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mercado de carbono

Regulação brasileira do mercado de carbono: quais são as oportunidades para as empresas?

Apoiadoras institucionais do Programa Compromisso com o Clima participam de Fórum Técnico sobre Mercado de Carbono. Confira um resumo.

Neste segundo semestre de 2022, o Programa Compromisso com o Clima realizou o 1º Fórum Técnico para suas apoiadoras institucionais. O evento foi privado e contou com a participação de especialistas do mercado.

Durante uma manhã, o diálogo se desenvolveu a partir dos desafios e oportunidades que envolvem a regulação e os projetos do Mercado de Carbono no Brasil. No total, foram três mesas de debate.

Na primeira delas, Carolina Dihl Prolo, da LACLIMA e Natália Renteria, da Mombak, com moderação de Lina Pimentel, do escritório de advocacia Mattos Filho, apresentaram os pontos de interesse da Regulação Brasileira de Mercado de Carbono e as Oportunidades para as Corporações.

O artigo 6 do Acordo de Paris foi o fio condutor do diálogo, já que é esse o instrumento que facilita a cooperação entre os países e o cumprimento das suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas, em inglês) e uma maior escala das ações. É esse artigo que trata do comércio dos resultados de mitigação, da certificação da redução das emissões e ainda, das abordagens não-mercadológicas.

Artigo 6 e a COP 26

Desde a COP 26, em Glasgow, novas regras foram definidas para a implementação desses pontos do artigo 6. Os Internationally Transfered Mitigation Outcomes (ITMOs, na sigla em inglês) ganharam uma definição: são resultados de mitigação verificados, reais e adicionais ou ainda reduções de GEE autorizadas para uso em NDCs ou outros propósitos internacionais de mitigação.

A COP 26 também avançou na criação do Órgão Superior de Redução de Emissões e sobre a transferência de créditos e projetos do MDL, mecanismo anterior ao Acordo de Paris, em determinadas condições. Além disso, estabeleceu que ITMOs e ERs (Redução de Emissões) também podem ser utilizadas em CORSIA (redução e mitigação das emissões de voos internacionais) e mercado voluntário. No caso de sua utilização em CORSIA e NDC, o governo hospedeiro deve emitir uma autorização específica e descontar do balanço de emissões apresentado à UNFCCC as reduções de emissões que foram transferidas.

Após uma breve explicação sobre as proposições do PL nº 2.148/2015 – (PL 528) e do Decreto n. 11.075 de 19 de maio de 2022, as especialistas ressaltaram que o avanço da agenda no executivo é um bom sinal para o Brasil. Primeiro porque significa a entrada de financiamento para manter ou recuperar nossas florestas, segundo porque nosso país tem um enorme potencial para projetos de Soluções Baseadas na Natureza e terceiro porque estamos em um momento de expansão regulatória que, ao garantir maior integridade socioambiental, pode ser um fator determinante para o sucesso do mercado.

Uma notícia bastante bem-vinda já que a expectativa de crescimento do mercado voluntário é de 15 vezes até 2030, quando poderá movimentar cerca de US$ 50 bilhões, de acordo com a Taskforce on Scaling Voluntary Carbon Markets.

Após a segunda mesa redonda, que apresentou cases brasileiros em projetos de carbono com os profissionais Janaina Dallan, da Carbonext, João Daniel, da ERA e Roberto Strumpf, da Radicle, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar a temática sobre os Compromissos Net Zero.

Danielly Mello Freire, do Instituto Ekos Brasil e Rebeca Lima, do CDP, compartilharam conceitos e pain points dos programas Net Zero, tão almejados pelas grandes corporações.

De acordo com a SBTi, assumir um Compromisso Net Zero significa se comprometer com a redução a ZERO das emissões dos escopos 1, 2 e 3 ou a um nível residual que seja consistente com a meta estabelecida em não ultrapassar o aumento da temperatura média da Terra em mais de 1,5oC. E também significa neutralizar as emissões residuais com base no ano definido por meta da empresa.

As especialistas explicaram que, dentro dos Compromissos Net Zero, a prioridade é a redução de emissões, mas que é importante as empresas considerarem a neutralização e a mitigação para além da cadeia de valor, como por exemplo, iniciativas que previnam o desmatamento e que invistam em projetos socioambientais.

Por que definir uma meta NET Zero?

Basicamente por três motivos principais.

– Desenho de estratégia: estratégia de negócio alinhada às demandas globais. Isso direciona o negócio à inovação e aumenta a competitividade.

– Fortalecimento da reputação: é esperado por todos os stakeholders que o negócio tome a frente nas ações pela responsabilidade climática.

– Gestão de risco: a definição de metas aumenta a confiabilidade por parte de investidores e amplia a resiliência frente aos riscos de exposição aos efeitos da crise climática e reduz custo de investimento com imprevisibilidade.

O evento proporcionou às empresas apoiadoras do Programa Compromisso com o Clima o compartilhamento de informações e atualização técnica sobre o mercado de carbono no Brasil e no mundo.

O Programa Compromisso com o Clima tem como propósito engajar o setor privado em ações de responsabilidade climática. Ao unir empresas com objetivos comuns pelo desenvolvimento sustentável somos capazes de agir de forma colaborativa, aumentando o impacto das nossas ações e contribuindo efetivamente por um futuro mais justo e regenerativo.

Traga sua empresa para o Compromisso com o Clima e faça parte deste movimento!

Mercado de carbono

Bioeconomia e REDD+ para manter a Amazônia em pé

Em recente viagem à campo, nossa colaboradora Danielly Mello Freire teve a oportunidade de retornar à região amazônica, na divisa do Pará com o Amapá, e ver de perto como os benefícios sociais e ambientais de um projeto de créditos de carbono de REDD+ transformam a vida de uma comunidade local.

Para celebrar a Amazônia e boas iniciativas que a mantém em pé, entrevistamos a Dany, que mora em São Paulo, e gentilmente nos contou suas percepções sobre a viagem, o projeto e o bioma.

Confira!

Dany, o que te levou à Amazônia?

Fui representando o Instituto Ekos Brasil em uma visita técnica ao Projeto REDD+ Jari, organizada pela desenvolvedora de projetos, parceira do Compromisso com o Clima, Biofílica Ambipar Environment e pela também proponente do projeto, Fundação Jari. Nosso objetivo era ver de perto os benefícios do projeto e poder apresentar aos nossos clientes seus indicadores socioambientais, para além do carbono.

A visita foi conduzida pelos colaboradores da Fundação Jari. E aqui cabe destacar o trabalho incrível dessa fundação que, além de outras tantas iniciativas, mantém o Museu Jari com uma das maiores xilotecas do mundo – um vasto catálogo de espécimes dessa região amazônica.

E o que mais você viu por lá?

Particularmente foi muito especial ver uma parte de uma área gigantesca, de mais de 1.200.000 hectares de floresta, gerida basicamente com bioeconomia. De fato, dentro do Projeto REDD+ Jari existem outros pequenos projetos, como uma fábrica de farinha para a fabricação de tucupi, goma de tapioca, etc. Essa fábrica contou com uma parceria da Embrapa que realiza testes para selecionar as melhores espécies de mandioca e aumentar a produtividade. Muitos comunitários locais conseguiram implementar um Sistema Agroflorestal, sendo uma possibilidade o cultivo da mandioca em fileiras entre o eucalipto.

Unidade Comunitária de Produção de Farinha

Com SAF houve aumento de nutrientes no solo, com possibilidade de plantio de múltiplas variedades alimentícias proporcionadas pela floresta e isso diminuiu, inclusive, a queima da vegetação para recuperação do solo, como prática anterior ao SAF realizada pelos comunitários. Esse fomento e disseminação de conhecimentos técnicos, alinhado ao conhecimento tradicional dessas famílias, fomentado pela Fundação Jari, aumenta a disponibilidade de bio produtos para comercialização.

Apenas para citar mais uma história, essa comovente, falo da Dona Sandra que antes dos incentivos do projeto não tinha produção de alimentos nem mesmo para subsistência de sua família e nem fonte de renda para se manter. Vivia com dívidas e dependente do apoio de vizinhos comunitários. O projeto trouxe ferramentas e conhecimento para que ela pudesse transformar sua residência em um espaço com produção por SAF, hortaliças, criação de aves, porcos e peixes. Hoje eles vivem bem do que conseguem extrair da terra e tem barraca em feiras locais para venda de seus produtos. 

REDD+ Amazônia
Dona Sandra em sua propriedade.

Ainda assim, dentro da área do projeto, ela sofre pressão por madeireiros ilegais no entorno de sua propriedade. Por isso, a Dona Sandra, entre tantos outros comunitários, são agentes de vigilância da floresta, pois ela denuncia essas invasões que acontecem ao redor de sua propriedade à Fundação Jari.

Você conheceu uma madeireira legal na região, não é mesmo? Como foi essa experiência?

Sim. Pessoalmente, não é fácil ver aquele clarão no meio da floresta com um monte de tora de madeira. Mas a madeireira que visitei era certificada, com manejo florestal. Mostraram, por exemplo, que há funcionários responsáveis apenas por traçar a rota pela qual a árvore deve cair para que derrube o menos possível ao redor e abra espaço, inclusive para que as árvores mais jovens cresçam com essa incidência de sol.

Uma das causas de perda de rastreabilidade de madeiras ilegais é que as madeireiras ilegais vendem direto para os moveleiros, por exemplo. Por isso, é importante que essas empresas certificadas cheguem antes para oferecer seus produtos. Não temos como ficar sem madeira, portanto temos que fazer com que a madeira chegue até nós, consumidores, de maneira manejada e certificada.

Ali perto, conheci também um artesão que trabalha apenas com madeira essa certificada do projeto Agregue, também parte da Fundação Jari, e que me contou como isso aumenta o valor agregado da sua arte.

Dany, você já tinha estado na Amazônia outras vezes. O que viu de diferente nessa região?

Quando cheguei no Acre pela primeira vez, pude conhecer a Amazônia através da lente da vivência de povos originários, em uma terra indígena protegida, um lugar mágico. A sensação foi de conhecer um pedaço de terra totalmente aquém das problemáticas atuais. 

O Acre tem uma questão importante, que por mais que tenha muitas áreas protegidas, ainda sim há desequilíbrio na biodiversidade, pois essas terras são cercadas por muitas grandes fazendas agropecuaristas. As áreas conservadas não se conectam mais, ou seja, são pequenas APs espalhadas pelo estado. Um retrato muito prático sobre esse desequilíbrio ambiental é a quantidade de picadas que se leva, diferente do que aconteceu visitando essa área do Jari Pará-Amapá com pouquíssimas picadas.

A emoção de estar na floresta amazônica, independente do estado, é a mesma. Se perde a noção de tempo e é possível ver a vida com outros modos de se viver. Isso acontece toda vez que eu vou para o norte ou me conecto a algum povo tradicional.

Dany visitando a região amazônica – Pará-Amapá

Dessa vez, por mais que eu já soubesse do projeto e da imensidão da área conservada, eu ainda assim me senti muito pequena e fazendo muito pouco do que é necessário para manter a floresta em pé. É preciso muito mais, mais esforço, mais investimento, mobilização. Afinal, estamos em uma contagem regressiva para reverter a crise climática na qual nós mesmos nos colocamos.

Existem políticas que devem ser adotadas, mas precisamos cada vez mais de mais satélites e mais tecnologia olhando para esse território. E precisamos fomentar políticas públicas de proteção aos povos que vivem na floresta, como ribeirinhos, indígenas, quilombolas. pois são essas pessoas que mantêm a floresta em pé e conservada.

Compromisso com o Clima é onde projetos socioambientais e empresas conscientes de seu papel social se encontram com o propósito de realizar planos de longo prazo para o planeta.

Com o apoio de grandes parceiros, o programa Compromisso Com o Clima vem expandindo seu alcance e segue com o propósito de engajar o setor privado em ações de responsabilidade climática.

Fazemos isso porque acreditamos que, agindo de forma colaborativa, nossas ações têm maior impacto e apontam para um futuro cada vez mais sustentável.

finanças sustentáveis

Finanças sustentáveis também significa investir em resiliência e adaptação às mudanças climáticas

A organização britânica Climate Bonds Initiative divulgou recentemente que os investimentos globais em green bonds têm grande chance de alcançar a marca de US$ 1 trilhão em 2022. Somamos a esse número a ampliação das práticas ESG, que impulsionam as empresas a adotar, cada vez mais, estratégias sociais, ambientais e de governança. Esses dois aspectos exemplificam o crescimento de um verdadeiro movimento no mercado financeiro intitulado “finanças sustentáveis”.

Em artigo publicado pela Febraban, a professora doutora Annelise Vendramini explica: “Finanças sustentáveis (…) buscam alocar dinheiro em atividades que contribuam para a sustentabilidade, incorporando o valor do dinheiro no tempo e as noções de risco –retorno.”

Pelo contexto apresentado acima, fica claro que é a hora e a vez do mercado financeiro fazer a sua jogada de mestre – e já está fazendo. Gestoras de fundos já anunciam prioridade em investimentos sustentáveis, bancos atrelam créditos a relatórios de sustentabilidade e mesmo os investidores pessoa física começam a se preocupar mais em alocar suas reservas em fundos e ações de sustentabilidade.

Cada vez mais fica claro que os investidores não devem atrelar seus investimentos apenas tendo em mãos o relatório de sustentabilidade das empresas. É necessário um due diligence íntegro para entender como elas estão gerindo esses investimentos em conformidade com as estratégias de sustentabilidade. 

De fato, o World Resources Institute (WRI) alerta que apenas reduzir emissões passa longe de ser a única preocupação dos investidores. A gestão climática pode e deve ser um dos indicadores primordiais de investimento. É ela a guiar uma governança integral da empresa rumo ao desenvolvimento sustentável, começando por um inventário, passando por metas de redução e compensação, mas incluindo também os impactos sociais da sua cadeia de valor, por exemplo. 

“As metas do Acordo de Paris não serão cumpridas sem uma transição justa, sem a inclusão de trabalhadores, povos indígenas, comunidades na linha de frente e outros grupos cujas vidas e meios de subsistência se encontram ameaçados pelas ações necessárias para promover uma economia resiliente e de baixo carbono, diz o artigo.

Isso significa que investir em projetos corporativos de resiliência e adaptação às mudanças climáticas deveria ser tão importante para os investidores quanto investir em empresas comprometidas com a mitigação ou redução das emissões. E o motivo é bastante simples. Os efeitos devastadores e severos da mudança do clima afetam a todos, inclusive as empresas nas quais investem, colocando em risco a produção, as ações e a sobrevivência dos seus trabalhadores que, geralmente, residem nas áreas mais afetadas pelos eventos extremos.

Por isso, mesmo que ainda seja um desafio para as empresas quantificar, analisar e reportar riscos relativos às mudanças climáticas, os investidores são chamados desde já a investir em companhias e fundos que apoiam ou desenvolvem projetos de adaptação e iniciativas que priorizam a justiça climática.

Sabemos a necessidade de que todos façam a própria parte. E sabemos também que se o mercado financeiro adotar as finanças sustentáveis como regra e não exceção, a “luz no fim do túnel” ficará cada vez mais clara.

O hidrogênio verde é o combustível do futuro?

O hidrogênio verde é o combustível do futuro? 

Cinza, azul, branco e verde. Todas essas cores são nomenclaturas de tipos de hidrogênio. A diferença entre elas está, especialmente, na fase de produção. E muito têm se falado sobre o Hidrogênio Verde, produzido a partir da divisão da água – sua matéria-prima -, por meio de um processo químico chamado eletrólise, utilizando apenas energia renovável

A ideia é utilizá-lo como combustível com possibilidades de gerar zero emissões de CO2 na atmosfera. Já imaginou? Essa é a proposta. 

O conceito de zero emissão de carbono é um dos grandes desafios da humanidade em mitigar danos à atmosfera e consequentemente controlar as mudanças climáticas e o aumento da temperatura gradual da Terra

Por este motivo, vêm à tona as seguintes questões: o Hidrogênio Verde é, portanto, o combustível do futuro? Ele é a chave que procurávamos para um combustível limpo? 

Hidrogênio Verde 

De fato, a produção do Hidrogênio Verde pode funcionar como forma de diminuir em grande escala a emissão de GEEs. Entretanto, seu maior obstáculo é o custo de produção hoje: cerca de duas a três vezes mais caro que o Hidrogênio Azul – produzido com base no gás natural, durante um processo bastante poluente (reforma de vapor), onde o carbono resultante é armazenado. 

Por outro lado, até 2030, há estimativas para que este custo caia 62% (Fonte: Portal hidrogênio Verde) e chegue entre US$1,4 e US$2,3/quilo. Essa queda está relacionada, em grande parte, ao aumento de investimentos tecnológicos e industriais dos eletrolisadores, dispositivos que permitem a produção do hidrogênio.

E na corrida mundial pela sua produção, o Brasil tem chances de largar na frente.  De acordo com o Custo Nivelado do Hidrogênio (LCOH, sigla em inglês) o custo brasileiro de produção do Hidrogênio Verde  pode chegar a US$1,50/quilo até 2030. 

Vantagens e desafios

Além da descarbonização, que por si só já é um significativo passo, a produção de hidrogênio traz benefícios importantes nos âmbitos científicos, econômicos e ambientais, como avanços tecnológicos para o setor e a possível diminuição dos custos de produção.

Além disso, o Hidrogênio Verde é uma ótima alternativa para o armazenamento de energias renováveis, como eólica e solar. Como? A energia excedente pode ser usada para o processo de eletrólise, onde será gerado gás hidrogênio possível de ser armazenado. 

E armazenar hidrogênio é simples? Na realidade, é um desafio devido à inflamabilidade do elemento químico, mas há formas seguras:

  • Liquefazê-lo
  • Integrá-lo à amônia
  • Diluí-lo em gás natural.

Enquanto diluído, as tubulações de gás natural levam o elemento até distâncias que ultrapassam 5 mil Km e possuem um potencial de transmissão energética 10 vezes maior do que uma linha elétrica e ⅛ do custo. 

Para além disso, a geração do hidrogênio por meio da gaseificação e da reforma de biomassa evita o desperdício e mantém a regularidade no fornecimento de mais de um tipo de energia. 

Descarbonização

E quando falamos da eliminação a longo prazo da emissão de gás carbônico, ou seja, da descarbonização, isso pode simbolizar um grande salto para as indústrias, principalmente, siderúrgicas e de fertilizantes, rumo ao cumprimento  da meta do Acordo de Paris em reduzir até 60% as emissões até 2050. 

No setor de transporte, o Hidrogênio Verde  também pode ser um importante agente de descarbonização. Cerca de 24% das emissões globais de carbono vêm do setor de transportes, devido à queima de combustíveis fósseis. Justamente por este motivo, aproximadamente 20 países buscam zerar a venda de veículos poluentes até 2035. E para isso, alguns países já estudam a construção de milhares de postos de abastecimento de hidrogênio para a frota de veículos movida à bateria limpa. 

Para compreender a potência da tecnologia, no transporte naval, por exemplo, o uso do Hidrogênio Verde sintetizado a partir da amônia verde pode impulsionar até mesmo navios de carga. 

Pode parecer distante, mas a efetiva produção do Hidrogênio Verde está batendo na porta. Quem sabe, em alguns anos, já veremos postos espalhados pelas grandes metrópoles?

Se você ficou interessado/a neste combustível do futuro que promete revolucionar, assim como nós, continue a acompanhar os próximos passos conosco. 

E conheça o Programa Compromisso Com o Clima. 

 

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Panorama do Mercado de Carbono é tema de evento do Compromisso com o Clima

Panorama do Mercado de Carbono é tema de evento do Compromisso com o Clima 

Quarta edição do evento Diálogos sobre a Nova Economia reuniu apoiadores institucionais, especialistas e interessados no mercado de carbono no Brasil. 

No último dia 30, cerca de 50 especialistas, apoiadores do programa Compromisso com o Clima e interessados no mercado de carbono participaram do  evento promovido pelo programa sobre o Panorama do Mercado de Carbono no Brasil e suas conexões com movimentos empresariais sob a ótica de uma nova economia, aquela de baixo carbono, regenerativa e circular.  sobre a nova economia, ou seja, economia de baixo carbono, regenerativa e circular. 

Os participantes debateram sobre quatro temáticas de grande importância para o setor privado em sua jornada pela sustentabilidade. Foram elas: o “Panorama geral da regulamentação do mercado de carbono no Brasil”, com a contribuição da  especialista Lina Pimentel, do escritório Mattos Filho; o”Panorama do mercado de carbono: tendências de mercado”, que contou com um  diálogo entre Petterson Vale da Green Domus e João Teixeira, gerente de Sustentabilidade Natura & Co Latam;  “Aspectos técnicos de projetos de uso de solo – AFOLU”, abordado por Mariano Cenamo e João Teixeira; e ainda, os “Movimentos empresariais” debatido por Karina Baratella em conversa com André Borges, head de Sustentabilidade do iFood. 

Também participou Ana Moeri, presidente do Ekos Brasil, e Danielly Mello Freire, também do Instituto, responsável pela gestão do Programa Compromisso com o Clima desde a sua concepção. 

O IV DIálogo enfatizou a importância de uma atenção plena perante todas as movimentações políticas e econômicas para que o mercado de carbono seja estável, com projetos íntegros. Sob esse aspecto, reiteraram a credibilidade dos créditos de carbono contemplados no Programa Compromisso com o Clima que passam pela avaliação técnica socioambiental e jurídica do Programa, atualmente, o único com essa frente de due diligence na região.

Quer saber mais sobre o tema? Acesse o site do programa e conheça detalhes do trabalho

Assista o momento em nossa página do YouTube.

 

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Alô gerentes de sustentabilidade. 3 orientações para suas estratégias corporativas em Gestão Climática

Alô gerentes de sustentabilidade. 3 orientações para suas estratégias corporativas em Gestão Climática

O último relatório do IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, chancelado por 270 cientistas e divulgado em fevereiro de 2022, é enfático ao alertar para a necessidade imediata de projetos de adaptação não apenas em pequena escala, mas sim de modo sistêmico e estratégico, e seguir com metas de mitigação dos efeitos, especialmente as empresas, que correm risco de extinção, seja pelas consequências dos efeitos das mudanças do clima, seja pela concorrência de empresas que já estão mais maduras em suas estratégias de sustentabilidade corporativa e ASG.

Há casos e dados concretos decorrentes dos efeitos dessa crise ambiental, a exemplo das inundações na Alemanha e Bélgica que ocasionou a morte de mais de 180 pessoas. Aqui no Brasil, o início de 2022 foi marcado por uma tragédia sem precedentes na cidade de Petrópolis, com chuvas e deslizamentos que tomaram a vida de mais de duas centenas de pessoas.

Ainda assim, há uma ponta de esperança destacada no relatório:  a estabilização do aquecimento global entre os níveis almejados pelo Acordo de Paris, mas que isso só se concretiza no mais otimista dos cenários apresentados.

De fato, o IPCC ressalta que, não importa o nível de maturidade em práticas ASG que a sua empresa se encontra. É preciso começar e, efetivamente, fazer. São milhares de empresas que já lideram a agenda, mas ainda é pouco. Precisamos de TODAS as empresas neste barco.

 

Dado este contexto compartilhamos 3 orientações a serem observadas pelos gerentes de sustentabilidade.

 

  1. Tempo. Não é discurso: estamos na iminência de uma catástrofe e suas consequências afetarão inclusive, os ativos financeiros da sua organização. Portanto, a gestão focada em sustentabilidade precisa amadurecer e acontecer, para ontem. Uma boa dica é conferir este material especializado que preparamos com os quatro pilares da gestão corporativa de carbono. Um excelente documento para conferir em que estágio sua empresa se encontra e como planejar os próximos passos.

 

  1. Medir para reduzir. Em complemento com a dica acima, as áreas de sustentabilidade corporativas precisam avaliar com cautela se a base de suas estratégias está na redução de emissões, com insights robustos provenientes de inventários e planos de redução que se desdobram do nível executivo à toda a cadeia de fornecedores.

 

  1. Gestão climática com estratégias de longo prazo. Por vezes há a “tentação” de trabalhar por projetos quando o assunto é sustentabilidade ou ASG. Fazer uma campanha, implementar uma iniciativa com duração de poucos meses ou um ano. Fiquem atento(a)s! É preciso analisar os riscos e oportunidades climáticas em profundidade e incluir no Planejamento Estratégico da empresa, integrando às suas linhas de atuação. Sobre isso, é importante unir-se à parceiros estratégicos e especializados, abrindo as portas da companhia para uma consultoria externa ou para a visão de especialistas que possam trazer um panorama mais abrangente sobre o que já é implementado pela empresa  e potenciais oportunidades de melhoria , como concentrar investimentos a curto, médio e longo prazo e como transformar ações em cultura organizacional e advocacy. Esses profissionais, além de ter uma visão holística, muitas vezes, estão também mais preparados sobre regulamentações e regras de mercado mais atuais.

 

O Instituto Ekos Brasil é protagonista no mercado em soluções inovadoras, especializadas e tecnológicas em boas práticas Ambientais, Sociais e de Governança. Somos gestores da plataforma Ekos Social que contempla o Programa Compromisso com o Clima, hoje responsável por apoiar a estratégia de compensação de grandes empresas conectando-as a projetos de créditos de carbono que geram benefícios socioambientais. Uma jornada completa para empresas que se importam com sustentabilidade e competitividade.

Entre em contato e traga sua empresa para o Compromisso com o Clima.

compromisso com o clima edital 2022

 

 

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edital 2022 compromisso com o clima

Programa Compromisso com o Clima abre edital 2022 para seleção de projetos ambientais

Programa Compromisso com o Clima abre edital 2022 para seleção de projetos ambientais

edital 2022 compromisso com o clima

O Instituto Ekos Brasil anuncia o lançamento do edital 2022 do programa Compromisso com o Clima. Projetos que reduzem as emissões de gases de efeito estufa e geram benefícios ambientais têm de 21 de fevereiro a 10 de abril para realizar a inscrição.

Os projetos selecionados no Edital serão disponibilizados na Plataforma Ekos Social para que as empresas participantes do Programa compensem suas emissões. De acordo com os Princípios de Oxford, a integridade ambiental deve ser assegurada por meio de apoio a projetos de compensação de carbono responsável. Assim os projetos, que integrarão o Ciclo do Edital 2022, passam por uma fase de Due Diligence técnico e jurídico.

Se aprovados, os projetos irão compor o portfólio de compensação de carbono de grandes empresas. Atualmente, o programa conta com o apoio institucional dos parceiros/as Itaú, da Localiza, Lojas Renner, escritório Mattos Filho, MRV, Natura, grupo RaiaDrogasil e da iFood. 

Confira o regulamento e inscreva seu projeto.

Todas as informações sobre o edital: regulamento, ficha de inscrição estão disponíveis no link a seguir. 

[su_button url=”https://compromisso.ekos.social/” target=”blank” style=”3d” background=”#6094a1″ size=”6″ center=”yes” radius=”round”]Acesse o site do Compromisso com o Clima[/su_button]

Sobre o programa

Em 2017, Itaú Unibanco e Natura, com o apoio do Instituto Ekos Brasil, se uniram em uma parceria inédita e lançaram o Edital Compromisso com o Clima. O intuito era unir forças para compensar suas emissões inevitáveis de processos produtivos de maneira conjunta ao selecionar projetos que reduzem emissões e geram benefícios sociais e ambientais ao mesmo tempo.

A iniciativa deu muito certo. Em 2022, as empresas lançarão o quinto edital para seleção de projetos socioambientais. Os projetos selecionados pelo Programa são disponibilizados na Plataforma Ekos Social.

Atualmente, a Plataforma conta com mais de 15 projetos vinculados ao Compromisso com o Clima. Estes projetos, que estão localizados nas cinco regiões do Brasil, vêm reduzindo emissões de Gases de Efeito Estufa e gerando impactos sociais e ambientais positivos.

Com a adesão de organizações parceiras como a Localiza, escritório Mattos Filho, MRV, grupo RaiaDrogasil, Lojas Renner e o iFood, o Programa expande seu alcance e segue no propósito de engajar o setor privado em ações de responsabilidade climática.

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MDL versus MDS: entenda a transição do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável

MDL versus MDS: entenda a transição do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável

 

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável são mecanismos que regulam o mercado de transferências de reduções de emissões (mercado de carbono) entre nações e partes interessadas.

O MDL foi adotado como mecanismo regulatório de projetos de créditos de carbono a partir do Protocolo de Kyoto e entrou em vigor em 1997. O Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável é o “novo” mecanismo regulatório proposto pelo Acordo de Paris, de 2015, que vem progressivamente substituindo e evoluindo as decisões do Protocolo de Kyoto.

MDL: a base para o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável

Ainda no final dos anos 1990, o MDL esboçava as características básicas do mecanismo de compensação de emissões entre as partes envolvidas na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Apenas no ano de 2004 as negociações evoluíram e, um ano depois, o MDL contemplava, de fato, o primeiro crédito de carbono de redução de emissões emitido por um projeto.

Desde então, o MDL é o mecanismo reconhecido globalmente por regular as compensações de emissões de gases de efeito estufa (GEEs) entre os países que tem metas obrigatórias de reduções de emissões (Anexo I) com aquelas partes (nações) sem metas obrigatórias, mas com alto potencial de reduções (países em desenvolvimento).

Os projetos que atendem aos requisitos e aos padrões do MDL geram as Reduções Certificadas de Emissões (CERs), popularmente conhecidas como créditos de carbono e comercializadas entre as nações. Outros padrões reconhecidos no mercado voluntário de carbono também negociam e certificam os CERs creditados pelo MDL, como os tradicionais Verified Carbon Standard e o Gold Standard.

 

MDS: os acordos do artigo 6º, parágrafo 4

A partir de 2015, o Acordo de Paris em seu artigo 6º e parágrafo 4 propõe novos acordos para os mecanismos regulatórios do mercado de transferência de reduções incentivando, desta vez, o setor privado a se engajar efetivamente com a agenda climática. Com projetos de eficiência energética, transporte e reflorestamento, por exemplo, empresas privadas podem gerar créditos de carbono, incentivados pelo próprio governo, para que seu país alcance as metas almejadas de redução no Acordo de Paris.

De acordo com o relatório oficial divulgado pelas Nações Unidas na última COP 26, realizada em Glasgow, as partes (nações) decidiram por um mecanismo que privilegie mais a cooperação e abordagens não-comerciais com o intuito de incentivar metas mais ambiciosas de redução de GEEs e de resiliência às mudanças climáticas.

Em resumo, foram adotadas três decisões para implementação efetiva do Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável do Acordo de Paris. Duas delas comerciais e uma abordagem não-comercial. 

  1. Abordagens cooperativas: as partes (nações) em acordos bilaterais reconhecem a transferência de reduções de emissões entre elas. Tal decisão deve favorecer a integração entre sistemas de comércio de emissões entre países.
  2. Adoção de regras, modalidades e procedimentos para o MDS, que credita atividades de redução de emissões. Muitas destas regras preveem a transição do Protocolo de Kyoto (MDL) para o Acordo de Paris (MDS).
  3. Abordagem não-comercial: um programa de trabalho para apoio recíproco entre as partes e suas instituições para desenvolver programas cooperativos de mitigação das mudanças climáticas, como o incentivo às fontes de energia limpa, por exemplo.  

 

Com o acordo selado entre as partes na última COP, agora os países começam a entregar suas metas climáticas com relatórios detalhados. O objetivo a partir de agora, de acordo com as Nações Unidas, é trazer mais transparência para permitir uma contabilidade mais precisa das transferências de reduções de emissões. Para isso, ainda de acordo com a UN, os dados serão disponibilizados em uma interface pública no site da UNFCCC.

Para este ano, 2022, estão previstas reuniões entre os órgãos que supervisionam os projetos do MDL e, agora, do MDS, para elaborar as novas regras e os processos de transição de um mecanismo para o outro e, também, a implementação de um comitê para as abordagens não comerciais.

Agora que você já sabe as diferenças entre o MDL e o MDS, entre em contato com o Ekos Brasil e conheça o Programa Compromisso com o Clima. Venha engajar a sua empresa na agenda climática e conheça os benefícios de fazer parte deste mercado sustentável.

 

Compromisso com o Clima 2021 em Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

 

 

Fontes: https://www.offsetguide.org/understanding-carbon-offsets/carbon-offset-programs/united-nations-offset-mechanisms/clean-development-mechanism-cdm/

https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement/the-glasgow-climate-pact/cop26-outcomes-market-mechanisms-and-non-market-approaches-article-6#eq-6

Documento Acordo de Paris

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Carteira ISE B3 2021/2022 conta com cinco empresas apoiadoras do Compromisso com o Clima

Carteira ISE B3 2021/2022 conta com cinco empresas apoiadoras do Compromisso com o Clima

 

No último dia 1º, a B3 anunciou a prévia da carteira ISE B3 que vigorará no período de janeiro a dezembro de 2022. A carteira tem como objetivo ser um indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas comprometidas com a sustentabilidade empresarial. Ao mesmo tempo em que incentiva o investimento em práticas ESG, a carteira apoia investidores na tomada de decisão para que levem em consideração a atuação socioambiental das empresas.

De acordo com a notícia publicada pela B3, a nova carteira reúne 34 ações, de 34 empresas de 15 setores que juntas somam R$ 1,6 trilhão em valor de mercado; 35,44% do total do valor de mercado das companhias com ações na B3, e acordo com o fechamento de 2021.

Dentre as contempladas na carteira 2021/2022, o Instituto Ekos Brasil tem o prazer de parabenizar as apoiadoras do programa Compromisso com o Clima: Itaú Unibanco, Lojas Renner, MRV, Natura, Raia Drograsil!

O Compromisso com o Clima integra a estratégia de gestão de carbono dessas empresas e viabiliza o desenvolvimento de projetos socioambientais geradores de créditos de carbono de norte a sul do Brasil.

Almeja uma estratégia simples, segura e eficiente de gestão de carbono?

Entre em contato com o Ekos Brasil!

 

 

 

 

 

 

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mercado de carbono

Mercado de carbono responsável: boas práticas para a sua empresa

Mercado de carbono responsável: boas práticas para a sua empresa

Começando com o pé direito. 

Para fazer parte do mercado de carbono, como vendedor ou como comprador, é preciso ética, transparência e responsabilidade, principalmente pelo fato de que ainda estamos sem regulamentação nacional quanto à gestão de créditos no mercado voluntário de carbono.

Por isso, desejamos trazer à luz boas práticas e recomendações feitas por estudos globais dos movimentos mais importantes relacionados à gestão climática e UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima – quanto ao mercado de carbono.

Vale ressaltar que a estratégia de compra de REs (redução de emissões) ou créditos de carbono precisa fazer parte do roadmap ou do planejamento estratégico de sustentabilidade da empresa, conectando tal iniciativa com o inventário de gases de efeito estufa, e seguindo, primordialmente, a metodologia estipulada pelo Protocolo GHG.

E mesmo se parece repetitivo, também é importante frisar que os pilares de gestão climática devem se fundamentar na redução das emissões como ponto de partida – criando metas de redução em linha com o SBTi (Science Based Target initiative) – e  na compensação das emissões, tendo em consideração o Acordo de Paris e o tratado conjunto global de limitar a temperatura média global a 1,5°C em relação a temperatura que a Terra apresentava na época pré-industrial.

Quanto ao pilar de compensação, há oportunidade de extrapolar o benefício climático e integrar a responsabilidade climática da empresa a seus temas materiais e consequentemente aos seus indicadores sociais, ambientais e econômicos que a própria companhia estabelece como KPIs internos de gestão de sustentabilidade e metas públicas. A estratégia climática da empresa deve estar conectada ao seu modelo de negócio, sendo considerado como um dos aspectos relevantes para as tomadas de decisão, trazendo oportunidade para que essa agenda seja um driver de inovação e de responsabilidade sócio ambiental 

Um fio condutor plausível para avaliar se seus créditos de carbono estão alinhados a uma prática de desenvolvimento sustentável é ir além da compra de créditos de carbono, ou seja, buscar projetos que agregam valor social, econômico e ambiental.

Há uma necessidade latente em aprofundar a avaliação da qualidade dos projetos que estão no mercado gerando créditos de carbono e, isso vem sendo exposto em alguns estudos.

1. De acordo com o Carbon Pricing 2021 do Banco Mundial, avaliar e melhorar a qualidade dos créditos de carbono no mercado voluntário é o que trará segurança e confiabilidade aos compradores de créditos, ou seja, além de seguir com compra de créditos que sejam certificados e verificados, será necessário buscar outras qualificações para os projetos, como certificações adicionais como Climate, Community and Biodiversity Standard; Sustainable Development Verified Impact Standard (Verra) e Social Carbon, além da avaliação técnica e jurídica, na região, promovida pelo Compromisso com o Clima – Ekos Brasil.

2. Com uma avaliação técnica adequada dos projetos disponíveis para venda de REs, emerge também a importância não apenas da compensação do carbono na ponta do lápis, mas também dos ganhos sociais e ambientais para além do carbono, com projetos de alta qualidade, selecionados e validados pela avaliação técnica e com baixo risco reputacional por meio de uma avaliação jurídica.

3. Todo crédito tem um número de série único, aprovado e registrado em plataformas referentes às suas respectivas certificações para que não haja dupla contagem, além de realizar a emissão de contratos e apenas compra de créditos verificados e certificados.

4. O crédito de carbono atua como função complementar às estratégias climáticas, pois a prioridade é reduzir as emissões, por isso a importância de avaliar e melhorar a qualidade dos créditos disponíveis (World Bank, 2021).

5. Um bom exemplo de projetos que traz indiscutivelmente benefícios socioambientais são os projetos REDD+ (Redução de Emissões provenientes de desmatamento e degradação). Esse tipo de mecanismo se conecta às metas de redução e compensação que as empresas precisam adotar (NbS, 2021).

6. Para que nenhuma etapa seja deixada para trás, a recomendação é que as empresas realizem seus inventários, contemplando escopo 1, 2 e 3, definam suas metas Net Zero com objetivos e indicadores alinhados ao compromisso de aquecimento global de até apenas 1.5oC e então façam uma estratégia de gestão, comunicação e marketing com esses dados bem estabelecidos.

O Ekos é a única OSCIP que atua em rede com grandes empresas para que os créditos disponibilizados pelo Compromisso com o Clima passem por essa avaliação técnica e jurídica, para que todas as partes envolvidas sejam beneficiadas.

Quer saber mais sobre o Programa Compromisso com o Clima, acesse o site agora e clique em Quero fazer parte! 

 

Por Danielly Mello Freire, Jessica Fernandes  e Talia Bonfante

 

Referências: 

SBTi. Disponível em: <https://sciencebasedtargets.org/>. Acesso em: 25 de novembro de 2021.

State and Trends of Carbon Pricing 2021, World Bank. 2021.

Guia para compra responsável de créditos REDD+ no Brasil. Soluções Baseadas na Natureza. Aliança Brasil NBS. 2021.

Future Demand, Supply and Prices for Voluntary Carbon Credits – Keeping the Balance. UCL, Trove Research, Liebreich Associates. 2021.Explicando os mercados de carbono na era do Acordo de Paris. LACLIMA. 2021

 

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