
Sustentabilidade Financeira no Peruaçu
*Este texto contou com o auxílio de Inteligência Artificial para maior fluidez e organização das informações.
O Programa Compromisso com o Clima apresenta uma nova identidade visual e um escopo ampliado do programa para 2026. A atualização preserva sua essência, ancorada no rigor técnico e conexão entre empresas e projetos, ao mesmo tempo em que o reposiciona como um hub de conhecimento em mudanças climáticas, com espaços de diálogo, formação e articulação.
Como um programa do Instituto Ekos Brasil, a nova logomarca conversa com a identidade da organização. Os três “Cs” do Compromisso com o Clima se transformam em um símbolo versátil, capaz de assumir diferentes interpretações que refletem a essência do programa.
Por exemplo, na forma original, o agrupamento “CCC” remete ao próprio nome do programa, de uma maneira direta e fácil de lembrar. Quando dispostos de maneira horizontal, os “Cs” se conectam para formar uma ponte, representando a união entre proponentes de projetos e empresas financiadoras. Já em uma terceira configuração, a composição remete à molécula de CO₂, evocando de forma sutil e simbólica o tema central que move o programa: o compromisso com a ação climática.
“O Compromisso com o Clima está sempre em movimento: as formas mudam, as conexões se renovam, mas o propósito permanece. Nenhuma empresa sozinha mudará a trajetória climática. Por isso, além de conectar projetos, vamos promover grupos de trabalho e espaços de diálogo. Queremos articular parcerias, compartilhar conhecimento e construir soluções inovadoras para regenerar ecossistemas e promover justiça climática”, reforçou Rubens Ferreira, coordenador do Programa.
A partir de 2026, o programa atuará como um hub de conhecimento em mudanças climáticas e oferecerá novos produtos como produção de conteúdo mais robusta, estudos e indicadores que apoiem organizações no processo de transição para uma economia de baixo carbono, cursos e treinamentos para profissionais da área, além da criação de grupos de trabalho e espaços de diálogo aberto.
Por outro lado, o Programa Compromisso com o Clima mantém o rigor em suas avaliações socioambientais em projetos de créditos de carbono, garantindo benefícios reais para todas as partes envolvidas.
O Compromisso com o Clima sempre foi sinônimo de integridade e colaboração.
Rubens Ferreira, coordenador do Programa.
“Em 2026 ampliamos essa missão: seremos um hub de conhecimento em mudanças climáticas, sem perder o rigor técnico que nos tornou referência. Queremos que empresas e projetos encontrem aqui não apenas créditos de carbono confiáveis, mas também informação, formação e articulação para agir com impacto. Por isso, convidamos empresas comprometidas com a sustentabilidade a fazer parte desse novo momento”, completou Ferreira.

Criado em 2017 por Itaú e Natura, com gestão do Instituto Ekos Brasil, o Compromisso com o Clima nasceu como um edital para selecionar projetos que reduzissem emissões e gerassem benefícios socioambientais (conheça o edital clicando aqui). O sucesso do edital transformou a iniciativa em um programa aberto a outras empresas, ampliando o impacto positivo das ações.
Hoje, grandes empresas se unem para reduzir burocracias, compartilhar custos e ter acesso a um serviço íntegro e de alta qualidade na compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa. Os projetos passam por metodologia própria de avaliação jurídica, curadoria socioambiental e análise de riscos, garantindo transparência e aderência aos princípios internacionais de integridade, como princípios de Oxford e ICVCM.
Em oito anos, foram aprovados 27 projetos, cerca de 10% dos projetos avaliados, que juntos contribuíram para a redução de mais de 5,58 milhões de tCO₂e. Atualmente, 8 empresas integram o programa, compartilhando custos e aprendizado e demonstrando que a colaboração empresarial é um caminho eficaz para escalar o impacto socioambiental. Além disso, a avaliação jurídica é realizada pelo parceiro Trench Rossi Watanabe.
No dia 8 de março, celebramos mais do que uma data no calendário; celebramos uma força vital que sustenta a biodiversidade do nosso planeta: as mulheres , em casa, no campo, na ciência, nas comunidades e na linha de frente da conservação.
Celebrar esta data na conservação é honrar um legado de pioneiras que abriram caminhos quando quase não havia espaço para elas: Bertha Lutz, que já em 1919 articulava ciência e política; Johanna Döbereiner, que revolucionou o uso de bactérias na fixação de nitrogênio e transformou a agricultura; Ana Maria Primavesi, precursora da agroecologia no Brasil; Niède Guidon, que dedicou sua vida à proteção do patrimônio natural e cultural; e tantas outras mulheres que construíram, com coragem e consistência, a base sobre a qual seguimos trabalhando hoje.
Em novembro de 2025, tive o privilégio de vivenciar um momento histórico da agenda climática no Brasil, a COP 30, em Belém. Em meio às negociações e às urgências, foi impossível não perceber a forte participação das mulheres no evento. A mensagem que atravessava corredores, plenárias e encontros paralelos era clara: as mulheres não estão apenas na linha de frente dos impactos; elas estão liderando as soluções mais inovadoras e humanas para enfrentar o colapso climático.

Na Blue Zone, participei do evento “Mulheres na Conservação: guardiãs da natureza e da Ética do Cuidado”, promovido pelo ICMBio, que reuniu vozes poderosas como a de Ana Paula Chantre Luna, ministra do Ambiente de Angola, e Sandra Regina Pereira, do CONFREM. Ali, ficou cristalino que a conservação ambiental não é apenas uma questão de técnica ou legislação, ela é, sobretudo, uma ética profunda de cuidado, frequentemente conduzida por mãos femininas, acostumadas a sustentar a vida mesmo quando tudo ao redor parece faltar.
A desigualdade de gênero funciona como um amplificador da crise: quando o clima piora, as vulnerabilidades pré-existentes se tornam mais perigosas.
O relatório The Gender Snapshot, da ONU Mulheres, indica que, até 2050, as mudanças climáticas podem empurrar até 158 milhões de mulheres e meninas para a pobreza e levar 236 milhões a enfrentar a fome, especialmente em contextos onde a renda já é frágil e o acesso a recursos é limitado.
Além disso, também de acordo com a ONU, as mulheres representam cerca de 80% dos deslocados climáticos no mundo. Ao mesmo tempo, cresce a sobrecarga do trabalho de cuidado: o cuidado doméstico não remunerado já recai desproporcionalmente sobre as mulheres e, com ondas de calor, doenças, escassez de alimentos e de água, esse fardo se intensifica, reduzindo o tempo e as condições para participação social, política e econômica.

Em regiões de seca severa e desertificação, o impacto se torna ainda mais concreto, com mulheres e meninas percorrendo longas distâncias para buscar água, com prejuízos diretos para a saúde e para a autonomia. E quando a renda familiar cai ou a produção falha, a escola vira a primeira vítima silenciosa: meninas ficam mais expostas ao abandono escolar para ajudar no cuidado e nas tarefas domésticas, perpetuando um ciclo de desigualdades.
Em cenários de eventos extremos, migrações forçadas e conflitos por recursos, aumenta também a vulnerabilidade a violências baseadas em gênero e a insegurança de mulheres deslocadas. Apesar disso, elas ainda seguem sub-representadas em espaços de liderança ambiental e em delegações de negociações climáticas, justamente onde se decide o rumo dos investimentos, das políticas e das prioridades.

O protagonismo feminino já está aí, vivo e atuante; o que falta é visibilidade, reconhecimento e poder real. Iniciativas como o projeto “Mulheres na Conservação”, apoiado pela Fundação Toyota do Brasil, vêm registrando e valorizando trajetórias de pesquisadoras e lideranças que sustentam projetos decisivos para a conservação ambiental no país.
E quando olhamos para a ciência, vemos um paradoxo: as mulheres avançaram muito, mas seguem enfrentando barreiras.
Dados recentes apontam que o Brasil tem alta participação feminina na autoria científica, chegando a 49% em séries de longo prazo, o que reforça o tamanho do potencial quando há oportunidade.
Ainda assim, o reconhecimento, a progressão na carreira e a ocupação de espaços de decisão seguem marcados por desigualdades, sobretudo em áreas historicamente masculinizadas.

Essa força também é motor do conhecimento científico e da inovação. Durante o 2º Prêmio Mulheres e Ciência, ficou evidente que diversidade de olhares não é detalhe: é parte da qualidade das respostas que damos ao nosso tempo. Como destacou Deborah Malta, a participação feminina agrega a perspectiva do cuidado e da diversidade, essencial para enfrentar desafios complexos deste século. E a estudante Lara Borges resumiu o espírito dessa caminhada: quando uma mulher avança na ciência, ela não caminha sozinha — ela abre caminho para outras.
Tenho o privilégio de trabalhar com uma equipe formada majoritariamente por mulheres, de diferentes idades, áreas e histórias.
Trabalhar ao lado de mulheres que lideram projetos complexos me ensinou, na prática, que conservar é estabelecer laços de cooperação e respeito pela vida. Eu me inspiro diariamente nas diferentes personalidades, na coragem de enfrentar o improviso do mundo real e na capacidade de encontrar soluções em cenários difíceis, seja no diálogo com comunidades, com empresas, com órgãos ambientais, seja no detalhe técnico que garante que um projeto fique de pé. E os territórios onde atuamos também nos apresentam, o tempo todo, mulheres fortes: nas empresas, nas comunidades e dentro do serviço público ambiental.
A tradição nos ensina que a vida se sustenta no que é repetido todos os dias: o cuidado, o trabalho silencioso, a persistência. E a visão de futuro nos exige ir além do reconhecimento simbólico: precisamos de orçamento, espaço de decisão, políticas de permanência, mentoria e segurança para que mulheres permaneçam e liderem – na ciência, na conservação, na gestão pública e na economia. Que este 8 de março nos lembre: quando fortalecemos uma mulher, fortalecemos um território inteiro e, com ele, o futuro da própria vida.
Pouco conhecidas, as Zonas Úmidas comumente impressionam pela beleza e biodiversidade. Esse é o caso, por exemplo, do Parque Estadual do Rio Doce (PERD), na região do Vale do Aço de Minas Gerais, que abriga uma das Zonas Úmidas de maior importância estratégica para o Brasil. Criado em 1944, o PERD é a primeira Unidade de Conservação de Minas Gerais. Mas não só. O Parque reúne mais de 40 lagoas de água doce, formando o terceiro maior complexo lacustre do Brasil, atrás apenas do Pantanal e da Amazônia. Este sistema lacustre, aliado à grande floresta de Mata Atlântica, conferiu ao parque o título de Sítio Ramsar em 2010, reconhecendo suas zonas úmidas como prioritárias para a biodiversidade global.

O nome Ramsar vem da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, também conhecida como Convenção de Ramsar. É um tratado multilateral assinado em 1971 na cidade iraniana de nome homônimo. O objetivo da Convenção é promover a cooperação entre países para conservar e usar de forma racional as áreas úmidas do planeta. Um dos compromissos assumidos pelos países signatários é identificar e inscrever zonas úmidas representativas, raras ou únicas na Lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, conhecida como Lista Ramsar.
Atualmente a Lista Ramsar é a maior rede de áreas protegidas do planeta, com mais de 2 500 sítios espalhados por 172 países, cobrindo quase 2,5 milhões de km². A visão da Convenção, reafirmada em 2005, é “desenvolver e manter uma rede internacional de áreas úmidas importantes para a conservação da diversidade biológica global e para sustentar a vida humana por meio da manutenção de seus componentes, processos e serviços ecossistêmicos”.
O reconhecimento como sítio Ramsar faz com que a área úmida passe a ser objeto de compromissos oficiais para manter sua biodiversidade, serviços ecossistêmicos e funções ecológicas e garante prioridade na implementação de políticas públicas de conservação. Ao se tornar um Sítio Ramsar, essas áreas ganham mais atenção do governo, têm mais possibilidades de cooperação e de acesso a pesquisas e recursos financeiros e, podem, inclusive, abrir mercados para produtos com procedência ambiental certificada.
Por este reconhecimento e por outros contextos importantes, o Parque Estadual do Rio Doce, nosso exemplo aqui, pôde contar com um Termo de Parceria firmado entre o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Ekos Brasil para apoio à sua consolidação, garantindo ações que vão da melhoria e conservação da infraestrutura à proteção e preservação dos recursos naturais, inclusive com a revisão do Plano de Manejo do parque.

Áreas úmidas são ecossistemas na interface entre ambientes terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros, permanentes ou temporariamente inundados, com solos saturados e comunidades de plantas e animais adaptadas à dinâmica hídrica. Esses ecossistemas são cruciais para a regulação do ciclo da água, recarga de aquíferos, filtragem de água e estabilização de zonas costeiras.
As áreas úmidas abrigam grande parte da biodiversidade global. Estima-se que 40 % de todas as espécies vegetais e animais dependem desses habitats. Além disso, são fundamentais para controlar enchentes e secas, oferecer alimento, sustentar comunidades tradicionais e mitigar os efeitos da mudança climática.
O PERD, por exemplo, abriga a maior área contínua de Mata Atlântica preservada no estado de Minas Gerais, com uma rica biodiversidade e árvores centenárias que fazem parte de um universo de florestas altas e estratificadas. Na Unidade de Conservação é possível encontrar, por exemplo, o jequitibá, a garapa, o vinhático e a sapucaia.
É por lá que também encontramos um dos ícones da fauna brasileira, a onça-pintada. Além de bonita e imponente, a presença da onça indica a qualidade ambiental e o equilíbrio do ecossistema do PERD. Além disso, o número de espécies encontradas no parque corresponde a 50% de todas as aves registradas em Minas Gerais e 1/5 do total de espécies de aves registradas no Brasil, sendo algumas bem raras e endêmicas, como o bicudo (Sporophila maximiliani), espécie reencontrada após 80 anos sem registros em Minas Gerais.

O Brasil aderiu à Convenção de Ramsar em setembro de 1993. De lá para cá, o país inscreveu 27 sítios na Lista Ramsar. Desses, 24 correspondem a Unidades de Conservação (ou partes delas) e três são sítios Ramsar regionais, formados por Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Áreas de Preservação Permanente.
Fontes:
https://www.ramsar.org/our-work/wetlands-international-importance
O ano de 2026 começa sob o signo do que líderes globais chamam de “ruptura, não transição”. Em um cenário de confrontação geoeconômica, apontada pelo Fórum Econômico Mundial como o risco número um de curto prazo, a sustentabilidade empresarial deixou de ser apenas uma agenda de conformidade para se tornar o pilar central da resiliência estratégica.
Enquanto observamos movimentos de retração em potências como os EUA, que reposicionaram o clima como uma variável de alta volatilidade política e retrocessos relevantes no debate ambiental, no Brasil (como no licenciamento), observo que o papel das empresas brasileiras torna-se ainda mais crítico e, paradoxalmente, vantajoso.

A reversão de políticas ambientais e o desmonte regulatório em grandes economias têm gerado um efeito colateral técnico: a redução da previsibilidade institucional. Para o mercado, isso se traduz em maior percepção de risco, impactando decisões de investimento e elevando custos associados a operações e ativos intensivos em carbono.
Com segurança, digo que manter-se ativo nas ações de sustentabilidade não é mais uma questão de “filantropia corporativa”, mas de gestão de riscos e de competitividade. Há anos constato que empresas que mantêm métricas claras e compromissos com a descarbonização garantem um horizonte de investimento mais estável em meio ao caos geopolítico. Quando o padrão regulatório mínimo enfraquece, o padrão exigido pelo mercado sobe — e cabe às empresas preencher esse vácuo com governança, rastreabilidade e integridade.

Este é o ano em que mecanismos como o CBAM (Taxação de Carbono na Fronteira) e a EUDR (Lei Antidesmatamento da UE) entram em uma fase decisiva de implementação e aplicação.
Vantagem possível para o Brasil (desde que haja consistência e prova). Enquanto produtos de países que abandonaram metas climáticas podem sofrer sobretaxas, o Brasil, ao consolidar seu Mercado de Carbono (Lei 15.042/2024), oferece às suas empresas um “esforço de alinhamento regulatório” que pode ajudar a reduzir exposição e fortalecer a competitividade das exportações em mercados exigentes como o europeu.
Neste setor, pontuo que o enfraquecimento de programas de conservação em outros mercados pode tornar o agro brasileiro — apoiado no CAR e no Código Florestal — mais competitivo em mercados que exigem rastreabilidade rigorosa.

A recente assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia trouxe uma inovação jurídica a meu ver: o Acordo de Paris agora é um “elemento essencial” do tratado. Isso significa que a sustentabilidade está “ancorada” no comércio bilateral. Para as empresas, isso abre portas para cadeias de valor inter-regionais em setores de alta tecnologia, como hidrogênio verde, minerais críticos para baterias e biocombustíveis sustentáveis. E, nesse contexto, a reputação ambiental do país e a capacidade de comprovação das cadeias produtivas passam a pesar ainda mais.

Como bem pontuado no último Fórum de Davos, o custo da hesitação é sempre maior do que o custo da liderança. Pode anotar: empresas que retrocederem agora correm o risco de ficarem defasadas tecnologicamente, especialmente frente à rápida expansão de tecnologias limpas em mercados como o chinês.
Acompanhando há décadas este mercado, posso dizer que caminho para 2026 é claro: a sustentabilidade é a nova métrica da eficiência operacional e da segurança jurídica. Manter o curso não é apenas “fazer a coisa certa”; é garantir que sua empresa seja vista como um parceiro confiável em cadeias e mercados cada vez mais exigentes e orientados por critérios de risco, rastreabilidade e transição climática.
Sua empresa está pronta para liderar nesta ruptura ou será apenas um espectador da nova ordem comercial?
O Programa Peruaçu inicia um novo capítulo em sua trajetória com o lançamento de sua própria identidade visual. Mais do que uma criação estética, a marca representa a consolidação da atuação do Instituto Ekos no Vale do Peruaçu e reforça nosso papel como parceiros de um território pulsante, guardião de saberes ancestrais, biodiversidade única e uma rede de comunidades que constroem, diariamente, um futuro mais sustentável.
Ao longo dos últimos anos, o Programa Peruaçu tem ampliado suas frentes de atuação, consolidando novas parcerias, desenvolvendo projetos inovadores e fortalecendo a participação local em iniciativas de conservação e geração de renda. Por isso, diante desse novo momento, o Instituto Ekos Brasil entendeu que era preciso uma identidade que traduzisse, visual e conceitualmente, essa transformação.

Uma marca que conecta natureza, território e ancestralidade
A espiral, símbolo do Ekos Brasil, permanece como elemento central da composição. Agora, porém, ela se entrelaça às referências das pinturas rupestres que marcam a paisagem do Vale do Peruaçu. Essas imagens milenares, reconhecidas por sua relevância arqueológica e estética, foram a inspiração para a nova identidade visual: uma marca que escuta o território e devolve a ele um gesto de respeito e continuidade.
A paleta de cores reforça essa ligação direta com o chão do Peruaçu. Tons ocres, terrosos e pigmentos naturais foram extraídos da paleta cromática das cavernas do parque, refletindo fielmente a matéria e a memória da região. O resultado é uma marca que não apenas representa o Programa, mas é acolhida pelo território.
Uma identidade criada com quem vive o Peruaçu
Reforçando o compromisso do Ekos Brasil com o desenvolvimento local, a nova identidade foi criada por um artista gráfico da própria região, o Bruno Cantú. A escolha destaca o protagonismo dos talentos locais.
Para Jéssica Fernandes, coordenadora do Programa Peruaçu, essa conexão é essencial: “Queríamos que essa marca fosse um reflexo verdadeiro do território, não algo imposto de fora, mas algo que nasce daqui. Envolver um artista local foi fundamental para garantir autenticidade e para reforçar nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável das comunidades que fazem do Peruaçu um lugar único.”
Uma marca-ponte
A identidade visual se apresenta como uma ponte entre o humano e a natureza, entre a ancestralidade e a ação presente, entre o conhecimento tradicional e as estratégias contemporâneas de conservação. Ela expressa o movimento contínuo do Programa, que se transforma sem perder suas raízes.
Mais de 20 anos de presença e compromisso
O Ekos Brasil atua há mais de duas décadas na região, em parceria com comunidades, gestores públicos e instituições. A nova marca reafirma esse compromisso histórico e projeta o Programa para o futuro, fortalecendo o alinhamento entre propósito e atuação no território.
A COP30, realizada em Belém, marcou não apenas um momento crucial para o debate climático internacional, mas também o fortalecimento de vozes e iniciativas que conectam biodiversidade, justiça social e responsabilidade climática, ficando reconhecida como a COP mais diversa de todos os tempos.
Nesse cenário, o Instituto Ekos Brasil teve participação ativa por meio da nossa diretora-presidente, Ana Moeri, que circulou entre a Blue Zone e a Green Zone articulando diálogos, moderando debates e reforçando a necessidade de integrar conservação e desenvolvimento sustentável.


Ao longo da conferência, Ana Moeri moderou e participou de painéis estratégicos, como “Brazilian Citrus Program for Climate Adaptation” e Regeneração e Soluções Climáticas – O Potencial dos Biomas Brasileiros, ambos a convite da Citrosuco. “O Brasil tem um papel importante ao mostrar que regenerar áreas degradadas e adaptar paisagens produtivas é parte da solução global para o clima.”, disse.
Já o painel “Boas Práticas Corporativas para as Pessoas, o Meio Ambiente e o Clima” no Planetary Embassy, além de moderado, também foi organizado por Ana e o Ekos Brasil, em parceria com a Universidade de St.Gallen. Uma boa diversidade de empresas, academia e organizações esteve presente, o que nos permitiu lançar bases sólidas para a construção da grade da Academia, unindo a experiência acumulada ao olhar voltado para os desafios que vêm pela frente.
Em suas intervenções, Ana ressaltou o papel do setor privado como agente essencial na construção de soluções de longo prazo.
“A transição climática acontece quando conseguimos trazer ciência, setor produtivo e comunidades para a mesma mesa. O trabalho do Ekos Brasil comprova isso. Em diversos projetos, vemos que é possível conciliar, de forma harmônica, produtividade e conservação”.
Nos corredores da conferência, sua participação foi marcada por encontros com lideranças governamentais, representantes da sociedade civil e pesquisadores.


Um dos momentos mais simbólicos foi sua participação no painel “Mulheres na Conservação: guardiãs da natureza e da Ética do Cuidado”, realizado na Blue Zone. Ao lado de Ana Paula Chantre Luna, ministra do Ambiente de Angola, e de Sandra Regina Pereira, secretária de comunicação do CONFREM, Ana destacou projetos e pessoas liderados por mulheres no Ekos Brasil, que se destaca pelo protagonismo feminino.
“Cuidar da natureza é, historicamente, uma missão que muitas mulheres carregam no cotidiano, seja na gestão comunitária, na produção agrícola ou na liderança científica. Quando reconhecemos e incentivamos esse protagonismo, ampliamos nossa capacidade de responder à crise climática”.
Além das agendas formais, Ana participou de outros eventos e visitou o Museu Paraense Emílio Goeldi, numa imersão que, segundo ela, reforçou o sentido da conferência ter sido sediada na Amazônia. “Estar em Belém, rodeada pela potência cultural e ecológica da Amazônia, transformou a experiência da COP. Não falamos apenas de metas, falamos de vidas, de territórios, de um bioma que sustenta o clima do planeta”, completou.

As mulheres têm um papel essencial na gestão dos recursos naturais, mas sabemos que ainda enfrentam barreiras para acessar espaços de liderança e oportunidades econômicas. Diante dessa realidade, o Instituto Ekos Brasil deu início ao projeto Florescer no Cerrado, com o intuito de apoiar empreendedoras no Vale do Peruaçu.
O Florescer no Cerrado começou com um mapeamento dos negócios locais liderados por mulheres. O diagnóstico apresentou os desafios e lacunas que elas enfrentam no dia a dia. Esse documento também foi a base para a criação de uma jornada de apoio sob medida para fortalecer seus negócios e promover a inclusão feminina em decisões estratégicas e operacionais.


“Acreditamos que as soluções mais transformadoras nascem da escuta e da participação ativa, por isso, as 30 mulheres selecionadas participaram da construção do curso”, explicou Camila Dinat, gerente técnica e novos negócios do Ekos Brasil que acompanha de perto o projeto. Agora, as empreendedoras se encontram mensalmente, desde maio, em encontros formativos que endereçam as demandas identificadas.
No encontro de julho, as empreendedoras viveram uma experiência imersiva no comércio local de Januária (MG). Durante o tour, visitaram lojas, centros de artesanato e restaurantes. Puderam aprofundar conhecimentos sobre preços, produtos, perfis de público e diferenciais.


Para Dinat, “foi uma oportunidade única de conhecer de perto o turismo regional com suas riquezas e desafios e ainda ter ideias para pensar seus próprios negócios como parte ativa dessa cadeia produtiva”.
Já no encontro de setembro, participaram de uma oficina sobre Marketing Digital. Na ocasião, cada uma precisou confeccionar um post para divulgar seu trabalho no Instagram. E o Instituto Ekos Brasil fez questão de mostrar todos eles em seu perfil institucional.
“A cada encontro, sentimos que damos mais um passo para a geração de renda e autonomia das nossas empreendedoras. É incrível vê-las florescendo juntas, com força, cuidado e propósito”
completou Dinat.
O projeto será encerrado em dezembro, após um processo de mentorias individualizadas, onde cada mulher empreendedora irá desenvolver um plano de ação para seu empreendimento a partir dos conhecimentos gerados, buscando construir um caminho sólido até seu sonho.
O projeto Florescer no Cerrado conta com o suporte fundamental do SEBRAE local e é apoiado pelo CEPF e IEB.

O Parque Estadual do Rio Doce (PERD) convidou a equipe do Projeto Árvores do Rio Doce para participar do V Seminário de Pesquisa do PERD, realizado entre os dias 21 e 23 de outubro de 2025.
O evento foi um importante espaço de encontro entre pesquisadores, gestores e instituições parceiras, voltado à discussão dos estudos científicos que vêm sendo desenvolvidos na unidade de conservação.
O projeto Árvores do Rio Doce: estudos ecológicos para conhecer e conservar espécies ameaçadas de extinção na Bacia do Rio Doce estuda espécies florísticas ameaçadas da Bacia do Rio Doce, e tem como objetivo principal gerar informações científicas que subsidiem ações de conservação, manejo e restauração florestal na bacia, o que torna os resultados extremamente relevantes para a conservação da biodiversidade local e regional e para o PERD.
Durante o seminário, foram apresentados resultados relativos às respostas das espécies ameaçadas de extinção ao enriquecimento atmosférico de CO2, aumento de temperatura e restrição hídrica considerando cenários atuais e futuros de mudanças climáticas.
As projeções revelam um panorama preocupante: 19 das 26 espécies avaliadas devem perder mais de 75% de suas áreas atualmente adequadas até 2050, sob pelo menos um dos cenários de aquecimento avaliados. Algumas das espécies-alvo apresentaram risco de extinção local, com áreas projetadas próximas a zero até meados do século. Por outro lado, algumas espécies mostraram maior resiliência, indicando manutenção ou expansão de suas áreas adequadas, possivelmente em função de maior plasticidade ecológica ou caráter pioneiro.

Além da modelagem espacial, o projeto também apresentou resultados experimentais sobre o crescimento e a fisiologia de plantas de sete espécies arbóreas nativas ameaçadas, sob condições simuladas de elevação da concentração atmosférica de CO₂, aumento de temperatura e restrição hídrica. Esses experimentos permitem compreender como tais espécies respondem a mudanças ambientais em termos de crescimento, metabolismo, anatomia e funcionamento fisiológico, demonstrando que as mudanças climáticas não afetam significativamente a germinação das sementes, mas provocam impactos expressivos nas fases juvenis, quando alterações na temperatura e na disponibilidade de água podem comprometer o desenvolvimento e a sobrevivência das plantas.
O Projeto Árvores do Rio Doce – Estudos Ecológicos para Conhecer e Conservar Espécies Ameaçadas de Extinção na Bacia do Rio Doce é gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO, com financiamento advindo do Projeto Biodiversidade do Rio Doce, e parceria com os pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, Instituto Inhotim e Universidade de Salamanca (Espanha).

A participação no seminário representou uma oportunidade valiosa para compartilhar avanços científicos, fortalecer parcerias institucionais e discutir estratégias para a conservação da flora da região, reafirmando o papel essencial da pesquisa como base para a gestão e o planejamento ambiental.