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edital 2022 compromisso com o clima

Programa Compromisso com o Clima abre edital 2022 para seleção de projetos ambientais

Programa Compromisso com o Clima abre edital 2022 para seleção de projetos ambientais

edital 2022 compromisso com o clima

O Instituto Ekos Brasil anuncia o lançamento do edital 2022 do programa Compromisso com o Clima. Projetos que reduzem as emissões de gases de efeito estufa e geram benefícios ambientais têm de 21 de fevereiro a 10 de abril para realizar a inscrição.

Os projetos selecionados no Edital serão disponibilizados na Plataforma Ekos Social para que as empresas participantes do Programa compensem suas emissões. De acordo com os Princípios de Oxford, a integridade ambiental deve ser assegurada por meio de apoio a projetos de compensação de carbono responsável. Assim os projetos, que integrarão o Ciclo do Edital 2022, passam por uma fase de Due Diligence técnico e jurídico.

Se aprovados, os projetos irão compor o portfólio de compensação de carbono de grandes empresas. Atualmente, o programa conta com o apoio institucional dos parceiros/as Itaú, da Localiza, Lojas Renner, escritório Mattos Filho, MRV, Natura, grupo RaiaDrogasil e da iFood. 

Confira o regulamento e inscreva seu projeto.

Todas as informações sobre o edital: regulamento, ficha de inscrição estão disponíveis no link a seguir. 

[su_button url=”https://compromisso.ekos.social/” target=”blank” style=”3d” background=”#6094a1″ size=”6″ center=”yes” radius=”round”]Acesse o site do Compromisso com o Clima[/su_button]

Sobre o programa

Em 2017, Itaú Unibanco e Natura, com o apoio do Instituto Ekos Brasil, se uniram em uma parceria inédita e lançaram o Edital Compromisso com o Clima. O intuito era unir forças para compensar suas emissões inevitáveis de processos produtivos de maneira conjunta ao selecionar projetos que reduzem emissões e geram benefícios sociais e ambientais ao mesmo tempo.

A iniciativa deu muito certo. Em 2022, as empresas lançarão o quinto edital para seleção de projetos socioambientais. Os projetos selecionados pelo Programa são disponibilizados na Plataforma Ekos Social.

Atualmente, a Plataforma conta com mais de 15 projetos vinculados ao Compromisso com o Clima. Estes projetos, que estão localizados nas cinco regiões do Brasil, vêm reduzindo emissões de Gases de Efeito Estufa e gerando impactos sociais e ambientais positivos.

Com a adesão de organizações parceiras como a Localiza, escritório Mattos Filho, MRV, grupo RaiaDrogasil, Lojas Renner e o iFood, o Programa expande seu alcance e segue no propósito de engajar o setor privado em ações de responsabilidade climática.

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APA Serra do Palmital e RVS da Mata da Represa

APA Serra do Palmital e RVS da Mata da Represa são validadas pelo Ministério do Meio Ambiente

APA Serra do Palmital e RVS da Mata da Represa são validadas pelo Ministério do Meio Ambiente

Instituto Ekos Brasil esteve à frente do plano de manejo das UC ‘s entre 2016 e 2018. 

Em decisão recente, o Ministério do Meio Ambiente validou a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra do Palmital e o Refúgio da Vida Silvestre da Mata da Represa, ambas Unidades de Conservação (UC) de Caçapava (SP). O Instituto Ekos Brasil foi o responsável pelo plano de manejo das áreas entre 2016 e 2018.

A ação indica um aceno positivo para a política de conservação ambiental da região, já que passam a ter prioridade no repasse de recursos provenientes da compensação ambiental. Segundo o Art. 11 da Resolução CONAMA 371/2006, tais recursos são destinados apenas para UC ‘s reconhecidas pelo Cadastro Nacional de Unidade de Conservação (CNUC) como pertencentes ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. 

 

Sobre APA e RVS

A APA é compreendida como uma área que integra as unidades de conservação de uso sustentável. Normalmente são extensas áreas que podem conter certa ocupação humana de forma sustentável. 

Por sua vez, a RVS, diferentemente das Áreas de Proteção Ambiental, são unidades de conservação protegidas de forma integral. Isso significa que a presença humana não é autorizada, já que seu objetivo é preservar a diversidade que depende do ecossistema, além de proteger o ambiente natural. 

Ficou interessado/a? Entre em contato e descubra mais sobre o plano de manejo e UC ‘s.

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Mariana e Brumadinho

Mariana e Brumadinho: especialista em fauna destaca importância do Monitoramento da Biodiversidade para recuperação ambiental

Mariana e Brumadinho: especialista em fauna destaca importância do Monitoramento da Biodiversidade para recuperação ambiental

Na última década o Brasil sofreu dois dos maiores desastres ambientais de sua história envolvendo atividades de mineração: o rompimento da barragem de Fundão (em Mariana) da Samarco, na bacia do rio Doce, em novembro de 2015; e o rompimento da barragem do córrego do Feijão (em Brumadinho) da Vale, na bacia do rio Paraopeba, em janeiro de 2019.

Ambos causaram uma série de impactos socioambientais inestimáveis e sua recuperação envolve desafios, desde o levantamento e conhecimento dos impactos gerados, que eventualmente irão persistir nos próximos anos, até as próprias ações de reparação junto à sociedade e ao ambiente, que são urgentes e ao mesmo tempo demandam longo processo para medir os resultados.

Uma importante ferramenta nesse contexto é o Monitoramento da Biodiversidade, que permite conhecer e fiscalizar os impactos no ambiente e acompanhar a recuperação ambiental. Tal monitoramento faz uso da ciência e de métodos científicos para construir perguntas plausíveis, elaborar hipóteses e trabalhar com condições testáveis.

À frente desses estudos de monitoramento de Mariana e Brumadinho está Adriano Paglia, especialista em fauna, professor da UFMG e parceiro do Instituto Ekos Brasil.

Paglia compartilha as principais lições aprendidas com esses desastres. “Sempre existe um trauma inicial que afeta todos. E logo depois desse grande trauma, do ponto de vista ambiental, surgem demandas às vezes conflitantes de estudos, análises e coletas de dados que, se feitas de maneira equivocada, podem não ser capazes de dar resposta alguma, como eventualmente produzir respostas que sejam contraditórias entre si e que não contribuem para a compreensão do impacto e para a eventual reparação do dano que foi feito”.

Para o especialista, um bom aprendizado, inicialmente, é “respirar” um pouco, olhar todo o cenário. “Mas a partir disso, usando a ferramenta científica, construir programas que sejam capazes de efetivamente responder às questões. Porque, caso contrário, será um grande desperdício de tempo e recurso”, completa.   

Envolvido com tais tipos de estudos antes mesmo dos desastres de Mariana e Brumadinho, Paglia também tem um trabalho consistente ao longo de anos que avalia a qualidade e a consistência técnica de monitoramentos de biodiversidade em áreas atingidas. 

De acordo com o especialista, “devemos ser capazes de usar da boa ciência, usar do método científico para construir perguntas plausíveis das quais seja possível extrair hipóteses sólidas que gerem predições testáveis”. De maneira que o monitoramento da biodiversidade em situações como essas deve ter como objetivo a “compreensão das consequências não apenas do rompimento em si, mas da restauração que está sendo realizada” e como a biodiversidade responde a essas consequências.

“Quais seriam esses impactos que ainda persistem na bacia do rio Doce em função do rompimento, quais seriam bons indicadores biológicos para monitorar esses impactos e o que se esperaria que fosse o resultado desse impacto ao longo do tempo”

No caso dos estudos de monitoramento da biodiversidade na Bacia do Rio Doce, Paglia destaca que as análises têm gerado uma grande quantidade de informação biológica. “E alguns resultados são muito interessantes”, diz.

A quantidade de informação biológica que tem sido gerada sobre a biodiversidade na bacia (do rio Doce) é muito grande. Os resultados são muito interessantes, especificamente os relacionados à biota aquática, mas também alguns estudos sobre padrões de ocorrência da fauna e da flora na bacia.

Há um aumento do conhecimento sobre a biodiversidade da bacia do rio Doce “e isso precisa estar acessível, disponível, em formato que seja de fácil compreensão

 Por isso, Paglia ressalta que, assim como tem sido feito na Bacia do Rio Doce, “É preciso confrontar sempre com dados, informações, estudos bem qualificados. É preciso investimento na ciência”, finaliza.

O Instituto Ekos Brasil agradece a colaboração de Adriano Paglia.

Entre em contato caso tenha interesse em um estudo de monitoramento da Biodiversidade de qualidade e consistência científica.

 

 

 

 

 

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MDL versus MDS: entenda a transição do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável

MDL versus MDS: entenda a transição do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável

 

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável são mecanismos que regulam o mercado de transferências de reduções de emissões (mercado de carbono) entre nações e partes interessadas.

O MDL foi adotado como mecanismo regulatório de projetos de créditos de carbono a partir do Protocolo de Kyoto e entrou em vigor em 1997. O Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável é o “novo” mecanismo regulatório proposto pelo Acordo de Paris, de 2015, que vem progressivamente substituindo e evoluindo as decisões do Protocolo de Kyoto.

MDL: a base para o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável

Ainda no final dos anos 1990, o MDL esboçava as características básicas do mecanismo de compensação de emissões entre as partes envolvidas na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Apenas no ano de 2004 as negociações evoluíram e, um ano depois, o MDL contemplava, de fato, o primeiro crédito de carbono de redução de emissões emitido por um projeto.

Desde então, o MDL é o mecanismo reconhecido globalmente por regular as compensações de emissões de gases de efeito estufa (GEEs) entre os países que tem metas obrigatórias de reduções de emissões (Anexo I) com aquelas partes (nações) sem metas obrigatórias, mas com alto potencial de reduções (países em desenvolvimento).

Os projetos que atendem aos requisitos e aos padrões do MDL geram as Reduções Certificadas de Emissões (CERs), popularmente conhecidas como créditos de carbono e comercializadas entre as nações. Outros padrões reconhecidos no mercado voluntário de carbono também negociam e certificam os CERs creditados pelo MDL, como os tradicionais Verified Carbon Standard e o Gold Standard.

 

MDS: os acordos do artigo 6º, parágrafo 4

A partir de 2015, o Acordo de Paris em seu artigo 6º e parágrafo 4 propõe novos acordos para os mecanismos regulatórios do mercado de transferência de reduções incentivando, desta vez, o setor privado a se engajar efetivamente com a agenda climática. Com projetos de eficiência energética, transporte e reflorestamento, por exemplo, empresas privadas podem gerar créditos de carbono, incentivados pelo próprio governo, para que seu país alcance as metas almejadas de redução no Acordo de Paris.

De acordo com o relatório oficial divulgado pelas Nações Unidas na última COP 26, realizada em Glasgow, as partes (nações) decidiram por um mecanismo que privilegie mais a cooperação e abordagens não-comerciais com o intuito de incentivar metas mais ambiciosas de redução de GEEs e de resiliência às mudanças climáticas.

Em resumo, foram adotadas três decisões para implementação efetiva do Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável do Acordo de Paris. Duas delas comerciais e uma abordagem não-comercial. 

  1. Abordagens cooperativas: as partes (nações) em acordos bilaterais reconhecem a transferência de reduções de emissões entre elas. Tal decisão deve favorecer a integração entre sistemas de comércio de emissões entre países.
  2. Adoção de regras, modalidades e procedimentos para o MDS, que credita atividades de redução de emissões. Muitas destas regras preveem a transição do Protocolo de Kyoto (MDL) para o Acordo de Paris (MDS).
  3. Abordagem não-comercial: um programa de trabalho para apoio recíproco entre as partes e suas instituições para desenvolver programas cooperativos de mitigação das mudanças climáticas, como o incentivo às fontes de energia limpa, por exemplo.  

 

Com o acordo selado entre as partes na última COP, agora os países começam a entregar suas metas climáticas com relatórios detalhados. O objetivo a partir de agora, de acordo com as Nações Unidas, é trazer mais transparência para permitir uma contabilidade mais precisa das transferências de reduções de emissões. Para isso, ainda de acordo com a UN, os dados serão disponibilizados em uma interface pública no site da UNFCCC.

Para este ano, 2022, estão previstas reuniões entre os órgãos que supervisionam os projetos do MDL e, agora, do MDS, para elaborar as novas regras e os processos de transição de um mecanismo para o outro e, também, a implementação de um comitê para as abordagens não comerciais.

Agora que você já sabe as diferenças entre o MDL e o MDS, entre em contato com o Ekos Brasil e conheça o Programa Compromisso com o Clima. Venha engajar a sua empresa na agenda climática e conheça os benefícios de fazer parte deste mercado sustentável.

 

Compromisso com o Clima 2021 em Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

 

 

Fontes: https://www.offsetguide.org/understanding-carbon-offsets/carbon-offset-programs/united-nations-offset-mechanisms/clean-development-mechanism-cdm/

https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement/the-glasgow-climate-pact/cop26-outcomes-market-mechanisms-and-non-market-approaches-article-6#eq-6

Documento Acordo de Paris

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Carteira ISE B3 2021/2022 conta com cinco empresas apoiadoras do Compromisso com o Clima

Carteira ISE B3 2021/2022 conta com cinco empresas apoiadoras do Compromisso com o Clima

 

No último dia 1º, a B3 anunciou a prévia da carteira ISE B3 que vigorará no período de janeiro a dezembro de 2022. A carteira tem como objetivo ser um indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas comprometidas com a sustentabilidade empresarial. Ao mesmo tempo em que incentiva o investimento em práticas ESG, a carteira apoia investidores na tomada de decisão para que levem em consideração a atuação socioambiental das empresas.

De acordo com a notícia publicada pela B3, a nova carteira reúne 34 ações, de 34 empresas de 15 setores que juntas somam R$ 1,6 trilhão em valor de mercado; 35,44% do total do valor de mercado das companhias com ações na B3, e acordo com o fechamento de 2021.

Dentre as contempladas na carteira 2021/2022, o Instituto Ekos Brasil tem o prazer de parabenizar as apoiadoras do programa Compromisso com o Clima: Itaú Unibanco, Lojas Renner, MRV, Natura, Raia Drograsil!

O Compromisso com o Clima integra a estratégia de gestão de carbono dessas empresas e viabiliza o desenvolvimento de projetos socioambientais geradores de créditos de carbono de norte a sul do Brasil.

Almeja uma estratégia simples, segura e eficiente de gestão de carbono?

Entre em contato com o Ekos Brasil!

 

 

 

 

 

 

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mercado de carbono

Mercado de carbono responsável: boas práticas para a sua empresa

Mercado de carbono responsável: boas práticas para a sua empresa

Começando com o pé direito. 

Para fazer parte do mercado de carbono, como vendedor ou como comprador, é preciso ética, transparência e responsabilidade, principalmente pelo fato de que ainda estamos sem regulamentação nacional quanto à gestão de créditos no mercado voluntário de carbono.

Por isso, desejamos trazer à luz boas práticas e recomendações feitas por estudos globais dos movimentos mais importantes relacionados à gestão climática e UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima – quanto ao mercado de carbono.

Vale ressaltar que a estratégia de compra de REs (redução de emissões) ou créditos de carbono precisa fazer parte do roadmap ou do planejamento estratégico de sustentabilidade da empresa, conectando tal iniciativa com o inventário de gases de efeito estufa, e seguindo, primordialmente, a metodologia estipulada pelo Protocolo GHG.

E mesmo se parece repetitivo, também é importante frisar que os pilares de gestão climática devem se fundamentar na redução das emissões como ponto de partida – criando metas de redução em linha com o SBTi (Science Based Target initiative) – e  na compensação das emissões, tendo em consideração o Acordo de Paris e o tratado conjunto global de limitar a temperatura média global a 1,5°C em relação a temperatura que a Terra apresentava na época pré-industrial.

Quanto ao pilar de compensação, há oportunidade de extrapolar o benefício climático e integrar a responsabilidade climática da empresa a seus temas materiais e consequentemente aos seus indicadores sociais, ambientais e econômicos que a própria companhia estabelece como KPIs internos de gestão de sustentabilidade e metas públicas. A estratégia climática da empresa deve estar conectada ao seu modelo de negócio, sendo considerado como um dos aspectos relevantes para as tomadas de decisão, trazendo oportunidade para que essa agenda seja um driver de inovação e de responsabilidade sócio ambiental 

Um fio condutor plausível para avaliar se seus créditos de carbono estão alinhados a uma prática de desenvolvimento sustentável é ir além da compra de créditos de carbono, ou seja, buscar projetos que agregam valor social, econômico e ambiental.

Há uma necessidade latente em aprofundar a avaliação da qualidade dos projetos que estão no mercado gerando créditos de carbono e, isso vem sendo exposto em alguns estudos.

1. De acordo com o Carbon Pricing 2021 do Banco Mundial, avaliar e melhorar a qualidade dos créditos de carbono no mercado voluntário é o que trará segurança e confiabilidade aos compradores de créditos, ou seja, além de seguir com compra de créditos que sejam certificados e verificados, será necessário buscar outras qualificações para os projetos, como certificações adicionais como Climate, Community and Biodiversity Standard; Sustainable Development Verified Impact Standard (Verra) e Social Carbon, além da avaliação técnica e jurídica, na região, promovida pelo Compromisso com o Clima – Ekos Brasil.

2. Com uma avaliação técnica adequada dos projetos disponíveis para venda de REs, emerge também a importância não apenas da compensação do carbono na ponta do lápis, mas também dos ganhos sociais e ambientais para além do carbono, com projetos de alta qualidade, selecionados e validados pela avaliação técnica e com baixo risco reputacional por meio de uma avaliação jurídica.

3. Todo crédito tem um número de série único, aprovado e registrado em plataformas referentes às suas respectivas certificações para que não haja dupla contagem, além de realizar a emissão de contratos e apenas compra de créditos verificados e certificados.

4. O crédito de carbono atua como função complementar às estratégias climáticas, pois a prioridade é reduzir as emissões, por isso a importância de avaliar e melhorar a qualidade dos créditos disponíveis (World Bank, 2021).

5. Um bom exemplo de projetos que traz indiscutivelmente benefícios socioambientais são os projetos REDD+ (Redução de Emissões provenientes de desmatamento e degradação). Esse tipo de mecanismo se conecta às metas de redução e compensação que as empresas precisam adotar (NbS, 2021).

6. Para que nenhuma etapa seja deixada para trás, a recomendação é que as empresas realizem seus inventários, contemplando escopo 1, 2 e 3, definam suas metas Net Zero com objetivos e indicadores alinhados ao compromisso de aquecimento global de até apenas 1.5oC e então façam uma estratégia de gestão, comunicação e marketing com esses dados bem estabelecidos.

O Ekos é a única OSCIP que atua em rede com grandes empresas para que os créditos disponibilizados pelo Compromisso com o Clima passem por essa avaliação técnica e jurídica, para que todas as partes envolvidas sejam beneficiadas.

Quer saber mais sobre o Programa Compromisso com o Clima, acesse o site agora e clique em Quero fazer parte! 

 

Por Danielly Mello Freire, Jessica Fernandes  e Talia Bonfante

 

Referências: 

SBTi. Disponível em: <https://sciencebasedtargets.org/>. Acesso em: 25 de novembro de 2021.

State and Trends of Carbon Pricing 2021, World Bank. 2021.

Guia para compra responsável de créditos REDD+ no Brasil. Soluções Baseadas na Natureza. Aliança Brasil NBS. 2021.

Future Demand, Supply and Prices for Voluntary Carbon Credits – Keeping the Balance. UCL, Trove Research, Liebreich Associates. 2021.Explicando os mercados de carbono na era do Acordo de Paris. LACLIMA. 2021

 

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Sustrem 2021

SUSTREM 2021: Especialistas do Ekos Brasil participam de conferência internacional da rede NICOLA

SUSTREM 2021: Especialistas do Ekos Brasil participam de conferência internacional da rede NICOLA 

A fim de criar oportunidades de colaboração para os desafios únicos de terra contaminada da África, além de capacitar práticas de remediação sustentáveis e reunir especialistas de todo o mundo para ampliar os horizontes da remediação sustentável e do manejo da terra, ocorreu nos últimos dias 3 e 4 de novembro a Conferência SUSTREM 2021.

Uma das atrações do evento foi o Workshop de Remediação Sustentável – Soluções no espírito do “Ubuntu”, que contou com a participação de Ana Moeri, Luciana Ferreira e Dr. Sander Eskes, trio do Instituto Ekos Brasil. Também estiveram presentes o Dr. Olivier Maurer, da rede NICOLE América Latina; Fatima Shaik, da Associação de Indústrias Petrolíferas da África do Sul (South Africa Petroleum Industry Association – SAPIA); e Dra. Ola Akinshipe, do programa de “Estratégia Nacional de Gestão do Amianto da África do Sul” (National Asbestos Management Strategy – NAMS).

Um dos pioneiros na área de remediação de solo e água subterrânea, Dr. Sander Eskes nos conta que durante as discussões descobriram muitas semelhanças entre o projeto de Jurubatuba, do Ekos Brasil, e a abordagem da SAPIA. Entre elas:

  • O desenvolvimento de programas regionais incorporando 26 áreas de estudo; 
  • A divisão de custos não-retrospectiva entre os ‘donos do problema’; 
  • Soluções baseadas em evidências reunidas por um programa regional (como o registro de integridade de tanques de armazenamento, por exemplo); 
  • Um foco especial em desafios que não podem ser solucionados individualmente por um único proprietário de uma área contaminada;
  • E outros.

Já a participação do NAMS rondou em seu objetivo principal: garantir a gestão sustentável integrada do amianto e facilitar a redução dos riscos de exposição desse composto ao meio ambiente e aos seres humanos. 

“Também durante essa apresentação, foram compartilhadas lições valiosas que podem ser aplicadas ao caso de Jurubatuba, como a forte ênfase na educação e na conscientização das comunidades afetadas pelo problema (começando nas escolas primárias) e a criação de parcerias público-privadas para financiamento regional e nacional do programa”, compartilhou o Dr. Eskes.

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in situ e ex situ

Você sabe o que é remediação in situ e ex situ?

Você sabe o que é remediação in situ e ex situ?

Atualmente, são muitas as tecnologias existentes que podem ser empregadas para a remediação de áreas contaminadas. Profissionais experientes no setor sabem que não existe uma única técnica ideal para todos os desafios encontrados no gerenciamento de áreas contaminadas: cada caso é único em suas características geológicas, hidrogeológicas, climáticas, geográficas e sociais, além de que fatores como o histórico de uso do solo da área estudada e, claro, os contaminantes de interesse nela encontrados constituem apenas algumas das “peças” do quebra-cabeças que devem ser consideradas para que seja possível a tomada de decisão acerca de qual a melhor técnica de remediação a ser adotada (ou combinação destas).

Como exemplos de técnicas comumente utilizadas, podemos citar a biorremediação, a técnica pump and treat (bombeamento e tratamento), a retirada de vapores do solo, a oxidação química e a aplicação de barreiras reativas. Esta lista, porém, está longe de ser exaustiva, especialmente considerando que novas tecnologias e diferentes formas de aplicação de metodologias já conhecidas surgem constantemente neste mercado em ininterrupta evolução.

Dentre as técnicas existentes, entretanto, há uma popular forma de distinção entre o local de sua aplicação: algumas destas mencionadas acima (e muitas outras) são consideradas técnicas in situ, ou seja, aquelas em que o tratamento da contaminação ocorre na própria área de estudo, sem que haja remoção do material contaminado para tratamento. Um ótimo exemplo de técnica in situ é a aplicação de barreiras reativas permeáveis (BRP) em locais específicos da área a ser tratada. A técnica se baseia, de forma bastante simplificada, na passagem do fluxo de água subterrânea contaminada por uma superfície permeável que proporciona reações químicas que atenuam sua carga de contaminantes. Todo o processo ocorre, portanto, no próprio local de estudo, ou seja, na área contaminada a ser tratada.

Já as técnicas ex situ são aquelas em que o material contaminado é levado para outro local para tratamento. Pode ser o caso, por exemplo, da técnica de lavagem do solo (soil washing), utilizada normalmente em casos envolvendo solos com uma concentração muito alta de contaminantes. Neste caso, o solo é retirado mecanicamente da área de estudo, tratado em local adequado e, então, devolvido ao local de origem. 

Com o aumento das preocupações do mercado em relação à sustentabilidade nos processos – incluindo, claro, os processos de remediação de áreas contaminadas -, tem havido nos últimos anos uma preferência à aplicação de técnicas in situ, já que estas não implicam no transporte de materiais para fora da área de estudo, poupando o projeto de possíveis impactos como a emissão de gases de efeito estufa (gerado por caminhões executando o transporte dos materiais contaminados, por exemplo). Não há uma “receita de bolo” para esse processo, entretanto: cada área deve ser devidamente estudada e as técnicas viáveis de aplicação devem ser individualmente avaliadas em suas vantagens e desvantagens, para que então possa ser determinada aquela que garantirá os melhores benefícios (sociais, ambientais e econômicos) ao projeto.

 

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economia circular

Economia Circular e remediação: como essas duas frentes podem caminhar juntas?

Economia Circular e remediação: como essas duas frentes podem caminhar juntas?

Perante temas ambientais que estão em grande destaque nos momentos atuais, a economia circular se mostra uma grande aliada em diversas frentes e traz soluções eficazes e inteligentes para diversos processos, desde a fase inicial (design/escopo) de um projeto, até sua fase final. O conceito “circular” pode, por muitas vezes, causar estranheza e dificuldade de implantação quando falamos de remediação de áreas contaminadas, mas, neste texto, vamos abordar um pouco como esses dois temas podem e devem andar juntos.

Afinal, o que é economia circular? A economia circular é uma alternativa que busca redefinir a noção de crescimento, que visa beneficiar toda a sociedade. Isto envolve dissociar a atividade econômica do consumo de recursos finitos e eliminar resíduos do sistema por princípio. Apoiada por uma transição para fontes de energia renovável, o modelo circular constrói capital econômico, natural e social baseando-se em três princípios:

  • Eliminar resíduos e poluição desde o princípio
  • Manter produtos e materiais em uso
  • Regenerar sistemas naturais

Em uma economia circular, a atividade econômica contribui para a saúde geral do sistema. O conceito reconhece a importância de que a economia funcione em qualquer escala – para grandes e pequenos negócios, para organizações e indivíduos, globalmente e localmente. Em termos práticos, o conceito envolve a otimização do ciclo de vida de produtos e serviços, onde buscam-se matérias primas dentro do próprio sistema e evitam-se desperdícios.

A transição para uma economia circular não se limita a ajustes visando a reduzir os impactos negativos da economia linear. Ela representa uma mudança sistêmica que constrói resiliência em longo-prazo, gera oportunidades econômicas e de negócios, e proporciona benefícios ambientais e sociais.

Remediação, como já tratamos em textos anteriores, consiste em reduzir os teores de contaminantes a níveis seguros e compatíveis com a proteção à saúde humana, seja impedindo ou dificultando a disseminação de substâncias nocivas ao ambiente.

O SuRF UK define que a remediação sustentável é uma solução ou combinação de soluções cujo benefício líquido para a saúde humana e o meio ambiente é maximizado pelo uso criterioso de recursos limitados. Para conseguir isso, adota-se abordagens sustentáveis para o processo de remediação, fornecendo um benefício líquido para o meio ambiente. São elas (SURF UK): 

  • Minimização ou eliminação do consumo de energia ou de outros recursos naturais; 
  • Redução ou eliminação de emissões para o meio ambiente, principalmente atmosféricas; 
  • Aproveitamento de processos naturais, ou utilização destes como base para novos processos;
  • Reutilização ou reciclagem de terrenos ou de outros materiais indesejáveis; 
  • Estímulo do uso de tecnologias de remediação que destruam permanentemente os contaminantes. 

O intuito de unir economia circular e os métodos e princípios da remediação sustentável se baseia no objetivo de extrair o melhor das duas metodologias e transformar ambientes, cidades, processos e sistemas. Para tanto, é necessário que os projetos estejam sempre alinhados aos princípios sustentáveis e visem, portanto, uma sociedade mais ambientalmente, economicamente e socialmente integrada e desenvolvida.

Um exemplo que une o uso da descontaminação em prol social é a Ostara. É um estudo de caso em escala urbana que trata os efluentes  para recuperação de nutrientes e produção de fertilizantes. Através da tecnologia Pearl®, a empresa canadense remove o fósforo, nitrogênio e magnésio de resíduos líquidos industriais, agrícolas e municipais para produção de grânulos fertilizantes concentrados. Depois do processo de cristalização, esses grânulos são coletados, secos, empacotados e distribuídos. Diferente dos produtos convencionais ativados por água, o fertilizante da Ostara só libera o fósforo quando entra em contato com secreções de ácidos orgânicos das raízes das plantas – sinal de que elas precisam do nutriente. Essa solução demonstra como é possível fechar o ciclo de nutrientes biológicos, purificar as águas e aumentar o rendimento agrícola com uma mesma solução, exemplificando o grande potencial das cidades na economia circular.

Em março de 2020, a rede NICOLE Latin America realizou em São Paulo um workshop sobre economia circular e remediação sustentável, onde profissionais do setor ambiental debateram a possibilidade da remediação e aproveitamento de áreas contaminadas para uso e desenvolvimento social e econômico. O evento contou com bastante participação e interesse do público, o que reflete a relevância atual do tema.

De forma a ilustrar estes conceitos, pode-se utilizar como exemplo hipotético uma extensa área que serviu por muitos anos como sede de uma grande indústria. Nesta área, as atividades industriais causaram muitos danos ao solo ao longo dos anos, o que tornou o local inviável para utilização segura para fins futuros. Em casos como este do exemplo, a junção entre técnicas de remediação sustentável e um design circular bem arquitetado pode ser a chave para a recuperação da região, tornando-a segura do ponto de vista ambiental e de saúde. O emprego de um design circular de reaproveitamento e reurbanização da área pode acarretar no desenvolvimento da economia e sociedade no entorno da região, o que consequentemente gera também uma valorização econômica.

Assim, pode-se dizer que a economia circular envolve todo um conjunto de atores da sociedade empenhados em promover a transição em larga escala, trabalhando de forma colaborativa rumo à prosperidade socioeconômica, ao mesmo tempo em que respeitam os limites naturais do planeta. Transformar a sociedade atual em um sistema circular é uma agenda necessária e básica, para que bons frutos sejam colhidos no futuro.

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mercado voluntário de carbono

Mercado Voluntário de Carbono está perto de atingir US$ 1 bilhão em transações em 2021

Mercado Voluntário de Carbono está perto de atingir US$ 1 bilhão em transações em 2021

O State of Voluntary Carbon Markets certamente é um dos relatórios mais tradicionais e mais aguardados do setor do Mercado Voluntário de Carbono, anualmente. E em 2021 ele veio trazendo boas notícias.

Em relação a 2020, os mercados voluntários de carbono já apresentaram um aumento de quase 60% em valor nos oito primeiros meses de 2021. Um reflexo da corrida global por emissões líquidas zero no intuito de alcançar as metas do Acordo de Paris até 2030.

E o relatório anuncia um possível recorde, em breve.  “Os mercados estão a caminho de atingir US$ 1 bilhão em transações este ano se os atuais níveis de atividade e crescimento continuarem. Não são apenas as empresas que estão comprando créditos de carbono como parte de suas estratégias corporativas. Há um aumento de especuladores comprando créditos. O valor combinado desses negócios está se tornando uma fonte séria de financiamento para projetos verdes em todo o mundo”, disse Stephen Donofrio, principal autor do relatório e diretor do Ecosystem Marketplace, em comunicado divulgado à imprensa.

Quem compra mais e por que a alta nos preços

A compensação por meio do mercado voluntário de carbono tem sido demandada especialmente por empresas do setor de energia, bens de consumo, finanças e seguros, já que boa parte de suas emissões são provenientes de infraestrutura e processos de base tecnológica, mais morosos para reais mudanças na diminuição de emissões. A compensação acaba, portanto, se tornando uma ótima opção para redução imediata das emissões líquidas, enquanto se empenham em encontrar outras soluções para as demais emissões.

Toda essa demanda e a baixa oferta de créditos elevou consideravelmente os preços dos créditos nos últimos anos. Para se ter uma ideia, o valor da tonelada de créditos de carbono de projetos florestais e de uso da terra que removem ou reduzem emissões da atmosfera passou de US$ 4,33 em 2019 para US$ 5,60 em 2020 e agora está em US$ 4,73. Já os preços de créditos provenientes de projetos de descarte de resíduos e de fogões limpos também apresentaram altas consideráveis, de 42% e 16% respectivamente.

Quem vende e o que mais vende

De acordo com o relatório, América Latina, África e Ásia continuam sendo os maiores provedores de créditos de carbono para o mercado voluntário.

Nessas regiões, os projetos de soluções baseadas na natureza (NBS) são o grande destaque. Ainda de acordo com o State of Voluntary Carbon Markets 2021, 58% dos créditos comercializados foram provenientes de projetos NBS, sendo 71% desses da categoria REDD+.

Outro dado interessante aponta que mais de 60% dos créditos comercializados para a Europa e Estados Unidos eram certificados, ou seja, estavam atrelados a cobenefícios sociais entregues às comunidades no entorno do projeto, como geração de renda alternativa, educação, cultura, esportes, etc. 

A alta demanda por projetos de REDD+ e com certificação é um ótimo sinal para o Brasil que tem um mercado voluntário maduro e promissor, com desenvolvedores de projetos comprometidos com o desenvolvimento sustentável.

É esse o caso do Programa Compromisso com o Clima, apoiado por grandes empresas brasileiras com a gestão do Instituto Ekos Brasil. O programa contempla uma plataforma, a Ekos Social, que torna simples e segura a comercialização de créditos de carbono certificados para compensação de emissões.

Traga a sua empresa para o Compromisso com o Clima!

Compromisso com o Clima 2021

Fonte.

 

 

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