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Países, empresas e pessoas podem se engajar na luta contra o aquecimento global neutralizando suas emissões de carbono. Afinal, hoje em dia, praticamente nenhum produto, serviço ou atividade está livre da emissão de carbono, por isso, aquilo que não conseguimos evitar, pode ser compensado. Você pode, por exemplo deixar de usar seu carro para ir ao mercado, mas os produtos que você compra provavelmente foram transportados até o mercado por caminhões, usando combustíveis fósseis.
Mas, antes de abordar com mais profundidade a compensação de carbono, vamos entender a diferença entre alguns conceitos.
Redução de Gases de Efeito Estufa: são medidas implementadas para minimizar ao máximo a emissão de CO2. Bons exemplos são a reciclagem, redução no uso de energia, reutilização da água, redução de deslocamentos por carro ou avião, etc.
Compensação de carbono: após reduzir a emissão de CO2 ainda é possível compensar as emissões que forem inevitáveis. Uma empresa pode adotar todas as iniciativas de redução acima, ainda assim, suas operações ainda emitirão gases de efeito estufa. Essa emissão inevitável pode ser compensada. Isso acontece graças a um mercado de carbono que promove o intercâmbio entre quem gera créditos de carbono por reduzir emissões (a partir do uso de biogás, energia renovável, conservação de florestas, etc) e quem precisa compensar suas emissões residuais. Portanto, uma organização compra créditos de carbono de outra (que pode ser uma associação, instituição ou projeto) e essa recebe os investimentos. Vamos explicar melhor esse mercado mais abaixo.
Pegada de carbono: é o cálculo que se faz (carbon footprint, em inglês) para medir as emissões de Gases de Efeito Estufa. As emissões são convertidas em Dióxido de Carbono equivalente (CO2e), uma unidade balizadora para o mercado de créditos de carbono (veja mais a seguir).
A compensação de emissões parte do princípio que o o aquecimento global é um fenômeno de mundial, portanto não importa onde a redução das emissões é feita. O importante é que ela seja feita!
Ainda na ECO92, no Rio de Janeiro, foi criada a Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC, em inglês) que estabeleceu responsabilidades a todos os países na mitigação das emissões de GEE.
Em 1997, na Conferência das Partes (COP), foi assinado o Protocolo de Quioto que dividiu os países em dois grupos: aqueles com metas de redução (países Anexo I) e países sem metas de redução. O Brasil ficou nesse segundo grupo, por sua baixa responsabilidade histórica nas emissões.
Em 2001, o Acordo de Marrakesh criou o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) que estabeleceu um mercado regulado de carbono no qual projetos em países em desenvolvimento, como o Brasil, poderiam vender créditos de carbono à organizações e governos do Anexo I.
Um crédito de carbono é igual a uma tonelada de CO2e que representa uma Redução Certificada de Emissões. Isso significa que quem deseja gerar créditos precisa passar por um meticuloso processo de cálculo, avaliação e aprovação para obter créditos de carbono no MDL.
Esse processo inclui seguir uma metodologia previamente aprovada pela UNFCC, ter seu método avaliado por uma terceira parte especialista na área, obter a aprovação do Governo Local, ser registrado na UNFCC, ser verificado por uma Unidade Operacional Designada (DOE, em inglês), e finalmente, ter o crédito de carbono emitido pela ONU.
O processo é longo, mas garante a confiabilidade da redução de emissão.
Com essa institucionalização, o mercado de créditos de carbono cresceu e se desenvolveu e junto com ele também os projetos de mitigação, como aqueles de energia renovável e de tratamento de resíduos.
No entanto, a partir de 2012 esse mercado vivenciou uma crise e o preço dos créditos de carbono caíram consideravelmente.
Porém, um mercado voluntário de carbono foi desenvolvido em paralelo ao mercado regulado, tendo como protagonistas não os países, mas as empresas que desejavam fazer a própria parte na luta contra as mudanças climáticas. Essas empresas atuam voluntariamente, pois vão além de suas obrigações legais, por isso esse mercado é chamado de voluntário.
As empresas neutralizam emissões geralmente de projetos socioambientais, ou seja, iniciativas locais de associações, cooperativas, ONGs e pequenas empresas que adotam medidas de redução em suas atividades como energia renovável, uso de biomassa, redução de desmatamento e degradação (REDD+) e, por isso, geram créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas que desejam neutralizar suas emissões residuais.
É claro que esses projetos também são validados, verificados registrados por padrões internacionais como Verified Carbon Standard (VCS), The Gold Standard, dentre outros, mas não precisam de aprovação do governo nem da ONU.
A compra desses créditos pelas empresas gera recursos que, na maior parte das vezes, é investido no desenvolvimento da comunidade local, somando aos benefícios ambientais, também aqueles sociais.
Para ficar bem fácil de entender tudo isso, basta observar o Programa Compromisso com o Clima, uma parceria do Instituto Ekos Brasil com o Itaú, a Natura, a B3, as Lojas Renner e a MRV Engenharia, dentre outras empresas.
A fim de escalonar suas ações de compensação de carbono, essas empresas se uniram e, por meio da Plataforma Ekos Social, podem escolher projetos socioambientais para direcionar seus investimentos na compensação de carbono.
Os projetos são escolhidos a partir de um edital, no qual são avaliados tecnicamente pelo Ekos Brasil para então integrar a plataforma e compor o portfólio de compensação dessas grandes empresas.
Interessou? Seja você empresa ou desenvolvedor de projetos, acesse o Programa Compromisso com o Clima e saiba como participar!
As abelhas, vespas e formigas polinizam as plantas e essas, quando crescem, produzem alimentos e absorvem o carbono da atmosfera. As florestas fornecem madeira, alimentos, matérias-primas medicinais e fibras. Os rios são a fonte de água doce, são usados para produzir energia e, quando navegáveis, são importantes canais de escoamento de riquezas.
A lista é infinita, mas esses poucos exemplos já nos dão uma ideia bem clara da importância de manter e preservar esses serviços ecossistêmicos.
E como hoje em dia, o incentivo à produção ainda é muito maior do que o incentivo à preservação dos recursos naturais, a prestação de serviços ambientais vem despontando como uma boa alternativa para proteger nosso meio ambiente.
De acordo com o Projeto de Lei 312/15, os serviços ambientais são iniciativas individuais ou coletivas que podem favorecer a manutenção, a recuperação ou a melhoria dos serviços ecossistêmicos.
A principal ideia é não só aplicar multas a quem polui, por exemplo, mas recompensar aqueles que preservam e mantém os recursos naturais, como pessoas que reflorestam áreas degradadas, propriedades que preservam nascentes de rios ou até mesmo catadores e suas cooperativas, que ajudam a diminuir a demanda por matérias-primas.

Em 2005, a Avaliação Ecossistêmica do Milênio, da ONU, criou uma classificação para os serviços ambientais.
Como dissemos, já existem muitos recursos para fiscalizar e punir quem degrada os serviços ecossistêmicos, mesmo que muitas vezes não aplicados.
A ideia dos Pagamentos por Serviços Ambientais é que beneficiários e usuários dos serviços ambientais, como governos e toda a população em geral, recompensem economicamente quem preserva e mantém os serviços ecossistêmicos, ou seja, os prestadores de serviços ambientais.
Um exemplo foi o Bolsa Verde, eliminado no início de 2018, mas que remunerava famílias de baixa renda que realizavam atividades de preservação ambiental.
Mas o reflorestamento talvez seja a iniciativa mais conhecida de pagamentos por serviços ambientais, já que entra no mercado de créditos de carbono.
O Instituto Ekos Brasil trabalha com diversos projetos que promovem a conservação da biodiversidade e outros serviços ecossistêmicos. O Programa Ecomudança, por exemplo, em parceria com o Banco Itaú, seleciona projetos socioambientais de entidades sem fins lucrativos que promovem tecnologias de baixo carbono e impacto ambiental positivo. Os projetos selecionados pelo Programa recebem recursos para que possam se desenvolver.
Saiba como inscrever o seu projeto no Ecomudança 2020!
Não é surpreendente observar que nos últimos cinco anos o Relatório Anual de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial tenha identificado como médio e alto risco a perda da biodiversidade e o colapso do ecossistema e classificado os dois temas como as principais ameaças que a humanidade terá de enfrentar nos próximos 10 anos.
Neste ano, o Relatório, produzido a partir de percepções da comunidade global de negócios, governos e sociedade civil, apresentou um resultado impressionante. Pela primeira vez, os cinco primeiros riscos globais são provenientes de uma única categoria: o meio ambiente.
Isso inclui a perda de biodiversidade como um dos principais perigos nos próximos 10 anos.
Nos últimos 50 anos a economia e a população global evoluíram em muitos sentidos. No entanto, a atividade humana alterou severamente 75% dos ambientes terrestres e marinhos. Cerca de 25% das espécies de plantas e animais foram ameaçados pela atividade humana, com milhões delas beirando a extinção. Sem contar que 47% dos ecossistemas foram reduzidos de tamanho no mundo todo.
O relatório do Fórum Econômico Mundial mostra, no entanto, que US$ 44 trilhões do valor econômico gerado – cerca de metade do Produto Interno Bruto global – é altamente ou moderadamente dependente da natureza e dos seus serviços.
A ameaça da natureza importa para a maioria dos negócios ao impactar operações, fornecedores e mercados.
Por isso, lideranças corporativas têm um papel crucial a cumprir colocando o meio ambiente como o centro dos seus processos e tomadas de decisão a fim de identificar, avaliar, mitigar e divulgar os riscos relacionados à natureza para evitar graves consequências.
As empresas podem e devem fazer parte do movimento global para proteger e restaurar a natureza.
Abaixo, algumas das recomendações do Relatório para que isso se torne realidade.
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Confira o relatório na íntegra.
“Se a última década nos ensinou alguma coisa, é que a tecnologia construída sem esses princípios pode fazer mais mal do que bem”, disse o presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, na sede da companhia, na última quinta-feira.
A empresa que faturou 128,5 bilhões em 2019 anunciou que deseja remover mais carbono da atmosfera do que emite até 2030 e que até 2050 espera ter mitigado toda a emissão de carbono produzida pela empresa desde a sua fundação, em 1975.
A promessa inclui a criação de um Fundo de Inovação Climática que investirá mais de 1 bilhão de dólares em iniciativas e novas tecnologias para reduzir a emissão de carbono de sua cadeia de suprimentos.
Outras empresas também anunciaram recentemente algumas iniciativas robustas em prol do meio ambiente. Aliás, desde 2017, quando o presidente Trump resolveu sair do Acordo de Paris, gigantes da indústria americana têm dado respostas concretas e contrárias às atitudes do presidente.
A Amazon sofreu uma pressão interna, de seus próprios funcionários, e também resolveu agir, mesmo que tardiamente. No fim do ano passado, a empresa anunciou o Climate Pledge, seu compromisso climático de cumprir o Acordo de Paris até 2040. Uma das primeiras iniciativas foi a encomenda de mais de 100 mil vans elétricas para a entrega de seus produtos. Cerca de 10 mil já devem estar nas ruas até 2022. A intenção de Jeff Bezos é que a Amazon funcione com 100% de energia renovável até 2030 e que a empresa seja carbono zero até 2040, uma década antes do que prevê o Acordo de Paris.
Se uma empresa com tanta infraestrutura física quanto a Amazon — que entrega mais de 10 bilhões de itens por ano – pode cumprir o Acordo de Paris dez anos antes, qualquer empresa pode”, disse Jeff Bezos ao anunciar o conjunto de ações da empresa.
A maior gestora de investimentos do mundo, BlackRock, também anunciou na última semana que irá intensificar seus esforços para reduzir suas emissões de carbono. “Todo governo, empresa e acionista deve enfrentar as mudanças climáticas”, disse Larry Fink, presidente-executivo da empresa. Em comunicado, a empresa anunciou desinvestimentos em empresas que apresentam altos riscos de sustentabilidade, como produtores de carvão.
E a sua empresa? Já despertou para a adoção de um modelo de negócio mais sustentável?
Entre em contato com o Instituto Ekos Brasil e conte com a ajuda dos nossos especialistas.
No último dia 5, faleceu em São Paulo a agrônoma e professora Ana Maria Primavesi, pioneira da agroecologia no Brasil, aos 99 anos.

Foto: Virgínia Knabben/reprodução Facebook
Nascida na Áustria, em 1920, como Annemarie Baronesa Conrad, chegou a ser presa em um campo de concentração durante o período nazista e em 1948 veio para o Brasil, acompanhada do marido.
Aqui, iniciou sua carreira na Universidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul e nos 60 anos seguintes desenvolveu estudos sobre a terra, com publicações de livros e aprofundamento de técnicas como o manejo ecológico do solo e a rotação de culturas. Entre suas dicas agroecológicas estava o quebra-vento, uma barreira vegetal usada para proteger as plantas contra a ação do vento.
Até hoje, em qualquer faculdade de agronomia, seu livro “Manejo ecológico do solo” é bibliografia indispensável, em particular para quem estuda agricultura orgânica.
“O homem é o que a terra, ou o solo, faz dele”, dizia Primavesi. A pesquisadora colecionou prêmios, lutou pela terra, pela agricultura, pelo espaço da mulher na ciência, pela natureza e revolucionou a agroecologia na América Latina e no mundo.
Seu falecimento foi anunciado com um título inspirador e certeiro: “Um jatobá que tomba, centenário.”
Confira abaixo o texto na íntegra em homenagem a Ana Primavesi.
Reforçamos com ele nossa admiração pela pessoa e pelo legado de Primavesi pela agroecologia e pela natureza do nosso país.
Nossa querida Ana Maria Primavesi faleceu hoje, aos 99 anos de idade. Quase um século de vida, cerca de 80 anos dedicados à ciência no e do campo. Descansa uma mente notável, uma mulher de força incomum e um ser humano raro.
Afastada de suas atividades desde que passou a morar em São Paulo com a filha Carin, Ana recolheu-se.
Quase centenária, era uma alma jovem num corpo envelhecido que, mesmo se tivesse uma vitalidade para mais 200 anos, não acompanharia uma mente como a dela.
Annemarie Baronesa Conrad, seu nome de solteira, desde pequena apaixonou-se pela natureza, inspirada pelo pai. Naturalmente entrou para a faculdade de agronomia, mesmo Hitler tentando fazer com que as “cabeças pensantes” desistissem de estudar. Ela não só era uma das raras mulheres na faculdade como também aquela que destacou-se por seu talento natural em compreender o invisível: a vida microscópica contida nos solos.
Nestes 99 anos de vida, enfrentou todas as perdas que uma pessoa pode sofrer: irmãos, primos e tios na Segunda Guerra. Posteriormente, pai, mãe, marido. E seu caçula Arturzinho, a maior das chagas, que é perder um filho.
Sua morte hoje, causada por problemas relacionados ao coração, encerra uma vida de lutas em vários âmbitos, o principal deles na defesa de uma agricultura ecológica, ou Agroecologia, termo que surge a partir de seus estudos e ensinamentos. Não parece ser à toa que esse coração, que aguentou tantas emoções (boas e ruins) agora precise descansar.
Nosso jatobá sagrado, cuja seiva alimentou saberes e por sob a copa nos abrigamos no acolhimento de compreendermos de onde viemos e para onde vamos, tomba, quase centenário. Ele abre uma clareira imensa que proporcionará ao sol debruçar-se sobre uma nova etapa, a da perpetuação da vida. E dos saberes que ela disseminou.
Antes de tombar, nosso jatobá sagrado lançou tantas sementes, mas tantas, que agora o mundo está repleto de mudas vigorosas, prontas a enfrentar as barreiras que a impediriam de crescer. Essas mudas somos todos nós, cada um que a amou em vida, cada um a seu modo.
Nossa gratidão pelo legado único que nos deixa essa árvore frondosa, cuja luta pelo amor à natureza prevaleceu. A luta passa a ser nossa daqui em diante, uma luta pela vida do solo, por uma agricultura respeitosa, por uma educação que se volte mais ao campo e suas múltiplas relações.
Ana Primavesi permanecerá perpetuamente em nossas vidas.
Como diz nosso querido amigo Fabio Santos, parafraseando Che Guevara:“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a Primavesi inteira.”
por Virgínia Knabben
Professores, alunos, presidentes de associações, gestores e trabalhadores do parque participaram, nos dias 27 e 28 de novembro, do II Seminário de Pesquisas do Vale do Peruaçu.
“Além da conservação, um dos objetivos das unidades de conservação é realizar pesquisa científica. Por isso, o Seminário teve como objetivo trazer à tona as pesquisas que acontecem no parque, na Área de Proteção Ambiental e áreas próximas”, destacou Ciça Wey de Brito, coordenadora de relações institucionais do Ekos Brasil.
O evento, realizado pelo ICMBio com o apoio do Ekos Brasil, tratou de temáticas importantes para a região como as matas secas, as veredas, a arqueologia, disseminação de pesquisas e, com certo destaque, da hidrologia do Rio Peruaçu, que a cada ano apresenta dminuição em sua vazão.
Uma das ações conclusivas foi a elaboração de uma carta aberta ao Instituto Mineiro de Gestão de Águas, responsável pela aplicação pela lei de recursos hídricos em MG, para que estabeleça um processo de criação de subcomitê de bacias para o Rio Peruaçu. Hoje, o rio Peruaçu faz parte do Comitê de Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Médio São Francisco, mas de acordo com os participantes do Seminário, não é suficiente para que as questões do rio sejam tratadas com a intensidade necessária.
O evento foi elogiado pelo compartilhamento dos estudos e qualidade das informações. Para os próximos anos, Ekos e ICMBio devem analisar as propostas de maior periodicidade para o Seminário, maior participação da comunidade e oferecimento de mini cursos.
O Ekos Brasil também apresentou aos participantes como tem atuado no Parque, além de ter conduzido a programação e os convites. “Esperamos que o Fundo Peruaçu consiga criar uma linha de ação de doação ou suporte por parte de investidores privados no apoio à pesquisa e no apoio à bolsas de estudos para a região do parque”, finalizou Brito.
Saiba mais sobre a atuação do Ekos Brasil no Parque Peruaçu.
Desde 2007, o Instituto Ekos Brasil trabalha em parceria com o Banco Itaú na seleção, estruturação e coordenação de projetos socioambientais por todo o Brasil que promovem a redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas, além de gerar outros benefícios socioambientais para as famílias.
Em 2019, recebemos 373 inscrições de 26 estados do Brasil, sendo 256 (68%) elegíveis para o processo.
Os cinco escolhidos receberão aportes provenientes da estratégia do banco de destinar 30% da taxa de administração dos Fundos Itaú Ecomudança para projetos de mitigação.
Confira cada um dos projetos e seus benefícios para o meio ambiente e para as comunidades ao entorno!
Parabéns aos selecionados!

Modalidade: Agricultura
Valor do apoio: R$ 86.800,00
Organização: Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia – COOPESSBA
Missão da organização: Inserir a Agricultura familiar como competidor do mercado, de forma sustentável e colaborando diretamente com um futuro mais justo. Objetivo do projeto: Fortalecer os sistemas de produção de cacau-cabruca da agricultura familiar, por meio de uma aliança produtiva entre associações de produtores de cacau do Sul da Bahia e a COOPESSBA, incentivando a produção orgânica certificada, agregando valor e garantindo uma melhoria na renda aos agricultores e familiares.
O projeto: o projeto prevê ações de sensibilização e capacitação técnica em práticas sustentáveis para o cultivo do cacau-cabruca, identificação e implantação dos quintais agroflorestais, com analise do solo e aquisição de mudas de variedade de cacau mais resistente, aquisição de roçadeiras e adubo orgânico, construção de barcaças (estufas) solares para secagem das amêndoas, em substituição aos fornos à lenha. Estas atividades permitirão, reduzir as emissões de GEE, evitar o desmatamento de árvores nativas e possibilitar a prospecção de novos mercados para a comercialização dos produtos derivados do cacau.
Metas: o projeto visa fortalecer a produção do cacau-cabruca em 50ha de quintais agroflorestais, aumentando a produção para 1500 kg de cacau/ha/ano. Além disso, além da melhoria da qualidade do produto, o cacau orgânico possui um acréscimo no valor agregado de 80%, quando comparado ao convencional. Serão beneficiadas diretamente 28 famílias e será evitada a emissão de cerca de 48 tCO2e por ano.
ODS atendidos:
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Modalidade: Energia renovável
Valor do apoio: R$ 86.800,00
Organização: Associação Pisco de Luz
Missão da organização: Levar para todas as residências de famílias de baixa renda uma solução acessível, limpa e sustentável de iluminação, em substituição ao óleo diesel, melhorando a saúde e preservando o meio ambiente para as gerações futuras.
Objetivo do projeto: Levar iluminação através de lâmpadas de Led, abastecidas pela captação de energia solar por meio de placas fotovoltaicas, para mais de 250 famílias que residem na comunidade Quilombola dos Kalungas. Atualmente, as famílias usam lamparinas onde queimam óleo diesel para iluminarem suas moradias, onde não há fornecimento de energia elétrica.
O projeto: Serão adquiridos componentes para a construção de cerca de 250 kits da Pisco de Luz, como placas fotovoltaicas, cabos flexíveis, baterias e lâmpadas de Led. Em seguida, serão realizadas ações para a instalação desses kits nas casas dos quilombolas Kalungas. Cada kit tem o potencial de iluminar 7 cômodos e abastecer uma tomada.
Metas: o projeto irá instalar 250 kits, sendo um por família. Além dos benefícios à saúde, as famílias poderão desenvolver atividades noturnas que antes não eram possíveis por falta de iluminação. Cada família irá economizar cerca de 30% de sua renda, já que não será necessária a compra de óleo diesel e de baterias para lanternas. O projeto irá reduzir a emissão de cerca de 27,7 tCO2e/ano.
ODS atendidos:
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Modalidade: Manejo de resíduos
Valor do apoio: R$ 86.800,00
Organização: Associação Cristã de Base (ACB)
Missão da organização: Contribuir com as comunidades no exercício da cidadania para a convivência com o semiárido.
Objetivo do projeto: Incentivar o uso da energia renovável por agricultoras familiares, através da implantação de biodigestores visando a produção de biogás e de fertilizantes, fortalecendo a produção de alimentos agroecológicos e orgânicos e garantindo melhor qualidade na alimentação.
O projeto: o projeto prevê capacitações sobre produção de compostos orgânicos provenientes das produções agrícolas e gestão de resíduos sólidos, assessoramento técnico para instalação e manutenção de 6 biodigestores. Estas tecnologias promovem a inserção das mulheres agricultoras nos espaços organizativos de suas comunidades. As famílias atendidas, em sua maioria, produzem para subsistência e comercialização do excedente em feiras do município. As famílias utilizam cerca de dois botijões de gás por mês, com custo de R$75,00 por unidade, que não serão mais necessários com o projeto.
Metas: Serão beneficiadas 06 famílias, com o aumento de renda de cerca de 10% por família. Serão manejados cerca de 500kg/ano e reduzida a emissão de 5,67 tCO2e por ano.
ODS atendidos:
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Modalidade: Floresta
Valor do apoio: R$ 86.800,00
Organização: Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Missão da organização: A CPT é uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva, que presta um serviço educativo e transformador junto aos povos da terra e das águas, para estimular e reforçar seu protagonismo.
Objetivo do projeto: Fortalecer a produção de alimentos e a segurança alimentar em duas comunidades (assentamento e aldeia indígena), com a implantação e/ou fortalecimento de 15ha de Sistemas Agroflorestais (SAF). Além disso, o projeto irá implantar 2 núcleos comunitários de criação de abelhas africanizadas e 2 núcleos comunitários de criação de abelhas indígenas.
O projeto: o projeto irá implantar e fortalecer 30 Sistemas Agroflorestais de 0,5 ha cada e promover oficinas teórico-práticas sobre SAF. Além disso, serão implantados 2 apiários e 2 meliponários coletivos, acompanhado de capacitações teórico-práticas sobre criação de abelhas. O projeto busca o fortalecimento da organização social, política e econômica das comunidades e diversificação das fontes de alimento para o autoconsumo e para a geração de renda. Ainda, o projeto busca promover o fortalecimento da identidade social e cultural dos grupos acompanhados, valorizando a iteração e cooperação entre eles.
Metas: serão implantados 30 SAFs, totalizando 15ha e beneficiando 25 famílias. O aumento de renda previsto é de 20%, proveniente da comercialização dos produtos. Será sequestrado cerca de 170 tCO2e por ano.
ODS atendidos:
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Valor do apoio: R$ 61.271,42
Organização: Instituto TerraViva – ITV
Objetivo:
Qualificar o Instituto TerraViva para se tornar uma entidade certificadora de produção orgânica, atendendo as regiões Nordeste e Norte, onde atualmente há deficiência deste tipo de serviço. Estes serviços, além de agregarem valores aos produtos dos agricultores atendidos, garantem a qualidade da produção, atendendo ao que preconizam as normas e boas práticas de segurança alimentar e nutricional, contando com um modelo tecnológico, compatível com as exigências da produção orgânica.
Os principais interessados nos benefícios deste serviço são os agricultores familiares e associações de produtores, sobretudo aqueles situados no Semiárido. Tais produtores normalmente apresentam dificuldades de acesso aos canais de comunicação e limitações de ordem financeira para obtenção destes serviços. O perfil dos clientes é formado, predominantemente, por agricultores familiares que, mesmo pequenos em extensão territorial, são grandes em termos quantitativos – uma vez que mais de 90% dos imóveis rurais de Alagoas, pertencem a este segmento – fazendo deste, um mercado em potencial, na perspectiva da consultoria e da auditoria para a produção orgânica.
No Nordeste, inexiste certificadora da garantia da conformidade orgânica, levando os agricultores a contratarem os serviços de instituições de outras regiões, o que eleva o custo do serviço, além de, pela distância, dificultar o relacionamento entre clientes e prestadores.
Impactos esperados:
Desenvolvimento da certificação de produtores orgânicos na região, agregando valor à renda e a disponibilização de alimentos saudáveis às comunidades.
Principais atividades:
Metas:
Este modelo de negócio se destaca por contribuir de forma relevante para os seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável:
2.1 Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano
2.3 Até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego não agrícola
2.4 Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo
2.5 Até 2020, manter a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas, animais de criação e domesticados e suas respectivas espécies selvagens, inclusive por meio de bancos de sementes e plantas diversificados e bem geridos em nível nacional, regional e internacional, e garantir o acesso e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados, como acordado internacionalmente
13.1 Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países
13.3 Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce da mudança do clima 13.b Promover mecanismos para a criação de capacidades para o planejamento relacionado à mudança do clima e à gestão eficaz, nos países menos desenvolvidos, inclusive com foco em mulheres, jovens, comunidades locais e marginalizadas
ODS atendidos:
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de divulgar o segundo relatório sobre Saúde e Mudanças Climáticas, elaborado a partir de uma pesquisa feita com 101 países.
O objetivo do relatório é fornecer indicadores para que os tomadores de decisão em políticas públicas possam considerar os dados para proteger suas populações dos mais devastadores impactos das mudanças climáticas na saúde.
O relatório destaca as seguintes conclusões:
Cerca de 50% dos países pesquisados (51 em 101) relataram ter uma estratégia ou Plano Nacional de Saúde e Mudanças Climáticas, mas uma análise qualitativa dos planos indicou que o conteúdo e o escopo dessas estratégias e planos variavam bastante.
A maioria dos planos (25 em 36) foi aprovada ou atualizada nos últimos cinco anos, indicando o reconhecimento da urgência em proteger a saúde da população da variabilidade climática e das mudanças climáticas, além da necessidade de construir sistemas de saúde resilientes ao clima.
A maioria dos países relatou apenas níveis moderados ou baixos de implementação de suas estratégias ou Planos Nacionais de Saúde e Mudanças Climáticas, sendo o financiamento citado como a barreira mais comum à implementação (24 de 43 entrevistados).

Quarenta e oito países (48 em 101) relataram ter realizado uma Avaliação de Vulnerabilidade e Adaptação para a Saúde. Quase dois terços desses países indicaram que os resultados das avaliações estão sendo usados para as políticas e para o Planejamento Nacional de Saúde. No entanto, os resultados estão tendo um impacto mais limitado na alocação financeira e de recursos humanos.
Dos 46 países que relataram desafios enfrentados no acesso ao financiamento climático internacional para a saúde, os três principais citados foram: falta de informações sobre oportunidades, falta de conexão dos atores da saúde com os processos de mudança climática e falta de capacidade de preparação de propostas nacionais.
A colaboração em políticas de saúde e clima foi maior entre o setor de saúde e o setor de água, saneamento e águas residuais (45 em 101 entrevistados), seguido pela agricultura (31 em 101 entrevistados) e serviços sociais (26 em 101 entrevistados).
Um quarto ou menos dos países relatou ter um acordo em vigor entre o setor de saúde e os setores de transporte, geração de eletricidade ou energia doméstica.
Muitas oportunidades de ação junto aos governos para impulsionar o desenvolvimento de políticas públicas na área da saúde e das mudanças climáticas.
Vamos agir?
Blockchain já é uma tecnologia bastante conhecida no mercado financeiro, mas de um tempo pra cá vem ganhando destaque por suas aplicações também em outras áreas, inclusive na ambiental.
A tecnologia consiste em uma rede segura de troca de dados por meio de blocos de conteúdo e impressões digitais. É um sistema descentralizado, público e que vem garantindo segurança e eficiência para diversos tipos de transações de dados.
As aplicações da tecnologia na área ambiental já são capazes de melhorar diversos processos existentes de gestão ambiental, seja no gerenciamento de energia e água, nas fontes de captação de recursos sustentáveis, nos mercados de carbono, dentre outros.
Recentemente, a WWK-Austrália e a BCG Digital lançaram a plataforma OpenSC capaz de rastrear o impacto ético e ambiental de produtos e alimentos.
Com base na tecnologia blockchain, a plataforma rastreia toda a cadeia de produção de produtos e alimentos por meio de códigos QR Code. Ao serem escaneados, transmitem dados para a plataforma que informam a origem do produto, como e quando ele foi produzido e também como foi feito o transporte até chegar ao consumidor final.
A ideia é ajudar pessoas e empresas a compreender se os produtos e alimentos que adquirem contribuem com a degradação ambiental e com a injustiça social.
Aqui no Brasil temos o exemplo da PlataformaVerde que controla e rastreia a produção, o transporte e a destinação de resíduos sólidos de uma empresa ou município.
Acompanhar essas informações passo a passo inibe a criação de aterros irregulares, a operação de pontos de descartes viciados, o uso de transportadoras, veículos e destinos não licenciados, entre outras práticas indevidas.
O site da plataforma explica:
Para entender o que ocorre, consideraremos como exemplo o transporte de um resíduo entre uma indústria e um aterro. Na plataforma, essa movimentação é vista como uma informação transacional, que será rastreada, a partir dos manifestos de transporte dos resíduos coletados da unidade geradora e durante todos os processos subsequentes.
As informações relacionadas aos resíduos e o “caminho” que eles percorrem incluem: o tipo de material que foi produzido durante um processo industrial ou comercial, a quantidade, a necessidade de algum tipo de autorização obrigatória, quem são os fornecedores que transportam e destinam o material etc. Todos estes dados são compartilhados com aqueles que participam da operação.
O Fórum Econômico Mundial do ano passado divulgou uma série de aplicações promissoras de Blockchain para a área ambiental. Separamos algumas delas, mas você pode conferir o documento completo neste link .
Mudanças Climáticas
Sistema comercial peer-to-peer de energia renovável
Crowdsale para investimentos em energia renovável
Otimização do gerenciamento da cadeia distribuída
Certificados de autenticação de energia renovável.
Registro de dados para logística de transporte otimizada
Redes de entrega baseadas em blockchain
Compartilhamento de veículos peer-to-peer
Sistema de estacionamento inteligente para gestão otimizada da mobilidade
Biodiversidade e conservação
Plataforma de dados digital para rastrear espécies e controle de doenças.
Registro de utilização de pesticidas em terras agricultáveis
Sistema incentivado para gestão responsável de resíduos.
Criptomoedas para investimentos em restauração de habitat e preservação de espécies.
Rastreamento de alcance geográfico de espécies ameaçadas
Saúde dos oceanos
Monitoramento de atividades ilegais de pesca
Incentivo às iniciativas de reciclagem de plástico dos oceanos
Monitoramento em tempo real da temperatura dos oceanos
Registro descentralizado e de código aberto dos dados dos oceanos
Levantamento de recursos para a conservação da vida marinha
Segurança da água
Micropagamentos para doações de hidrômetros
Dados hiperlocalizados para monitoramento da qualidade da água
Sistemas eficientes de tratamento de água
Seguro automatizado para lavouras em período de secas.
Ar limpo
Monitoramento local e em tempo real de partículas e NO2
Detecção imediata de vazamentos de substâncias tóxicas
Coleta de dados de poluentes a partir de fontes distribuídas
Prevenção de desastres
Sensores descentralizados do clima capazes de gerar alertas automáticos
Plataformas descentralizadas de seguro contra desastres
Gestão dos registros de transações para identificar, verificar e transacionar dados do clima.
O processo de seleção do edital Compromisso com o Clima 2019 chegou ao fim e seis novos projetos foram incluídos na Plataforma Ekos Social para que as empresas cadastradas possam compensar suas emissões ao mesmo tempo em que proporcionam benefícios socioambientais para as comunidades envolvidas.
Ao todo, o edital 2019 recebeu 22 projetos que, após a submissão, passaram uma avaliação socioambiental e uma avaliação jurídica, supervisionadas e conduzidas pelo Instituto Ekos Brasil. Nessas fases, foram submetidos à etapas que avaliaram elegibilidade, impactos positivos, riscos, verificação de documentos, entre outras.
Agora, a Plataforma do Programa Compromisso com o Clima soma 10 projetos, divididos em quatro diferentes categorias: Agricultura, Floresta e Uso do Solo (REDD+, restauro florestal com espécie nativa); Energia (biomassa renovável, energia solar, energia eólica), Manejo de Resíduos e outros tipos.
Eles representam um contributo importante em áreas como a conservação da Amazônia, no retorno de benefícios sociais para as famílias de baixa rende, na geração de energia pelo aproveitamento de resíduos, diminuindo a utilização de combustíveis fósseis, etc.
As empresas participantes do Compromisso com o Clima contam com uma plataforma simples, com credibilidade e com projetos escolhidos a partir de diversos quesitos técnicos.
Para conhecer os projetos selecionados, faça parte do Programa Compromisso com o Clima.
Entre em contato para saber como aderir.
