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Dia do índio?

Dia do índio?

Hoje, 19 de abril, comemoramos mais um ‘Dia do Índio’, data que foi instituída em 1943 por Getúlio Vargas pelo Decreto-Lei 5.540, como resultado do I Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido no México em 1940. Durante os primeiros dias do evento, representantes indígenas boicotaram sua participação por acreditarem que não teriam voz entre os líderes políticos presentes. Em 19 de abril, porém, passaram a tomar parte das discussões e decisões deste importante congresso.

Assim, desde o seu início, a data simbolizou a importância da participação e da voz dos povos originários sobre decisões em nível nacional. Entretanto, ainda hoje, são muitas as ameaças constantes sobre a cultura, direito à terra e até a própria existência dos mais de 200 povos indígenas estabelecidos ao longo do território brasileiro.

De forma a reforçar a importância da celebração e do respeito à diversidade cultural, religiosa, linguística e identitária desses povos, e tornar essa comemoração mais condizente com esses objetivos, foi proposto pela deputada Joenia Wapichana o Projeto de Lei nº 5.466/2019, que altera a expressão “Dia do Índio” para “Dia dos Povos Indígenas”. A alteração, se aprovada, poderá representar também uma ótima oportunidade para quebrar a visão já tão estigmatizada e estereotipada que há sobre os povos originários em território brasileiro

Em dezembro do último ano, o PL foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJC) da Câmara seguindo, enfim, para deliberação do Senado.

Até dia 14 de abril aconteceu, pelo 18o ano consecutivo, o acampamento Terra Livre, com a mobilização de diversas etnias buscando essa presença ativa na participação política quanto a definição de projetos que afetam diretamente a vida e as aldeias dos povos indígenas, ou seja, projetos em busca do direito à demarcação do passivo de terras indígenas e contenção de violências e invasões nestes territórios.

Neste dia 19 homenageamos os povos indígenas que milenarmente continuam transmitindo sua ancestralidade por meio de muita cultura, medicinas, comida e garra.

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CarnaEkos: um carnaval no ritmo da sustentabilidade

CarnaEkos: um carnaval no ritmo da sustentabilidade

Carnaval é período de festa, espontaneidade, celebração da vida e de recolher as energias para iniciar os trabalhos, já que, na linguagem popular, o ano só começa depois do carnaval. 

Mas, no Instituto Ekos Brasil, o ritmo foi um pouco diferente. A equipe decidiu comemorar a festança e impulsionar o engajamento ambiental, simultaneamente. O resultado? Um concurso de fantasias com um desafio extra: montar uma fantasia sem gerar impacto ambiental negativo, ou seja, sem gerar resíduos! É curioso pensar nisso, uma vez que a maioria das fantasias carnavalescas são compostas por glitter, purpurinas, arcos de plástico, enfeites de TNT ou EVA, e por aí vai. Entretanto, nossa equipe provou que, para além do talento profissional nos projetos internos, brinda com honra na criatividade.

Equipe reunida com as fantasias do CarnaEkos

Apesar do empenho unânime, o pódio foi marcado por fantasias que retratavam o greenwashing, um banho tomado e uma estudante ativista. Vestindo roupas do próprio guarda roupas e objetos de papelaria de casa, Camila Dinat, nossa engenheira agrônoma, se transformou em Greta Thunberg, estudante que luta pelo planeta. Já com um roupão e sua touca de banho, o banho tomado foi obra da nossa cientista ambiental Ciça Wey. 

Luciana Ferreira optou por representar o Greenwashing: falta de implementação de uma gestão ambiental social, alinhada com estratégias de desenvolvimento sustentável para o próprio desenvolvimento da empresa. Essa prática negativa foi interpretada com um rodo de casa, um balde esverdeado, folhas caídas recolhidas no jardim e vestida de verde. Arrasou

A festa intimista do carnaval no Ekos foi regada a um happy hour que também não gerou resíduos plásticos de consumo único, como copos ou pratos descartáveis. Assim como o glitter não apareceu nessa integração, apenas o bioglitter, feito por Dany Mello Freire e compartilhado com quem quisesse, de uma mistura entre Ágar ágar e água de beterraba e também a opção da mistura feita com manteiga de karité com pó de mirra.

A exemplo das três, provamos que é possível curtir com estilo e se divertir sem usar tecidos sintéticos e descartáveis. Esperamos que o carnaval em 2022 seja ambientalmente consciente por parte dos carnavalescos, que compreendam que, cada vez mais, cada ação, inclusive o ato de se vestir e maquiar, pode impactar a conservação das águas e do solo.

O sucesso do CarnaEkos foi imediato e as bocas dizem alala ô, que o CarnaEkos arrasou e vai continuar como uma tradição do Instituto porque, ai ai, ninguém dorme no ponto. 

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Tudo o que você precisa saber sobre cavernas no Brasil

Tudo o que você precisa saber sobre cavernas no Brasil 

O Instituto Ekos Brasil tem uma relação afetiva e responsável com as cavernas brasileiras por sua proximidade com a gestão do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, com o qual cooperamos há mais de uma década e onde estão algumas das cavernas mais emblemáticas do Brasil.

Não há quem não se encante pela Gruta do Janelão, pela Lapa do Rezar, Arco do André, dentre tantas outras, que sempre nos deixam com aquele sentimento de pequenez e gratidão diante de tamanha beleza da natureza.

No intuito de conhecer um pouco mais sobre as cavernas, convidamos para um bate-papo Clayton Lino, sumidade no assunto, diretor de Cooperação da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, ex-presidente por duas vezes da Sociedade Brasileira de Espeleologia e membro da Comissão Mundial de Reservas da Biosfera da Unesco. A seguir destacamos, em uma linguagem simplificada,  alguns dos temas apresentados por nosso entrevistado. 

Nosso bate-papo “começou pelo começo”. “Caverna é uma cavidade natural subterrânea penetrável pelo ser humano, como define a Constituição de 1988. Aqui no Brasil adotamos também a nomenclatura de grutas para cavernas predominantemente horizontais e abismos, para aquelas predominantemente verticais”, explica Lino. 

Nosso país abriga a maior caverna do hemisfério Sul, a Toca da Boa Vista, com cerca de 115km de galerias, localizada na Bahia. E não é preciso estranhar o nome “toca”. Em se tratando de Brasil, regionalismos são bastante comuns e não escapam às cavernas. Lapa, fossa, toca ou buraco também são denominações dadas às cavernas de norte à sul do país.

Moradores das cavernas

Em relação à fauna subterrânea há basicamente três tipos de “moradores” das cavernas. Os Trogloxenos, aqueles que necessitam das cavernas para abrigo, reprodução e/ou alimentação, mas que também saem delas para desenvolver outras atividades do seu dia a dia. Exemplo destes seres são os morcegos e alguns roedores. 

Já os Troglófilos são seres adaptados às cavernas, mas que não necessitam delas para sobreviver. Exemplos são algumas espécies de aranhas e insetos que são encontradas tanto dentro quanto fora dessas cavidades.

Por fim, os Troglóbios também chamados dos verdadeiros cavernícolas, são especializados na vida dentro das cavernas. Há Troglóbios albinos(despigmentados), cegos, mas que desenvolvem outros sentidos e órgãos que os adaptam a sobreviverem na escuridão total das cavernas. Exemplos destes seres são alguns peixes, insetos e crustáceos. 

Cavernas e seus tipos

As cavernas podem surgir  em muitos tipos de rochas, mas em 90% das vezes são formadas em rochas carbonáticas, esclarece Lino, além de aparecerem também em gesso, sal, bauxita, gnaisse, granito, minério de ferro, dentre outras litologias (tipos de rochas).

Ao contrário da crença popular, as cavernas, em sua maioria, não são formadas pela erosão dos rios. “A maior parte é formada por dissolução, quando a rocha é atacada quimicamente”, principalmente pela água, define. De acordo com o especialista, os movimentos tectônicos criam fraturas nas rochas. Por esses pontos frágeis a água, acrescida de gás carbônico advindo das precipitações e outros ácidos presentes no solo, ao entrar nessas fissuras, ataca quimicamente a rocha, ampliando espaços já formados anteriormente pelo mesmo tipo de processo, o que acaba puxando cada vez mais água da superfície, aumentando o tamanho das cavidades. Várias cavernas são formadas inicialmente no nível do lençol freático e só posteriormente passam a ter uma abertura para a superfície devido a desmoronamento dos tetos. Outros tipos de formação de cavernas acontecem nas zonas costeiras, por abrasão marinha, ou no meio de blocos de granito com o carreamento do solo entre eles.

Algumas características de cavernas

Uma das curiosidades mais fascinantes quando falamos de características das cavernas, na opinião de Lino, é que são um dos raros ambientes do planeta com ausência de luz. “É uma oportunidade para descobrir o que é a treva. Nosso cérebro começa, inclusive, a fabricar imagens pois não consegue acostumar a vista já que não existe nenhum feixe de luz”.

Cavernas também podem ser silenciosas ou não, labirínticas ou não, ventiladas ou não, ter flora ou não (dependendo da presença de luz), mas são consideradas ambientes estáveis, onde mudanças acontecem de forma extremamente lenta. E esta é uma das razões para serem verdadeiros “baús de recordação” da história geológica, climática e da evolução da vida na Terra, inclusive como locais privilegiados para conservação de fósseis da megafauna extinta, e também da maioria dos achados arqueológicos de nossos ancestrais humanos. 

Cavernas no Brasil   

Não é à toa que somos “gigantes pela própria natureza”. O Brasil, de fato, tem cerca de 20.500 cavernas cadastradas, mas de acordo com Lino, a expectativa é que tenhamos mais de 300 mil. “Todo ano descobrimos centenas de cavernas no Brasil”, destaca. “Já fui o primeiro ser humano a pisar em um monte de lugares em certas cavernas. Essa percepção não tem preço”.

Apesar de tamanha riqueza, as cavernas se juntam a outros componentes da natureza como os biomas, ecossistemas, espécies que sofrem ameaças constantes à sua existência e proteção. No caso das cavernas a pressão da mineração, das represas e das rodovias é a mais frequente.

“Quando falamos de caverna não estamos falando de um buraco, mas de um ambiente, de um ecossistema muito particular”. Por isso, proteger uma caverna significa proteger a rocha, seu conteúdo hidrológico, biológico, arqueológico, cultural etc.”, alerta Lino. E completa: “Há um choque no Brasil entre o cronograma de empreendimentos, o cronograma político e o cronograma do conhecimento e estudos sobre uma caverna”. O cronograma dos empreendimentos, e o político não consideram nem aguardam os anos necessários para que se entenda sequer o que pode acontecer com a extinção daquele ecossistema, quando estes tipos de empreendimentos estiverem consumados com a destruição de cavernas importantes.

Clayton teve uma participação histórica na formulação do capítulo da Constituição Federal que definiu as cavernas como bens da União e as manteve protegidas por muitos anos. Um decreto no final dos anos 2000 já havia flexibilizado a proteção destes ambientes com a classificação das cavernas em categorias de relevância, para fins de sua exploração econômica. 

Agora, Lino presencia a aprovação do Decreto Federal no 10.935/22, recém-publicado, que ameaça inclusive as cavernas tidas como grau de relevância máximo. O Decreto fere a Constituição, sobretudo em seu artigo 225, porque desrespeita princípios do direito ambiental, como o Princípio do Desenvolvimento Sustentável, da Prevenção e da Precaução, e foi elaborado sem a participação de instituições científicas, das ONGs, da comunidade espeleológica e ignorou o parecer do órgão técnico especializado em cavernas, o CECAV-ICMBio (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas), instituição do governo federal.

O Decreto falha também na promoção de políticas públicas que protejam o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, a sobrevivência e o bem-estar das gerações futuras, e desconsidera os importantes serviços ecossistêmicos prestados pelas áreas cársticas e suas cavernas, como por exemplo a manutenção da integridade dos sistemas hídricos, o controle de pragas agrícolas, a dispersão de sementes e a polinização de diversas espécies de plantas executadas por morcegos que habitam estes ambientes. 

O Instituto Ekos Brasil reforça a importância da proteção e conservação das cavernas brasileiras e entende que não há incompatibilidade entre a preservação das cavernas e o desenvolvimento econômico.

E agradece a participação de Clayton Ferreira Lino para a elaboração deste conteúdo.

 

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APA Serra do Palmital e RVS da Mata da Represa

APA Serra do Palmital e RVS da Mata da Represa são validadas pelo Ministério do Meio Ambiente

APA Serra do Palmital e RVS da Mata da Represa são validadas pelo Ministério do Meio Ambiente

Instituto Ekos Brasil esteve à frente do plano de manejo das UC ‘s entre 2016 e 2018. 

Em decisão recente, o Ministério do Meio Ambiente validou a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra do Palmital e o Refúgio da Vida Silvestre da Mata da Represa, ambas Unidades de Conservação (UC) de Caçapava (SP). O Instituto Ekos Brasil foi o responsável pelo plano de manejo das áreas entre 2016 e 2018.

A ação indica um aceno positivo para a política de conservação ambiental da região, já que passam a ter prioridade no repasse de recursos provenientes da compensação ambiental. Segundo o Art. 11 da Resolução CONAMA 371/2006, tais recursos são destinados apenas para UC ‘s reconhecidas pelo Cadastro Nacional de Unidade de Conservação (CNUC) como pertencentes ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. 

 

Sobre APA e RVS

A APA é compreendida como uma área que integra as unidades de conservação de uso sustentável. Normalmente são extensas áreas que podem conter certa ocupação humana de forma sustentável. 

Por sua vez, a RVS, diferentemente das Áreas de Proteção Ambiental, são unidades de conservação protegidas de forma integral. Isso significa que a presença humana não é autorizada, já que seu objetivo é preservar a diversidade que depende do ecossistema, além de proteger o ambiente natural. 

Ficou interessado/a? Entre em contato e descubra mais sobre o plano de manejo e UC ‘s.

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crianças e natureza

Crianças e natureza: um vínculo indispensável para o nosso futuro

Crianças e natureza: um vínculo indispensável para o nosso futuro

“Sem vínculo das crianças com a natureza não há conexão, portanto as Unidades de Conservação devem ser ambientes que forneçam experiências agradáveis para as famílias”

Gestora de projetos em Áreas Protegidas, bióloga, mãe de dois filhos e há mais de 20 anos no setor ambiental, Erika Guimarães é entusiasta da relação criança e natureza, e aceitou o convite para conversar com o Instituto Ekos Brasil a respeito da temática. Apesar da vasta experiência, foi na maternidade que Erika se viu envolvida pela importância das Unidades de Conservação para o crescimento cognitivo, físico e emocional das crianças. Com a curiosidade aguçada, começou a estudar e compreender de que forma a natureza é capaz de transformar a vida dos pequenos.

A falta de vivência do ambiente natural é um dos maiores desafios atuais da sociedade, afirma a bióloga. De acordo com a UNICEF, 55% das crianças do mundo estão separadas da natureza e experimentam a falta de contato com a flora e a fauna no dia a dia, já que a maioria das crianças vive em áreas urbanizadas, dentro de apartamentos, convivem  nas escolas com grama sintética e passam a maior parte do tempo em frente às telas. “O fato de ter contato com a natureza nos dá o vínculo com ela e sem vínculo você não tem conexão.”

Dia das crianças

Mas, por onde começar?

Se a falta de vivência impede a conexão da criançada, ela também pode reduzir de forma significativa a compreensão de pertencimento ao meio ambiente. Para aperfeiçoar essa relação, enquanto mãe, Erika percebeu ao longo dos anos que o importante é começar este contato por onde é possível. 

“Caso tenha uma pracinha perto da sua casa, leve a criança para colocar o pé na areia, se sujar e brincar com a terra. Depois amadureça essa relação levando-a em um parque da cidade quando for possível e logo, quem sabe durante as férias escolares que se aproximam, uma Unidade de Conservação seja um espaço excelente para ela descobrir a grandeza da natureza e criar memórias que levará para sempre.”

Ela retrata que neste período de pandemia, uma das conclusões que podemos tirar é que estamos mais seguros em ambientes abertos do que dentro de uma sala fechada. Então, uma boa maneira de incentivar as crianças que tenham dificuldades em se aventurar nos ambientes naturais é fazer piqueniques ou festas de aniversários em parques. 

“A lembrança que ela terá naquele espaço será guardada para sempre. Por exemplo, recentemente levei meu filho, hoje com 12 anos, para o parque onde celebramos seu aniversário de seis anos. Quando chegamos lá, ele me olhou e disse ‘como as pedras e o rio diminuíram!’. Cada vez que ele visitar aquele espaço terá uma nova experiência, mas aquele momento, quando pequeno, ele não irá esquecer. Então, coloque sua máscara, chame os amigos e leve os pequenos para uma nova aventura.”

 

Qual o papel das Unidades de Conservação?

Por fim, durante nossa conversa, Erika comenta que muitas famílias urbanas têm medo da natureza e que, portanto, é preciso que as Unidades de Conservação, as maiores áreas naturais protegidas, sejam ambientes acolhedores para as famílias e onde as pessoas possam viver uma experiência agradável. 

Para isso, ela formula três orientações importantes para gestoras e gestores dessas áreas:

Ter uma recepção acolhedora: 

“Costumo dizer que nossa sociedade não é muito tolerante com as crianças, porque criança fala alto, mexe nas coisas, então a primeira coisa é lembrar que você já foi criança, que há um potencial muito grande em ser criança.

Promover atividades direcionadas às famílias: 

“Não precisa ser muita coisa, mas por exemplo ter um espaço de piquenique no parque, onde as pessoas possam esticar sua toalha e fazer um lanchinho ou uma festa de aniversário. Muitas vezes a pessoa chega até o parque por aquele convite de festas de aniversário e começa a conhecer a área e quer retornar!”

Entre em contato com as escolas: 

“Direcionar projetos para, por exemplo, um dia da semana a escola abrir mão da sala de aula e se lançar no espaço aberto, como um laboratório, um espaço de aprendizagem ativa na natureza. Então fazer essas parcerias e mostrar para os outros que os parques estão abertos para todos os públicos, não só aqueles montanhistas, os aventureiros, mas também para os idosos, para as crianças e suas famílias.”

Recordar da potência de ser criança e como a natureza acompanha as transformações da nossa vida podem ser os primeiros passos para conscientizar as pessoas sobre a importância de preservar o meio ambiente e criar espaços acolhedores todos, em especial para o nosso futuro: as crianças.

 

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cerrado

“O Cerrado é de uma riqueza que o seu povo não conhece”

“O Cerrado é de uma riqueza que o seu povo não conhece”

Berço das águas e coração do país, quem vive no Cerrado sonha com um Brasil que zele pela vida que brota do bioma.

“Acho que minha história mais forte com o Cerrado é a de viver nele, de conviver com ele”. Nas palavras de Adalberto Gomes dos Santos, agricultor extrativista e Diretor da Coopcerrado, encontramos a proximidade, beleza e simplicidade de quem reconhece que não há palavras tão grandiosas para descrever o berço das águas brasileiras e o coração do nosso país: o Cerrado. 

Para termos uma dimensão de sua grandeza, oito das 12 principais regiões hidrográficas do Brasil têm suas nascentes no bioma. E como se já não bastasse para ilustrar sua singular importância, dele surgem as nascentes dos rios que formam o Pantanal, o “reino das águas”.

Então, não é à toa que Adalberto, que vive no e do Cerrado, especificamente no município de Lassance, centro de Minas Gerais, diz que “ele é a caixa d’água do nosso país”.

cerrado

Adalberto Gomes dos Santos, agricultor extrativista e Diretor da Coopcerrado.

Além da riqueza de belezas naturais – reflexos da diversidade de frutas, plantas, animais, veredas e grandes rios – a região proporciona às pessoas que vivem nele fortunas grandiosas de culturas, saberes e sobrevivência usando os recursos naturais sem destruir e, nas palavras do agricultor, “até multiplicando-os.”

“O Cerrado é de uma riqueza que o seu povo não conhece, só aqueles que vivem nele que conhecem um pouco, não tudo. Mas o Brasil precisava conhecer para valorizá-lo mais e saber o quanto ele é importante para o planeta.”

Para ele, viver da terra o fez conhecer este gigante das águas, defendê-lo, enxergar tantos recursos, belezas e qualidades, e ter um olhar especial também à natureza como um todo. Hoje, Adalberto enxerga que o maior desafio para quem vive na região é mantê-la de pé, já que poucas são as iniciativas que defendem e preservam o bioma. 

Entretanto, para o futuro, tem a expectativa de que a sociedade conheça seu valor e a sua importância. “E que tenhamos políticas públicas que consigam defender esse bioma tão importante para a humanidade”, acrescenta com esperança. 

São histórias de pessoas como Adalberto que nos fazem acreditar que temos apoiadores em todos os cantos. O Instituto Ekos Brasil atua para que o nosso país zele e preserve a vida que brota do Cerrado.

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IUCN

IUCN elege nova presidenta, segunda mulher a assumir a sigla

IUCN elege nova presidenta, segunda mulher a assumir a sigla 

“O Brasil está no coração do mundo e eu vou trabalhar para que ele esteja no coração da IUCN”. Essas são palavras de Razan Al Mubarak, nova presidenta da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), eleita na tarde do dia 08 de setembro. 

Representante dos Emirados Árabes, é a segunda mulher a assumir a presidência da IUCN em 14 mandatos e 73 anos de instituição. A presidenta venceu as eleições com 69% dos votos dos governos e 63% das organizações da sociedade civil e se mostrou entusiasmada com as propostas apresentadas pelos membros brasileiros. 

Tanto que, ao ouvir a proposta de que o Brasil seja o país sede de um dos Congressos Mundiais da UICN, sugeriu que o pontapé seja a realização de uma das reuniões com os conselheiros da UICN.

 

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IUCN

Carta Brazil Matters é entregue para comitê internacional da IUCN

Carta Brazil Matters é entregue para comitê internacional da IUCN

Uma carta aberta foi entregue por membros do Comitê Brasileiro da União Internacional para Conservação da Natureza para candidatos à presidência do International Union of Conservation of Nature (IUCN), durante o Congresso Mundial de Conservação da Natureza de 2021. 

O documento levado no último dia 04 de setembro apresenta o escopo de ações que devem ser promovidas e apoiadas pelo Comitê Brasileiro de Membros da IUCN, além de parceiros durante o Congresso. Para Ciça Wey, responsável por relações institucionais e coordenação de projetos do Instituto Ekos Brasil e que acompanhou este movimento, este é um momento importante para que haja o fortalecimento das redes de cooperação do comitê, em especial membros da IUCN em todo o mundo.

Assinam a Carta as organizações que são membros do Comitê Brasileiro da IUCN: Arpemg, Apremavi, CEPAN, CI – Conservação Internacional, Direito por um Planeta Verde, Ecoa, Ekos, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, FVA – Fundação Vitória Amazônica, IDESAM, Imaflora, Instituto Mamirauá, IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, ISPN, Renctas, Save Brasil, Sociedade Civil Mamirauá , WCS e WWF. Ela está disponível em português, inglês, francês e espanhol. 

Confira a carta na íntegra.

O Congresso

Com a meta de conservar o meio ambiente e promover soluções para desafios globais a partir de recursos naturais, o evento é realizado de quatro em quatro anos e atrai desde líderes e povos indígenas, até membros da sociedade civil e tomadores de decisão do governo. 

Para abordar diferentes debates, o congresso é dividido entre Fórum (centro de debates públicos) e Assembleia de Membros (órgão tomador de decisões da sigla). 

O evento 2021, que aconteceria em julho de 2020, é promovido pela União Internacional de Conservação da Natureza e pelo Governo francês, além do apoio de parceiros internacionais. Devido a continuação da pandemia da Covid-19, o Congresso foi repassado para o modelo híbrido e acontece entre os dias 03 e 11 de setembro. 

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Amazônia

“Nossa soberania na Amazônia só virá quando a dominarmos pelo conhecimento”

“Nossa soberania na Amazônia só virá quando a dominarmos pelo conhecimento”

Pesquisador gaúcho fincou raízes há quase quatro décadas na Amazônia e defende que o desenvolvimento sustentável da região passa pelo inquestionável apoio ao conhecimento científico.

Há quase 40 anos, o oceanógrafo gaúcho José Alves Gomes trocou um extremo do país pelo outro. Ainda no final da faculdade se viu apaixonado pela Amazônia, em especial por algumas espécies fascinantes, como o peixe-boi e os peixes-elétricos e desde então, a transição da água salgada para a água doce foi natural e muito rápida.

Hoje, Gomes acumula quase quatro décadas habitando a Amazônia, é pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)  – tendo sido seu diretor entre 2003 e 2006 – e acumula ainda dois pós-doutorados no exterior em biologia evolutiva estudando o peixe-elétrico. Mas apesar dos títulos, conquista pela simplicidade e pela boa conversa, típicas de quem mantém um estilo de vida com os pés na natureza.

O Instituto Ekos Brasil entrevistou Gomes com exclusividade para conversar sobre a Amazônia.

O papo logo começou pelo interesse em pesquisar o peixe-elétrico durante todos esses anos. “O peixe-elétrico é um modelo fantástico para se estudar comportamento, porque esse peixe modula o ritmo das descargas elétricas como forma de comunicação. E um segundo aspecto do meu interesse é que esses peixes, a partir do momento que geram e sentem campos elétricos para comunicação e eletrolocalização, são capazes de sentir mudanças físico-químicas na água. Então, se colocarmos poluentes na água, por exemplo, eles mudam o padrão de descarga. Por isso, podem ser empregados como biomonitores de qualidade da água em tempo real”, explica.

Ao comentar sua conexão com o peixe-elétrico fica fácil entender também sua paixão pela Amazônia. E claro, também as dores que afligem nossa majestosa floresta tropical.

“A Amazônia precisa de um carinho especial e ao longo dos governos se tentou fazer vários planos para ela. Mas sempre existiu uma dificuldade muito grande de se pensar a Amazônia de forma estratégica e multifacetada”, comenta. Além disso, os diferentes governos que se sucedem não dão continuidade aos planos desenvolvidos pelos governos anteriores e tentam, continuamente, reinventar a roda. 

Para Gomes, todos os atuais modelos de desenvolvimento tradicionais propostos estão defasados. “Não precisamos desmatar mais nada para desenvolver o agronegócio. Já temos terra suficiente e tecnologia de ponta para isso. (…) O barramento completo de rios não é mais necessário, porque o custo ambiental é muito alto em relação ao que se pode obter com outras fontes como energia solar e eólica, que exploramos e investimos muito pouco. Podíamos desenvolver  nosso potencial energético com financiamento de pesquisa”.

E também critica a falta de fiscalização na construção de estradas, o verdadeiro problema, de acordo com Gomes, e não a necessidade de conectar dois pontos no mapa. “Até mesmo o garimpo acho que tem solução: com a estatização, com o estado dizendo onde pode e com todo o produto do garimpo sendo vendido para o estado”, completa.

No ponto alto da nossa conversa, Gomes chama a atenção para o que, em sua opinião, é uma crítica e uma proposição. “Acho um erro estratégico enorme pensar que se vai valorizar a Bioeconomia por aqui sem passar pelo fortalecimento das instituições de ensino e pesquisa da Amazônia”, reflete.

Conhecendo de perto instituições como o INPA e as universidades federais e estaduais da região amazônica, o pesquisador não mede as palavras ao criticar as propostas de laboratórios num modelo “Amazônia 4.0”, no meio da selva, de dificílimo acesso, com gestão e manutenção altamente custosos – inclusive pelas condições climáticas que deterioram equipamentos – ao invés de uma séria e completa reestruturação das instituições existentes e hoje depredadas pela falta de investimento financeiro e, tão importante quanto,  de pessoal. “Precisamos investir em laboratórios temáticos, para multiusuários e em gente. Precisamos de um plano especial do governo para povoar esses laboratórios e instituições com pesquisadores, técnicos e administrativos para um novo ciclo científico na Amazônia”, completa.  

Gomes entende que pesquisa, dados e consequentemente conhecimento sobre a Amazônia são a melhor saída para um desenvolvimento econômico sustentável. Hoje em dia, de acordo com o pesquisador, o Brasil não tem registros consistentes de desembarque pesqueiro, de ciclos de produção sustentável da madeira, os ciclos reprodutivos de espécies economicamente importantes e nem tem feito esforços para negociar acesso a dados em troca de subsídios tecnológicos com outros países. “Nossa soberania na Amazônia só virá quando a dominarmos pelo conhecimento”, afirma.

E acrescenta que apenas o conhecimento é capaz de trazer soluções em bioeconomia e cadeias produtivas locais, como a exploração sustentável das frutas e dos fármacos.

O homem na Amazônia é uma presença histórica e não podemos negar a ele uma forma digna de rendimento, o que precisamos é um planejamento sério para o desenvolvimento sustentável. E só vamos obter essa capacidade gerencial se conhecermos o sistema. Não dá para gerenciar o que não conhecemos”, finaliza.

O Instituto Ekos Brasil agradece ao pesquisador José Gomes pela disponibilidade e por compartilhar seus conhecimentos sobre a Amazônia.

 

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Espécies exóticas invasoras

Espécies exóticas invasoras: ameaça à conservação da biodiversidade brasileira

Espécies exóticas invasoras: ameaça à conservação da biodiversidade brasileira

Entrevista exclusiva com a pesquisadora científica Natália Macedo Ivanauskas.

Lado a lado com as mudanças climáticas e a perda de habitat, as espécies exóticas invasoras são uma das principais ameaças à conservação da biodiversidade, mas pouco se fala sobre isso. Ao ameaçar a flora ou a fauna nativa, causam problemas ambientais, econômicos e de saúde pública e, uma vez estabelecidas, geram ações dispendiosas e complexas para erradicação, controle, monitoramento e restauração dos ecossistemas.

Sem dúvida, o maior exemplo que temos atualmente é a própria pandemia do coronavírus, com origem na China e que ao “invadir” outro território foi capaz de se reproduzir e se disseminar rapidamente, provocando consequências alarmantes.

Por isso, para entender melhor o que são as espécies exóticas invasoras e os desafios dessa temática no Brasil, convidamos para uma conversa a pesquisadora científica do ex-Instituto Florestal e atual Instituto de Pesquisas Ambientais, Natália M. Ivanauskas.

“Primeiro, é preciso compreender que nem toda espécie exótica é invasora. Espécie exótica é uma espécie que ocorre em um determinado ambiente, mas foi introduzida pelo homem em outro ambiente, portanto não estaria ali de forma natural. O conceito de exótica é delimitado pelo território, ou seja, pode ser exótica no Brasil, no Cerrado, em determinada bacia hidrográfica etc. Já a invasora é uma espécie exótica que, ao ser introduzida pelo homem proposital ou acidentalmente, acaba afetando o ecossistema naquela área/região, causando um prejuízo para a biota local. Ela se estabelece, consegue sobreviver sozinha, se reproduz e passa a ser invasora quando a partir daquele local se dispersa e expande sua distribuição sem que precise de ação humana”, explica a pesquisadora.

 

De acordo com o  Ministério do Meio Ambiente, o Brasil possui 559 espécies exóticas invasoras em avaliação, sendo 271 delas encontradas em Unidades de Conservação.

“Um caso que podemos citar é do palmito-juçara (Euterpe edulis). Essa palmeira é uma espécie-chave para a Mata Atlântica, pois seus frutos são muito apreciados pela fauna. Está ameaçada de extinção porque tem um caule do tipo estipe que é cortado para a obtenção do palmito, e assim a palmeira morre. Tentando resolver o problema da exploração predatória dessa espécie, foram trazidas da Amazônia mudas do palmito-açaí (Euterpe oleracea) para produzir  um híbrido do açaí com o juçara, o “juçaí”,  para que ele pudesse perfilhar (ter vários caules), assim o corte do palmito não mataria a planta. Mas deu muito errado, porque tanto o açaí como o híbrido juçaí competem por polinizadores e dispersores, o que diminui a produção de frutos do palmito-juçara, que pode ser extinto nessa disputa desigual.. Agora está em curso um grande projeto que busca o enriquecimento da floresta atlântica paulista com o palmito-juçara, principalmente nas unidades de conservação do Vale do Rio Ribeira de Iguape”, conta Ivanauskas.

 

E, de fato, são muitos os outros exemplos. Apenas para citar alguns: o sagui-do-nordeste (primata de pequeno porte da espécie Callithrix jacchus ) foi transportado para a região sudeste do Brasil como animal de estimação, via tráfico de animais silvestres, colocando em risco a população de sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), pois o cruzamento das duas espécies de saguis também formam híbridos que ameaçam a população local; o javaporco resulta do cruzamento do porco doméstico (Sus scrofa domesticus) com o javali-europeu (Sus scrofa scrofa); esse híbrido ultrapassa os 100 kg e ameaça os animais nativos menores, como caititu (Pecari tajacu) e queixada (Tayassu pecari) , causa prejuízos às plantações e  pode transmitir doenças para as pessoas; o mosquito Aedes aegypti tem origem no Egito e causa a zica, a dengue e a chikungunya; os capins africanos (Urochloa spp.)servem de pastagem para o gado, mas invadem áreas campestres naturais no Cerrado e a borda de florestas, assim como o pinheiro-americano (Pinus elliottii); no ambiente marinho temos o coral-sol (Tubaestra spp.) e o mexilhão-dourado (Limnoperma fortunei), e nos rios  a tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) e o bagre-africano (Clarias gariepinus).

Existem também plantas ornamentais muito usadas no paisagismo de parques e jardins e que são exóticas invasoras. Um exemplo ocorre no Parque Trianon, na Avenida Paulista, e em outros remanescentes da Mata Atlântica da cidade de São Paulo, com a invasão da palmeira-australiana (Archontophoenix cunninghamiana) introduzida para uso ornamental. Antes do Trianon, o controle dessa palmeira invasora foi testado na “matinha” da USP, reserva de mata atlântica na cidade universitária, coordenado pela Profa. Dra, Vânia Pivello.

“E quando as palmeiras foram cortadas, a pressão contrária foi da própria população que achava que estávamos cortando “a flora”, tirando o alimento dos animais. Foi necessário um amplo trabalho de educação ambiental. Portanto, a desinformação também é um dos entraves para o manejo das espécies exóticas invasoras. Quando tentamos utilizar técnicas como fogo e herbicidas para controle de invasoras, temos resistência até entre cientistas. E às vezes é um mal necessário e aplicado uma só vez para resolver o problema”, explica Ivanauskas.

 

Outro entrave também vem do mercado econômico que, em casos como da tilápia, da braquiária e até mesmo de plantas ornamentais, faz pressão para que as espécies não sejam rotuladas como exóticas invasoras,  com receio de perderem valor comercial ou por dificultarem processos de certificação.

De toda forma, de acordo com a pesquisadora, o conhecimento e o controle dessas espécies melhoraram nos últimos anos. Desde a Rio 92, intensificaram-se os estudos, grupos de trabalho, e foram elaboradas listas nacionais, estaduais e municipais para conhecimento público. Parte dessas iniciativas foram incentivadas e ampliadas pelo Ministério do Meio Ambiente que, desde 2009, conduz a “Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras”.

Em 2019, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou um guia de orientação para o manejo de espécies exóticas invasoras em unidades de conservação federais. Encontra-se em elaboração o diagnóstico brasileiro sobre espécies exóticas invasoras da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), previsto para o primeiro semestre de 2023. São documentos-síntese que informam o melhor meio de realizar a rápida detecção e o controle de processos de invasões biológicas, mas a pesquisadora  ressalta que a prevenção ainda é o mais importante, porque é a ação mais barata e mais eficiente.

 

 

 

 

 

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