#Conteúdo
Conteúdo conscientiza, educa, facilita, gera diálogo e estreita relações. Confira nossos artigos, notícias, publicações autorais e compartilhe com a sua rede.
Nos dias 30 de janeiro, 01 e 03 de fevereiro de 2023 o Instituto Estadual de Florestas, o Instituto Ekos Brasil e a consultoria Plantuc Projetos Socioambientais conduziram reuniões preparatórias com as comunidades da Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce (PERD) como parte do processo de revisão do Plano de Manejo da Unidade de Conservação. São 9 os municípios que fazem parte da Zona de Amortecimento: Dionísio, Marliéria, Timóteo, Jaguaraçu, Caratinga, Bom Jesus do Galho, Pingo d’Água, Córrego Novo e Raul Soares.
A escolha dos locais para as reuniões teve como critério a facilidade de acesso e a distribuição territorial das comunidades desses municípios em relação ao Parque.





No primeiro dia a reunião aconteceu em Cava Grande, município de Marliéria, e contou com a participação de 32 pessoas; no segundo dia aconteceu no município de Pingo D’Água, com a presença de 33 pessoas; e a terceira reunião aconteceu no município de Timóteo, com 30 participantes. No dia 09 de fevereiro tivemos a reunião preparatória específica com as Prefeituras dos Municípios inseridos na Zona de Amortecimento do PERD, com 21 participantes
Ao total, as reuniões envolveram 116 atores de diferentes organizações e instituições público, privadas e sociedade civil e tiveram como objetivos divulgar e esclarecer informações sobre o processo de revisão do Plano de Manejo; colher contribuições dos participantes sobre a conservação do PERD e sua relação com o entorno; e identificar possíveis atores que participarão da Oficina de Revisão do Plano de Manejo da Unidade de Conservação, prevista para abril de 2023. Em breve serão realizadas reuniões com o terceiro setor e setor produtivo.
A participação das comunidades do entorno do Parque, das instituições e organizações que estão neste território é fundamental para qualificar e legitimar a revisão do Plano de Manejo desta Unidade de Conservação.
Conversamos com Maria Cristina Weyland sobre a importância da RPPN. Confira.
Como o próprio nome já diz, a Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) é uma área protegida mantida pela iniciativa voluntária de uma pessoa ou empresa e é a única categoria oficial no Brasil de área protegida particular. Uma vez criada, seu status é perpétuo.
A possibilidade de criar uma RPPN existe desde 1990 quando um decreto deu aos proprietários particulares de áreas rurais ou urbanas a possibilidade de contribuir com a conservação da natureza quando suas propriedades apresentam potencial para isso.
Ao todo, atualmente são 1802 RPPNs espalhadas em todos os biomas brasileiros, contabilizando mais de 820 mil hectares conservados, de acordo com os indicadores fornecidos pela Confederação Nacional de RPPN. A maioria se encontra na região Sudeste e são Unidades de Conservação Estaduais.
Conheça o livro “RPPNs para Sempre: Contos, Encantos e Desafios!” lançado pela Confederação Nacional de RPPN.
O Instituto Ekos Brasil conversou com Maria Cristina Weyland, uma das porta-vozes com mais credibilidade sobre RPPNs no Brasil. Maria Cristina é presidente da Associação de RPPN de Minas Gerais (ARPEMG), Diretora Técnica da Confederação Nacional de RPPN, Vice-Presidente do Instituto Sul Mineiro de Estudos de Conservação da Natureza e mais recentemente também assumiu como ponto-focal no Brasil da Comissão Mundial de Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

“Temos muito a celebrar, certamente. Como participante da Comissão Mundial de Áreas Protegidas da IUCN, pelo que eu vejo, a RPPN é um instrumento, dos mais exitosos para a proteção da biodiversidade por meio da conservação de áreas particulares. No Brasil contamos com várias associações estaduais, além de uma Confederação Nacional”, comenta.
Ao se decidir pela criação de uma RPPN, o proprietário particular deve procurar o órgão ambiental estadual ou federal e estar ciente de que o processo requer uma etapa um pouco burocrática de análise e envio de documentos, incluindo um mapa com o georreferenciamento da área a ser registrada como RPPN.
Depois de criada, a área pode explorar e desenvolver atividades de ecoturismo, educação ambiental e atividades de cunho científico. “Explorar a área com essas atividades é interessante para poder receber certos tipos de verbas e compensação ambiental”, diz.
Maria Cristina também explica que não há exigência de tamanho para a criação de uma RPPN e que mesmo pequenas áreas têm o papel de mostrar um compromisso socioambiental.

No entanto, destaca sua admiração por uma das maiores RPPNs do Brasil, o Santuário da Caraça, mantida por uma organização religiosa no bioma da Mata Atlântica em Minas Gerais e “sobrevivente” de uma região de mineração. “É um dos lugares que todo mundo deve visitar”, completa.
Algumas personalidades brasileiras também detêm e ajudam a divulgar as RPPNs como o cantor Ney Matogrosso e o fotógrafo Sebastião Salgado que, juntamente com Lelia, sua esposa, são proprietários da Fazenda do Bulcão, em Minas Gerais, uma área que, antes tomada por pastos degradado, foi completamente reflorestada com Mata Atlântica, tornando-se um exemplo para a região do rio Doce, em MG e para todo o Brasil.

Além disso, empresas de todos os portes também têm investido na criação e manutenção de RPPNs como compensação ambiental e iniciativa de sustentabilidade corporativa.
Interessou? Entre em contato com o Instituto Ekos Brasil!
Nesta segunda-feira (16), teve início o evento econômico mais aguardado pela comunidade internacional, o Fórum Econômico Mundial 2023, que acontece em Davos, na Suíça. Com o tema “Cooperação em um Mundo Fragmentado”, o evento se estenderá até o dia 20 e reúne lideranças comprometidas com os rumos da economia nos próximos anos em meio aos avanços tecnológicos, adaptações à COVID-19, mudança do clima e necessidade de uma existência mais saudável para bilhões de pessoas.
Com mais de 50 anos de história, o Fórum Econômico Mundial de Davos começou como um simpósio focado apenas no mercado europeu e evoluiu para um evento mundial anual, de grande proporção internacional. Em 2023, são aguardados cerca de 2.700 participantes, incluindo centenas de chefes de estado e ministros de vários países.

Temas com foco ambiental como a mudança do clima, poluição por resíduos plásticos, energias limpas, economia circular, uso da terra, áreas costeiras e carbono azul, recursos hídricos e carbono zero em cadeias de suprimentos são alguns dos assuntos previstos a serem debatidos nos painéis do evento.
Do Brasil estão a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e o ministro Fernando Haddad (Fazenda), que foram a Davos com uma mensagem de retomada econômica e protagonismo ambiental. A expectativa é que os ministros reforcem a conexão fundamental entre a economia e o meio ambiente e estimulem o alinhamento de medidas práticas para o avanço das pastas em conjunto.
No primeiro dia, a ministra do Meio Ambiente participou do painel “Em Harmonia com a Natureza” no qual reforçou a importância do compromisso ético de lideranças com a sustentabilidade, não apenas com foco em meio ambiente e economia, mas também com o viés social, visando o combate às desigualdades. A ministra também participará do painel “A Amazônia em uma Encruzilhada” nesta quinta-feira.
“Sustentabilidade não será uma política setorial, mas transversal, passando pelas políticas de energia, indústria, mobilidade, por todos os setores”, ressaltou Marina Silva.
A Diretora de Relações Institucionais do Instituto Ekos Brasil, Ciça Wey de Brito, participou no último dia 4 da posse da ministra Marina SIlva e destacou que, em suas falas, Marina se comprometeu a trabalhar para que a política ambiental volte a ter o mais alto nível de prioridade no atual governo.
“A Ministra Marina reforçou a necessidade de o governo ter a agenda ambiental tratada de forma articulada por todos os setores do governo, para que os acordos assumidos pelo país no âmbito internacional possam ser cumpridos em sua totalidade”, complementa Ciça.
Para o Ekos Brasil, é esperado que ao longo do Fórum a sustentabilidade seja tratada como uma aliada para o crescimento econômico internacional. “Ações de combate ao desmatamento na Amazônia, por exemplo, são fundamentais para a prosperidade econômica e social de todo o globo. É importante que os ministros levem essa realidade para Davos e alertem as lideranças sobre os impactos do desequilíbrio ecossistêmico na economia mundial”, ressalta Ciça Wey.
Além dos ministros, o Brasil também estará representado pelos governadores Tarcísio de Freitas (SP), Eduardo Leite (RS) e Helder Barbalho (PA).
É possível acompanhar a programação, acessar os convidados e assistir às transmissões abertas no site oficial do evento (em inglês).
Que tal optar por presentes que instiguem o consumo consciente neste fim de ano? Veja essa ideia do Instituto Ekos Brasil.
É chegada aquela época gostosa do ano em que, culturalmente, fazemos mais festas, trocamos presentes e consumimos mais. Porém, é possível fazer escolhas mais conscientes e menos danosas ao meio ambiente, seja na hora de escolher alimentos e bebidas para as confraternizações, seja ao selecionar aqueles mimos para presentear amigos e parentes.
Por isso, a equipe do Instituto Ekos Brasil se uniu para compartilhar boas práticas por um consumo consciente neste final de ano. São muitas as possibilidades para colocar em primeiro lugar o nosso planeta e o bem-estar das pessoas.
Alguns bons exemplos são produtos que contribuem com a conservação da natureza, reduzem a pobreza, geram condições de trabalho e renda mais digna aos trabalhadores em toda a cadeia de produção, promovem o conhecimento tradicional e reduzem as emissões de gases de efeito estufa.
Uma prática que dividimos com vocês e que pode auxiliar na escolha de produtos que geram impacto ambiental positivo e valor social é montar uma ceia de Natal com alimentos produzidos por agricultores familiares da sua cidade ou até mesmo do seu bairro.
Para encontrar estes produtos locais, procure e prefira comprar diretamente dos produtores, inclusive aqueles que estão dentro da cidade e que cuidam das hortas urbanas. Elas estão em toda parte e nas feiras de produtoras e produtores. Participe de iniciativas de coletivos organizados para apoio e consumo de produtos locais, como por exemplo o Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSA) em https://csabrasil.org/csa/csas-no-brasil/.
Ao comprar produtos beneficiados, mesmo que seja em supermercados, dê preferência àqueles produzidos de forma mais sustentável e àqueles que estabelecem relações econômicas mais justas. Os selos regulados pelo governo como da agricultura familiar, Quilombos do Brasil e Orgânicos ou de sistemas privados voluntários como o de comércio justo, Rainforest Alliance ou Biocomércio Ético (UEBT) nos ajudam a identificar produtos mais sustentáveis, para citar alguns exemplos dentre muitos (selos abaixo).
Dizem que falar é fácil, difícil é fazer. Na realidade, colocar em prática pode ser mais fácil do que parece e muito prazeroso. Aqui no Instituto Ekos Brasil estamos exercitando essa prática e procurando ser coerentes com o que falamos. Para compor a cesta de fim de ano para nosso conselho e equipe, por exemplo, optamos por comprar produtos da agricultura familiar e de artesãs da região do vale do rio Peruaçu, no norte de Minas, uma das localidades na qual o Instituto Ekos Brasil trabalha.
Decidimos comprar produtos que valorizam e contribuem com a conservação do Cerrado, com a cultura local, com a biodiversidade brasileira e com o bem-estar das pessoas daquela região. A cesta incluiu: cerâmica da associação de mulheres do Candeal, doces de frutas nativas do Cerrado, bolsa bordada à mão pelas artesãs locais e outros produtos. Foi uma alegria para as pessoas que trabalham na agricultura familiar local e para as artesãs ver os seus produtos nessas cestas. E as pessoas que receberam foram surpreendidas por produtos tão especiais que carregam história e que foram preparados com tanto carinho.
Esperamos que esse artigo tenha despertado (ou aumentado) seu interesse por buscar contribuir com a economia local e ética ao fazer suas compras de fim de ano e ao longo de todo o ano. Com votos de um 2023 de muita paz e saúde!
Equipe do Instituto Ekos Brasil
Que a região do Peruaçu (MG) é rica em atrativos naturais e culturais é um consenso. Agora, você sabia que por lá são encontradas inúmeras folhas, cascas, resinas e raízes com valores medicinais? Com o intuito de conservar e resgatar essa cultura tradicional ao lado dos povos originários e população local da região, profissionais do Instituto Ekos Brasil decidiram utilizar plantas medicinais para recuperar áreas degradadas do Peruaçu.
Murilo Mendes e Antônio Carlos Ribeiro são da equipe do Instituto Ekos Brasil e ficam no escritório do Instituto na comunidade Fabião II, em Itacarambi (MG).
“O conhecimento das plantas medicinais está se perdendo. Às vezes, temos que ir para a farmácia e encontrar um remédio que está no nosso jardim”, comenta Murilo sobre o impacto que o projeto pode trazer na região.
O primeiro passo de articulação para a definição do futuro projeto foi a ida à campo para conhecer, principalmente, plantas medicinais originárias da região, algumas raras de ser encontradas e ameaçadas pelo desmatamento e degradação ambiental. Para isso, contaram com o apoio da mestrando do ESCAS, IPÊ, Lara Zamparo Franco, e do Seu Norinho, como é carinhosamente conhecido, que mora há mais de 30 anos na área, antes mesmo de se tornar o PNCP.
“Há cavernas do parque que só ele conhece”, relata o também viveirista do Ekos Antônio.

Por sua expertise, Seu Norinho hoje reside no Centro de Pesquisas e convive costumeiramente com pesquisadores e pesquisadoras que escolhem o Peruaçu como ponto de estudo. Além de Norinho, o Pajé Vicente de uma das aldeias, abriu as portas da aldeia para compartilhar seus conhecimentos sobre a vegetação nativa e se colocou à disposição para coletar sementes que servirão para recuperar as áreas degradadas do Parque.
“Seu Norinho não conhecia o Pajé Vicente e os dois tinham os mesmos conhecimentos. Isso é mais um impulso para preservarmos essa expertise que pertence aos povos originários”, contam.
Uma das atividades realizadas para valorização e disseminação desse conhecimento sobre plantas medicinais envolveu os alunos e as alunas da Escola Estadual Saturnino Ângelo Da Silva. As turmas participaram de um oficina no Ekos sobre plantas medicinais e preparam mudas para serem futuramente plantas nas dependências do Escritório do Instituto Ekos Brasil e na escola, para que os grupos visitantes possam conhecer mais uma riqueza do Peruaçu.

Identificar, coletar e produzir as mudas requer dedicação e empenho de toda uma comunidade, isso porque o encontro de três biomas no Parque e na APA (Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica) faz com que num raio de 50Km sejam encontradas impressionante diversidade de plantas medicinais. Um exemplo é o Pacari, uma planta com propriedades benéficas para o estômago que é encontrada em abundância apenas nos arredores da aldeia de Pajé Vicente.
“É de grande importância trazer a recuperação não somente das plantas, mas deste conhecimento, para que a comunidade valorize cada dia mais o que lhe pertence”, acredita Antônio.
A dupla narra que na região ainda encontram-se famílias com a cultura de desmatar a terra para o gado e que esse fogo corre o risco de atingir locais onde os povos indígenas coletam suas plantas medicinais. “Se eles perderem essa terra, eles perdem sua farmácia natural.”
Até o mês de novembro, Murilo e Antonio coletaram nove amostras de plantas com propriedades diferentes que melhoram desde dor de dente até a recuperação de gripe. Ao mesmo tempo forma coletadas sementes e forma produzida mudas para serem plantadas onde é necessária a recuperação da vegetação da Terra Indígena e da APA.

Tanto Murilo como Antônio não sabem até onde este trabalho pode chegar, mas ambos carregam a certeza de que se conseguirem recolher os conhecimentos existentes na região do Peruaçu e mostrar para os alunos e para a comunidade sua relevância, já sentirão enorme satisfação de saber que este rico conhecimento não será perdido: será replantado.
Acompanhe os desdobramentos dessa ideia conosco.
Apoiadoras institucionais do Programa Compromisso com o Clima participam de Fórum Técnico sobre Mercado de Carbono. Confira um resumo.
Neste segundo semestre de 2022, o Programa Compromisso com o Clima realizou o 1º Fórum Técnico para suas apoiadoras institucionais. O evento foi privado e contou com a participação de especialistas do mercado.
Durante uma manhã, o diálogo se desenvolveu a partir dos desafios e oportunidades que envolvem a regulação e os projetos do Mercado de Carbono no Brasil. No total, foram três mesas de debate.
Na primeira delas, Carolina Dihl Prolo, da LACLIMA e Natália Renteria, da Mombak, com moderação de Lina Pimentel, do escritório de advocacia Mattos Filho, apresentaram os pontos de interesse da Regulação Brasileira de Mercado de Carbono e as Oportunidades para as Corporações.
O artigo 6 do Acordo de Paris foi o fio condutor do diálogo, já que é esse o instrumento que facilita a cooperação entre os países e o cumprimento das suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas, em inglês) e uma maior escala das ações. É esse artigo que trata do comércio dos resultados de mitigação, da certificação da redução das emissões e ainda, das abordagens não-mercadológicas.
Desde a COP 26, em Glasgow, novas regras foram definidas para a implementação desses pontos do artigo 6. Os Internationally Transfered Mitigation Outcomes (ITMOs, na sigla em inglês) ganharam uma definição: são resultados de mitigação verificados, reais e adicionais ou ainda reduções de GEE autorizadas para uso em NDCs ou outros propósitos internacionais de mitigação.
A COP 26 também avançou na criação do Órgão Superior de Redução de Emissões e sobre a transferência de créditos e projetos do MDL, mecanismo anterior ao Acordo de Paris, em determinadas condições. Além disso, estabeleceu que ITMOs e ERs (Redução de Emissões) também podem ser utilizadas em CORSIA (redução e mitigação das emissões de voos internacionais) e mercado voluntário. No caso de sua utilização em CORSIA e NDC, o governo hospedeiro deve emitir uma autorização específica e descontar do balanço de emissões apresentado à UNFCCC as reduções de emissões que foram transferidas.
Após uma breve explicação sobre as proposições do PL nº 2.148/2015 – (PL 528) e do Decreto n. 11.075 de 19 de maio de 2022, as especialistas ressaltaram que o avanço da agenda no executivo é um bom sinal para o Brasil. Primeiro porque significa a entrada de financiamento para manter ou recuperar nossas florestas, segundo porque nosso país tem um enorme potencial para projetos de Soluções Baseadas na Natureza e terceiro porque estamos em um momento de expansão regulatória que, ao garantir maior integridade socioambiental, pode ser um fator determinante para o sucesso do mercado.
Uma notícia bastante bem-vinda já que a expectativa de crescimento do mercado voluntário é de 15 vezes até 2030, quando poderá movimentar cerca de US$ 50 bilhões, de acordo com a Taskforce on Scaling Voluntary Carbon Markets.
Após a segunda mesa redonda, que apresentou cases brasileiros em projetos de carbono com os profissionais Janaina Dallan, da Carbonext, João Daniel, da ERA e Roberto Strumpf, da Radicle, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar a temática sobre os Compromissos Net Zero.
Danielly Mello Freire, do Instituto Ekos Brasil e Rebeca Lima, do CDP, compartilharam conceitos e pain points dos programas Net Zero, tão almejados pelas grandes corporações.
De acordo com a SBTi, assumir um Compromisso Net Zero significa se comprometer com a redução a ZERO das emissões dos escopos 1, 2 e 3 ou a um nível residual que seja consistente com a meta estabelecida em não ultrapassar o aumento da temperatura média da Terra em mais de 1,5oC. E também significa neutralizar as emissões residuais com base no ano definido por meta da empresa.
As especialistas explicaram que, dentro dos Compromissos Net Zero, a prioridade é a redução de emissões, mas que é importante as empresas considerarem a neutralização e a mitigação para além da cadeia de valor, como por exemplo, iniciativas que previnam o desmatamento e que invistam em projetos socioambientais.
Basicamente por três motivos principais.
– Desenho de estratégia: estratégia de negócio alinhada às demandas globais. Isso direciona o negócio à inovação e aumenta a competitividade.
– Fortalecimento da reputação: é esperado por todos os stakeholders que o negócio tome a frente nas ações pela responsabilidade climática.
– Gestão de risco: a definição de metas aumenta a confiabilidade por parte de investidores e amplia a resiliência frente aos riscos de exposição aos efeitos da crise climática e reduz custo de investimento com imprevisibilidade.
O evento proporcionou às empresas apoiadoras do Programa Compromisso com o Clima o compartilhamento de informações e atualização técnica sobre o mercado de carbono no Brasil e no mundo.
O Programa Compromisso com o Clima tem como propósito engajar o setor privado em ações de responsabilidade climática. Ao unir empresas com objetivos comuns pelo desenvolvimento sustentável somos capazes de agir de forma colaborativa, aumentando o impacto das nossas ações e contribuindo efetivamente por um futuro mais justo e regenerativo.
Traga sua empresa para o Compromisso com o Clima e faça parte deste movimento!

Nos meses de outubro e novembro o Instituto Ekos Brasil, o Instituto Estadual de Florestas e a Plantuc Projetos Socioambientais estiveram no Parque Estadual do Rio Doce (PERD) para fazer duas atividades de reconhecimento de campo que embasarão a revisão do Plano de Manejo do PERD.
Entre os dias 18 a 20 de outubro aconteceu a primeira etapa de reconhecimento de campo, que percorreu o Parque de norte a sul, leste a oeste. A atividade incluiu o reconhecimento do estado de conservação da unidade, das estruturas de uso público, de pesquisa, de administração e fiscalização, de regiões da zona de amortecimento, das trilhas e atrativos do PERD, como a trilha da campolina, a estrada do Salão Dourado, a Ponte Queimada, a Ponte Perdida e outros. Nos dias 08 e 09 de novembro a equipe se reuniu novamente no Parque para avaliar conjuntamente a efetividade da gestão do PERD.

O Plano de Manejo é um documento técnico que define o zoneamento e as normas de uma Unidade de Conservação (UC), é, portanto, um dos instrumentos de manejo que subsidiam a gestão de uma UC, garantindo sua efetividade e alcance dos seus objetivos.
A revisão do Plano de Manejo do Parque Estadual do Rio Doce faz parte do escopo do Termo de Parceria firmado entre o Instituto Ekos Brasil e o Instituto Estadual de Florestas e está sendo conduzida com base no Roteiro Metodológico do ICMBio.
Os próximos passos da revisão do Plano de Manejo incluem a elaboração da Caracterização da UC e Diagnóstico da zona de amortecimento, reuniões preparatórias e oficina de revisão do Plano.

Com o objetivo de endereçar os desafios globais dos efeitos das mudanças climáticas, teve início neste domingo (06) a semana a 27a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas pela Mudança do Clima (COP 27), este ano sediada pela República Árabe do Egito.
O evento internacional acontece de 6 a 18 de novembro e reforça, mais uma vez, a mensagem de que é preciso a implementação de ações imediatas e de esforços globais, além da participação de todos os atores da sociedade, para frear as ameaças sociais, ambientais e econômicas já em curso em consequência do atual modelo econômico vigente.
Durante as duas próximas semanas, a expectativa é de que os tomadores de decisão de diversas partes do globo apresentem novas ações mais robustas de combate às mudanças climáticas e prestem conta das iniciativas desenvolvidas até o momento.
A Conferência é um marco anual que orienta o rumo de políticas públicas e, inclusive, o planejamento estratégico de empresas comprometidas com a transição para uma economia de baixo carbono. No Egito não será diferente. A COP 27 tem a intenção de contribuir para acelerar as reduções das emissões globais, escalar exponencialmente ações de adaptação climática e ampliar os fluxos de financiamento para projetos de impacto socioambiental.
Além da sessão principal, acontecem outras quatro sessões concomitantes à COP. Saiba mais sobre cada uma delas.
É o encontro dos observadores, ou seja, partes que não compõem o Acordo de Paris, logo não tem papel em tomadas de decisão. No entanto, realizam um papel importante de supervisão sobre a tomada de decisão das partes para promover sua implementação de forma efetiva.
A COP27 servirá de base para o encontro das partes do Protocolo de Kyoto, que tratará da implementação efetiva deste acordo que é um tratado importante para redução de emissão de gases de efeito estufa. A primeira reunião do Protocolo de Kyoto aconteceu em Montreal, no Canadá, em 2005.
Subsidiary Body for Scientific and Technological Advice apoia permanentemente a COP com a provisão de informações cientificas e tecnológicas. As principais áreas de ação do SBSTA incluem impactos, vulnerabilidade e adaptação à mudança climática; promoção e transferência de tecnologia para desenvolvimento ambiental; e condução técnica no preparo e aprimoramento dos guias dos inventários de emissões de gases de efeito estufa. Por isso, essa sessão atua como uma parte relevante junto ao IPCC.
Além da reunião dos representantes na COP, também realizam outras duas oficiais ao longo do ano para deliberações científicas: em Bonn, na Alemanha, para trabalhar os assuntos de suas áreas de expertise, como vulnerabilidade e medidas de resposta aos impactos da crise climática nos países em desenvolvimento, mecanismos tecnológicos, comitê de adaptação etc; e o Mecanismo Internacional de Varsóvia sobre Perdas e Danos associados aos Impactos da Mudança Climática
É responsável por colocar em prática o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. É por meio do SBI que se constroem instrumentos para implementação de transparência, mitigação, adaptação, finanças verdes e capacidade tecnológica que visam atingir a ambição das partes. Desde 2014, o SBI busca avançar em MRV (measurament, reporting and verification) – na medição, reporte e verificação -, critérios transparentes para prover dados técnicos relacionados à emissão dos gases de efeito estufa.
Visite o site oficial da COP 27 para saber mais: https://www.cop27.eg/#/
O Instituto Ekos Brasil seguirá acompanhando as notícias e as decisões da COP 27. Fique de olho em nossas redes sociais.
E se você representa uma empresa interessada em compensar suas emissões de Gases de Efeito Estufa, o Compromisso Com o Clima conecta grandes empresas e projetos dedicados a gerar benefícios sociais e ambientais. Saiba mais clicando aqui.
Instituto Ekos Brasil foi convidado para participar do seminário interno do Observatório de Parcerias em Áreas Protegidas.
O Instituto Ekos Brasil foi convidado para participar do seminário interno do Observatório de Parcerias em Áreas Protegidas – OPAP, em encontro virtual que ocorreu dia 07 de outubro. O OPAP é um núcleo de pesquisa e de difusão de informação e práticas, que reúne professores e pesquisadores de diferentes instituições públicas de ensino superior brasileiras com o objetivo de promover o conhecimento sobre o tema das parcerias em áreas protegidas, a partir da contribuição da pesquisa, ensino e extensão.
Neste encontro, pudemos apresentar o Termo de Parceria estabelecido com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), órgão gestor das Unidades de Conservação do Estado de Minas Gerais, em que atuamos para a Consolidação do Parque Estadual do Rio Doce. Além disso, apresentamos a experiência do Instituto Ekos no Acordo de Cooperação com o ICMBio no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu e os aprendizados construídos ao longo de cinco anos.
Além do time Ekos, estiveram presentes professores/as e pesquisadores/as da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
Após a exposição tivemos um momento rico de diálogo, com pontos relevantes da experiência do Instituto Ekos em parcerias em áreas protegidas, considerando os aprendizados e desafios desde o ponto de uma OSCIP, além da apresentação de possíveis questões de pesquisa nessa temática.
No dia 5 de outubro, o escritório do Instituto Ekos Brasil na comunidade Fabião II, em Itacarambi/MG, sediou a 44º reunião do Conselho do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu, a primeira presencial após os anos de distanciamento social exigidos para conter o avanço da COVID-19.
Participaram 54 representantes de organizações comunitárias, de órgãos públicos e de ONGs, dos quais 35 estiveram presencialmente e 19 virtualmente, a primeira experiência de reunião com participação híbrida, com o objetivo de ampliar as presenças. Foram diálogos bem-sucedidos que proporcionaram um reencontro de conselheiros profissionais que há mais de 2 (dois) anos não se viam.

O destaque da reunião foi o estudo realizado que identificou que as águas consumidas pelas comunidades rurais se encontram contaminadas por agrotóxicos. Caberá ao Conselho encaminhar aos órgãos competentes a solicitação de ações diante dos riscos à saúde da população e da fauna, que vivem dessa água.
Idem, foram abordadas experiências de Produção de Natureza e Bosque Modelo – como oportunidades para fortalecimento da governança do mosaico-, maior conservação do ecossistema e a promoção de oportunidade de negócios sustentáveis.
Para encerrar, foi apresentado o projeto Peruaçu – uma trilha para a sustentabilidade e solicitado o engajamento geral para a compra do Casarão onde funcionam o Centro de Artesanato e Ponto de Cultura.
Esperamos a próxima reunião com a expectativa de revermos todos de forma presencial!