INSTITUTO ECKOS LOGO

Blog

Confira nossos artigos, notícias e publicações autorais

#Conteúdo

FIQUE POR DENTRO

Conteúdo conscientiza, educa, facilita, gera diálogo e estreita relações. Confira nossos artigos, notícias, publicações autorais e compartilhe com a sua rede.

iucn

Comitê brasileiro da IUCN elege nova diretoria

Membros do Comitê Brasileiro da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês para International Union of Conservation of Nature) se reuniram no último dia 15 de agosto em Assembleia Geral Extraordinária que elegeu um novo secretariado.

Entre os eleitos para guiar as atividades do Comitê no triênio 2022-2025 estão Maria Cecília Wey de Brito, do Instituto Ekos, como presidente, Carlos Durigan, do WCS Brasil, como vice-presidente, e Carolina Schäffer, da Apremavi, como secretária executiva.

Maria Cecília, que assume a nova diretoria, acredita que “a promoção do desenvolvimento econômico e social sustentável e inclusivo, em harmonia com a natureza é urgente, por isso fortalecer o comitê brasileiro da IUCN é um passo importante na agenda global da conservação da natureza”.

A nova diretoria pretende continuar o trabalho que já vinha sendo feito na gestão anterior, de fortalecimento do Comitê Nacional ao ampliar as ações de advocacy e comunicação, ao amplificar o contato com as instâncias de governança da IUCN na América Latina e também ao retomar a campanha Brazil Matters, lançada durante o Congresso Mundial de Conservação da Natureza de 2021. Brazil Matters é uma carta que expõe a visibilidade do Brasil como fundamental na agenda da conservação da natureza e da biodiversidade global. Acesse a íntegra aqui.

O Comitê Brasileiro conta hoje com 25 organizações membro espalhadas pelo território nacional e que atuam em defesa de todos os biomas brasileiros. 

A IUCN

Criada em 1948, a IUCN é a maior e mais antiga rede para a conservação da natureza do mundo, agregando mais de 1.400 organizações membros e contando com a contribuição de cerca de 15.000 especialistas voluntários de 160 países que influenciam os rumos da conservação da biodiversidade através da ótica da crise do clima, das comunidades tradicionais e do desenvolvimento sustentável.

Dentre as inúmeras contribuições da rede para a temática, está a publicação da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, que tem servido de base para governos, ONGs e empresas tomarem decisões que afetam os habitats naturais que remanescem no planeta. Outro ponto importante é a colaboração com governos nacionais e locais, comunidades e outros organismos, para que sistemas de áreas protegidas sejam criados e geridos corretamente.

A troca de experiências entre os membros começa nos comitês nacionais em cada país que promovem o diálogo, compartilham experiências e suportam cooperações diversas entre todas as regiões do mundo, e também no debate no âmbito das comissões, que são:

  1. Comissão de Educação e Comunicação – CEC (sigla em inglês);
  2. Comissão de Políticas Ambientais, Econômicas e Sociais – CEESP (sigla em inglês);
  3. Comissão de Espécies Ameaçadas – SSC (sigla em inglês);
  4. Comissão Mundial em Legislação Ambiental – WCEL (sigla em inglês);
  5. Comissão de Manejo de Ecossistemas – CEM (sigla em inglês); e,
  6. Comissão Mundial de Áreas Protegidas – WCPA (sigla em inglês).
finanças sustentáveis

Finanças sustentáveis também significa investir em resiliência e adaptação às mudanças climáticas

A organização britânica Climate Bonds Initiative divulgou recentemente que os investimentos globais em green bonds têm grande chance de alcançar a marca de US$ 1 trilhão em 2022. Somamos a esse número a ampliação das práticas ESG, que impulsionam as empresas a adotar, cada vez mais, estratégias sociais, ambientais e de governança. Esses dois aspectos exemplificam o crescimento de um verdadeiro movimento no mercado financeiro intitulado “finanças sustentáveis”.

Em artigo publicado pela Febraban, a professora doutora Annelise Vendramini explica: “Finanças sustentáveis (…) buscam alocar dinheiro em atividades que contribuam para a sustentabilidade, incorporando o valor do dinheiro no tempo e as noções de risco –retorno.”

Pelo contexto apresentado acima, fica claro que é a hora e a vez do mercado financeiro fazer a sua jogada de mestre – e já está fazendo. Gestoras de fundos já anunciam prioridade em investimentos sustentáveis, bancos atrelam créditos a relatórios de sustentabilidade e mesmo os investidores pessoa física começam a se preocupar mais em alocar suas reservas em fundos e ações de sustentabilidade.

Cada vez mais fica claro que os investidores não devem atrelar seus investimentos apenas tendo em mãos o relatório de sustentabilidade das empresas. É necessário um due diligence íntegro para entender como elas estão gerindo esses investimentos em conformidade com as estratégias de sustentabilidade. 

De fato, o World Resources Institute (WRI) alerta que apenas reduzir emissões passa longe de ser a única preocupação dos investidores. A gestão climática pode e deve ser um dos indicadores primordiais de investimento. É ela a guiar uma governança integral da empresa rumo ao desenvolvimento sustentável, começando por um inventário, passando por metas de redução e compensação, mas incluindo também os impactos sociais da sua cadeia de valor, por exemplo. 

“As metas do Acordo de Paris não serão cumpridas sem uma transição justa, sem a inclusão de trabalhadores, povos indígenas, comunidades na linha de frente e outros grupos cujas vidas e meios de subsistência se encontram ameaçados pelas ações necessárias para promover uma economia resiliente e de baixo carbono, diz o artigo.

Isso significa que investir em projetos corporativos de resiliência e adaptação às mudanças climáticas deveria ser tão importante para os investidores quanto investir em empresas comprometidas com a mitigação ou redução das emissões. E o motivo é bastante simples. Os efeitos devastadores e severos da mudança do clima afetam a todos, inclusive as empresas nas quais investem, colocando em risco a produção, as ações e a sobrevivência dos seus trabalhadores que, geralmente, residem nas áreas mais afetadas pelos eventos extremos.

Por isso, mesmo que ainda seja um desafio para as empresas quantificar, analisar e reportar riscos relativos às mudanças climáticas, os investidores são chamados desde já a investir em companhias e fundos que apoiam ou desenvolvem projetos de adaptação e iniciativas que priorizam a justiça climática.

Sabemos a necessidade de que todos façam a própria parte. E sabemos também que se o mercado financeiro adotar as finanças sustentáveis como regra e não exceção, a “luz no fim do túnel” ficará cada vez mais clara.

indígena

Como conectar conhecimentos ancestrais às novas tecnologias de comunicação?

Uma riqueza cultural imensa é carregada por cada indígena brasileiro. Vivendo no contexto urbano ou em transição entre a cidade e a aldeia, são frequentemente questionados por seus costumes e precisam aprender desde cedo a defender sua cultura entre os povos não-indígenas. 

Em 2022 é necessário que o conhecimento substitua os estereótipos. E nada melhor do que impulsionar esse movimento através de um dos espaços mais frequentados pela sociedade contemporânea: o espaço virtual.  

Para apresentar a importância de utilizar de forma consciente a internet em defesa dos povos indígenas, conversamos com o jovem ativista Cristian Wariu e a doutoranda da Universidade Federal do Amazonas, Romy Cabral, que nos mostraram as facetas dessa defesa cultural.

Juventude indígena nas redes

“Índinho” e “índio” eram termos pejorativos, infelizmente, muito comuns na infância de Cristian. Ser o único garoto indígena em uma escola não-indígena e escutar tantas falácias sobre a sua realidade o fizeram entender que sua própria voz poderia – e deveria – se tornar uma grande ferramenta de defesa.

Cristian Wariu
Créditos: arquivo oficial Cristian Wariu.

Jovem, ativista e estudante de Comunicação da Universidade de Brasília, é membro do povo Xavante, um dos mais de 300 povos indígenas espalhados pelo país. Ele conta que aprendeu a ensinar sobre os aspectos das realidades indígenas ao corpo discente e docente das escolas desde cedo. 

Hoje, Cristian é conhecido por lideranças indígenas como Guerreiro Digital e soma mais de 75 mil seguidores no Instagram, 110 mil no TikTok e quase 42 mil inscritos no canal do YouTube Wari’u, números conquistados por meio de vídeos que ensinam de forma didática conceitos e diferenças culturais entre os povos originários. 

“Eu sou um indígena muito politizado, porque meu pai é uma liderança indígena e desde berço a gente (ele e os irmãos) tinha a plena noção da nossa realidade […], então eu já ia muito preparado para os ambientes de conflito, de chegar e ser, por muitas vezes, o único indígena da escola.”

Cristian Wariu sentado, mexendo em uma câmera fotográfica, com uma criança pequena sentada em seu colo
Crédito: arquivo oficial Cristian Wariu.

E foi a sensibilidade e a naturalidade por narrar e ensinar sua realidade que proporcionou a Wariu um ingresso no mundo da produção de conteúdo digital naturalmente. A curiosidade pela computação foi o primeiro passo para chegar na produção de vídeos para o YouTube, onde cresceu, inscrevendo seus trabalhos em editais e evoluindo nos formatos e roteiros. 

Quando começou, durante a adolescência, ainda não existiam pessoas na internet que fizessem o trabalho que ele havia proposto. Por isso, para o ativista, encontrar hoje uma gama de influenciadores indígenas que produzem conteúdo de qualidade e que estão tomando espaço de influência nos diferentes setores da sociedade a partir da internet, é um aceno positivo para a disseminação da cultura das centenas de povos indígenas e idem para o seu próprio trabalho.

Cristian Wariu
Crédito: arquivo oficial Cristian Wariu.

“É até engraçado pensar que a maioria dos jovens que estão no fronte das redes sociais,

alcançando um público maior do que eu já alcancei, todos eles citam os meus vídeos, ‘ah eu comecei porque eu vi seu vídeo, achei muito interessante’. Ou até diretamente mesmo, produtores de conteúdo hoje tiveram mentoria minha, dada por organizações indígenas.”

A vivência de Cristian Wariu é um exemplo de ocupação dos espaços de conflito. Ele mostra que impulsionar transformações e utilizar das novas tecnologias para ensinar as diferenças culturais e a linguagem correta para se dirigir a cada povo, esse é o caminho para acontecer a conscientização política e social da população brasileira diante da pluralidade cultural indígena.

 

Internet ainda recente

Para Romy Cabral, o contato com os povos indígenas foi diferente. Ela começou a trabalhar ainda jovem com a língua portuguesa, por meio de aulas particulares de apoio pedagógico para pessoas de outros países, como Bulgária, Taiwan e China, mas quando chegou na graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), ela decidiu que atuaria apenas com os povos indígenas.

romy cabral
Créditos: arquivo privado Romy Cabral.

A primeira aldeia com quem ela trabalhou e construiu raízes foi a Kwatá/Borba-Am, do Povo Munduruku. Diferente de Wariu, que transita frequentemente entre o contexto urbano e sua aldeia, os membros da Kwatá iam até a cidade apenas no final do mês, para ir ao banco.

E quando o assunto é comunicação, na época em que Romy começou a trabalhar como professora, a aldeia contava com apenas dois orelhões e o sistema de radiofonia. Este sistema consiste na comunicação  por meio de ondas de rádio e já foi utilizado para ensinar a língua do povo pela voz da matriarca de uma das grandes famílias do local, Ester Caldeira, hoje com cerca de 105 anos de idade. 

“Quando houve o desligamento dos telefones e eu parei de frequentar a aldeia, eles buscaram manter contato comigo”, recordou a professora. O contato era possível via telefone das cidades mais próximas, sempre na última semana mensal. Então, quando chegava o período, ela recebia a já habitual ligação para saber as novidades e saudar as amizades, no entanto, um dia, isso mudou, quando em meados de 2010 ela recebeu uma mensagem de um membro da aldeia através de uma rede social – e nem era final do mês. 

Ela conta que a surpresa maior foi descobrir que a mensagem veio direto da aldeia, consagrando a chegada da internet onde nem mesmo o sinal de telefone funcionava. 

“Até a década de 1980 havia uma buzina que avisava a aldeia em momentos importantes, como as assembléias. Essa prática acabou porque a pessoa encarregada de tocar a buzina faleceu. Depois que o orelhão foi desligado, quando a internet chega à aldeia, a escola se torna um acesso a este espaço virtual e dá início ao processo de inserção do povo nas redes sociais.”

celebração do povo indígena munduruku
Registro da aldeia Kwatá durante o Festival de Cultura Munduruku, em 2019. Crédito: arquivo pivado de Romy Cabral.

Em 2018 ela retorna à aldeia para recolher informações para sua tese de doutorado de tema “Territórios Virtuais: Munduruku no ciberespaço, um estudo de caso a partir da Aldeia Kwatá/Borba-Am” e identificou que o número de pessoas com acesso à internet cresceu.

Através das redes, os indígenas mantêm contatos, fortalecem a cultura indígena, mostram a sala de aula e sua rotina na aldeia. No entanto, por algumas experiências fracassadas, os habitantes já enxergam o ciberespaço como um lugar de exposição e não de diálogo

De acordo com a doutoranda, notam que é preciso cautela para que seus hábitos sejam compreendidos por seus valores e não sejam alvo de violência dos povos não-indígenas devido a ausência de valorização da cultura. 

Cristin Wariu e Romy Cabral nos mostram que as novas tecnologias são e devem ser utilizadas como forma de disseminação da cultura indígena. Como? Primeiramente através do empenho para que os povos indígenas tenham o acesso para tal, que tenham uma educação digital e comunicacional e, claro, pela educação de toda a população brasileira, para que o respeito às riquezas culturais seja preservado. 

Na semana em que celebramos o Dia Internacional dos Povos Indígenas, o Instituto Ekos Brasil se sente feliz em ceder um espaço de fala para a comunidade indígena, representados aqui por um jovem e por uma professora pesquisadora. 

Acesse os conteúdos do Cristian nas redes sociais:  

TikTok e Instagram: @cristianwariu  

COP 15

Preocupante perda da biodiversidade atrai olhares para COP 15

Em meio à Copa do Mundo no Catar, o globo dividirá a atenção com a Conferência de Biodiversidade da ONU, que acontecerá entre os dias 5 a 17 de dezembro de 2022. À princípio, a COP 15 seria sediada pela China, mas precisou ser remanejada para o Canadá devido à política “covid zero” adotada no país e após anos de temores pelo adiamento apreensivo. A nova data foi confirmada em Nairobi, Quênia, no final do mês de junho. 

A relevância de debater a biodiversidade em um contexto de pandemia é fundamental para evitar que novas ameaças à saúde do planeta e da vida humana apareçam nos próximos anos. A preservação da fauna e da flora são fatores-chave para impedir o surgimento de novos vírus e bactérias nocivas aos seres humanos. 

Por isso, é de principal importância que nos próximos anos a biodiversidade seja uma temática discutida no meio político governamental e no meio privado, para que seja efetivo o combate às práticas criminosas, como o desmatamento e o tráfico de animais e de espécies ameaçadas de extinção. Estas são as expectativas da COP 15.

A COP de Biodiversidade ocorre depois da COP 27, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em novembro no Egito, bastante aguardada de forma especial pela juventude, após anos de manifestações com vista a alertar as autoridades internacionais. 

Vamos acompanhar estes desdobramentos de forma coletiva. 

 

O hidrogênio verde é o combustível do futuro?

O hidrogênio verde é o combustível do futuro? 

Cinza, azul, branco e verde. Todas essas cores são nomenclaturas de tipos de hidrogênio. A diferença entre elas está, especialmente, na fase de produção. E muito têm se falado sobre o Hidrogênio Verde, produzido a partir da divisão da água – sua matéria-prima -, por meio de um processo químico chamado eletrólise, utilizando apenas energia renovável

A ideia é utilizá-lo como combustível com possibilidades de gerar zero emissões de CO2 na atmosfera. Já imaginou? Essa é a proposta. 

O conceito de zero emissão de carbono é um dos grandes desafios da humanidade em mitigar danos à atmosfera e consequentemente controlar as mudanças climáticas e o aumento da temperatura gradual da Terra

Por este motivo, vêm à tona as seguintes questões: o Hidrogênio Verde é, portanto, o combustível do futuro? Ele é a chave que procurávamos para um combustível limpo? 

Hidrogênio Verde 

De fato, a produção do Hidrogênio Verde pode funcionar como forma de diminuir em grande escala a emissão de GEEs. Entretanto, seu maior obstáculo é o custo de produção hoje: cerca de duas a três vezes mais caro que o Hidrogênio Azul – produzido com base no gás natural, durante um processo bastante poluente (reforma de vapor), onde o carbono resultante é armazenado. 

Por outro lado, até 2030, há estimativas para que este custo caia 62% (Fonte: Portal hidrogênio Verde) e chegue entre US$1,4 e US$2,3/quilo. Essa queda está relacionada, em grande parte, ao aumento de investimentos tecnológicos e industriais dos eletrolisadores, dispositivos que permitem a produção do hidrogênio.

E na corrida mundial pela sua produção, o Brasil tem chances de largar na frente.  De acordo com o Custo Nivelado do Hidrogênio (LCOH, sigla em inglês) o custo brasileiro de produção do Hidrogênio Verde  pode chegar a US$1,50/quilo até 2030. 

Vantagens e desafios

Além da descarbonização, que por si só já é um significativo passo, a produção de hidrogênio traz benefícios importantes nos âmbitos científicos, econômicos e ambientais, como avanços tecnológicos para o setor e a possível diminuição dos custos de produção.

Além disso, o Hidrogênio Verde é uma ótima alternativa para o armazenamento de energias renováveis, como eólica e solar. Como? A energia excedente pode ser usada para o processo de eletrólise, onde será gerado gás hidrogênio possível de ser armazenado. 

E armazenar hidrogênio é simples? Na realidade, é um desafio devido à inflamabilidade do elemento químico, mas há formas seguras:

  • Liquefazê-lo
  • Integrá-lo à amônia
  • Diluí-lo em gás natural.

Enquanto diluído, as tubulações de gás natural levam o elemento até distâncias que ultrapassam 5 mil Km e possuem um potencial de transmissão energética 10 vezes maior do que uma linha elétrica e ⅛ do custo. 

Para além disso, a geração do hidrogênio por meio da gaseificação e da reforma de biomassa evita o desperdício e mantém a regularidade no fornecimento de mais de um tipo de energia. 

Descarbonização

E quando falamos da eliminação a longo prazo da emissão de gás carbônico, ou seja, da descarbonização, isso pode simbolizar um grande salto para as indústrias, principalmente, siderúrgicas e de fertilizantes, rumo ao cumprimento  da meta do Acordo de Paris em reduzir até 60% as emissões até 2050. 

No setor de transporte, o Hidrogênio Verde  também pode ser um importante agente de descarbonização. Cerca de 24% das emissões globais de carbono vêm do setor de transportes, devido à queima de combustíveis fósseis. Justamente por este motivo, aproximadamente 20 países buscam zerar a venda de veículos poluentes até 2035. E para isso, alguns países já estudam a construção de milhares de postos de abastecimento de hidrogênio para a frota de veículos movida à bateria limpa. 

Para compreender a potência da tecnologia, no transporte naval, por exemplo, o uso do Hidrogênio Verde sintetizado a partir da amônia verde pode impulsionar até mesmo navios de carga. 

Pode parecer distante, mas a efetiva produção do Hidrogênio Verde está batendo na porta. Quem sabe, em alguns anos, já veremos postos espalhados pelas grandes metrópoles?

Se você ficou interessado/a neste combustível do futuro que promete revolucionar, assim como nós, continue a acompanhar os próximos passos conosco. 

E conheça o Programa Compromisso Com o Clima. 

 

[siteorigin_widget class=”categoryPosts\\Widget”][/siteorigin_widget]

Dia do índio?

Dia do índio?

Hoje, 19 de abril, comemoramos mais um ‘Dia do Índio’, data que foi instituída em 1943 por Getúlio Vargas pelo Decreto-Lei 5.540, como resultado do I Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido no México em 1940. Durante os primeiros dias do evento, representantes indígenas boicotaram sua participação por acreditarem que não teriam voz entre os líderes políticos presentes. Em 19 de abril, porém, passaram a tomar parte das discussões e decisões deste importante congresso.

Assim, desde o seu início, a data simbolizou a importância da participação e da voz dos povos originários sobre decisões em nível nacional. Entretanto, ainda hoje, são muitas as ameaças constantes sobre a cultura, direito à terra e até a própria existência dos mais de 200 povos indígenas estabelecidos ao longo do território brasileiro.

De forma a reforçar a importância da celebração e do respeito à diversidade cultural, religiosa, linguística e identitária desses povos, e tornar essa comemoração mais condizente com esses objetivos, foi proposto pela deputada Joenia Wapichana o Projeto de Lei nº 5.466/2019, que altera a expressão “Dia do Índio” para “Dia dos Povos Indígenas”. A alteração, se aprovada, poderá representar também uma ótima oportunidade para quebrar a visão já tão estigmatizada e estereotipada que há sobre os povos originários em território brasileiro

Em dezembro do último ano, o PL foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJC) da Câmara seguindo, enfim, para deliberação do Senado.

Até dia 14 de abril aconteceu, pelo 18o ano consecutivo, o acampamento Terra Livre, com a mobilização de diversas etnias buscando essa presença ativa na participação política quanto a definição de projetos que afetam diretamente a vida e as aldeias dos povos indígenas, ou seja, projetos em busca do direito à demarcação do passivo de terras indígenas e contenção de violências e invasões nestes territórios.

Neste dia 19 homenageamos os povos indígenas que milenarmente continuam transmitindo sua ancestralidade por meio de muita cultura, medicinas, comida e garra.

[siteorigin_widget class=”categoryPosts\\Widget”][/siteorigin_widget]

CarnaEkos: um carnaval no ritmo da sustentabilidade

CarnaEkos: um carnaval no ritmo da sustentabilidade

Carnaval é período de festa, espontaneidade, celebração da vida e de recolher as energias para iniciar os trabalhos, já que, na linguagem popular, o ano só começa depois do carnaval. 

Mas, no Instituto Ekos Brasil, o ritmo foi um pouco diferente. A equipe decidiu comemorar a festança e impulsionar o engajamento ambiental, simultaneamente. O resultado? Um concurso de fantasias com um desafio extra: montar uma fantasia sem gerar impacto ambiental negativo, ou seja, sem gerar resíduos! É curioso pensar nisso, uma vez que a maioria das fantasias carnavalescas são compostas por glitter, purpurinas, arcos de plástico, enfeites de TNT ou EVA, e por aí vai. Entretanto, nossa equipe provou que, para além do talento profissional nos projetos internos, brinda com honra na criatividade.

Equipe reunida com as fantasias do CarnaEkos

Apesar do empenho unânime, o pódio foi marcado por fantasias que retratavam o greenwashing, um banho tomado e uma estudante ativista. Vestindo roupas do próprio guarda roupas e objetos de papelaria de casa, Camila Dinat, nossa engenheira agrônoma, se transformou em Greta Thunberg, estudante que luta pelo planeta. Já com um roupão e sua touca de banho, o banho tomado foi obra da nossa cientista ambiental Ciça Wey. 

Luciana Ferreira optou por representar o Greenwashing: falta de implementação de uma gestão ambiental social, alinhada com estratégias de desenvolvimento sustentável para o próprio desenvolvimento da empresa. Essa prática negativa foi interpretada com um rodo de casa, um balde esverdeado, folhas caídas recolhidas no jardim e vestida de verde. Arrasou

A festa intimista do carnaval no Ekos foi regada a um happy hour que também não gerou resíduos plásticos de consumo único, como copos ou pratos descartáveis. Assim como o glitter não apareceu nessa integração, apenas o bioglitter, feito por Dany Mello Freire e compartilhado com quem quisesse, de uma mistura entre Ágar ágar e água de beterraba e também a opção da mistura feita com manteiga de karité com pó de mirra.

A exemplo das três, provamos que é possível curtir com estilo e se divertir sem usar tecidos sintéticos e descartáveis. Esperamos que o carnaval em 2022 seja ambientalmente consciente por parte dos carnavalescos, que compreendam que, cada vez mais, cada ação, inclusive o ato de se vestir e maquiar, pode impactar a conservação das águas e do solo.

O sucesso do CarnaEkos foi imediato e as bocas dizem alala ô, que o CarnaEkos arrasou e vai continuar como uma tradição do Instituto porque, ai ai, ninguém dorme no ponto. 

[siteorigin_widget class=”categoryPosts\\Widget”][/siteorigin_widget]

Panorama do Mercado de Carbono é tema de evento do Compromisso com o Clima

Panorama do Mercado de Carbono é tema de evento do Compromisso com o Clima 

Quarta edição do evento Diálogos sobre a Nova Economia reuniu apoiadores institucionais, especialistas e interessados no mercado de carbono no Brasil. 

No último dia 30, cerca de 50 especialistas, apoiadores do programa Compromisso com o Clima e interessados no mercado de carbono participaram do  evento promovido pelo programa sobre o Panorama do Mercado de Carbono no Brasil e suas conexões com movimentos empresariais sob a ótica de uma nova economia, aquela de baixo carbono, regenerativa e circular.  sobre a nova economia, ou seja, economia de baixo carbono, regenerativa e circular. 

Os participantes debateram sobre quatro temáticas de grande importância para o setor privado em sua jornada pela sustentabilidade. Foram elas: o “Panorama geral da regulamentação do mercado de carbono no Brasil”, com a contribuição da  especialista Lina Pimentel, do escritório Mattos Filho; o”Panorama do mercado de carbono: tendências de mercado”, que contou com um  diálogo entre Petterson Vale da Green Domus e João Teixeira, gerente de Sustentabilidade Natura & Co Latam;  “Aspectos técnicos de projetos de uso de solo – AFOLU”, abordado por Mariano Cenamo e João Teixeira; e ainda, os “Movimentos empresariais” debatido por Karina Baratella em conversa com André Borges, head de Sustentabilidade do iFood. 

Também participou Ana Moeri, presidente do Ekos Brasil, e Danielly Mello Freire, também do Instituto, responsável pela gestão do Programa Compromisso com o Clima desde a sua concepção. 

O IV DIálogo enfatizou a importância de uma atenção plena perante todas as movimentações políticas e econômicas para que o mercado de carbono seja estável, com projetos íntegros. Sob esse aspecto, reiteraram a credibilidade dos créditos de carbono contemplados no Programa Compromisso com o Clima que passam pela avaliação técnica socioambiental e jurídica do Programa, atualmente, o único com essa frente de due diligence na região.

Quer saber mais sobre o tema? Acesse o site do programa e conheça detalhes do trabalho

Assista o momento em nossa página do YouTube.

 

[siteorigin_widget class=”categoryPosts\\Widget”][/siteorigin_widget]

Os impactos sociais positivos para a Remediação Sustentável

Os impactos sociais positivos para a Remediação Sustentável

Nos últimos anos, principalmente na América Latina, não há espaço para desenvolver projetos de gerenciamento de áreas contaminadas (GAC) sem incorporar os preceitos de remediação sustentável. Como o próprio nome revela, sua base é trazer os princípios da sustentabilidade para dentro do planejamento de projetos, incorporando aspectos dos pilares ambiental, econômico e social.

Desde o início dos primeiros casos implementados de gerenciamento de uma área contaminada,  os impactos ambientais e econômicos advindos dessa celeuma tiveram atenção desproporcional em comparação à busca pelos impactos sociais positivos, especialmente devido à visão de muitos stakeholders de que sustentabilidade se resumia à “busca por medidas positivas ao meio ambiente” (ou seja, com foco no pilar ambiental) e ao interesse comum por preços cada vez mais competitivos e pela redução de custos. 

Assim, os impactos sociais, por muitas vezes, ainda são esquecidos durante um projeto de GAC. Entretanto, atualmente, o conceito de sustentabilidade e remediação sustentável se encontra em uma fase de maior desenvolvimento e, principalmente, implementação na realidade da América Latina. Esse fato pode ser percebido por meio de resultados de indicadores, aos quais demonstram reflexos significativos em termos de impacto social.

Cabe destacar, nesse contexto, que para todos os pilares que sustentam o conceito da sustentabilidade em um projeto de remediação, os impactos positivos e negativos gerados no processo precisam ser avaliados, e é importante que os impactos positivos se sobreponham ou tragam mais vantagens ao projeto, ao passo que os negativos sejam mitigados ou compensados. Por isso, a importância da tríade da sustentabilidade sempre deve ser considerada nos projetos, bem como serem definidos indicadores que possibilitem o monitoramento e a quantificação dos impactos, à luz dos benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Para um melhor entendimento, é interessante conhecer a inter-relação do pilar social com os demais pilares da sustentabilidade, conforme exemplificado a seguir:

tabela de impactos sociais

Investir no social impacta direta e positivamente todos os demais pilares e planejamentos de projetos de remediação sustentável. 

Venha fazer parte da rede NICOLE Latin America e dialogue conosco sobre essa temática.

E para saber mais sobre o assunto, confira o Episódio 8 do nosso podcast!

Autores: Comunicação Ekos Brasil

Revisão: Luciana Ferreira e Joyce Cruz di Giovanni

[siteorigin_widget class=”categoryPosts\\Widget”][/siteorigin_widget]

5 podcasts sobre Mudanças Climáticas para acompanhar

5 podcasts sobre Mudanças Climáticas para acompanhar 

Consumir podcasts tornou-se um hábito para um público que só tende a crescer. A nova ferramenta de comunicação conquistou o mundo por sua facilidade na escuta, produção e principalmente por sua possibilidade de atrair grupos cada vez mais nichados. E o público interessado nas pautas sustentáveis, de mudanças climáticas e conservação ambiental não fica de fora dessa. 

Pela necessidade constante de atualização, precisamos estar atentos às decisões de diferentes vertentes que podem impactar o mercado, desde política, ecologia, setor empresarial à agroindústria. 

Por isso, pensando em você, profissional gestor/a, engenheiro/a, pesquisador/a ou apenas curioso da área, separamos 5 dicas de podcasts sobre sustentabilidade com foco empresarial. 

 

CEBDS Sustentável

Com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável através da articulação do governo com a sociedade civil, o CEBDS trabalha ao lado de representantes das demais associações que atuam com projetos a favor da biodiversidade, água, sistemas alimentares, impacto social, entre outras. Além disso, mais de 60 dos grandes grupos empresariais do país participam do Conselho.

 

TED Climate

Preocupar-se com mudanças climáticas envolve muitos saberes e manter-se atualizado sobre tudo o que acontece no mundo é praticamente impossível. E tendo isso em mente, o TED criou o programa Climate que, em suas palavras, “descompacta os problemas e soluções por trás de grandes problemas sistêmicos”. E tudo isso em episódios curtos conduzidos por Dan Kwartler.

 

The Climate Question

Neste programa da BBC World Service, o propósito é apresentar histórias que nos ajudam a compreender como podemos salvar o nosso planeta e como podemos fazer isso. Vale a pena conferir. 

 

CBN Sustentabilidade

Com Rosana Jatobá, a CBN apresenta as principais notícias da área de ESG e traz convidados para debater temas relacionados. Essas pílulas de informação podem ajudar – e muito – no cotidiano do trabalho. 

 

ESG de A a Z

E já que falamos sobre ESG, que tal um podcast exclusivo para o tema? Proposto pela Exame, este é um programa para “quem quer mudar o mundo”, como eles pontuam. O objetivo de Rodrigo Caetano é entrevistar líderes do capitalismo de stakeholder sobre como pode-se alcançar uma economia mais justa e correta, sem descartar a lucratividade. 

Gostou das dicas? Use e abuse desses conteúdos de podcasts sobre mudanças climáticas e compartilhe com sua rede. 

 

[siteorigin_widget class=”categoryPosts\\Widget”][/siteorigin_widget]