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    “Peruaçu ainda mantém populações numerosas de espécies (de aves) raras e ameaçadas de extinção”.

    “Peruaçu ainda mantém populações numerosas de espécies (de aves) raras e ameaçadas de extinção”.

    Entrevistamos o ornitólogo Wagner Nogueira para conhecer a profissão, seus desafios e sua experiência no estudo das aves do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Confira na íntegra.

     

    EKOS: Conte para nós como surgiu sua paixão pelas aves e como você se tornou ornitólogo.

    Wagner. Acho que nasci biólogo. Desde que me entendo por gente era fascinado por qualquer tipo de bicho e por natureza em geral. Gostava mais de documentários da BBC do que qualquer desenho. O interesse pelas aves especificamente começou de forma não muito saudável, com as espécies criadas em cativeiro. A motivação era tê-las por perto, entende-las, mas isso me levou a cria-las em cativeiro durante boa parte da infância.  Mas foi só no fim da graduação que eu entendi que dava pra usar as aves para entender e mudar o mundo ao meu redor. Isso aconteceu quando, por influência de um amigo, comecei a estagiar no laboratório de Ornitologia do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas. Nosso projeto consistia no monitoramento da avifauna do Instituto Inhotim. Em paralelo me envolvi com um grupo de observadores de aves em Belo Horizonte e participei da fundação da ONG ECOAVIS.

    EKOS: Poderia nos dizer a importância do trabalho do ornitólogo?

    Wagner. As áreas de atuação do ornitólogo são quase tão variadas quanto as áreas de conhecimento da biologia. Num gradiente que vai desde inventários e monitoramentos de aves até neurociência e cognição, passando por fisiologia, anatomia e uma infinidade de outros temas. Isso porque ser ornitólogo, por definição, é ter aves como objeto de estudo. Mais comumente o termo é utilizado para se referir aos ornitólogos de campo, que vão estudar as aves na natureza e acabam se especializando em sua identificação, distribuição, ecologia e história natural. Mesmo considerando essa definição mais restrita e frequente de ornitólogo, o trabalho desses profissionais tem implicações que vão muito além da ornitologia. Nos ajudam a entender os padrões de distribuição da biodiversidade e os processos por trás disso. Revelam como as alterações que provocamos nos ambientes naturais afetam a biodiversidade que habita nesses locais e podem nos ajudar a tomar decisões mais acertadas para a conservação da biodiversidade como um todo.

    EKOS: Quais pesquisas você está realizando no momento?

    Wagner. No momento a maior parte do meu tempo é dedicada ao meu projeto de mestrado, que é a revisão taxonômica de uma espécie de ave que vive em quase todo o leste da América do Sul, o arapaçu-grande (Dendrocolaptes platyrostris). Isso quer dizer que estou investigando se o que tratamos hoje como uma única espécie é mesmo só uma espécie ou se existem populações que merecem ser separadas em espécies à parte.

    Em paralelo também participo de um projeto que pretende aprofundar mais nosso conhecimento sobre a avifauna das Florestas Deciduais da bacia do rio São Francisco, as chamadas “Matas Secas”. São florestas que perdem todas as folhas durante a estação seca e que tem uma fauna e uma flora muito peculiares e adaptadas a este ambiente de extremos.  As Matas Secas têm uma identidade controversa, sendo consideradas por alguns como uma fitofisionomia da Mata Atlântica, por outros como sendo parte do Cerrado ou ainda como um componente da Caatinga.

    Cara Dourada | Foto: Wagner Nogueira

    EKOS: Como você avalia a situação das aves em relação às queimadas atuais na Amazônia, no cerrado e no pantanal?

    Wagner. Acho que a gente precisa começar falando que o fogo não é um elemento natural nas florestas tropicais. Ao contrário do que acontece no Cerrado, onde a fauna e a flora apresentam adaptações para lidar com ele, a biodiversidade da Amazônia, da Mata Atlântica e outras formações florestais, sofre perdas irreversíveis com a passagem do fogo. E mesmo no Cerrado, a época de ocorrência, periodicidade e extensão das áreas afetadas é muito diferente do que se observaria com o regime de queimadas de origem natural.

    É um problema afeta não somente as aves, mas a biodiversidade como um todo e inclusive tem reflexos direto na vida das pessoas, pois a perda de cobertura florestal nessas regiões tem impactos diretos no clima e no regime de chuvas.

    Além disso, o fogo nas florestas geralmente é precedido pelo corte seletivo da madeira de alto valor comercial e na sequência vem a supressão vegetal completa para abrir lugar para monoculturas e pastagens. Dessa forma, o fogo não pode ser encarado como um elemento isolado, ele é parte de um processo de descaracterização completa dos ambientes.

    EKOS: Que ações poderíamos adotar para proteger e melhorar as condições de conservação das aves no Brasil? Você acredita na prática de birdwatching como uma atividade aliada à conservação das espécies?

    Wagner. Acho que um ponto crucial seria frear a supressão dos ambientes naturais. Praticamente todas as espécies de aves brasileiras que se encontram extintas ou ameaçadas de extinção estão nessa situação por conta da perda de seus habitats. Fragmentos muito pequenos, descaracterizados e muito isolados podem até conseguir manter espécies sensíveis por algum tempo, mas nos médio e longo prazos elas acabam por se extinguir regionalmente. Se o panorama se repete ao longo de toda sua distribuição, o resultado pode ser a extinção completa.

    A observação de aves pode ser uma ferramenta importante nesse processo, pois atua tanto fornecendo uma alternativa de geração de renda com a floresta de pé, quanto sensibilizando as pessoas para uma riqueza biológica que muitas vezes é desconhecida até mesmo pela população local.

    Maria Preta do Nordeste | Foto: Fernanda Fernandes

    EKOS: Nos conte um pouco sobre birdwatching no Peruaçu, quais espécies podem ser observadas por lá e suas especificidades, curiosidades.

    Wagner. O Peruaçu ainda mantém populações numerosas de espécies raras e ameaçadas de extinção, especialmente as que são associadas às Matas Secas do rio São Francisco, como o arapaçu-do-nordeste, o arapaçu-wagler, o cara-dourada, o piolhinho-do-grotão e a maria-preta-do-nordeste. Além disso a região é o melhor local na atualidade para se observar o bacurau-do-são-francisco, uma espécie noturna que só existe na bacia do rio São Francisco. Lá também é possível encontrar espécies exclusivas da Caatinga, como o bico-virado-da-caatinga, o joão-chique-chique e o torom-do-nordeste.

    E não dá pra deixar de citar os atrativos espeleológicos e arqueológicos do Peruaçu, que valeriam a viagem por si sós!

    1. Que mensagem você daria aos jovens estudantes de biologia ou áreas afins que pretendem seguir carreira no estudo de aves?

    Wagner. Usem a tecnologia a seu favor. Atualmente, dá pra aprender muito na internet sobre basicamente tudo. Portais como o WikiAves, xeno-canto e Ebird proporcionam acesso a milhões de mídias que podem auxiliar no aprendizado sobre identificação, distribuição, ecologia e história natural das espécies. Artigos técnicos sobre os mais variados temos também podem ser acessados virtualmente e fornecer uma bagagem teórica a qualquer pessoa. Além disso, os pesquisadores brasileiros que trabalham com aves são, em geral, muito acessíveis e podem ser contatados até mesmo por suas redes sociais.

    Para aqueles que tiverem oportunidade, visitar coleções e laboratórios de pesquisa também pode ser uma ótima oportunidade de conhecer sobre o que eles se desenvolvem e talvez se inserir em projetos de pesquisa e trabalhos de campo.

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    Sustentabilidade financeira em Unidades de Conservação: o caso do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

    Sustentabilidade financeira das Unidades de Conservação: o caso do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu e o Instituto Ekos Brasil

     

    Por:

    Maria Cecilia Wey de Brito (Relações Institucionais),

    Iago Paniza Rangel (Gestor Ambiental)

    Ana Cristina Moeri (Diretora Presidente) –

    Instituto Ekos Brasil

     

    Em 2017, após desenvolver por 15 anos várias atividades no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (PNCP), criado em 1999, o Instituto Ekos Brasil participou de uma chamada pública e assinou um acordo de cooperação com o ICMBio, com duração de 5 anos. A partir de então, atuamos no parque com ações administrativas e logísticas executando o Programa de Uso Público da UC, previsto em seu Plano de Manejo, e também apoiamos  atividades de gestão socioambiental, de acordo com um Plano de Trabalho definido Ekos Brasil e ICMBio.

    A boa notícia é que em apenas 3 anos, o número de visitantes ao Parque mais que dobrou. Se em 2016 foram 3.996 visitantes/ano, em 2019 chegamos em 9.337 visitantes/ano. Uma vitória, certamente.

    Porém, mesmo com esse crescimento, o modelo de concessão ainda não é viável economicamente. Uma realidade comum a maioria dos parques que não atingem um número considerável de visitantes.

    Por isso, fomos em busca de novas oportunidades específicas para o futuro da sustentabilidade financeira do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

    O estudo

    Com apoio da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), o Instituto Ekos Brasil desenvolveu, no final de 2018, a “Análise de oportunidades e proposta de modelos de negócios e parcerias para a sustentabilidade financeira do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu/MG”. O estudo embasou arranjos legais para o aproveitamento sustentável das potencialidades econômicas do Parque, com melhoria das atividades de uso público e da conservação da biodiversidade, gerando benefícios sociais e econômicos para o entorno e considerando também o período pós acordo de cooperação.

    Junto a possíveis parceiros, desenhamos modelos de geração de receita para o Parque como serviços ao visitante, arrecadação/captura de valor por serviços, patrocínio e projetos de impacto. Houve estimativa dos aportes necessários e seu tempo de retorno, em razão dos cenários de crescimento da visitação pública, e os custos de manutenção do negócio proposto. Apesar dos volumes de investimentos serem relativamente baixos se comparados ao potencial de geração de receitas, sua somatória num único exercício fiscal (se todos os modelos começarem no mesmo momento) poderia inviabilizar a capitalização plena dos projetos.

    Para que esses modelos funcionem, portanto, a manutenção e o crescimento do número de visitantes no Parque são essenciais. Isso não nos deixa dúvidas de que o fortalecimento e estruturação da cadeia do turismo local e regional são questões centrais no debate de modelos de negócios para Unidades de Conservação. E consolidar atrativos naturais e culturais em roteiros, transformando-os em produtos turísticos são pontos-chave nesse desenvolvimento.

    O Projeto 

    Nesta lógica, o o Instituto Ekos Brasil, em parceria com o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês), está desenvolvendo o projeto “Acelerando o Turismo Sustentável no Vale do Peruaçu”.

    Com ele, buscamos desenvolver e fortalecer o turismo sustentável na região do vale do Peruaçu (APA e PARNA Cavernas do Peruaçu), por meio da qualificação das capacidades técnicas e de gestão de organizações da comunidade local, como forma de promover emprego, renda, valorização dos atributos ambientais e conservação da biodiversidade. O projeto ainda está em andamento (com previsão de encerramneto para abril de 2021), mas ao final a comunidade local (representada pelos 50 participantes) terá executado cinco protótipos, visando beneficiar de forma transversal o maior número de atividades ligadas ao turismo local. Tais protótipos serão desenvolvidos a partir de um processo de inovação coletiva, isto é, pensado, estruturado e executado pelos atores locais, o que é essencial para sua continuidade.

    Embora importantes, destacamos que iniciativas como esta, isoladamente, não solucionarão todos os gargalos de estruturação da cadeia de turismo da região. Por isso, no intuito de colaborar na construção de uma agenda regional de desenvolvimento, o CEPF também apoiou a elaboração do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista (DTBC) do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, coordenado pela Funatura, do qual o PNCP faz parte. O plano objetiva promover o desenvolvimento regional integrado ao manejo das UC, abordando temas como extrativismo vegetal e turismo ecocultural.

     

    Saiba mais sobre o CEPF

    O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF, sigla em inglês), Governo do Japão e Banco Mundial, que financia projetos para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade. Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o bioma Cerrado como um dos hotspots prioritários, e 8 milhões de dólares foram alocados para investimentos em projetos de conservação no período de 2016 a 2021.

    O projeto “ACELERANDO O TURISMO SUSTENTÁVEL NO VALE DO PERUAÇU” é uma das diversas iniciativas do fundo na região.

    Saiba mais sobre o projeto e entenda como contribuir.

     

     

     

     

    ESG: caminho para o futuro sustentável da sua empresa  

    ESG: caminho para o futuro sustentável da sua empresa  

    ESG, em inglês, significa Environmental, Social e Governance, ou seja, práticas de gestão corporativa voltadas para responsabilidades ambientais, sociais e de governança.  

    Apesar de não ser uma pauta nova, agora, finalmente, ganhou os holofotes do mercado financeiro. E quando a tomada de decisão depende do “bolso”, então podemos acreditar em mudanças reais, não é mesmo?

    Um dos marcos dessa reviravolta, sem dúvidas, foi a carta do CEO da Black Rock, a maior gestora de investimentos do mundo, aconselhando outros CEOs ao redor do globo a reverem suas atuações ESG.  Larry Fink foi bem claro: o risco climático é uma ameaça real e contemporânea para o valor de mercado das empresas. Quem não demonstrar interesse e comprometimento com as questões socioambientais pode ser taxado como um negócio de alto risco, perder investimentos dos fundos e valor no mercado.

    A partir de então, a mídia, os especialistas, investidores e sociedade como um todo despertaram para o significado e importância do tema.

    Mas, efetivamente, quais são os critérios estabelecidos pelo ESG?

    Na área ambiental, as empresas devem priorizar a gestão de carbono com planos de ação para quantificar e reduzir a emissão de gases de efeito estufa, realizar compensação, dentre outros, além de priorizar a economia circular, com logística reversa de resíduos, monitoramento e redução do consumo de água e demais recursos naturais, além de  preservar a biodiversidade.

    Já no âmbito social são bem-vindos programas para garantir a saúde e segurança do trabalhador, projetos voltados para a comunidade ao entorno ou beneficiadas em iniciativas de responsabilidade social, além da garantia da qualidade do produto ou serviço e a minimização das consequências da cadeia produtiva.

    Por fim, no que diz respeito à governança corporativa são observados os sistemas de auditoria e controle ético, independência do conselho e diversidade da diretoria e do quadro de funcionários, além de outras políticas inclusivas.

    A penalização por atuações contrárias a esse movimento já começou a acontecer, inclusive no Brasil. Já temos notícias de fundos bilionários retirando investimentos de empresas relacionadas ao desmatamento e às práticas de corrupção. 

    Caminhos nacionais para o desenvolvimento sustentável

    No Brasil, a implementação de investimentos ESG está apenas no começo, como indicam os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Lançada em 2020, a pesquisa mostra que apenas 11% das empresas conta com uma área específica para avaliar investimentos ESG e uma quantidade ainda menor, 5%, com um comitê de dedicação exclusiva, mesmo que a maioria reconheça a importância desses critérios, que garantem maior transparência e confiança entre investidores, além de maior sustentabilidade e potenciais lucros.

    Apesar da defasagem das empresas brasileiras, a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão , responsável pela bolsa de valores mais importante do país, anunciou que vai alterar o seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Isso significa que investimentos sustentáveis e corporações que possuem políticas ambientais responsáveis serão beneficiadas, a partir de 2021, dentro dessa carteira que vale aproximadamente R$ 1,64 trilhão.

    Sonia Favaretto, especialista em sustentabilidade e conselheira do Instituto Ekos Brasil, reforça a prioridade da agenda para as empresas brasileiras.

    “A atual atenção que a sustentabilidade vem recebendo na mídia e nos mais variados fóruns de discussão no Brasil e no mundo nada mais é do que fruto de uma caminhada que não começou agora. O setor privado brasileiro sempre esteve muito envolvido com essa agenda e procurando adotar as melhores práticas ESG. Agora, vemos os investidores muito mais próximos do tema e querendo que as empresas nas quais investem estejam de fato comprometidas com o desenvolvimento sustentável. Trata-se de um movimento inadiável, consistente e que só ganha ritmo. Ótimas notícias que precisam estar no radar de todas as empresas e demais atores do mercado.”  

    Sendo assim, é muito importante que as organizações nacionais se organizem e se atualizem para que possam representar investimentos sustentáveis atrativos para o mercado.

    Por onde começar?

    Já há alguns anos, o Instituto Ekos Brasil acompanha o pioneirismo de grandes empresas brasileiras comprometidas com responsabilidades ESG. Essa atuação conjunta fez nascer, por exemplo, a Plataforma Ekos Social que hoje contempla um dos mais respeitados (senão o mais!) programas de responsabilidade climática do Brasil, o Programa Compromisso com o Clima.

    Nossa plataforma desburocratiza a gestão de carbono por parte das empresas com uma oferta de projetos de créditos de carbono já avaliados e auditados, todos com co-benefícios socioambientais, e dá escala a compensação dessas organizações. O Programa reúne grandes empresas como Itaú, Natura, MRV, B3, Lojas Renner, Grupo RD e Mattos Filho Advocacia.

    Leia mais: Mercado de Crédito de Carbono entra na mira das empresas  

    “O Ekos Brasil sempre apoiou empresas em jornadas rumo à sustentabilidade. O Compromisso com o Clima é um ótimo exemplo de uma ferramenta que foi criada com esse objetivo: ajudar empresas a compensar as suas emissões e com isso fomentar uma economia de baixo carbono. Temos  conhecimento especializado para dar esse suporte, implementar e desenvolver estratégias no quesito E (ambiental). Inclusive, esse sempre foi nosso propósito de atuação”, comentou Ana Cristina Moeri, diretora do Instituto Ekos Brasil.

    Entre em contato conosco e saiba como desenvolver uma estratégia ESG para a sua empresa.

     

     

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    O cerco está se fechando lá fora. Será que há tempo para garantir o Cerrado aqui dentro?

    O cerco está se fechando lá fora. Será que há tempo para garantir o Cerrado aqui dentro?

    Não é de hoje que ao tratarmos do Cerrado tratamos também do pujante agronegócio brasileiro que “ganhou” esse vasto território desde a revolução verde e dos trabalhos da Embrapa, que fizeram de seu solo o palco para os plantios “a perder de vista” de soja, algodão e outras commodities.

    Quando olhamos os dados do Cerrado vemos emergirem 2 visões opostas: a que comemora os ganhos financeiros do uso de seu solo e da água que guarda em suas bacias, e a que lamenta a veloz perda de sua biodiversidade e serviços ambientais que nos presta. Enquanto a área de produção das commodities aumentou em 50%  sobre o território original do cerrado entre 2000 e 2014, (ver estudo “Cerrado na mira do Agronegócio” da Universidade de Maryland/EUA, publicado em 2018), a riqueza de espécies e paisagens do Cerrado definharam, as emissões de gases de efeito estufa aumentaram (248 milhões de toneladas em 2016, de acordo com o Ecoa), e os corpos d’água são poluídos e assoreados.

    Diferente da Amazônia, que chama a atenção do mundo por causa de suas riquezas ambientais e culturais, e das ameaças que sobre elas se abatem, o Cerrado continua pouco conhecido e pouco valorizado, apesar de ser a savana mais rica em espécies no planeta,  ser o segundo maior bioma da América do Sul – com área original de mais de 2 milhões de hectares (22% do território nacional) e ser considerado um hotspot de biodiversidade, onde existe extrema abundância de espécies endêmicas e enorme ameaça de destruição. Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que 20% das espécies nativas e endêmicas do bioma já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais que ocorrem no Cerrado estão ameaçadas de extinção, inclusive o Lobo Guará, personagem da nota de 200 reais.

    Poetas como Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida como Cora Coralina e Antônio Lisboa Carvalho de Miranda, por exemplo, descreveram esse bioma de forma única, deixando transparecer sua sensibilidade e amor pelos lugares onde viveram, chamando a atenção para a unicidade de suas riquezas. Por motivos bem diversos, protagonistas mundiais podem ajudar a mudar a história de destruição do Cerrado, espera-se que a curto prazo. Estes protagonistas estão relacionados a duas agendas distintas, que se encontraram recentemente – à crise climática global e a pandemia da COVID-19.

    No caso da crise climática, o 15o Fórum Econômico Mundial, encontro anual que ocorre na cidade Suíça de Davos, mostrou por meio de seu Relatório Global de Riscos, que os riscos associados às questões ambientais, como os eventos climáticos extremos, a perda da biodiversidade e outras ameaças à vida no planeta, estão à frente das preocupações dos representantes das grandes corporações mundiais, em comparação aos riscos representados por tensões geopolíticas e ataques cibernéticos, que antes eram considerados os riscos mais relevantes. Grandes investidores como a Black Rock apostam hoje no lucro advindo das boas práticas ambientais o chamado “capitalismo com propósito”. O CEO desta gestora de ativos, Larry Fink, afirmou em março de 2020 “Quando emergirmos dessa crise, e à medida que os gestores reequilibrem seus portfólios, teremos a oportunidade de acelerar a transição para um mundo mais sustentável”.

    Do ponto de vista da COVID-19 e seus resultados para a economia mundial, a postura da União Europeia e de seus Estados-membros, por exemplo, exigirá a adoção de boas práticas, principalmente ambientais, pelos países que têm relações bilaterais e multilaterais. Neste sentido, esse bloco de países estruturou o Pacto Ecológico Europeu (o European Green Deal), e o Plano de Recuperação Econômica (o Recovery Fund). Estes instrumentos (a serem lançados em 2021 e 2022) trazem um conjunto de incentivos e obrigações com o objetivo de proteger os recursos naturais. Como explicam Baruzzi, Manhaes e Agostinho (em matéria do Jornal o Estado de S. Paulo em 3 de julho de 2020), o Pacto Ecológico tem ambições ambientais que vão além das fronteiras europeias e isso terá impactos diretos à economia brasileira, já que este bloco é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Neste sentido, o Brasil será pressionado para adotar medidas objetivas de reduzir a emissão de gases de efeito estufa sob pena de não acessar o mercado Europeu. Este é um risco direto ao setor agropecuário brasileiro, já que se constitui no maior emissor destes gases, do país. Neste caso, o propósito do Pacto é fortalecer os requisitos de sustentabilidade da cadeia de alimentos, que consistem, por exemplo, em assegurar que estas cadeias tenham impacto ambiental neutro ou positivo com relação aos recursos naturais (solo, água, ar, fauna, bem-estar animal).

    O mundo está cada vez mais preocupado e atendo às ameaças derivadas da ação do homem sobre o meio ambiente como a crise climática, global, a extinção acelerada de espécies, as pandemias, a desigualdade. O Brasil precisa, rapidamente repensar as “formas de fazer” de sua base econômica mais importante do ponto de vista do comércio exterior – o agronegócio (além das commodities minerais).

    O cerco está se fechando lá fora, ou o Brasil olha para o futuro, apontado por player globais do mercado financeiro e os consumidores mundiais, ou ficará para traz –perdendo ganhos para sua balança comercial e perdendo aquilo que tem de único e extremamente valioso, que é sua riqueza natural, como o bioma Cerrado.

     

    Maria Cecilia Wey de Brito

    Mestre em Ciências Ambientais

    Engenheira Agrônoma

    Relações Institucionais Instituto Ekos Brasil

     

    11 de Setembro de 2020

     

     

     

     

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    Amazônia: exemplos de como o uso sustentável dos recursos da biodiversidade mantém a floresta em pé

    Amazônia: exemplos de como o uso sustentável dos recursos da biodiversidade mantém a floresta em pé

    Dia 5 de setembro é o Dia da Amazônia e todos os anos a nossa vontade é apenas de celebrar esse bioma evidenciando suas riquezas. Afinal,  são mais de 4 milhões de quilômetros quadrados, cerca de 2.500 espécies de árvores, 30 mil espécies de plantas. A Amazônia é protetora da maior bacia hidrográfica do mundo, com o majestoso Rio Amazonas, capaz de desaguar cerca de 175 milhões de litros d’água a cada segundo no Oceano Atlântico, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente. 

    A Amazônia é um bioma de extrema importância para o equilíbrio do meio ambiente e do clima no nosso planeta. 

    Mas, também é de conhecimento público o inegável risco que a nossa Amazônia se encontra. De acordo com dados do Imazon, apenas no último ano (julho de 2019 a julho de 2020), o desmatamento na Amazônia Legal foi de 6.536 quilômetros quadrados, um aumento de 29% em relação ao período anterior. No mês de julho deste ano, cerca de 59% do desmatamento na Amazônia ocorreu em áreas privadas e a área de floresta degradada apresentou um aumento de 110% em relação a julho de 2019. 

    Em meio a esse cenário paradoxal, nos perguntamos: como celebrar, então, essa data tão significativa?

    Trabalhamos já há alguns anos com projetos no bioma da Amazônia e acreditamos que estas são iniciativas que aliam conservação ao desenvolvimento sustentável , e que se utilizam de  ferramentas mais eficientes para manter a floresta em pé e todos os seus inestimáveis recursos em equilíbrio. 

    Por isso, a seguir, compartilhamos com vocês 5 projetos desenvolvidos no bioma da Amazônia com o intuito de  propor uma agenda positiva neste dia e inspirar novas iniciativas que respeitem essa nossa riqueza. 

    Foto: Araquém Alcântara | Todos os direitos reservados.

    Inventário Florestal e Diagnóstico de Cadeia produtiva garantem uso sustentável da floresta em Rondônia 

    Quando chegamos à  Rondônia, no ano de 2017, encontramos um contexto social e econômico muito semelhante nas  duas Reservas Extrativistas do Rio Cautário, a estadual e a federal: ambas habitadas por comunidades de seringueiros-extrativistas que viviam um momento de transição da exploração do látex para outras atividades. Já há alguns anos, o preço do látex vinha caindo, levando os extrativistas a desenvolver especialmente a coleta de castanha.

    Com o intuito de auxiliar o desenvolvimento sustentável da região e das 63 famílias do território e evitar que optassem por atividades degradadoras tórias, desenvolvemos um projeto de Inventário Florestal e Diagnóstico da Cadeia Produtiva de Castanha e Látex na região. O projeto incluiu o levantamento do potencial florestal (madeireiro e não-madeireiro), a realização de um diagnóstico produtivo da castanha e da seringa, o estudo das formas de organização social daquela comunidade e levantou também oportunidades de negócio. 

    Na primeira etapa, selecionamos 4 espécies nativas para um estudo mais aprofundado: castanha-do-brasil, a seringa, a copaíba e o açaí. E complementamos com um estudo de mercado com uma lista de contatos de potenciais parceiros comerciais e técnicos, além de uma análise da situação da cadeia produtiva local. Parte deste trabalho também envolveu o estudo sobre mecanismos de Pagamentos por Serviços Ambientais que poderiam ser acessados pela Reserva. 

    O projeto teve um impacto importante sobre a comunidade, que continuou e ampliou o uso sustentável dos recursos da biodiversidade com a manutenção da floresta em pé, e também reforçou para a sociedade a necessidade de investimentos e melhoria de processos e abertura de mercados na região da Reserva Extrativista. Em 2020, por iniciativa do governo do estado de Rondônia, a Reserva extrativista estadual assinou contrato com uma empresa especializada em comércio de Carbono, para que este ativo proveniente da manutenção da floresta em pé possa gerar recursos para as comunidades, incentivando-as ainda mais a manter a floresta em pé. 

    Plano de Manejo pioneiro nas Florestas Nacionais de Itaituba

    Outro projeto importante no bioma Amazônia aconteceu em 2014 quando elaboramos o Plano de Manejo nas Florestas Nacionais que abrangem os municípios de Itaituba e Trairão, no Pará, às margens da BR-163. 

    As Florestas Nacionais são uma das categorias de manejo presente na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Estas áreas protegidas permitem o manejo florestal, sendo no entanto, necessário que as mesmas possuam plano de manejo para posteriormente serem colocadas no processo de concessão florestal para empresas interessadas e comunidades que são moradoras do seu interior e/ou do seu entorno.

    O Plano de Manejo possibilitou que as comunidades dessas cidades participassem de uma experiência pioneira de manejo sustentável em Unidades de Conservação, capaz de gerar renda e desenvolvimento para a região também mantendo a floresta em pé. 

    Sistemas Agroflorestais como aliados da conservação ambiental na Amazônia

    Em Uatumã, no Amazonas, o Programa Ecomudança levou a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em áreas degradadas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável. Os SAFs são consórcios de culturas de espécies arbóreas e agrícolas, que podem ser usadas para reflorestamento, recuperação e uso sustentável de áreas degradadas. Essa prática mantém a fertilidade do solo e permite a geração de renda, aliada à conservação da biodiversidade.

    O projeto plantou 1.100 mudas de espécies florestais e agrícolas produtivas, adaptadas à condição amazônica e implantou 1 hectare de SAF em uma área de pasto abandonado. Agora, além de gerar desenvolvimento sustentável para as famílias com a produção de frutos, a conservação das áreas também gera créditos de carbono para compensar a emissão de gases de efeito estufa de parceiros interessados. Esta iniciativa faz parte do Programa Carbono Neutro do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas – IDESAM

    Outro projeto de SAF do programa Ecomudança foi realizado na Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus, em 2014, também no Amazonas. A própria comunidade coletou sementes da floresta e produziu mais de 20 mil mudas em dois viveiros construídos por eles. As mudas foram utilizadas para a implantação de 16 hectares em SAFs nas áreas de capoeiras ao redor da comunidade. A principal espécie produzida foi o Cacau nativo, que além de produtivo e saboroso, é bastante procurado por importadoras para a produção de chocolate. 

    É por meio dessas iniciativas que mostramos para o Brasil que é possível alinhar a conservação da floresta com o desenvolvimento das comunidades e, também por meio delas que construímos nossa esperança de um futuro onde poderemos celebrar o dia da Amazônia.

     

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    Biodiversidade e divulgação científica: popularizar a ciência para aproximar a biodiversidade de todos

    Biodiversidade e divulgação científica: popularizar a ciência para aproximar a biodiversidade de todos

     

    Em seu quarto episódio, o projeto BioDiversos apresenta Nurit Bensusan, bióloga e engenheira florestal pela UnB , pós-graduada em história, sociologia e filosofia da ciência pela na Universidade Hebraica de Jerusalém e consultora do Instituto Socioambinetal. Por meio de livros e jogos educativos, Bensusan aproxima a biodiversidade especialmente do universo infantil.

    O Instituto Ekos Brasil lançou, em maio deste ano, o projeto BioDiversos. Em uma série de depoimentos, divulgados mensalmente, profissionais renomados de diversas áreas de atuação explicam como se inspiram na biodiversidade e a utilizam para desenvolver seus trabalhos. O projeto já contou com depoimentos do arquiteto e designer Carlos Motta, do “cozinheiro” (como ele mesmo se intitula) e fundador do Instituto Atá, Alex Atala, e também da bióloga e especialista no estudo de doenças silvestres, Marcia Chame, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz.

    Em sua quarta produção, o BioDiversos convidou Nurit Bensusan, autora de diversos livros, dentre eles: “Biodiversidade: é pra comer, vestir ou passar no cabelo?” e “Seria melhor mandar ladrilhar? Biodiversidade: Como, para que e por quê”, além de jogos educativos. Bensusan acredita no potencial das crianças para um futuro no qual a biodiversidade seja conhecida, apreciada e respeitada.

    “O caminho que eu acredito muito é o da divulgação científica, o da popularização da ciência. Mostrar para as pessoas o que elas têm a ver com a biodiversidade. As crianças são uma esperança, são a máquina que faz o futuro (…) são elas que têm grande empatia com a conservação da natureza e podem ser as pessoas do futuro para fazer o mundo diferente”, explica no vídeo.

    De acordo com Ciça Wey de Brito, coordenadora de relações institucionais do Instituto Ekos Brasil e idealizadora do projeto, é imperativo que a sociedade tome consciência sobre o constante e intenso empobrecimento da natureza, que pode ser revertido se mudarmos nossas atitudes, como por exemplo, ao diminuirmos nosso consumo e com isso deixando de pressionar os ambientes naturais r s biodiversidade. “Por isso, trouxemos neste projeto abordagens que aproximam a biodiversidade ao cotidiano das pessoas”, comentou.

    Todos os vídeos do projeto e mais informações podem ser acessadas em https://www.ekosbrasil.org//biodiversos/ e também estão disponíveis nas redes sociais do Instituto Ekos Brasil.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Pandemia adiou Dia da Sobrecarga do Planeta para 22 de agosto. O que podemos aprender com isso?

    Pandemia adiou Dia da Sobrecarga do Planeta para 22 de agosto. O que podemos aprender com isso?

     

    Todos os anos, desde 1961, a Global Footprint Network calcula o Dia da Sobrecarga do Planeta, ou seja, o dia em que passamos a demandar do nosso planeta mais recursos naturais e serviços ecossistêmicos do que ele é capaz de regenerar em um ano.

    A metáfora que muitos gostam de utilizar para explicar o evento é a do crédito. A partir do dia estabelecido como o Dia da Sobrecarga do Planeta (Overshootday), podemos dizer que a humanidade está vivendo às custas de cheque especial ou do crédito que generosamente a Terra está nos concedendo, às custas das gerações futuras, pois o que poderíamos “gastar” de recursos naturais já foi gasto.

    Isso significa que a humanidade utiliza atualmente o equivalente aos recursos de 1,6 planetas. Mas todos nós sabemos que temos apenas 1.

    Nos últimos dois anos essa data aconteceu no final de julho e, ano a ano, vinha acontecendo cada vez mais cedo. Este ano, em decorrência da pandemia e como consequência do isolamento social e da desaceleração econômica, houve uma redução de 9,3% na pegada ecológica da humanidade desde 1º de janeiro de 2020, em comparação ao mesmo período do ano passado e, por isso, a data estipulada pelo cálculo da Global Footprint Network será dia 22 de agosto. Ou seja, três semanas de adiamento.

    Em outras circunstâncias seria ótimo poder comemorar o feito. Mas, esse resultado só se deu pela crise pandêmica. E, por isso, podemos tirar aprendizados.

    O primeiro é que é perfeitamente possível mudar nossos hábitos de consumo e nos limitarmos ao essencial. Isso ajudaria enormemente na redução das emissões dos gases de efeito estufa liberados no processo de produção e distribuição de bens, significando diminuição da extração madeireira, no caso de países como o Brasil, do uso de combustíveis fósseis, da destruição de ambientes naturais, dentre outros.

    Um segundo aprendizado nos diz que os governos são capazes de agir corretamente, seja na redução de despesas e melhor uso de recursos públicos, seja colocando leis em prática, quando se trata de proteger a vida. E aqui fica o questionamento: conservar a natureza não significa proteger a vida?

    E um terceiro aprendizado é que é possível fazer tudo isso em um curto espaço de tempo.

    O que é a pegada ecológica

    De acordo com a Global Footprint Network, a Pegada Ecológica é a métrica que contabiliza recursos biológicos mais abrangente e disponível atualmente. O método calcula toda a procura humana por áreas biologicamente produtivas – alimentação, madeira, fibras, sequestro de carbono e infraestrutura. Atualmente, as emissões de carbono provenientes da queima de combustíveis fósseis constituem 60% da Pegada Ecológica da humanidade.

    Como é feito o cálculo

    Em termos gerais, a organização divide a biocapacidade do planeta – a quantidade de recursos que a Terra pode gerar em um ano – pela pegada ecológica da humanidade e multiplica pelo número de dias do ano.

     

     

     

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    Compromisso com o Clima segue para nova fase de seleção de projetos

    Compromisso com o Clima segue para nova fase de seleção de projetos

    O Edital 2020 do Programa Compromisso com o Clima segue para nova fase de seleção dos projetos. Desde o mês de Junho, a equipe do Ekos Brasil avaliou todos os projetos participantes em relação aos critérios de elegibilidade e indicadores de impacto socioambiental. Ao todo, 55 projetos se inscreveram, de 16 estados e cinco regiões do Brasil. Todos buscam reduzir emissões ou remover Gases de Efeito Estufa para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

    O Edital deste ano contou com a participação de muitos projetos novos, ainda em fase de desenvolvimento, o que demonstra o interesse de muitas organizações brasileiras buscarem investimento para realização de seus projetos de baixo carbono. Ao todo, 36 de 55 projetos participantes não haviam concluído seu primeiro ciclo de certificação dos créditos de carbono.

    Finalizada a avaliação socioambiental, os apoiadores do Programa selecionaram os 10 projetos que melhor atendem aos critérios de qualidade do Edital. Os projetos selecionados para esta nova fase reduziram ou irão reduzir nos próximos anos quase 4 milhões de tCO2e, o que é mais do que todas as emissões do transporte de passageiros e de cargas no Distrito Federal em 2018, segundo dados do SEEG.

    As iniciativas combinam a redução de emissões com impactos sociais e ambientais positivos e muitos deles contribuem diretamente para diversos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Alguns dos selecionados, por exemplo, selecionados, geram energia elétrica por tecnologias de baixo impacto, como plantas solares e eólicas, e outros aplicam tecnologias de menor impacto para agricultores familiares, indústrias e sistemas de produção animal.

    Próximos passos

    A partir de agora, os projetos passarão por uma fase de avaliação jurídica para verificar  sua conformidade com diversos aspectos da legislação brasileira. Esta análise procura evitar que os apoiadores do Programa patrocinem iniciativas ou empresas que não estejam de acordo com seus critérios de governança e que desrespeitem as populações locais ou as boas práticas de cada setor. 

    Neste ano, a avaliação jurídica será realizada pela Mattos Filhos Advogados, um escritório de advocacia com muita experiência em Direito Ambiental, Mercado de Ativos Ambientais e questões de sustentabilidade empresarial. A Mattos Filho aderiu recentemente ao Programa e traz sua vasta experiência nestas áreas, dando ainda mais credibilidade à seleção de projetos do Edital. 

    Até o final do ano espera-se que o Comitê Gestor do Compromisso com o Clima defina quais projetos serão apoiados pelo Programa. Os selecionados passarão a integrar o portfólio de projetos da Plataforma Ekos Social, que é utilizada pelas empresas vinculadas ao Programa para a compensação de suas emissões.

    A Plataforma atualmente é utilizada por 18 organizações. Além dos apoiadores institucionais do Programa, também acessam empresas convidadas e aquelas que utilizam a Plataforma como um serviço. Com a Plataforma, conseguimos aumentar o número de organizações que compensam emissões e direcionar mais recursos para projetos que atendem aos nossos critérios de qualidade.

    Saiba mais sobre os projetos apoiados pelo Compromisso com o Clima

    Ao todo, 11 projetos estão vinculados ao Programa. Estes projetos foram selecionados nos Editais de 2017 e 2019. Todos os projetos geram (ou estão em processo de gerar) reduções de emissões de Gases de Efeito Estufa certificadas de acordo com padrões internacionais de qualidade. Estas reduções de emissões, também chamadas de créditos de carbono, equivalem a uma tonelada de CO2 que deixa de ser emitida para a atmosfera ou que é absorvida em projetos florestais, por exemplo. Dentre os projetos apoiados, existem:

    • 6 Projetos de geração de energia renovável, principalmente a partir de biomassas renováveis.
    • 1 Projetos de reflorestamento e 2 de conservação florestal na Amazônia
    • 2 Projetos de introdução de fogões eficientes para famílias de baixa renda, reduzindo o consumo de lenha para cocção de alimentos.

    Destes projetos, 3 são realizados em unidades industriais de grande porte,  3 em unidades industriais de porte menor (fabricação de tijolos ou de cedidos), 2 projetos em fazendas que produzem madeira seguindo boas práticas de manejo sustentável e 3 são desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos, que tem nos créditos de carbono sua principal fonte de renda.


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    Em apoio à Fundação Florestal

    Em apoio à Fundação Florestal

    Justificando o equilíbrio das contas públicas, o Governo do Estado de São Paulo surpreendeu a população paulista com a preocupante notícia de que extinguiria a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo, conhecida como Fundação Florestal, no próximo ano. Frente às manifestações de Organizações e da Sociedade Civil, aparentemente o governo voltou atrás na sua decisão e irá manter a Fundação Florestal.

    É de conhecimento público o valor inestimável dos serviços ambientais prestados por esses territórios conservados, especialmente para a manutenção da vida humana. É economicamente mais proveitoso, sustentável e inteligente proteger e conservar nossas florestas, uma missão importante e que a Fundação cumpre com zelo nessas mais de três décadas. É por esse caminho que mundo vem traçando novas rotas e um estado importante como São Paulo não deve caminhar na direção contrária.

    A Fundação Florestal é parceria do Instituto Ekos Brasil e, juntos já desenvolvemos inúmeros projetos que reforçam a importância de sua atuação. Por isso, defendemos a continuidade dos trabalhos da Fundação Florestal e manifestamos nosso apoio à decisão de se manter a instituição ativa.

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