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Comunidade científica apresenta a reconstrução da vida marinha como um grande desafio alcançável para a ciência e para a sociedade
Eles cobrem três quartos da superfície da Terra e são vitais para a existência humana.
De acordo o artigo Rebuilding Marine Life*, da revista Nature de abril deste ano, os oceanos contribuem com 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), fornecem empregos para 1,5% da força de trabalho global, além de serem fonte de água, alimento e energia limpa. A essas estatísticas podemos somar alguns dados da Zona Costeira marítima brasileira, do Ministério do Meio Ambiente, com seus mais de 8.500 km de extensão e abrangência de 17 estados e mais de 400 municípios, dentre eles muitas capitais do sudeste e nordeste, de grande volume populacional, que demonstram seu valor social e econômico também para o nosso país.

Por isso, no mês de celebração do Dia Mundial dos Oceanos propomos uma reflexão mais profunda sobre nossos oceanos, baseada no artigo já citado acima, sobre a importância de uma verdadeira reconstrução da vida marinha como uma meta essencial para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (“vida abaixo d’água”).
“Além de ser necessária, a reconstrução substancial da vida marinha dentro do espaço de tempo de uma geração humana (até 2050) é, em grande parte, alcançável, se as ações necessárias — incluindo, notavelmente, a mitigação das mudanças climáticas — forem implantadas em escala”, destaca o artigo.
De acordo com os cientistas, reconstruir a vida marinha e, portanto, conservar e usar os oceanos de forma sustentável, depende de uma série de ações que diminuem a pressão humana sobre esse ecossistema como: regulamentar a caça, gerir a pesca, melhorar a qualidade da água dos oceanos, proteger e restaurar habitats, reduzir o risco de extinções de diversos seres aquáticos, reduzir a poluição nos oceanos, restaurar habitats dentre outros.
O documento também apresenta um roteiro prático para a recuperar os oceanos.
Apesar de todos os dados preocupantes, o estudo conclui que a reconstrução da vida marinha até 2050 é “um grande desafio alcançável para a ciência e para a sociedade”. Uma boa notícia que gostaríamos de compartilhar com vocês hoje, dia Mundial dos Oceanos.
Cumprir esse desafio requer ações imediatas para reduzir as pressões citadas, incluindo a das mudanças climáticas, além de proteger aqueles locais de vida abundante que ainda restam e recuperar populações, habitats e ecossistemas duramente afetados ao longo dos últimos anos.
Isso tudo, claro, compreende “pesados” investimentos financeiros, comprometimento e perseverança, além de avanços científicos e tecnológicos, por parte de atores públicos e privados, mas a comunidade científica é enfática em afirmar que os ganhos ecológicos, econômicos e sociais são longevos.
“Enfrentar o desafio de reconstruir substancialmente a vida marinha seria um marco histórico na busca da humanidade para alcançar um futuro globalmente sustentável.”
*Duarte, CM. et al. Rebuilding marine life. Nature 580, 39–51 (2020).

Greta Thunberg, na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial 2020 em Davos. Foto: Manuel Lopez/Fotos Públicas.
Este ano foi o primeiro, desde 1971, no qual o Fórum Econômico Mundial de Davos publicou seu tradicional Relatório Global de Riscos (2020) mostrando ao mundo que, dessa vez, a questão ambiental está presente nas cinco maiores ameaças para governos e mercados nos próximos dez anos. Uma atitude sem precedentes e que não podemos nos esquecer, mesmo diante de uma pandemia.
Ou seja, os maiores representantes da área econômica e personalidades públicas do mundo inteiro estão nos dizendo que a questão ambiental é hoje mais ameaçadora à estabilidade do planeta do que tensões geopolíticas e ataques cibernéticos, como afirmou outras vezes.
Também este ano vimos Larry Fink, CEO da BlackRock – a maior gestora de recursos financeiros do mundo – evidenciar em sua carta anual ao mercado a sustentabilidade como centro de sua política de investimentos. Um exemplo robusto de como a sustentabilidade se tornou uma agenda inadiável dentro das empresas.
Eventos climáticos extremos, falha no combate às mudanças climáticas, perda da biodiversidade e esgotamento dos recursos, desastres naturais, desastres ambientais. São esses os riscos globais em ordem de ameaça, segundo o Relatório. E vejam só. Com exceção dos desastres naturais, que podem ter origens diversas, todos os demais emanam da uma convivência desequilibrada entre o homem e a natureza.
O contexto é realmente preocupante. Aproximadamente 75% da superfície da Terra está significativamente alterada, 66% da área dos oceanos tem experimentado impactos cumulativos crescentes e 85% das áreas úmidas já foram perdidas, segundo dados do relatório da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) – Global Assessment on Biodiversity and Ecosystem Services, de 2019.
Por isso, no mês em que celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Instituto Ekos Brasil quer chamar a sua atenção para a contribuição essencial e indispensável dos nossos Parques Nacionais, com suas riquezas naturais, no enfrentamento dessas ameaças.
Conservar nossos parques significa atuar na linha de frente por uma relação homem – meio ambiente mais equilibrada. A conservação dessas áreas é essencial para manter o ciclo hídrico, retirar carbono da atmosfera, preservar a fauna e a flora com seus inúmeros serviços ambientais gratuitos, além de promover o desenvolvimento sustentável com geração de riqueza para as comunidades ao entorno dos parques por meio da conservação.
Desde 2017, o Instituto Ekos Brasil colabora com a gestão do uso público e manutenção do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em cooperação com o ICMBio. No vídeo a seguir, está um retrato de como acreditamos que o equilíbrio entre seres humanos e natureza conservada é possível, é almejado, e tem o poder de transformar os atuais riscos em oportunidades de uma vida melhor para todos.
Assista, compartilhe e entre em contato para saber como colaborar enquanto empresa ou pessoa física para conservar a biodiversidade junto com a gente.
Há 460 anos, no dia 27 de maio, o Padre José de Anchieta descrevia pela primeira vez a biodiversidade das florestas tropicais nas Américas em um documento que ficou conhecido como Carta de São Vicente. É o primeiro registro que temos das riquezas da nossa Mata Atlântica e, por isso, todos os anos neste dia celebramos esse que é um dos biomas mais diversos do mundo.
Infelizmente, paralelamente aos dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que revelam suas mais de 2 mil espécies de vertebrados, as mais de 20 mil espécies de plantas e importante papel na regulação do clima e conservação da água, só para citar algumas das suas belas riquezas, falar da Mata Atlântica também significa apontar sua crescente devastação.
Ainda de acordo com o MMA, resta apenas 29% da cobertura original desse bioma (dados de 2015) e, por abranger cidades que constituem o centro socioeconômico do país, a Mata Atlântica é constantemente alvo da expansão urbana, da industrialização, poluição, exploração predatória de madeira e espécies vegetais.
Por isso, em um dia especial como o de hoje, acreditamos que é importante chamar a atenção da sociedade para a efetividade de ações, de certa forma muito simples, capazes de promover a restauração do bioma em harmonia com sua exploração econômica sustentável.
Selecionamos apenas três de muitos projetos do Programa Ecomudança que contemplam a Mata Atlântica para servirem de inspiração para novas iniciativas dos poderes públicos e privado em prol da proteção do bioma.
Recuperação de nascentes: simples e essencial para TODOS
Na pequena cidade de Abre Campo, no interior de Minas Gerais, um projeto recuperou 52 nascentes que abastecem a represa de Juiz de Fora, responsável por 40% do abastecimento do município. A recuperação contou com o plantio de 5.200 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, num raio de 15 metros a partir do olho d’água em Áreas de Preservação Permanente e incluiu a capacitação dos produtores beneficiados da região para a manutenção do projeto.
Doces quintais: renda sustentável para toda a família
Já no interior do Sergipe, o Ecomudança proporcionou o desenvolvimento do projeto Doces Quintais, nas cidades de Poço Redondo e Pacatuba, que gera trabalho e renda para 20 mulheres da comunidade. Ali, cerca de 10 hectares de floresta foram divididos em 20 quintais florestais com produção de espécies frutíferas e/ou nativas da Mata Atlântica, como umbu, cajá, caju, seriguela, dentre outras, que fornecem frutos para a produção de polpas e doces, ou seja, geração de renda para a comunidade.
Além disso, foram instalados sistema de captação de água da chuva e de reuso da água doméstica e também um sistema agrossilvipastoril com faixas de árvores nativas integradas ao pasto em ao menos 20 hectares de terra.
Fogões eficientes: menos desmatamento e mais saúde
Em Murici, Alagoas, o Programa Ecomudança permitiu a substituição de 80 fogões tradicionais por fogões ecoeficientes. Os fogões possuem uma tecnologia que reduz a quantidade de fumaça e material particulado inalado pelas pessoas e também uma câmara de combustão hermeticamente fechada que reduz o consumo de lenha proveniente da Mata Atlântica em até 40%. Os fogões, portanto, ajudam a desacelerar o desmatamento, reduzir o consumo de lenha e a melhorar a qualidade de vida das famílias.
[su_box title=”Saiba mais: Lei da Mata Atlântica” box_color=”#6094a1″ title_color=”#ffffff”]A Lei da Mata Atlântica (Lei n. 11.428) foi sancionada em dezembro de 2006 e dispõe sobre a conservação a proteção, a regeneração e utilização do Bioma da Mata Atlântica, patrimônio nacional. Veja a lei na íntegra.[/su_box]
São apenas alguns exemplos para que a celebração desta data não seja marcada apenas pelos dados de sua devastação, mas por bons exemplos que demonstram que iniciativas simples, baratas e provenientes da articulação entre sociedade civil, poder público e privado podem mudar a história de vida da Mata Atlântica daqui pra frente.
Se você se sente impelido a contribuir com o bioma seja submetendo o seu projeto ou realizando algum tipo de investimento de impacto por meio da sua empresa, entre em contato com o Ekos Brasil.
Referência:
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. Mapa de Vegetação Nativa na Área de Aplicação da Lei no. 11.428/2006 – Lei da Mata Atlântica (ano base 2009). Brasília: MMA. 2015.
Com o intuito de divulgar nossas boas práticas com transparência e organização, disponibilizamos a vocês nosso Relatório Anual de Atividades, referente ao ano de 2019. Um ano marcante, sem dúvidas.
Depois da repentina e triste notícia da perda do nosso presidente e fundador, Ernesto Moeri, seguimos o trabalho com muita dedicação e, no documento a seguir, compartilhamos com vocês nossos esforços e nossas conquistas por um mundo mais sustentável.
Nele, vocês poderão conferir detalhes da nossa atuação junto à Fundação Renova, nossos projetos de conservação da biodiversidade no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, o crescimento progressivo da rede de remediação Nicole Latin America e novas conquistas nos projetos de investimento de impacto Ecomudança e Compromisso com o Clima.
Acesse e veja em números, fotos (e sorrisos) os resultados do nosso trabalho.
O Brasil possui atualmente mais de 70 parques nacionais, redutos verdes de preservação da nossa fauna e flora e importantes prestadores de serviços ecossistêmicos essenciais para manter o equilíbrio do nosso planeta e o bem-estar da nossa espécie.
Monte Roraima, Chapada Diamantina, Fernando de Noronha, Serra dos Órgãos, Caparaó, Itajaí, Cavernas do Peruaçu, dentre tantos outros, logo encantam seus visitantes com sua vastidão verde, águas cristalinas e bichos de todos os tipos de beleza.
O que poucos se dão conta é que um Parque Nacional, além de importante para a conservação da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas, dentre tantos outros benefícios ambientais, é também responsável pela manutenção de tradições culturais e, muitas vezes, importante fonte de renda para as comunidades ao entorno.

Manifestação cultural no Peruaçu
Direta ou indiretamente ligadas ao Parque, essas comunidades ancoram o seu desenvolvimento econômico a partir da exploração sustentável e conservação da natureza, assim como preservam as heranças de populações tradicionais com histórias, comidas, artesanato, músicas e danças que, apresentadas aos turistas, garantem sua posteridade e ainda boa parte do ganha-pão destas famílias.
É o que acompanhamos de perto no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no qual o Instituto Ekos Brasil mantém um acordo de cooperação com o ICMBio desde 2017. O envolvimento com o parque nos aproximou da comunidade local e aproximou ainda mais a comunidade local ao parque, em um ciclo muito sadio de sustentabilidade.
Se antes muitas famílias viviam da agricultura e da criação de poucas cabeças de gado, atualmente, com a existência do Parque, muitos trabalham como condutores, com produção de artesanato, cozinha sertaneja ou abriram pousadas e receptivos, gerando uma importante complementação de renda e uma economia mais sólida na região.
“Muitos dos nossos acordam de madrugada, cuidam do gado, da propriedade e vão para o parque realizar o trabalho de condução de turistas. À tarde, retornam para cuidar novamente da roça. Hoje, um guia (de turismo) ganha entre R$ 150 e R$ 300 por condução de um grupo de turistas (valor bastante considerável para a economia local). E, por isso, as pessoas têm percebido que existe um futuro em proteger e cuidar do parque”, contou Késcia Madureira, dona de uma pousada que abriu em sua própria propriedade rural para receber os turistas do Peruaçu.
Solange Mota, guia e entusiasta do potencial turístico do parque para as comunidades locais, também evidencia a importância do Peruaçu para manter os jovens nas comunidades, gerar emprego e renda para todas as idades e experiências.
“Aqui temos uma cozinha sertaneja comunitária e desenvolvemos lá o Turismo de Base Comunitária. Quero que as pessoas entendam que é perfeitamente possível viver do turismo. Afinal, nossa cultura, nossos saberes, nossos sabores, nossa fé, tudo isso gera renda. E para a nossa comunidade, a existência do Parque é fundamental”, afirmou.
Atualmente, assim como Késcia e Solange, boa parte da comunidade tem sentido os efeitos da pandemia com o fechamento do parque. “Agora, na pandemia, sentimos que a engrenagem que estava girando, parou. Condutores, comunidade, pousadas, todos sentiram a falta que faz o uso público do parque”, ressaltou Murilo Mendes, agente ambiental do Peruaçu e funcionário do Instituto Ekos Brasil. .
As histórias que contamos são do entorno do Parque Peruaçu, mas não temos dúvidas de que o pandemia impactou todos os parques nacionais do nosso país. Apesar da dura realidade atual, desejamos que os relatos possam servir de conscientização para estimular a visitação dos parques. E por fim, que também seja uma demonstração do nosso apoio e consideração pelas comunidades com as quais convivemos no Peruaçu, que tanto estimamos.
Enquanto não é possível visitar pessoalmente o Peruaçu, assista ao vídeo para saber mais sobre esse magnífico parque no norte de Minas Gerais!
Por Thiago Othero*
No início deste ano, entidades do setor privado reuniram-se com representantes do Governo para discutir a implementação de um mecanismo regulado de precificação de carbono no Brasil. Tal mecanismo, ainda em estudo, deve envolver o comércio de emissões a partir de um sistema cap and trade. (Ver box no final do artigo).
Um mercado regulado pode ajudar a direcionar mais recursos para uma economia de baixo carbono. Nesse cenário, um número crescente de organizações deve passar a reportar suas emissões de Gases de Efeito Estufa e buscar alternativas para reduzir custos e gerar oportunidades com medidas e projetos socioambientais.
Apesar do tema avançar devagar no Brasil, esse movimento do Governo brasileiro dá continuidade a uma série de ações que vêm sendo desenvolvidas no País. Abaixo, destacamos algumas delas.
O Projeto PMR Brasil (Partnership for Market Readiness Brazil) tem por objetivo discutir a conveniência e oportunidade da inclusão da precificação de emissões em território nacional. Com início em 2014 e previsão para encerrar ainda em 2020, o PMR pode prover o Governo brasileiro com uma série estudos essenciais para embasar a decisão sobre como implementar a precificação de carbono e também dar indicativos para os próximos passos.
Em uma segunda fase desse projeto, a partir de julho de 2020, o Banco Mundial dará início ao PMI (Partnership for Market Implementation) e, com ele, espera-se que o Brasil e outros 29 países coloquem em prática iniciativas piloto ou de larga escala envolvendo a precificação de carbono, alinhadas com suas prioridades nacionais e com os compromissos estabelecidos com o Acordo de Paris.

Além dessas iniciativas públicas, não podemos deixar de destacar a atuação do setor privado em conduzir a agenda de precificação de carbono no País. Por aqui, bancos privados e grandes empresas vêm se posicionando favoravelmente ao mercado regulado. Articuladas pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), lançaram publicações importantes sobre o assunto, que fornecem diretrizes sobre como a precificação de carbono pode tomar forma no Brasil.
Dentre essas publicações, destacamos em especial a Carta Aberta do Setor privado apoiando à precificação de carbono no Brasil e o mais recente Posicionamento Empresarial sobre o Artigo 6 do Acordo de Paris.
Considerando o que está disponível no PMR e nos documentos do CEBDS, podemos esperar que a precificação de carbono no Brasil:
[su_list icon=”icon: check”]
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Há ainda muito o que se fazer, é verdade. Porém, como destacamos, importantes passos são dados nessa direção.
Sabemos que a pandemia da COVID-19 deve reduzir o ritmo das decisões nesses próximos meses, mas acreditamos que o interesse do setor privado e de grandes investidores nessa agenda deve ajudar o tema a avançar ainda em 2020. Afinal, o tema das mudanças climáticas e da responsabilidade socioambiental corporativas foram de grande importância na última reunião do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos (Suíça) em Janeiro deste ano.
A experiência em muitos países vêm demonstrando que as empresas que se preparam com antecedência são beneficiadas quando novas regulações entram em vigor. Ou seja, o pioneirismo tem seus custos, mas gera resultados favoráveis no médio e longo prazos.
Empresas como as apoiadoras institucionais do Programa Compromisso com o Clima vêm liderando esta agenda há bastante tempo no Brasil e agora estão muito melhor posicionadas para aproveitar as oportunidades e evitar os riscos de uma economia que precifica as emissões de carbono.
Os projetos apoiados pelo Programa desenvolvem iniciativas alinhadas com diversos pontos da NDC brasileira. Ter um mercado regulado ajudaria alavancar ainda mais o financiamento desses tipos de projeto que promovem a redução das emissões dos Gases de Efeito Estufa ao mesmo tempo que em geram benefícios ambientais para as comunidades ao seu entorno.
[su_box title=”Como funciona o comércio de emissões” box_color=”#6094a1″ title_color=”#ffffff”]
Nesse mecanismo, é estabelecido um limite de emissões para empresas de um determinado setor. Caso a empresa emita menos CO2e do que seu limite (cap), ela poderá comercializar (trade) seu excedente com as indústrias que emitiram mais do que o limite.
Nesse tipo de mecanismo, normalmente também são aceitos os créditos de carbono, que são certificados que uma quantidade de emissões foi reduzida ou removida da atmosfera pela realização de um projeto. Estes projetos tipicamente envolvem a aplicação de uma tecnologia de baixa emissão de CO2 e são realizados por empresas ou organizações sem fins lucrativos de outros setores que não possuem limites de emissão. Desta forma, o mecanismo de comércio de emissões fomenta as reduções de emissões do setor que é regulado e também apoia o desenvolvimento de iniciativas voluntárias em outros setores da economia.
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*Thiago Othero é especialista em projetos de redução de emissões e serviços de gestão corporativa de carbono. Foi responsável pelo desenvolvimento de projetos de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e sob o mercado voluntário de carbono. Atuou na elaboração de estratégias corporativas de baixo carbono para empresas dos setores financeiro, energético, industrial, de aviação civil e de saneamento, dentre outros. Atua como Coordenador de Projetos no Programa Compromisso com o Clima.
Referências:
Acordo de Paris e NDC Brasileira: https://cebds.org/acordo-de-paris-e-ndc-brasileira/#.Xo3kHupKjGh
O Instituto Ekos Brasil, se uniu a mais de 70 especialistas, representantes acadêmicos e de organizações não-governamentais ao redor do mundo, e assinou uma importante carta com diretrizes para as Soluções Baseadas na Natureza (NBS, em inglês) endereçada ao presidente da COP261.
A carta apresenta quatro princípios de suma importância para proteger e restaurar ecossistemas capazes de promover benefícios para o bem-estar humano e para a biodiversidade, simultaneamente. A assinatura foi feita pela presidente, Ana Moeri, e pela coordenadora de relações institucionais, Ciça Wey de Brito.
Portanto, o Instituto Ekos Brasil apoia os quatro princípios endossados na carta e descritos a seguir:
[su_service title=”Reduzir emissões” icon=”icon: leaf” icon_color=”#6094a1″]
As soluções baseadas na natureza são ferramentas poderosas capazes de capturar carbono da atmosfera, mas não substituem o corte de emissões de gases de efeito estufa. Do ponto de vista das mudanças climáticas, devemos reduzir rapidamente as emissões de combustíveis fósseis, descarbonizar as economias e também manter, gerenciar e restaurar os ecossistemas de maneira sustentável.
[/su_service]
[su_service title=”Conservar e proteger os ecossistemas existentes” icon=”icon: leaf” icon_color=”#6094a1″]Solos intactos, florestas, campos, matagais, pântanos e ecossistemas aquáticos são repositórios vitais de carbono e biodiversidade. No entanto, estamos perdendo-os em um ritmo alarmante. É fundamental proteger esses últimos redutos da natureza.[/su_service]
[su_service title=”Ser socialmente responsável” icon=”icon: leaf” icon_color=”#6094a1″]Envolver os povos indígenas e as comunidades locais e também respeitar e defender seus direitos e liderança. Contribuir proativamente com modelos econômicos justos e sustentáveis que criem novas oportunidades de emprego, evitando a concorrência com atividades existentes, como a produção de alimentos. A restauração e conservação de ecossistemas só é sustentável quando as comunidades locais se favorecem dos benefícios sociais, econômicos e ecológicos que os ecossistemas fornecem. [/su_service]
[su_service title=”Ser ecologicamente responsável” icon=”icon: leaf” icon_color=”#6094a1″]As soluções baseadas na natureza devem ser baseadas em princípios ecológicos rigorosos. A biodiversidade é vital para ecossistemas saudáveis, mais produtivos, resilientes e benéficos. A diversidade de espécies nativas proporciona muitos benefícios como armazenamento de carbono, produção de alimentos e proteção contra inundações, secas e doenças. Já as monoculturas de espécies exóticas ou plantações de baixa diversidade dificilmente proporcionam esses benefícios.[/su_service]

Framework conceitual da IUCN
O termo foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) e é definido como “ações para proteger, gerir de forma sustentável e restaurar ecossistemas naturais ou modificados, que abordam os desafios da sociedade de maneira efetiva e adaptativa, proporcionando simultaneamente o bem-estar humano e os benefícios da biodiversidade”.
Saiba mais nessa publicação da P22.
De acordo com o site da IUCN, as Soluções Baseadas na Natureza têm como objetivo apoiar a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, protegendo o bem-estar da sociedade ao mesmo tempo em que reflete sobre valores culturais e sociais e aprimora a resiliência dos ecossistemas e sua capacidade de renovação e prestação de serviços.
Dentre os principais desafios enfrentados pelos princípios das SbN estão a segurança alimentar, as mudanças climáticas, a segurança hídrica, a saúde humana, o risco de desastres e o desenvolvimento social e econômico.
As instituições que apoiam a assinatura da carta ao presidente da COP26 e seus princípios listados acima entendem que a atual crise pandêmica colocou holofotes no problema ambiental, mas também no potencial das soluções para esse problema com gigantescos investimentos por parte de governos e corporações.
Nunca como agora, temos acesso a tantas informações, especialmente científicas, para implementar as Soluções Baseadas na Natureza.
A carta também deve contribuir com o lançamento pela IUCN, no próximo mês de junho, dos novos Padrões Globais (Global Standards) como um benchmark de responsabilidade social e ecológica para governos e agentes civis, após dois anos de consulta em 100 países.
Se você também deseja apoiar a ação, utilize a hashtag #TogetherWithNature em suas redes sociais.
Por Jéssica Fernandes e Cibele Lana
A Caatinga, em tupi guarani “mata branca” (por sua coloração em épocas de seca) comemora hoje, dia 28 de abril, o seu dia!
Exclusivamente brasileiro e característico da região Nordeste, esse bioma ocupa 11% do território nacional (844.453 km²) e apresenta uma grande biodiversidade, com destaque para fauna e flora com alta capacidade de adaptação durante os longos períodos de seca. São mais de 900 espécies vegetais, quase 600 espécies de aves e outras 178 de mamíferos e répteis.
A Caatinga abriga cerca de 27 milhões de pessoas que dependem de seus recursos naturais para sobrevivência. Com 80% do seu ecossistema original alterado pelo desmatamento e pelas queimadas, esse bioma precisa urgentemente de alternativas sustentáveis que busquem a boa convivência com o semiárido e que combatam a desertificação, um dos maiores problemas que acometem esta região.
Duas dessas alternativas são conduzidas pela Associação Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú e apoiadas pelo Programa Ecomudança. Assim como outros, o Ecomudança é um programa que busca promover e implementar tecnologias sociais pelo Brasil a fim de melhorar a qualidade de vida das pessoas. No caso da caatinga, um grande contributo à diminuição do êxodo rural.
Com o foco em mulheres agricultoras, das zonas rurais e periféricas do Sertão do Pajeú, no interior de Pernambuco, a Associação Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú trabalha em diversas frentes para aumentar a produção de alimento, gerar renda às famílias das agricultoras e proteger o meio ambiente por meio de formações e projetos que envolvem tecnologias sociais.
[su_quote]“Nossa atuação se dá em 11 municípios da região em um contexto marcado pela invisibilidade do trabalho das mulheres. Todas as agricultoras fazem o trabalho doméstico e nossa atuação não é reconhecida ou valorizada. Por isso, queremos empoderar as mulheres”, contou Ana Cristina Nobre dos Santos, uma das coordenadoras.[/su_quote]
Menos cinza e mais verde
Se tem uma questão que toca a todos na caatinga, e de forma especial às mulheres que zelam pela sobrevivência de suas famílias, é a água. Por isso, a Rede priorizou um projeto de tratamento e reutilização da água cinza, aquela que vai embora pelas pias e ralos e que, na região, pela falta de encanamento e saneamento, é desperdiçada e empoça nos próprios quintais das famílias, causando mau cheiro.
O projeto implementou biofiltros e agora a água cinza é reutilizada na rega de plantas frutíferas e nativas, aumentando a produção de alimento para as famílias de cerca de 22 mulheres agricultoras, sem contar os benefícios ao meio ambiente.
Elizabete Ferreira Nobre, também coordenadora da Rede não esconde o orgulho de desenvolver projetos com as mulheres da caatinga. [su_quote]“Escolher trabalhar com um público que foi excluído ao longo da história e poder fazer alguma coisa junto com elas é muito bom. E ainda poder cuidar do meio ambiente. Fico muito feliz de ter seguido esse caminho de trabalhar com as mulheres”. [/su_quote]
Água fonte de vida
O segundo projeto desenvolvido pela Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, com o apoio do Ecomudança, atende a um desejo antigo das mulheres da comunidade da região: a proteção das nascentes que abastecem o Rio Pajeú.
As nascentes estavam sofrendo com a ação de pessoas que vinham de todos os lugares buscar água e acabavam poluindo e entupindo a fonte. Sem cercamento, os animais também destruíam a mata ao entorno, prejudicando as nascentes.
Com o projeto, as nascentes foram cercadas e a mata ao redor, reflorestada.
[su_quote]“Hoje, as mulheres recebem visitas para conhecer as nascentes e destacam a questão ambiental na região. Com elas, já estamos vendo uma política pública junto à Câmara Municipal para proteção dessas áreas”, comemora Ana Cristina.[/su_quote]
O projeto tinha como foco principal cerca de 22 mulheres, mas o envolvimento foi tão grande que a formação social e ambiental chegou a quase 40 delas.
[su_quote]“Nesses últimos anos (ao trabalhar nesses projetos), tive a oportunidade de refletir sobre várias questões junto com as mulheres como reflorestamento e soberania alimentar, além de trocar muitas experiências cotidianas e do campo pessoal. Pude realmente conhecer a realidade de cada uma”, destaca Ana Cristina.[/su_quote]
E então, a ligação que proporcionava a nossa entrevista caiu. Logo depois, chegou a explicação. Um vídeo enviado por elas mostrava uma chuva torrencial que encharcava o solo da caatinga. Um presente especial para comemorar esse dia!
“A caatinga é uma bela adormecida.
Na seca dorme profundamente.
No inverno acorda para revelar toda sua beleza cênica.”
Rosangela Silva
Fonte dos dados sobre a Caatinga: https://www.mma.gov.br/biomas/caatinga/item/191.html
Posso falar por mim, e acredito que todos os seres viventes no Planeta podem comprovar, que este será o primeiro dia da Terra, de todos os que já comemoramos, que este ente único do universo parece estar mais sossegado.

Após 31 anos, o Himalaia tornou a ficar visível na Índia com a redução da poluição
Tudo porque um microscópico vírus teve a proeza de fazer a humanidade se fechar em casa, consumir menos e dar espaço para seus co-habitantes do planeta saracotearem mais à vontade. O ar está mais limpo, sem a poluição dos automóveis, aviões, indústrias; as praias, baias, rios e lagos tem recebido menos efluentes, poluentes e esgoto, por que as pessoas têm saído menos, viajado menos; animais que são extraídos da natureza como os peixes e outros podem viver sua vida sem serem capturados por redes e armadilhas; o silêncio está mais presente, tornando possível que até os sons das profundezas do nosso planeta possam se fazer ouvir.
Para a sociedade ocidental contemporânea, o ato de chamar a atenção para a Terra é registrado como tendo sido ideia de um senador americano chamado Gaylord Nelson, depois que ele presenciou a destruição causada por um grande vazamento de óleo na Califórnia em 1969. Naquele ano, no dia 22 de abril, milhões de pessoas nos Estados Unidos saíram às ruas para manifestar em favor de um planeta mais saudável e sustentável. O resultado prático nos EUA foi a criação da Agência de Proteção Ambiental e atos como do Ar Limpo, Água Limpa e das Espécies Ameaçadas.
Mas, pelo jeito, já não se fazem mais senadores como esse… Apesar de termos registro de vários fatos que mostram como estamos maltratando a Terra, nosso meio de vida continua insustentável por causa do nosso consumo irresponsável.
Desde os anos 1970, a organização Global Footprint Network faz o cálculo da pegada ecológica e mostra o ponto máximo de uso de recursos naturais que poderiam ser renovados sem ônus ao meio ambiente. Este dia é chamado de dia da sobrecarga do Planeta. Em 2019 este dia foi 29 de Julho, três dias antes que em 2018 – e mais cedo do que em toda a série histórica. Ou seja, para mantermos o mesmo padrão de consumo atual, seria necessário 1,75 planeta Terra.
Em 2009 a Organização das Nações Unidas (ONU) reforçou a celebração do Dia da Terra chamando a atenção sobre nossa responsabilidade coletiva de promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente. Disse na ocasião, o então Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon: “Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e nossa sobrevivência no futuro”.
Outros sinais do nosso exagero consumista vêm sendo mostrados por grupos de cientistas como os refletidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sobre a crise climática, pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) sobre a deterioração dos serviços prestados pela natureza para o bem-estar humano como alimentos, água doce, regulação do clima, polinização, entre outros. O Planeta tem limites e estes devem ser respeitados. Crescimento e consumo infinitos são uma falácia, um suicídio coletivo.
Neste ano de 2020, com a pandemia do Covid-19 vivemos uma lição importantíssima, que mostra, dentre outras coisas, a nossa fragilidade como espécie.
Que possamos aproveitar esse dia da Terra para refletir e lutar por novas formas de produzir, de consumir, de conviver e de compartilhar. É a nossa chance de continuarmos como espécie neste planeta por muitos mais anos.
O Ekos está apoiando a realização de dois editais. Um deles é vinculado ao Programa Ecomudança, programa de investimento em projetos ambientais realizado pelo Itaú Unibanco, em parceria com o Instituto Ekos Brasil e o outro está vinculado ao Programa Compromisso com o Clima e busca selecionar projetos que reduzem emissões de GEE e que gerem impactos socioambientais positivos.
De qual edital devo participar?
Embora os dois Programas tenham algumas semelhanças, já que ambos buscam projetos de baixo carbono em áreas como agricultura, floresta e uso do solo, energia e manejo de resíduos, cada edital busca iniciativas com perfil diferente. Veja como saber qual o melhor edital para você inscrever o seu projeto:

Certificação e créditos de carbono: se você possui um projeto que gera ou tem potencial de gerar créditos de carbono, sugerimos que você participe do Edital do Compromisso com o Clima.
Como posso saber se meu projeto pode gerar créditos de carbono?
Créditos de carbono são reduções de emissões certificadas segundo padrões de qualidade (standards) e metodologias internacionais. Esses padrões e metodologias definem os critérios e as metodologias para mensurar, monitorar e verificar as reduções de emissões. No Compromisso com o Clima, são aceitos os seguintes padrões de qualidade:
Se você ainda não conhece estes padrões de qualidade, sugerimos que faça uma avaliação detalhada dos seus principais requisitos. Não recomendamos que você inscreva seu projeto no Compromisso com o Clima antes de confirmar se há viabilidade técnica e financeira em desenvolver seu projeto nesses padrões.
Se o seu projeto envolve uma tecnologia social de baixo carbono mas não busca a certificação das reduções de emissões, sugerimos que você leia o Edital do Ecomudança. Nesse edital, a certificação das reduções de emissões não é exigida. Além disso, o Ecomudança possui uma linha de apoio para negócios de impacto direcionados às mesmas áreas de atuação. Se você tiver um negócio de impacto envolvendo tecnologias de baixo carbono, conheça o edital Ecomudança para apoio à negócios de impacto.
Forma de apoio:
Os projetos selecionados no Edital do Programa Compromisso com o Clima são apoiados exclusivamente pela venda das Reduções de Emissões (ou créditos de carbono) para as empresas que participam do Programa. Ou seja, normalmente o Proponente de Projeto deverá passar por todo o ciclo de desenvolvimento e implantação do do projeto e depois pela certificação das reduções de emissões para então comercializar os créditos de carbono.
Na maioria dos casos, o Proponente do Projeto não contará com o recurso financeiro para as etapas iniciais do projeto. Ao invés disso, os créditos de carbono são um mecanismo de pagamento por resultados já atingidos.
Atualmente, o Programa tem como apoiadores institucionais a B3, o Itaú Unibanco, as Lojas Renner, a Natura Cosméticos e a MRV. Estas empresas apoiarão um ou mais dos projetos selecionados no Edital para comprar os créditos de carbono na quantidade que julgarem necessária. Logo, não existe um orçamento ou quantidade de recurso previamente estabelecida, isso dependerá da quantidade créditos de carbono que o projeto comercializar para as empresas participantes do Programa.
Agora, se você estiver buscando recursos financeiros para implantar o seu projeto, sugerimos que leia o Edital do Ecomudança. Neste Programa, o Itaú repassa, de forma não reembolsável, até R$100 mil para o desenvolvimento de projetos.
Escala das reduções de emissões:
Como os créditos de carbono exigem um processo longo e custoso de certificação, a maioria dos projetos é de grande escala. Isso porque os projetos que geram grandes quantidades de reduções de emissões (redução de milhares ou centenas de milhares de toneladas de CO2e por ano) conseguem recuperar o investimento pela venda de grande quantidades de créditos de carbono ao longo dos anos.
São exemplos de projetos apoiados pelo Compromisso com o Clima: usinas de de geração de energia renovável de grande porte; projetos de troca de combustível em indústrias; conservação de grandes áreas de floresta (milhares ou dezenas de milhares de hectares) em regiões com altos índices de desmatamento.
Já no Ecomudança, os projetos apoiados normalmente são menores em escala (mas nem por isso geram resultados menos importantes). São exemplos de projetos apoiados pelo Ecomudança: implantação de Sistemas Agroflorestais ou de produção agroecológica envolvendo agricultores familiares; projetos de aproveitamento da luz solar em residências ou atividades produtivas de pequena escala; instalação de biodigestores de pequena escala para uso do gás em fogões.
Em nosso entendimento, os projetos do Compromisso com o Clima e do Ecomudança apresentam um perfil bastante complementar. Os projetos do Compromisso com o Clima fornecem reduções de emissões em grande quantidades e permitem que o apoio seja proporcional às emissões a serem compensadas.
Já os projetos do Ecomudança possibilitam beneficiar famílias e comunidades a utilizar tecnologias que impactam positivamente nas suas vidas, gerando renda e oportunidades e mitigando importantes problemas socioambientais que estas comunidades enfrentam. Em muitos casos, os projetos do Ecomudança atuam positivamente na adaptação das comunidades às mudanças climáticas, auxiliando a reduzir os impactos negativos que as alterações no clima poderão causar no seu meio de vida e de sustento.
Reconhecemos o importante papel desempenhado por todos os projetos apoiados nestes dois Programas. Cada um deles apresenta um potencial para gerar impactos socioambientais positivos e reduzir emissões de GEE.
Encorajamos todos aqueles que desejam atuar efetivamente em relação às mudanças climáticas a inscrever seus projetos nos editais do Ecomudança ou do Compromisso com o Clima, conforme o perfil do projeto. Estamos sempre à disposição para ajudá-lo a gerar impactos positivos e atuar de forma efetiva quanto aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
