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Parque Peruaçu realiza II Seminário Científico do Vale do Peruaçu

Parque Peruaçu realiza II Seminário Científico do Vale do Peruaçu

Pelo segundo ano consecutivo, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu irá realizar um Seminário Científico para pesquisadores, estudantes e demais interessados em desenvolver pesquisas no Parque (ou que já desenvolvem).

O Seminário 2019 está marcado para os dias 27 e 28 de novembro, no Centro de Visitantes do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, e o Instituto Ekos Brasil apoia o evento.

Participe!

 

Ekos Brasil apresenta case do Parque Peruaçu no Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe

Ekos Brasil apresenta case do Parque Peruaçu no Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe

 

O Instituto Ekos Brasil participa nesta semana, junto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe (Caplac), em Lima, no Peru, que tem como tema “Soluções para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável”.

Considerado um dos mais importantes eventos do mundo sobre gestão de áreas protegidas, o congresso começa nesta segunda-feira (14) e segue até a quinta-feira (17), reunindo governos, organismos multilaterais, iniciativa privada e personalidades da área ambiental dos vários países latino-americanos e caribenhos.

A programação prevê uma série de atividades, como palestras, sessões técnicas, painéis, rodas de conversas, fóruns, reuniões e eventos paralelos. Além das discussões, haverá entrega de diferentes prêmios e reconhecimentos a pessoas e instituições que atuam em defesa da natureza.

Participação do Ekos Brasil 

Na quinta-feira (17/10), o Ekos Brasil realizará uma apresentação, conduzida por Ciça Wey de Brito, sobre Sustentabilidade Financeira de Áreas Protegidas – o caso do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

 

Saiba mais 

O III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe – cujas edições anteriores ocorreram em Santa Marta, Colômbia, em 1997, e em Bariloche, Argentina, em 2007 – visa fortalecer a contribuição das áreas protegidas para a concretização dos compromissos internacionais de conservação da natureza, o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento sustentável.

Espaço para a troca de experiências e debates sobre políticas públicas, o congresso é uma iniciativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), por meio de sua Comissão Mundial de Áreas Protegidas (CMAP), que reúne diferentes países para fortalecer suas capacidades a fim de promover áreas protegidas como soluções baseadas na natureza.

Segundo os organizadores, o Caplac oferece a oportunidade para autoridades governamentais, organizações multilaterais, líderes de comunidades locais, tradicionais e indígenas, bem como do setor privado, apresentarem propostas à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), da ONU, antes da revisão das Metas de Aichi, em 2020.

Ainda de acordo com os organizadores, o congresso também tem interesse em compartilhar seus debates e suas conclusões nos eventos globais da IUCN. Nesse sentido, deve incorporar o Compromisso de Sydney (resultante do Congresso Mundial de Parques de 2014) e assumir uma posição regional para o próximo Congresso Mundial de Conservação, em 2020.

* Com informações da Ascom MMA

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados

Site compila vida e obra de Ana Primavesi

Site compila vida e obra de Ana Primavesi 

No último dia 3 de outubro, a pioneira da agroecologia no Brasil, Ana Primavesi, comemorou seus 99 anos. Quase como um presente e uma homenagem ao seu legado na área, a engenheira agrônoma ganhou um site na internet que compila boa parte dos seus estudos e histórias de vida.

Com um projeto gráfico lindíssimo da artista plástica Pamella Somioni – que usou cores baseadas em tintas de solo e fez todos os desenhos – o site contempla textos, artigos científicos e técnicos, artigos de revistas, jornais, fotos, vídeos, referencias, curiosidades sobre sua vida e conteúdos em espanhol, inglês e alemão. Tudo agora disponível a pesquisadores e interessados em agronomia.

“O acervo é tão grande que gradativamente será incorporado ao site, trazendo sempre novidades”, escreveu em comunicado a equipe do site.

Ana Primavesi é de origem austríaca e estudou em tempos de nazismo e guerra na Europa. Já casada e doutora em agronomia, veio para o Brasil com o marido e aqui enfrentou diversas criticas por defender a ciência do solo.

Primavesi tem mais de dez livros publicados, sendo um deles um marco da agroecologia no Brasil: Manejo Ecológico do Solo, da década de 1980.

Acesse o site e conheça mais sobre a vida e a obra dessa grande agrônoma!

Projeto de coleta seletiva melhora vida de comunidade e evita queimadas no entorno do Peruaçu 

Projeto de coleta seletiva melhora vida de comunidade e evita queimadas no entorno do Peruaçu 

A comunidade Fabião 1, situada no limite sudeste do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, sofria com um problema bastante comum em comunidades rurais: a falta de coleta seletiva de resíduos em suas casas.

Localizados em uma região distante do centro do município de Januária, a comunidade não era contemplada no serviço de coleta municipal e, por isso, eram frequentes outras formas de descarte, como as queimadas. Uma prática que, no entanto, acarreta problemas de saúde (principalmente respiratórios), alterações negativas no ar atmosférico da região e gera riscos de incêndios na mata adjacente aos locais da queimada.

A solução

Por acreditar que as comunidades ao entorno do Parque são verdadeiras parceiras na conservação da biodiversidade e preservação do bioma, o Instituto Ekos Brasil, responsável pelo apoio a gestão do Parque juntamente com o ICMBio lançou, em setembro de 2018, o I Edital do Programa de Apoio a Projetos Locais.

Com o objetivo de viabilizar pequenos projetos idealizados por associações e cooperativas das comunidades do entorno do Parque, o Programa visa atender demandas reais e urgentes dos moradores da região, com impactos reais em suas vidas e, por consequência, na conservação do Cerrado.

O projeto da Associação de Pequenos Produtores Rurais e Agricultores de Fabião 1 para coleta de resíduos recicáveis foi um dos contemplados pelo Programa.

Já no final de 2018, o galpão comunitário foi reformado com a ajuda de mão de obra voluntária de moradores da comunidade e dos brigadistas do Parque.

Galpão reformado na comunidade Fabião 1

 

Educação Ambiental em forma de brincadeira

Após a reforma do galpão, crianças e adultos participaram de atividades de educação ambiental. Uma delas foi o jogo de tabuleiro “Aventuras por Fabião” foi desenvolvido como uma forma lúdica para ensinar educação ambiental e o manejo correto dos resíduos às crianças de escolas da comunidade. O trabalho foi executado em forma de oficinas nas escolas, com apoio de professores locais, e contou com a participação de três turmas.

Para os adultos foram criados folhetos com informações a respeito da separação e descarte corretos dos resíduos. Os folhetos foram distribuídos pelo agente da saúde da comunidade, que já visita regularmente todas as moradias, e que pode esclarecer, nessas ocasiões, muitas dúvidas dos moradores.

A comunidade ainda está sendo equipada com conjuntos de latões de lixo de quatro diferentes cores, cada cor representando um tipo de resíduo.

Por meio de articulações com a prefeitura de Januária, espera-se que seja possível a implantação de uma logística de recolhimento desse material com frequência pré-estabelecida, garantindo a limpeza e a segurança de toda a comunidade.

O Instituto Ekos acredita que iniciativas como essa mudam a realidade local!

Esperamos ter novas edições do Programa para o próximo ano.

Natura ganha o prêmio mais importante de mudanças climáticas do mundo

Natura ganha o prêmio mais importante de mudanças climáticas do mundo

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a Natura com o Prêmio 2019 UN Global Climate Action Award, premiação mais importante do mundo sobre o tema.

A iniciativa analisou todo o trabalho realizado pela companhia e a reconheceu como uma empresa protagonista mundial no combate às mudanças climáticas. Os vencedores foram divulgados no evento Climate Week, em Nova York. Esta é a segunda vez que a Natura recebe um reconhecimento da ONU.

Para o UN Global Climate Action Award, a Natura foi uma das 15 selecionadas, dentre 670 projetos inscritos.

Além disso, haverá um reconhecimento às campeãs na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 25), em Santiago, no Chile, que acontece de 9 a 13 de dezembro.

“O prêmio reconhece uma jornada que a Natura decidiu trilhar, há mais de uma década, de se tornar uma empresa carbono neutro. O reconhecimento tem o poder de inspirar a adoção de ações também por outras empresas para que, no futuro, a emissão de carbono na atmosfera seja zero”, diz Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da Natura.

Vencedor na categoria Climate Neutral Now, o Programa Carbono Neutro, da Natura, foi iniciado em 2007 e neutralizou todas as emissões de gases do efeito estufa decorrentes das atividades da empresa. O monitoramento das emissões abrange desde a extração das matérias-primas até a produção, distribuição e descarte dos produtos. Para as que ainda não consegue evitar, a companhia empreende e apoia 38 projetos de neutralização de carbono.

“Temos como meta engajar toda nossa rede de consultoras, colaboradores, parceiros e consumidores para o risco do aquecimento global, um problema que afeta toda a humanidade. Por isso, nossos projetos de redução são um desafio contínuo e agora queremos atingir novos compromissos”, conclui Macedo.

Sobre o Programa Carbono Neutro

Criado em 2007, a primeira meta do Programa foi reduzir em 33% as emissões até 2013. Concluído com sucesso, a mesma meta foi estabelecida novamente, desta vez com o prazo para 2020.

Como algumas iniciativas não podem ser evitadas, a companhia apoia 38 projetos para compensar ou neutralizar os impactos ambientais.

O Programa Compromisso com o Clima é uma das principais ferramentas da Natura para compensar suas emissões apoiando projetos de terceiros.

O Instituto Ekos Brasil parabeniza a Natura pelo prêmio e agradece a parceria no Compromisso com o Clima!

 

 

 

O que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial e por que ele é importante para a minha empresa?

O que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial e por que ele é importante para a minha empresa?

Já parece ser bem claro no mercado corporativo que ser uma empresa sustentável, no sentido mais amplo que isso possa ser compreendido, não é mais apenas uma questão de valores institucionais, mas certamente uma questão de valor de mercado, de marca, de estratégia condizente com as políticas vigentes, inclusive internacionais. Em resumo, uma empresa pode perder valor (e dinheiro) se não tem comprometimento com impactos econômico, social e sustentável positivos.

Por isso, são diversas as ferramentas que certificam as empresas nesse sentido. Hoje vamos falar de uma delas.

Além do Ibovespa, que é uma espécie de termômetro da bolsa brasileira, a B3 também possui outros indicadores importantes para o mercado corporativo. Um deles é o Índice de Sustentabilidade Empresarial.

O ISE forma uma carteira de investimentos que já apresentou rentabilidade de 203,8%, sendo que no mesmo período, o Ibovespa cresceu 175,38% (dados de novembro de 2018).

Só por aí já dá para perceber que o ISE se transformou em uma referencia para fundos de investimento. Sem contar que é também um ativo ETF negociado na bolsa. ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Funds, que são exatamente fundos de índices comercializados como ações.

Então, o que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial? 

De acordo com o próprio site da B3:

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

 

Isso significa que as empresas listadas na carteira do ISE assumem um compromisso com boas práticas de governança corporativa, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

Por isso, o índice é um benchmark financeiro. Assim, fazer parte do ISE auxilia a empresa a atrair investidores que buscam empresas sustentáveis.

E como o Índice de Sustentabilidade Empresarial é calculado?

As empresas interessadas em figurar nessa carteira, além de listadas na BM&FBOVESPA claro, devem responder a um questionário de avaliação minucioso e estruturado em algumas dimensões sobre gerenciamento de recursos e de riscos. Além do questionário, a empresa precisa apresentar documentos para comprovar suas ações.

As empresas podem participar em três categorias. A primeira delas é a “simulado”, que abarca qualquer empresa listada na bolsa. As outras duas, “elegível e treineira”, exigem que as empresas possuam ações entre as 200 mais líquidas da BM&FBOVESPA.

O que significa para a minha empresa compor a carteira do ISE?

Figurar nessa carteira significa ser um benchmark sustentável, aumentando, por consequência, seu valor de mercado.

O ISE atesta que a sua empresa está:

  • alinhada com as práticas de sustentabilidade,
  • comprometida com o desenvolvimento sustentável
  • ativa no combate à corrupção e com a transparência
  • disponibilizando informações ao seu consumidor final e sobre o impacto dos seus produtos oferecidos,
  • participando de processos de fiscalização, auditoria e conflito de interesses,
  • posicionando-se em ações empresariais nas áreas financeira, mudança do clima, ambiental e social.

 

Tem interesse em adotar uma estratégia sustentável em sua empresa?

Entre em contato com o Instituto Ekos Brasil


Caminho do Sertão: o relato de uma travessia pelo Cerrado

Caminho do Sertão: o relato de uma travessia pelo Cerrado

Por Marina Tiengo, analista ambiental do Instituto Ekos Brasil

Tive o prazer (e a coragem) de encarar 7 dias de caminhada, ou cerca de 174km a pé da Vila de Sagarana à Chapada Gaúcha, entre os dias 6 e 14 de julho deste ano, em uma travessia que é uma verdadeira imersão socioambiental e literária pelo sertão de Minas Gerais: o Caminho do Sertão.

E, hoje, 11 de setembro, Dia Nacional do Cerrado, trago o relato dessa experiência para vocês, a fim de pautar a importância da conservação de um bioma tão rico em biodiversidade, tão pouco conhecido e já tão ameaçado.

Espero que essa experiência aproxime você, assim como me aproximou, desse rico e mal tratado patrimônio brasileiro.

Passos inspirados pela natureza e pela literatura

Junto a um grupo de 73 pessoas percorri o Caminho do Sertão, um roteiro repleto de inspiração, seja pela beleza do Cerrado, seja pela consagrada obra de Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas, narrada nesse pedaço tão incrível de Brasil.

O Caminho do Sertão tem seus limites dentro de parte do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, um conjunto de áreas protegidas entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia, especialmente no núcleo Sertão Veredas, entre os municípios de Arinos e Chapada Gaúcha.

Percorri algumas Unidades de Conservação como a Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável Veredas do Acari, o Parque Estadual Serra das Araras e o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. E, junto aos caminhantes, também tive contato com comunidades tradicionais, assentamentos rurais e pequenas vilas, como a Vila Sagarana, Morrinhos, Fazenda Menino, Barra da Aldeia, Serra das Araras, Morro do Fogo, Barro Vermelho e Vão dos Buracos. Natureza e vida humana em um convívio cheio de desafios!

O sertão em todos os sentidos

As distâncias diárias variavam de 20 a 30 km! E durante todo esse tempo era possível imergir em conversas, em silêncio, caminhar acompanhada e também desacompanhada, ouvir o canto dos periquitos verdes, os gritos das araras, as risadas das seriemas, avistar os extensos “areiais”, as árvores tortuosas e escutar o barulho do vento nas folhas dos buritizais.

E todo final de dia era aquele espetáculo: o céu se coloria de amarelo, laranja, rosa e lilás, presenteando a chegada dos caminhantes no local de pouso. E para completar a experiência, intervenções artísticas traziam para perto o mundo dos personagens Riobaldo, Diadorim e Miguilim, como parte da programação da travessia.

Passei por belas paisagens, por veredas preservadas e por diferentes fitofisionomias do cerrado: cerradão, cerrado sensu stricto, campo cerrado, campo sujo e campo limpo. E também, logo no segundo dia, por seis longos quilômetros no meio de uma monocultura de soja, que se estendia até o horizonte. A caminhada também proporcionou a reflexão crítica sobre as questões socioambientais e agrárias presentes na região.

O encerramento da travessia aconteceu conjuntamente com o XVIII Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas, em Chapada Gaúcha.

Uma experiência que vou levar para toda a vida e que ainda me acompanha todos os dias nessa jornada de trabalho pela preservação da nossa biodiversidade.

Saiba mais sobre o Cerrado

Segundo o ICMBio, o Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando cerca de 23,9% do território brasileiro. O bioma abriga nascentes das três maiores bacias hidrográficas do continente (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata) e é considerado um hotspot mundial de biodiversidade, ou seja, possui alta biodiversidade e endemismo de espécies e vem sofrendo grande perda de habitat.

De acordo com Souza, Flores, Colletta e Coelho, historicamente o Cerrado foi erroneamente considerado como uma vegetação de segunda categoria, o que traz reflexos até hoje do ponto de vista do respaldo sobre a importância de sua conservação. A partir da década de 50 o bioma tem sofrido um intenso processo de degradação, principalmente devido ao avanço da fronteira agrícola.

Atualmente o Cerrado possui menos de 20% de sua cobertura original, já bastante fragmentada, e, segundo o MMA, apenas 8,21% de sua área total é legalmente protegida por Unidades de Conservação.

 

Brasil agora tem atlas da biodiversidade online com mais de 160 mil espécies catalogadas

Brasil agora tem atlas da biodiversidade online com mais de 160 mil espécies catalogadas

Você sabia que o Brasil descreve uma espécie animal e duas de planta por dia? Nossa biodiversidade é realmente muito rica, mas ainda pouco conhecida. Cerca de 200 mil espécies já foram registradas, mas de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a biodiversidade brasileira pode abranger até 1,8 milhão de espécies e o que conhecemos hoje ultrapassa pouco mais dos 10%.

O trabalho é árduo, mas no final de agosto, uma importante iniciativa ganhou destaque nacional: o lançamento do Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). A iniciativa do governo federal em parceria com outras instituições como a ONU Meio Ambiente reúne catálogos contidos em coleções de museus (como o Zoológico da Universidade de São Paulo e e o Emílio Goeldi, do Pará), jardins botânicos (como o do Rio de Janeiro) e projetos de pesquisa de todo o Brasil, além de informações que estavam em espaços como esse em outros países.

Com informações de 97 instituições, 191 coleções e 361 conjuntos de dados, agora será mais fácil pesquisar sobre a nossa biodiversidade. O Atlas pode ser acessado por cientistas, gestores públicos e pelo público em geral. 

Seção do site mostra espécies iconográficas do Brasil

Para o professor Braulio de Souza Dias, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), a análise de dados da biodiversidade brasileira agora precisa abarcar grandes volumes e ser capaz de extrair inteligência desses dados, prática em voga e conhecida como Big Data.

“Temos modelagem para o clima e não temos para biodiversidade. O desafio é lidar com diferentes tipos de dados de biodiversidade para distintos usos visando finalidades de boa governança”, disse Dias.

Ferramentas como essa deveriam ser a base para tomadas de decisão por gestores públicos. Apenas com amplo conhecimento da nossa biodiversidade, nosso país terá a consciência de que mantê-la viva e em equilíbrio é uma fonte econômica muito mais importante e significativa do que qualquer atividade que requeira sua destruição.

Fonte: EBC

Compromisso com o Clima será uma das temáticas da Regional Climate Weeks

Compromisso com o Clima será uma das temáticas da Regional Climate Weeks

Programa Compromisso com o Clima será o tema de um dos eventos paralelos das Semanas Regionais do Clima, já conhecido e renomado evento que reúne indivíduos e organizações públicas e privadas em um único espaço de diálogo sobre mudanças climáticas.

As Semanas Regionais do Clima acontecem todos os anos nas regiões da África, América Latina e Caribe, e Ásia-Pacífico. Este ano, a cidade sede do evento na América Latina será Salvador, entre os dias 19 e 23 de agosto.

O Compromisso com o Clima será apresentado por alguns de seus protagonistas (Itaú, Natura, Ekos Brasil e B3) como uma iniciativa importante para empresas que desejam causar impacto positivo em seus planos de compensação corporativa de carbono.

Todo o processo, bem como dados dos últimos anos e formas de ingresso no programa serão apresentados no evento em Salvador.

Além do evento paralelo, o Itaú também participará das Semanas Regionais do Clima com um stand.

Participe: 

Side Event Compromisso com o Clima

Quando: terça-feira, 20 de agosto

Horário: 13h30

Local: sala SDG 6, dentro da Cidade do Clima (Salvador Hall)

 

Nos vemos em Salvador!

Um abraço,

Ekos Brasil

Migrantes climáticos: entenda quem são, causas e algumas ações para frear essa realidade

Migrantes climáticos: entenda quem são, causas e algumas ações para frear essa realidade

Sabemos bem o que significam as migrações e imigrações forçadas por conflitos políticos ou religiosos e como essa questão afeta a vida de milhares de famílias no mundo todo que precisam se deslocar em busca de um local seguro e tolerante para sobreviver.

O que ainda pouco se fala, e que merece nossa atenção, são as migrações provocadas pelos efeitos das mudanças climáticas.

Isso mesmo. Em 2018, após a COP24, a ONU divulgou uma série de recomendações para que os países integrantes saibam lidar melhor com a questão, seja na prevenção quanto na remediação do problema.

E alertou que o número de migrantes climáticos já é quatro vezes maior do que o número de refugiados políticos e religiosos.

O que são os migrantes climáticos?

Muitas vezes chamados pela mídia de refugiados climáticos, os migrantes climáticos são aquelas pessoas forçadas a se deslocar de um território para outro em decorrência dos efeitos das mudanças climáticas. Aqui podemos citar: o aumento nas temperaturas, volume de enchentes, secas, furacões, terremotos, dentre outros.

Um estudo divulgado pelo Banco Mundial alertou que se o mundo não tomar precauções, cerca de 143 milhões de pessoas serão migrantes climáticos até 2050 em apenas 3 regiões do planeta, aquelas mais afetadas pelos efeitos do clima: África, América Latina e sul asiático.

Os números são alarmantes: cerca de 86 milhões de migrantes climáticos na África, outros 40 milhões no sul asiático e 17 milhões na América Latina.

Quais são as principais causas das migrações climáticas?

Alguns impactos provocados pelas mudanças climáticas que já estão causando deslocamentos são:

  • Diminuição da produtividade das lavouras

Toda uma cadeia de produtividade e sobrevivência é afetada quando há uma variação do clima desregulada, provocada pelas mudanças climáticas. A lavoura não sobrevive, o alimento do produtor e da sua família fica escasso e a economia da região que emprega naquela atividade econômica, declina. 

  • Diminuição do volume de água

Os efeitos das mudanças climáticas comprometem a sobrevivência das nascentes de água, dos reservatórios de água doce e provoca o derretimento das geleiras. Sem água, nenhum ser vive e sobrevive.

  • Aumento do nível dos oceanos

Com a elevação das temperaturas, as geleiras derretem e o nível de água dos oceanos sobe. Ilhas e cidades costeiras inteiras podem desaparecer (e já estão desaparecendo), sem contar com o aumento da temperatura da água que compromete os corais e a vida marinha, desequilibrando todo o sistema.

Como reduzir os efeitos das migrações climáticas?

O primeiro passo, claro, é reduzir as emissões de gases de efeito estufa. É aquele velho ditado ”cortar o problema pela raiz”. Isso envolve praticamente uma força-tarefa de países, empresas e pessoas físicas. Todos empenhados em não deixar que o nosso planeta esquente.

Outra ação é incluir as migrações climáticas nos planos de desenvolvimento dos países, a fim de considerar e poder planejar deslocamentos, acolhimentos e suprimento de necessidades básicas.

Outro ponto importante é atuar na adaptação às mudanças climáticas. Isto inclui adaptar modelos e práticas socioeconomicos aos efeitos esperados das mudanças climáticas em uma determinada região. São exemplos: melhoria em práticas agrícolas, investimentos em sistemas de captação e distribuição de água, investimentos em saúde e saneamento, planejamento energético, etc.

Uma questão de sobrevivência

É importante lembrar que enquanto, por aqui, focamos nossa atenção nas causas das mudanças climáticas, pelo mundo, povos e comunidades inteiras já são gravemente afetadas por elas e forçadas a se locomover para sobreviver.

Já não é difícil identificar esses novos padrões de deslocamento e a competição por recursos naturais em diversas regiões, originando verdadeiros conflitos entre comunidades e exacerbando suas vulnerabilidades.

Tenha isso me mente. Envolva-se em políticas públicas pela redução das emissões de GEE e faça a sua parte dentro de casa e na sua comunidade. E se você é um tomador de decisões na sua empresa, não deixe de apoiar uma política de redução e compensação de emissões. 

O Instituto Ekos Brasil desenvolver diversos projetos de mitigação de mudanças climáticas. Conheça!