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Compromisso com o Clima é destaque na Conferência Brasileira de Mudança do Clima

Compromisso com o Clima é destaque na Conferência Brasileira de Mudança do Clima

Entre os dias 6 e 8 de novembro, Recife foi sede da Conferência Brasileira de Mudança do Clima e o Instituto Ekos Brasil esteve presente para compartilhar em um painel a experiência e os resultados do Programa Compromisso com o Clima.

Com o título “Compromisso com o Clima: atração e engajamento do setor privado para o financiamento de baixo carbono”, a discussão contou com a participação de Délcio Rodrigues, diretor executivo do ClimaInfo, Alexandre Prado, diretor da Economia Verde do WWF-Brasil, João Teixeira, coordenador de sustentabilidade do grupo Natura Cosméticos, Guilherme Prado, analista técnico da empresa Sustainable Carbon, Stephenson Ramalho, engenheiro florestal da empresa Cerâmica Gomes de Mattos, e Thiago Othero, consultor técnico e representante do Instituto Ekos Brasil.

Na ocasião, refletiram sobre o mercado de carbono no mundo e no Brasil, dentro do contexto do Acordo de Paris e também da próxima COP, a ser realizada em dezembro, em Madrid. Como sexto maior emissor de gases de efeito estufa no mundo, o Brasil tem uma ampla responsabilidade em desenvolver projetos de redução e mitigação, especialmente a partir do seu potencial para as energias renováveis.

Othero explicou brevemente aos presentes sobre o Programa Compromisso com o Clima, que tem como apoiadores institucionais B3, Itaú, Natura e Lojas Renner e conta com a participação de outras empresas interessadas em compensar suas emissões de forma conjunta, escalando o impacto social e ambiental de suas ações. Um dos projetos contemplados pelo Compromisso com o Clima é o da Cerâmica Gomes de Mattos, no município do Crato, no Ceará, que reduziu cerca de 550 mil tCO2 nas suas emissões, entre 2006 e 2016, por meio da mudança da matriz energética da empresa.

O case foi apresentado no painel e demonstrou como o recurso da compensação de emissões pode ajudar pequenas empresas a adotarem práticas sustentáveis de produção e gerar benefícios socioambientais locais. Nesse caso, a cerâmica substituiu combustível proveniente da lenha nativa da Caatinga por biomassa renovável, como a poda do cajueiro e o coco de babaçu. Com essa troca, a cerâmica entrou para o mercado de carbono e ainda promoveu o desenvolvimento da comunidade ao entorno e a modernização da fábrica com a receita dos créditos.

 

Ekos Brasil inaugura casa de vegetação no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Ekos Brasil inaugura casa de vegetação no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Com o objetivo de continuar o trabalho de restauração e reflorestamento do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, o Instituto Ekos Brasil acaba de inaugurar casa de vegetação no Parque, no qual atua em acordo de cooperação mútua com o ICMBio.

Desde o início das atividades, a equipe do Ekos já havia identificado um problema sério com relação à agua: as nascentes estavam secando.

A fim de contribuir com a resolução desse problema complexo, o Ekos está empenhado em  restaurar áreas do parque com espécies nativas. Por isso, a construção da casa de vegetação, que já conta com 600 mudas, tendo capacidade, no entanto, para cerca de 20.000.

A coleta de sementes para abastecer o viveiro é feita dentro do próprio parque pela brigada e também contamos com a parceria do Instituto Estadual de Florestas para a produção das mudas.

O Ekos Brasil está levantando recursos para o projeto piloto de plantação de um hectare em uma comunidade no entorno do parque. Logo teremos mais notícias!

“Vamos plantar as mudas nas áreas dentro do Parque Peruaçu e trabalhar atividades com a comunidade para restaurar as nascentes ao redor. A ideia é envolver a todos e fazer educação ambiental”, afirmou Camila Dinat, técnica do Ekos Brasil.

O viveiro fica ao lado do centro de visitantes do Parque Peruaçu e pode ser visitado.

Science Film Festival em São Paulo terá participação de colaboradores do Ekos Brasil 

Science Film Festival em São Paulo terá participação de colaboradores do Ekos Brasil 

 

Pela primeira vez, o Brasil será uma das sedes do Science Film Festival, promovido pelo Goethe Institut, em parceria com o ComKids.  Festival tem tem o intuito de despertar em crianças, jovens e adultos o interesse e a curiosidade pela ciência. São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis foram as cidades escolhidas para receber o evento, que nesta edição tem como tema: “Humboldt e a Rede da Vida” por ocasião do aniversário de 250 anos do grande cientista Alexander von Humboldt.

O evento de abertura em São Paulo, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro, no Goethe Institut SP, a partir das 19h, contará com um debate sobre documentário de Humboldt e será moderado pela jornalista e pesquisadora Mariluce Moura, além de ter a dupla participação do Instituto Ekos Brasil, com a pesquisadora Maria Cecília Wey de Brito e com o cientista Paulo Artaxo. 

O festival ainda percorrerá 14 unidades dos CEUs integrantes do Circuito SPCine de cinema da Prefeitura de São Paulo, além de programações específicas nas outras cidades. 

Sobre Humboldt

Além do Brasil, o festival marcará presença em outros países, seja na América Latina, seja em outros continentes, nos quais o cientista esteve ou naqueles em que sua obra é valorizada.

Seu legado passa pelos temas da sustentabilidade e da multidisciplinariedade, sendo que já em 1800, Humboldt falava sobre mudanças climáticas provocadas pelo homem e seu prejuízo para o planeta. Ele não só foi o cientista mais famoso de sua época, mas um pensador visionário e um pioneiro do ambientalismo. Ele via a Terra como um organismo vivo, onde tudo estava conectado, desde o menor inseto até as árvores mais altas.

Sobre o Festival

O Festival conta com uma MOSTRA de filmes curiosos, instigantes, divertidos e científicos para todas as idades e que adotam as abordagens e temas visitados no passado pelo cientista Alexander von Humboldt com ecos no presente.

As sessões poderão ser vistas nos Goethe-Instituts e em escolas, universidades e instituições de ensino durante o período do festival.

A seleção oficial de 2019 do SFF está no site com trailers de documentários, animações e reportagens que serão mostradas em diferentes países.

O Festival disponibiliza ainda atividades educativas num guia didático exposto no site, que complementa os temas explorados nos filmes através de experiências práticas, projetos ou jogos de aprendizagem oferecidos para professores e o público jovem e infantil. O SFF oferece um ambiente de aprendizado eficaz e agradável através dessa abordagem multidisciplinar com jogos, projetos e práticas que podem ser feitas antes ou depois dos filmes para enriquecer a experiência.

Escolas interessadas nas atividades e que queiram acessar o material podem entrar em contato com o comKids através do endereço mostracomkids@gmail.com. Os filmes ficarão disponíveis em um link privado do Vimeo até o final da mostra.

Saiba mais no site do festival. 

Investimento Social Privado e meio ambiente – conceitos, desafios e exemplos

Investimento Social Privado e meio ambiente – conceitos, desafios e exemplos

No mês de outubro, a Revista Página 22 lançou uma edição inteira sobre Investimento Social Privado (ISP) na área ambiental. A ideia é colocar em pauta essa temática tão importante, mas ainda repleta de desafios e até mesmo de uma compreensão de conceito.

Como o tema também é muito caro também para o Instituto Ekos Brasil, achamos por bem engrossar a reflexão, trazendo alguns pontos importantes levantados pela publicação.

Primeiro alguns dados.

De acordo com o último levantamento do Grupo Institutos, Fundações e Empresas (Gife), no ano de 2016 o Investimento Social Privado somou cerca de R$ 2,9 bilhões em projetos.

Desse montante, a área que recebe mais investimento é a educação, seguida por formação de jovens, cultura e artes, apoio à gestão de organizações civis, desenvolvimento local e comunitário, e, em sexto lugar, aparece a área de meio ambiente, envolvendo temas como água, clima e energia.

Sob essa perspectiva, já descobrimos a importância de dar voz ao tema. Afinal, nem mesmo a educação dará bons resultados se as pessoas não tiverem água, recursos naturais disponíveis, agricultura estável para produção de comida, etc.

Mas afinal, o que é o Investimento Social Privado?

A definição clássica do termo também tem origem do Gife, instituição que é referencia no assunto.

O Investimento Social Privado é definido como o uso voluntário, planejado e monitorado de recursos privados em projetos sociais, ambientais, científicos e culturais de interesse público.

Por meio desse recurso, as empresas e os indivíduos investem em projetos para melhorar a sociedade com uma visão cidadã do contexto.

E qual a diferença entre ISP e Responsabilidade Social Empresarial?

Enquanto a Responsabilidade Social Empresarial foca em trabalhar problemas causados pela própria atividade empresarial ou ainda em melhorar as condições internas da empresa com relação à qualidade de vida dos seus funcionários, redução do impacto ambiental, etc, o Investimento Social Provado tem como principal objetivo o investimento do recurso privado na sociedade para desenvolver um bem público.

Nesse sentido, o recurso privado pode ser proveniente não apenas de empresas, como também de indivíduos, institutos e fundações.

Um bom exemplo é pensar numa rede de empresas que adotam a gestão de uma escola para melhorar os resultados, sem que a iniciativa tenha uma relação direta com o próprio negócio.

investimento social privado

Quais os principais desafios para desenvolver o ISP na área ambiental?

Um dos desafios mais enfáticos, de acordo com a publicação da Página 22, é a forma como as informações sobre mudanças climáticas são transmitidas para a sociedade: com “palavrões” de cunho científico, previsões catastróficas, termos de relações multilaterais, etc.

A verdade é que é preciso engajar a sociedade na temática com uma linguagem mais próxima. Ou seja, mais sensível ao cotidiano das pessoas e, especialmente, com uma narrativa corporativa mais próxima dos tomadores de decisão das empresas. Afinal, a falta de água, por exemplo, em uma planta industrial, mostra claramente ao empresário que o problema não está “lá fora”, mas é protagonista de muitas vulnerabilidades ao próprio negócio.

Outro desafio é tornar o ISP mais transparente, com maior relevância e escala. Não convence mais ter um projeto local, isolado, mesmo que com boas intenções por parte da empresa. No contexto de uma sociedade informada na qual vivemos, é essencial que existam projetos inovadores, colaborativos e escaláveis.

E isso, ainda de acordo com a reflexão dos especialistas da Revista Página 22, se alcança com o envolvimento das mais altas esferas governamentais. No entanto, o relacionamento com o Estado é cheio de nuances estruturas e burocracias que podem prejudicar o andamento do projeto. E se os institutos e fundações não conseguem provar resultados no curto prazo, não conseguem a verba necessária para manter os orçamentos no final do ano.

Ainda outro desafio está na sustentabilidade financeira dos projetos, que no caso do Investimento Social Provado não são pontuais, mas mais perenes. Quando não é possível contar com o governo, esse é um desafio dos mais cruciais.

Atuações em rede

Diversas empresas já descobriram que a atuação em rede junto a outras organizações e outros institutos e fundações é uma das chaves de sucesso para o Investimento Social Privado.

Abaixo, separamos algumas das iniciativas colaborativas citadas na edição da Página 22.

Confira!

Aliança Água + Acesso

Parceiros: Instituto Iguá da Iguá Saneamento e o Instituto Coca-Cola

Projeto: Água + Acesso tem como objetivo ampliar o acesso à água segura e de forma sustentável a comunidades rurais ao unir esses parceiros de peso, tecnologias inovadoras e modelos comunitários que viabilizam sua continuidade. Sua estratégia está embasada em quatro pilares e, desde seu lançamento, já mobilizou R$ 25 milhões para investimento até 2020.

Acesse o site. 

 

Centro de Experimentos Florestais

Parceiros: Grupo Heineken do Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica

Projeto: O trabalho de aducação ambiental já recuperou 220 hectares. O plantio de mudas livrou a unidade local da Heineken (à época, Brasil Kirin) dos impactos da crise hídrica de 2014. E agora o núcleo desenvolve pesquisas sobre o retorno financeiro da restauração florestal, viabilizando replicar as ações junto a produtores rurais e empresas de outras regiões.

Acesse o site

Viva Água

Parceiros: Fundação Grupo Boticário e mais 15 empresas que compõem um fundo filantrópico.

Projeto: um plano coletivo de melhoria da infraestrutura natural com reflorestamento e proteção de nascentes, conscientização ambiental e apoio a negócios sustentáveis, como turismo rural e agricultura orgânica. A novidade está na aliança entre o ISP e o Pagamento por Serviços Ambientais – mecanismo financeiro que remunera produtores rurais pela conservação da água e outros recursos vitais da natureza.

Acesse o site. 

Negócios pela Terra

Parceiros: Instituto Grupo Pão de Açúcar, Fundo Vale e outros parceiros

Projeto: O projeto aproxima produtores da agricultura familiar à ponta final da cadeia produtiva, promovendo facilidade de financiamento e matches com empresas compradoras previamente mapeadas. Lá estão, por exemplo, a Manioca, de Belém, que produz alimentos naturais com ingredientes da Amazônia, e o Clube Orgânico, do Rio de Janeiro – negócio que conecta consumidores e produtores através de clube de assinatura de cestas.

Acesse o site. 

 

Compromisso com o Clima

Parceiros: Itaú, Natura, Lojas Renner, B3 e Instituto Ekos Brasil

Projeto: O Programa Compromisso com o Clima une empresas que desejam apoiar projetos socioambientais e fomentar uma economia de baixo carbono ao compensar, juntas, suas emissões de Gases de Efeito Estufa.

E a sua empresa pode fazer parte do Compromisso com o Clima! Acesse o site para saber mais e entre em contato!

 


Parque Peruaçu realiza II Seminário Científico do Vale do Peruaçu

Parque Peruaçu realiza II Seminário Científico do Vale do Peruaçu

Pelo segundo ano consecutivo, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu irá realizar um Seminário Científico para pesquisadores, estudantes e demais interessados em desenvolver pesquisas no Parque (ou que já desenvolvem).

O Seminário 2019 está marcado para os dias 27 e 28 de novembro, no Centro de Visitantes do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, e o Instituto Ekos Brasil apoia o evento.

Participe!

 

Ekos Brasil apresenta case do Parque Peruaçu no Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe

Ekos Brasil apresenta case do Parque Peruaçu no Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe

 

O Instituto Ekos Brasil participa nesta semana, junto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe (Caplac), em Lima, no Peru, que tem como tema “Soluções para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável”.

Considerado um dos mais importantes eventos do mundo sobre gestão de áreas protegidas, o congresso começa nesta segunda-feira (14) e segue até a quinta-feira (17), reunindo governos, organismos multilaterais, iniciativa privada e personalidades da área ambiental dos vários países latino-americanos e caribenhos.

A programação prevê uma série de atividades, como palestras, sessões técnicas, painéis, rodas de conversas, fóruns, reuniões e eventos paralelos. Além das discussões, haverá entrega de diferentes prêmios e reconhecimentos a pessoas e instituições que atuam em defesa da natureza.

Participação do Ekos Brasil 

Na quinta-feira (17/10), o Ekos Brasil realizará uma apresentação, conduzida por Ciça Wey de Brito, sobre Sustentabilidade Financeira de Áreas Protegidas – o caso do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

 

Saiba mais 

O III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe – cujas edições anteriores ocorreram em Santa Marta, Colômbia, em 1997, e em Bariloche, Argentina, em 2007 – visa fortalecer a contribuição das áreas protegidas para a concretização dos compromissos internacionais de conservação da natureza, o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento sustentável.

Espaço para a troca de experiências e debates sobre políticas públicas, o congresso é uma iniciativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), por meio de sua Comissão Mundial de Áreas Protegidas (CMAP), que reúne diferentes países para fortalecer suas capacidades a fim de promover áreas protegidas como soluções baseadas na natureza.

Segundo os organizadores, o Caplac oferece a oportunidade para autoridades governamentais, organizações multilaterais, líderes de comunidades locais, tradicionais e indígenas, bem como do setor privado, apresentarem propostas à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), da ONU, antes da revisão das Metas de Aichi, em 2020.

Ainda de acordo com os organizadores, o congresso também tem interesse em compartilhar seus debates e suas conclusões nos eventos globais da IUCN. Nesse sentido, deve incorporar o Compromisso de Sydney (resultante do Congresso Mundial de Parques de 2014) e assumir uma posição regional para o próximo Congresso Mundial de Conservação, em 2020.

* Com informações da Ascom MMA

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados

Site compila vida e obra de Ana Primavesi

Site compila vida e obra de Ana Primavesi 

No último dia 3 de outubro, a pioneira da agroecologia no Brasil, Ana Primavesi, comemorou seus 99 anos. Quase como um presente e uma homenagem ao seu legado na área, a engenheira agrônoma ganhou um site na internet que compila boa parte dos seus estudos e histórias de vida.

Com um projeto gráfico lindíssimo da artista plástica Pamella Somioni – que usou cores baseadas em tintas de solo e fez todos os desenhos – o site contempla textos, artigos científicos e técnicos, artigos de revistas, jornais, fotos, vídeos, referencias, curiosidades sobre sua vida e conteúdos em espanhol, inglês e alemão. Tudo agora disponível a pesquisadores e interessados em agronomia.

“O acervo é tão grande que gradativamente será incorporado ao site, trazendo sempre novidades”, escreveu em comunicado a equipe do site.

Ana Primavesi é de origem austríaca e estudou em tempos de nazismo e guerra na Europa. Já casada e doutora em agronomia, veio para o Brasil com o marido e aqui enfrentou diversas criticas por defender a ciência do solo.

Primavesi tem mais de dez livros publicados, sendo um deles um marco da agroecologia no Brasil: Manejo Ecológico do Solo, da década de 1980.

Acesse o site e conheça mais sobre a vida e a obra dessa grande agrônoma!

Projeto de coleta seletiva melhora vida de comunidade e evita queimadas no entorno do Peruaçu 

Projeto de coleta seletiva melhora vida de comunidade e evita queimadas no entorno do Peruaçu 

A comunidade Fabião 1, situada no limite sudeste do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, sofria com um problema bastante comum em comunidades rurais: a falta de coleta seletiva de resíduos em suas casas.

Localizados em uma região distante do centro do município de Januária, a comunidade não era contemplada no serviço de coleta municipal e, por isso, eram frequentes outras formas de descarte, como as queimadas. Uma prática que, no entanto, acarreta problemas de saúde (principalmente respiratórios), alterações negativas no ar atmosférico da região e gera riscos de incêndios na mata adjacente aos locais da queimada.

A solução

Por acreditar que as comunidades ao entorno do Parque são verdadeiras parceiras na conservação da biodiversidade e preservação do bioma, o Instituto Ekos Brasil, responsável pelo apoio a gestão do Parque juntamente com o ICMBio lançou, em setembro de 2018, o I Edital do Programa de Apoio a Projetos Locais.

Com o objetivo de viabilizar pequenos projetos idealizados por associações e cooperativas das comunidades do entorno do Parque, o Programa visa atender demandas reais e urgentes dos moradores da região, com impactos reais em suas vidas e, por consequência, na conservação do Cerrado.

O projeto da Associação de Pequenos Produtores Rurais e Agricultores de Fabião 1 para coleta de resíduos recicáveis foi um dos contemplados pelo Programa.

Já no final de 2018, o galpão comunitário foi reformado com a ajuda de mão de obra voluntária de moradores da comunidade e dos brigadistas do Parque.

Galpão reformado na comunidade Fabião 1

 

Educação Ambiental em forma de brincadeira

Após a reforma do galpão, crianças e adultos participaram de atividades de educação ambiental. Uma delas foi o jogo de tabuleiro “Aventuras por Fabião” foi desenvolvido como uma forma lúdica para ensinar educação ambiental e o manejo correto dos resíduos às crianças de escolas da comunidade. O trabalho foi executado em forma de oficinas nas escolas, com apoio de professores locais, e contou com a participação de três turmas.

Para os adultos foram criados folhetos com informações a respeito da separação e descarte corretos dos resíduos. Os folhetos foram distribuídos pelo agente da saúde da comunidade, que já visita regularmente todas as moradias, e que pode esclarecer, nessas ocasiões, muitas dúvidas dos moradores.

A comunidade ainda está sendo equipada com conjuntos de latões de lixo de quatro diferentes cores, cada cor representando um tipo de resíduo.

Por meio de articulações com a prefeitura de Januária, espera-se que seja possível a implantação de uma logística de recolhimento desse material com frequência pré-estabelecida, garantindo a limpeza e a segurança de toda a comunidade.

O Instituto Ekos acredita que iniciativas como essa mudam a realidade local!

Esperamos ter novas edições do Programa para o próximo ano.

Natura ganha o prêmio mais importante de mudanças climáticas do mundo

Natura ganha o prêmio mais importante de mudanças climáticas do mundo

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a Natura com o Prêmio 2019 UN Global Climate Action Award, premiação mais importante do mundo sobre o tema.

A iniciativa analisou todo o trabalho realizado pela companhia e a reconheceu como uma empresa protagonista mundial no combate às mudanças climáticas. Os vencedores foram divulgados no evento Climate Week, em Nova York. Esta é a segunda vez que a Natura recebe um reconhecimento da ONU.

Para o UN Global Climate Action Award, a Natura foi uma das 15 selecionadas, dentre 670 projetos inscritos.

Além disso, haverá um reconhecimento às campeãs na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 25), em Santiago, no Chile, que acontece de 9 a 13 de dezembro.

“O prêmio reconhece uma jornada que a Natura decidiu trilhar, há mais de uma década, de se tornar uma empresa carbono neutro. O reconhecimento tem o poder de inspirar a adoção de ações também por outras empresas para que, no futuro, a emissão de carbono na atmosfera seja zero”, diz Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da Natura.

Vencedor na categoria Climate Neutral Now, o Programa Carbono Neutro, da Natura, foi iniciado em 2007 e neutralizou todas as emissões de gases do efeito estufa decorrentes das atividades da empresa. O monitoramento das emissões abrange desde a extração das matérias-primas até a produção, distribuição e descarte dos produtos. Para as que ainda não consegue evitar, a companhia empreende e apoia 38 projetos de neutralização de carbono.

“Temos como meta engajar toda nossa rede de consultoras, colaboradores, parceiros e consumidores para o risco do aquecimento global, um problema que afeta toda a humanidade. Por isso, nossos projetos de redução são um desafio contínuo e agora queremos atingir novos compromissos”, conclui Macedo.

Sobre o Programa Carbono Neutro

Criado em 2007, a primeira meta do Programa foi reduzir em 33% as emissões até 2013. Concluído com sucesso, a mesma meta foi estabelecida novamente, desta vez com o prazo para 2020.

Como algumas iniciativas não podem ser evitadas, a companhia apoia 38 projetos para compensar ou neutralizar os impactos ambientais.

O Programa Compromisso com o Clima é uma das principais ferramentas da Natura para compensar suas emissões apoiando projetos de terceiros.

O Instituto Ekos Brasil parabeniza a Natura pelo prêmio e agradece a parceria no Compromisso com o Clima!

 

 

 

O que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial e por que ele é importante para a minha empresa?

O que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial e por que ele é importante para a minha empresa?

Já parece ser bem claro no mercado corporativo que ser uma empresa sustentável, no sentido mais amplo que isso possa ser compreendido, não é mais apenas uma questão de valores institucionais, mas certamente uma questão de valor de mercado, de marca, de estratégia condizente com as políticas vigentes, inclusive internacionais. Em resumo, uma empresa pode perder valor (e dinheiro) se não tem comprometimento com impactos econômico, social e sustentável positivos.

Por isso, são diversas as ferramentas que certificam as empresas nesse sentido. Hoje vamos falar de uma delas.

Além do Ibovespa, que é uma espécie de termômetro da bolsa brasileira, a B3 também possui outros indicadores importantes para o mercado corporativo. Um deles é o Índice de Sustentabilidade Empresarial.

O ISE forma uma carteira de investimentos que já apresentou rentabilidade de 203,8%, sendo que no mesmo período, o Ibovespa cresceu 175,38% (dados de novembro de 2018).

Só por aí já dá para perceber que o ISE se transformou em uma referencia para fundos de investimento. Sem contar que é também um ativo ETF negociado na bolsa. ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Funds, que são exatamente fundos de índices comercializados como ações.

Então, o que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial? 

De acordo com o próprio site da B3:

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

 

Isso significa que as empresas listadas na carteira do ISE assumem um compromisso com boas práticas de governança corporativa, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

Por isso, o índice é um benchmark financeiro. Assim, fazer parte do ISE auxilia a empresa a atrair investidores que buscam empresas sustentáveis.

E como o Índice de Sustentabilidade Empresarial é calculado?

As empresas interessadas em figurar nessa carteira, além de listadas na BM&FBOVESPA claro, devem responder a um questionário de avaliação minucioso e estruturado em algumas dimensões sobre gerenciamento de recursos e de riscos. Além do questionário, a empresa precisa apresentar documentos para comprovar suas ações.

As empresas podem participar em três categorias. A primeira delas é a “simulado”, que abarca qualquer empresa listada na bolsa. As outras duas, “elegível e treineira”, exigem que as empresas possuam ações entre as 200 mais líquidas da BM&FBOVESPA.

O que significa para a minha empresa compor a carteira do ISE?

Figurar nessa carteira significa ser um benchmark sustentável, aumentando, por consequência, seu valor de mercado.

O ISE atesta que a sua empresa está:

  • alinhada com as práticas de sustentabilidade,
  • comprometida com o desenvolvimento sustentável
  • ativa no combate à corrupção e com a transparência
  • disponibilizando informações ao seu consumidor final e sobre o impacto dos seus produtos oferecidos,
  • participando de processos de fiscalização, auditoria e conflito de interesses,
  • posicionando-se em ações empresariais nas áreas financeira, mudança do clima, ambiental e social.

 

Tem interesse em adotar uma estratégia sustentável em sua empresa?

Entre em contato com o Instituto Ekos Brasil