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ESG: caminho para o futuro sustentável da sua empresa  

ESG: caminho para o futuro sustentável da sua empresa  

ESG, em inglês, significa Environmental, Social e Governance, ou seja, práticas de gestão corporativa voltadas para responsabilidades ambientais, sociais e de governança.  

Apesar de não ser uma pauta nova, agora, finalmente, ganhou os holofotes do mercado financeiro. E quando a tomada de decisão depende do “bolso”, então podemos acreditar em mudanças reais, não é mesmo?

Um dos marcos dessa reviravolta, sem dúvidas, foi a carta do CEO da Black Rock, a maior gestora de investimentos do mundo, aconselhando outros CEOs ao redor do globo a reverem suas atuações ESG.  Larry Fink foi bem claro: o risco climático é uma ameaça real e contemporânea para o valor de mercado das empresas. Quem não demonstrar interesse e comprometimento com as questões socioambientais pode ser taxado como um negócio de alto risco, perder investimentos dos fundos e valor no mercado.

A partir de então, a mídia, os especialistas, investidores e sociedade como um todo despertaram para o significado e importância do tema.

Mas, efetivamente, quais são os critérios estabelecidos pelo ESG?

Na área ambiental, as empresas devem priorizar a gestão de carbono com planos de ação para quantificar e reduzir a emissão de gases de efeito estufa, realizar compensação, dentre outros, além de priorizar a economia circular, com logística reversa de resíduos, monitoramento e redução do consumo de água e demais recursos naturais, além de  preservar a biodiversidade.

Já no âmbito social são bem-vindos programas para garantir a saúde e segurança do trabalhador, projetos voltados para a comunidade ao entorno ou beneficiadas em iniciativas de responsabilidade social, além da garantia da qualidade do produto ou serviço e a minimização das consequências da cadeia produtiva.

Por fim, no que diz respeito à governança corporativa são observados os sistemas de auditoria e controle ético, independência do conselho e diversidade da diretoria e do quadro de funcionários, além de outras políticas inclusivas.

A penalização por atuações contrárias a esse movimento já começou a acontecer, inclusive no Brasil. Já temos notícias de fundos bilionários retirando investimentos de empresas relacionadas ao desmatamento e às práticas de corrupção. 

Caminhos nacionais para o desenvolvimento sustentável

No Brasil, a implementação de investimentos ESG está apenas no começo, como indicam os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Lançada em 2020, a pesquisa mostra que apenas 11% das empresas conta com uma área específica para avaliar investimentos ESG e uma quantidade ainda menor, 5%, com um comitê de dedicação exclusiva, mesmo que a maioria reconheça a importância desses critérios, que garantem maior transparência e confiança entre investidores, além de maior sustentabilidade e potenciais lucros.

Apesar da defasagem das empresas brasileiras, a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão , responsável pela bolsa de valores mais importante do país, anunciou que vai alterar o seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Isso significa que investimentos sustentáveis e corporações que possuem políticas ambientais responsáveis serão beneficiadas, a partir de 2021, dentro dessa carteira que vale aproximadamente R$ 1,64 trilhão.

Sonia Favaretto, especialista em sustentabilidade e conselheira do Instituto Ekos Brasil, reforça a prioridade da agenda para as empresas brasileiras.

“A atual atenção que a sustentabilidade vem recebendo na mídia e nos mais variados fóruns de discussão no Brasil e no mundo nada mais é do que fruto de uma caminhada que não começou agora. O setor privado brasileiro sempre esteve muito envolvido com essa agenda e procurando adotar as melhores práticas ESG. Agora, vemos os investidores muito mais próximos do tema e querendo que as empresas nas quais investem estejam de fato comprometidas com o desenvolvimento sustentável. Trata-se de um movimento inadiável, consistente e que só ganha ritmo. Ótimas notícias que precisam estar no radar de todas as empresas e demais atores do mercado.”  

Sendo assim, é muito importante que as organizações nacionais se organizem e se atualizem para que possam representar investimentos sustentáveis atrativos para o mercado.

Por onde começar?

Já há alguns anos, o Instituto Ekos Brasil acompanha o pioneirismo de grandes empresas brasileiras comprometidas com responsabilidades ESG. Essa atuação conjunta fez nascer, por exemplo, a Plataforma Ekos Social que hoje contempla um dos mais respeitados (senão o mais!) programas de responsabilidade climática do Brasil, o Programa Compromisso com o Clima.

Nossa plataforma desburocratiza a gestão de carbono por parte das empresas com uma oferta de projetos de créditos de carbono já avaliados e auditados, todos com co-benefícios socioambientais, e dá escala a compensação dessas organizações. O Programa reúne grandes empresas como Itaú, Natura, MRV, B3, Lojas Renner, Grupo RD e Mattos Filho Advocacia.

Leia mais: Mercado de Crédito de Carbono entra na mira das empresas  

“O Ekos Brasil sempre apoiou empresas em jornadas rumo à sustentabilidade. O Compromisso com o Clima é um ótimo exemplo de uma ferramenta que foi criada com esse objetivo: ajudar empresas a compensar as suas emissões e com isso fomentar uma economia de baixo carbono. Temos  conhecimento especializado para dar esse suporte, implementar e desenvolver estratégias no quesito E (ambiental). Inclusive, esse sempre foi nosso propósito de atuação”, comentou Ana Cristina Moeri, diretora do Instituto Ekos Brasil.

Entre em contato conosco e saiba como desenvolver uma estratégia ESG para a sua empresa.

 

 

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Precificação de carbono no Brasil – o mercado regulado está próximo?

Precificação de carbono no Brasil – o mercado regulado está próximo?

Por Thiago Othero* 

No início deste ano, entidades do setor privado reuniram-se com representantes do Governo para discutir a implementação de um mecanismo regulado de precificação de carbono no Brasil. Tal mecanismo, ainda em estudo, deve envolver o comércio de emissões a partir de um sistema cap and trade. (Ver box no final do artigo)

Um mercado regulado pode ajudar a direcionar mais recursos para uma economia de baixo carbono. Nesse cenário, um número crescente de organizações deve passar a reportar suas emissões de Gases de Efeito Estufa e buscar alternativas para reduzir custos e gerar oportunidades com medidas e projetos socioambientais. 

Apesar do tema avançar devagar no Brasil, esse movimento do Governo brasileiro dá continuidade a uma série de ações que vêm sendo desenvolvidas no País. Abaixo, destacamos algumas delas. 

Iniciativa pública por um mercado regulado

O Projeto PMR Brasil (Partnership for Market Readiness Brazil)  tem por objetivo discutir a conveniência e oportunidade da inclusão da precificação de emissões em território nacional. Com início em 2014 e previsão para encerrar ainda em 2020, o PMR pode prover o  Governo brasileiro com uma série estudos essenciais para embasar a decisão sobre como implementar a precificação de carbono e também dar indicativos para os próximos passos. 

Em uma segunda fase desse projeto, a partir de julho de 2020, o Banco Mundial dará início ao PMI (Partnership for Market Implementation) e, com ele, espera-se que o Brasil e outros 29 países coloquem em prática iniciativas piloto ou de larga escala envolvendo a precificação de carbono, alinhadas com suas prioridades nacionais e com os compromissos estabelecidos com o Acordo de Paris. 

O “empurrão” do setor privado 

Além dessas iniciativas públicas, não podemos deixar de destacar a atuação do setor privado em conduzir a agenda de precificação de carbono no País. Por aqui, bancos privados e grandes empresas vêm se posicionando favoravelmente ao mercado regulado. Articuladas pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), lançaram publicações importantes sobre o assunto, que fornecem diretrizes sobre como a precificação de carbono pode tomar forma no Brasil. 

Dentre essas publicações, destacamos em especial a Carta Aberta do Setor privado apoiando à precificação de carbono no Brasil  e o mais recente Posicionamento Empresarial sobre o Artigo 6 do Acordo de Paris.

Possíveis características do mercado de carbono regulado no Brasil 

Considerando o que está disponível no PMR e nos documentos do CEBDS, podemos esperar que a precificação de carbono no Brasil:

[su_list icon=”icon: check”]

  • Priorize mecanismos de mercado (comércio de emissões), desenhado de forma a não elevar a carga tributária
  • Tenha uma implementação gradual, com um primeiro período de compromisso restrito a poucos setores da economia e ambições mais modestas. A ênfase deste primeiro período, que deve durar entre dois e cinco anos, será no aprendizado e no desenvolvimento da governança e dos instrumentos necessários para o mercado.
  • Tenha elementos para proteger a competitividade dos setores envolvidos, especialmente no contexto das exportações e da economia global.
  • Adote regras flexíveis para evitar custos de transação altos.
  • Fomente investimentos privados nacionais e internacionais para o cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês) do Brasil, conforme proposto pelo Governo Brasileiro no âmbito do Acordo de Paris.
  • Regule as emissões de determinados setores da indústria, mas permita a participação de outros setores (como agropecuária) por meio da geração de créditos de carbono.
  • Aceite  projetos e créditos de carbono levando em conta os aprendizados dos mecanismos existentes, especialmente do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, estabelecido como parte do Protocolo de Quioto.

[/su_list]

Há ainda muito o que se fazer, é verdade. Porém, como destacamos, importantes passos são dados nessa direção. 

Sabemos que a pandemia da COVID-19 deve reduzir o ritmo das decisões nesses próximos meses, mas acreditamos que o interesse do setor privado e de grandes investidores nessa agenda deve ajudar o tema a avançar ainda em 2020. Afinal, o tema das mudanças climáticas e da responsabilidade socioambiental corporativas foram de grande importância na última reunião do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos (Suíça) em Janeiro deste ano. 

A importância do pioneirismo

A experiência em muitos países vêm demonstrando que as empresas que se preparam com antecedência são beneficiadas quando novas regulações entram em vigor. Ou seja, o pioneirismo tem seus custos, mas gera resultados favoráveis no médio e longo prazos.

Empresas como as apoiadoras institucionais do Programa Compromisso com o Clima vêm liderando esta agenda há bastante tempo no Brasil e agora estão muito melhor posicionadas para aproveitar as oportunidades e evitar os riscos de uma economia que precifica as emissões de carbono. 

Os projetos apoiados pelo Programa desenvolvem iniciativas alinhadas com diversos pontos da NDC brasileira. Ter um mercado regulado ajudaria alavancar ainda mais o financiamento desses tipos de projeto que promovem a redução das emissões dos Gases de Efeito Estufa ao mesmo tempo que em geram benefícios ambientais para as comunidades ao seu entorno. 

[su_box title=”Como funciona o comércio de emissões” box_color=”#6094a1″ title_color=”#ffffff”]

Nesse mecanismo, é estabelecido um limite de emissões para empresas de um determinado setor.  Caso a empresa emita menos CO2e do que seu limite (cap), ela poderá comercializar (trade) seu excedente com as indústrias que emitiram mais do que o limite. 

Nesse tipo de mecanismo, normalmente também são aceitos os créditos de carbono, que são certificados que uma quantidade de emissões foi reduzida ou removida da atmosfera pela realização de um projeto. Estes projetos tipicamente envolvem a aplicação de uma tecnologia de baixa emissão de CO2 e são realizados por empresas ou organizações sem fins lucrativos de outros setores que não possuem limites de emissão. Desta forma, o mecanismo de comércio de emissões fomenta as reduções de emissões do setor que é regulado e também apoia o desenvolvimento de iniciativas voluntárias em outros setores da economia. 

[/su_box]

*Thiago Othero é especialista em projetos de redução de emissões e serviços de gestão corporativa de carbono. Foi responsável pelo desenvolvimento de projetos de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e sob o mercado voluntário de carbono. Atuou na elaboração de estratégias corporativas de baixo carbono para empresas dos setores financeiro, energético, industrial, de aviação civil e de saneamento, dentre outros. Atua como Coordenador de Projetos no  Programa Compromisso com o Clima.  

 

Referências:

Acordo de Paris e NDC Brasileira: https://cebds.org/acordo-de-paris-e-ndc-brasileira/#.Xo3kHupKjGh

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Compromisso com o Clima e Ecomudança: de qual edital devo participar? 

Compromisso com o Clima e Ecomudança: de qual edital devo participar? 

O Ekos está apoiando a realização de dois editais. Um deles é vinculado ao Programa Ecomudança, programa de investimento em projetos ambientais realizado pelo Itaú Unibanco, em parceria com o Instituto Ekos Brasil e o outro está vinculado ao Programa Compromisso com o Clima e busca selecionar projetos que reduzem emissões de GEE e que gerem impactos socioambientais positivos.

De qual edital devo participar?

Embora os dois Programas tenham algumas semelhanças, já que ambos buscam projetos de baixo carbono em áreas como agricultura, floresta e uso do solo, energia e manejo de resíduos, cada edital busca iniciativas com perfil diferente. Veja como saber qual o melhor edital para você inscrever o seu projeto:

 

Saiba mais sobre os requisitos

Certificação e créditos de carbono: se você possui um projeto que gera ou tem potencial de gerar créditos de carbono, sugerimos que você participe do Edital do Compromisso com o Clima. 

Como posso saber se meu projeto pode gerar créditos de carbono?

Créditos de carbono são reduções de emissões certificadas segundo padrões de qualidade (standards) e metodologias internacionais. Esses padrões e metodologias definem os critérios e as metodologias para mensurar, monitorar e verificar as reduções de emissões. No Compromisso com o Clima, são aceitos os seguintes padrões de qualidade:

  1. American Carbon Registry (ACR).
  2. Climate, Community and Biodiversity (CCB)
  3. Gold Standard (GS)
  4. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)
  5. Verified Carbon Standard (VCS)

 

Se você ainda não conhece estes padrões de qualidade, sugerimos que faça uma avaliação detalhada dos seus principais requisitos. Não recomendamos que você inscreva seu projeto no Compromisso com o Clima antes de confirmar se há viabilidade técnica e financeira em desenvolver seu projeto nesses padrões. 

Se o seu projeto envolve uma tecnologia social de baixo carbono mas não busca a certificação das reduções de emissões, sugerimos que você leia o Edital do Ecomudança. Nesse edital, a certificação das reduções de emissões não é exigida. Além disso, o Ecomudança possui uma linha de apoio para negócios de impacto direcionados às mesmas áreas de atuação. Se você tiver um negócio de impacto envolvendo tecnologias de baixo carbono, conheça o edital Ecomudança para apoio à negócios de impacto. 

 

Forma de apoio:

Os projetos selecionados no Edital do Programa Compromisso com o Clima são apoiados exclusivamente pela venda das Reduções de Emissões (ou créditos de carbono) para as empresas que participam do Programa. Ou seja, normalmente o Proponente de Projeto deverá passar por todo o ciclo de desenvolvimento e implantação do  do projeto e depois pela certificação das reduções de emissões para então comercializar os créditos de carbono. 

Na maioria dos casos, o Proponente do Projeto não contará com o recurso financeiro para as etapas iniciais do projeto. Ao invés disso, os créditos de carbono são um mecanismo de pagamento por resultados já atingidos. 

Atualmente, o Programa tem como apoiadores institucionais a B3, o Itaú Unibanco, as Lojas Renner, a Natura Cosméticos e a MRV. Estas empresas apoiarão um ou mais dos projetos selecionados no Edital para comprar os créditos de carbono na quantidade que julgarem necessária. Logo, não existe um orçamento ou quantidade de recurso previamente estabelecida, isso dependerá da quantidade créditos de carbono que o projeto comercializar para as empresas participantes do Programa.

Agora, se você estiver buscando recursos financeiros para implantar o seu projeto, sugerimos que leia o Edital do Ecomudança. Neste Programa, o Itaú repassa, de forma não reembolsável, até R$100 mil para o desenvolvimento de projetos.  

 

Escala das reduções de emissões: 

Como os créditos de carbono exigem um processo longo e custoso de certificação, a maioria dos projetos é de grande escala. Isso porque os projetos que geram grandes quantidades de reduções de emissões (redução de milhares ou centenas de milhares de toneladas de CO2e por ano) conseguem recuperar o investimento pela venda de grande quantidades de créditos de carbono ao longo dos anos. 

São exemplos de projetos apoiados pelo Compromisso com o Clima: usinas de de geração de energia renovável de grande porte; projetos de troca de combustível em indústrias; conservação de grandes áreas de floresta (milhares ou dezenas de milhares de hectares) em regiões com altos índices de desmatamento.

Já no Ecomudança, os projetos apoiados normalmente são menores em escala (mas nem por isso geram resultados menos importantes). São exemplos de projetos apoiados pelo Ecomudança: implantação de Sistemas Agroflorestais ou de produção agroecológica envolvendo agricultores familiares; projetos de aproveitamento da luz solar em residências ou atividades produtivas de pequena escala; instalação de biodigestores de pequena escala para uso do gás em fogões.

Em nosso entendimento, os projetos do Compromisso com o Clima e do Ecomudança apresentam um perfil bastante complementar. Os projetos do Compromisso com o Clima fornecem reduções de emissões em grande quantidades e permitem que o apoio seja proporcional às emissões a serem compensadas.

Já os projetos do Ecomudança possibilitam beneficiar famílias e comunidades a utilizar tecnologias que impactam positivamente nas suas vidas, gerando renda e oportunidades e mitigando importantes problemas socioambientais que estas comunidades enfrentam. Em muitos casos, os projetos do Ecomudança atuam positivamente na adaptação das comunidades às mudanças climáticas, auxiliando a reduzir os impactos negativos que as alterações no clima poderão causar no seu meio de vida e de sustento.

Reconhecemos o importante papel desempenhado por todos os projetos apoiados nestes dois Programas. Cada um deles apresenta um potencial para gerar impactos socioambientais positivos e reduzir emissões de GEE. 

Encorajamos todos aqueles que desejam atuar efetivamente em relação às mudanças climáticas a inscrever seus projetos nos editais do Ecomudança ou do Compromisso com o Clima, conforme o perfil do projeto. Estamos sempre à disposição para ajudá-lo a gerar impactos positivos e atuar de forma efetiva quanto aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. 

 

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Sustainability Yearbook 2020: um resumo sobre o progresso da América Latina em sustentabilidade corporativa

Sustainability Yearbook 2020: um resumo sobre o progresso da América Latina em sustentabilidade corporativa

O SAM Sustainability Yearbook é uma publicação anual que elenca em um ranking empresas ao redor do mundo avaliadas nos quesitos ambiental, social e de governança, ou seja, em sustentabilidade corporativa. A base do Yearbook é a avaliação Corporate Sustainability Assessment (CSA) que fundamenta a elaboração dos Índices de Sustentabilidade Dow Jones, portanto, de alta credibilidade.

O site da publicação é bem completo, com todos os rankings e análises comparativas ano a ano do progresso da sustentabilidade corporativa. Nele, encontramos um relatório específico sobre os resultados que compreendem as empresas latino-americanas.

Abaixo, você confere os destaques desse relatório.

As empresas latino-americanas que figuram no Corporate Sustainability Assessment até apresentaram uma melhoria gradual em sustentabilidade corporativa, mas, de acordo com a publicação, ainda muito modesta em relação às fraquezas socioambientais da região.

Foram avaliadas 124 empresas dos cinco países a seguir: Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. Esse número representa uma adesão de 46% das empresas convidadas a serem avaliadas pelo processo (os convites são entregues às maiores empresas do mundo).

Leia mais: O que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial e por que ele é importante para a minha empresa

???? Na média, LATAM está um pouco à frente da América do Norte

Um dos destaques é o fato de que embora nos quesitos e questões individuais da CSA a gestão da sustentabilidade nas empresas seja lenta, quando olhamos para toda a região a pontuação média no Total de Sustentabilidade fica um pouco à frente da América do Norte.

 

???? Estabilidade no DJSI

A quantidade de empresas LATAM que figuram na lista do Índice Dow Jones de Sustentabilidade permaneceu estável de 2018 para 2019 com 14 membros, de um total de 318 de 27 países.

???? Colômbia é destaque em sustentabilidade na América Latina

Mais uma vez, as empresas colombianas superaram as demais na América Latina em gestão da sustentabilidade. Já as empresas do México e do Peru apresentaram resultados muito ruins nas três dimensões da avaliação: econômica, social e ambiental.

 

 

???? Destaques das Dimensões Econômica, Ambiental e Social da Gestão da Sustentabilidade em LATAM

Na dimensão econômica, a América Latina supera a média global de políticas anticrime, códigos de conduta nos negócios e materialidade. Nos critérios restantes, o desempenho da sustentabilidade é fraco. O mais preocupante deles é a Governança Corporativa, no qual as empresas da América Latina aparecem muito abaixo das empresas da América do Norte, da Europa e até alguns pontos abaixo de seus pares na Ásia.

Na dimensão ambiental, as empresas latino-americanas performaram abaixo da média global em seis dos sete critérios intersetoriais nessa dimensão. A Estratégia Climática é o critério em que a América Latina tem sua pior comparação com a média global. Além disso, os resultados abaixo da média global em outras 10 questões intersetoriais demonstram a necessidade das empresas LATAM investirem mais em sustentabilidade e liderança ambiental.

Na dimensão social as empresas latino americanas alcançaram as melhores pontuações e acompanham as empresas do mundo todo em muitos critérios. No Indicador de Práticas Trabalhistas, as empresas LATAM pontuaram acima da América do Norte e da Ásia pelo segundo ano, demonstrando a continuidade em quesitos de responsabilidade social. Para cada uma das questões dentro do critério Trabalhista – diversidade da força de trabalho, remuneração igual, liberdade de associação -, as empresas LATAM ultrapassam as médias globais.

Os resultados da CSA indicam que as empresas da América Latina continuam atrás do resto do mundo em gestão da sustentabilidade, ainda que em menor grau que em 2018.

Como destacamos, há um progresso modesto no desempenho em questões sociais no entanto, as empresas ainda precisam abordar com mais afinco as questões econômicas e ambientais que atualmente puxam a pontuação média da região para baixo.

Confira a lista das empresas brasileiras que figuram no Sustainability Yearbook 2020


Microsoft, Amazon, BlackRock anunciam iniciativas robustas de mitigação e redução de carbono

Microsoft, Amazon, BlackRock anunciam iniciativas robustas de mitigação e redução de carbono

“Se a última década nos ensinou alguma coisa, é que a tecnologia construída sem esses princípios pode fazer mais mal do que bem”, disse o presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, na sede da companhia, na última quinta-feira.

A empresa que faturou 128,5 bilhões em 2019 anunciou que deseja remover mais carbono da atmosfera do que emite até 2030 e que até 2050 espera ter mitigado toda a emissão de carbono produzida pela empresa desde a sua fundação, em 1975.

A promessa inclui a criação de um Fundo de Inovação Climática que investirá mais de 1 bilhão de dólares em iniciativas e novas tecnologias para reduzir a emissão de carbono de sua cadeia de suprimentos.

Leia também: Investimento Social Privado e meio ambiente: conceitos, desafios e exemplos. 

Outras empresas também anunciaram recentemente algumas iniciativas robustas em prol do meio ambiente. Aliás, desde 2017, quando o presidente Trump resolveu sair do Acordo de Paris, gigantes da indústria americana têm dado respostas concretas e contrárias às atitudes do presidente.



A Amazon sofreu uma pressão interna, de seus próprios funcionários, e também resolveu agir, mesmo que tardiamente. No fim do ano passado, a empresa anunciou o Climate Pledge, seu compromisso climático de cumprir o Acordo de Paris até 2040. Uma das primeiras iniciativas foi a encomenda de mais de 100 mil vans elétricas para a entrega de seus produtos. Cerca de 10 mil já devem estar nas ruas até 2022. A intenção de Jeff Bezos é que a Amazon funcione com 100% de energia renovável até 2030 e que a empresa seja carbono zero até 2040, uma década antes do que prevê o Acordo de Paris.

Se uma empresa com tanta infraestrutura física quanto a Amazon — que entrega mais de 10 bilhões de itens por ano – pode cumprir o Acordo de Paris dez anos antes, qualquer empresa pode”, disse Jeff Bezos ao anunciar o conjunto de ações da empresa.

A maior gestora de investimentos do mundo, BlackRock, também anunciou na última semana que irá intensificar seus esforços para reduzir suas emissões de carbono. “Todo governo, empresa e acionista deve enfrentar as mudanças climáticas”, disse Larry Fink, presidente-executivo da empresa. Em comunicado, a empresa anunciou desinvestimentos em empresas que apresentam altos riscos de sustentabilidade, como produtores de carvão.

E a sua empresa? Já despertou para a adoção de um modelo de negócio mais sustentável?

Entre em contato com o Instituto Ekos Brasil e conte com a ajuda dos nossos especialistas.

 

 

 

Investimento Social Privado e meio ambiente – conceitos, desafios e exemplos

Investimento Social Privado e meio ambiente – conceitos, desafios e exemplos

No mês de outubro, a Revista Página 22 lançou uma edição inteira sobre Investimento Social Privado (ISP) na área ambiental. A ideia é colocar em pauta essa temática tão importante, mas ainda repleta de desafios e até mesmo de uma compreensão de conceito.

Como o tema também é muito caro também para o Instituto Ekos Brasil, achamos por bem engrossar a reflexão, trazendo alguns pontos importantes levantados pela publicação.

Primeiro alguns dados.

De acordo com o último levantamento do Grupo Institutos, Fundações e Empresas (Gife), no ano de 2016 o Investimento Social Privado somou cerca de R$ 2,9 bilhões em projetos.

Desse montante, a área que recebe mais investimento é a educação, seguida por formação de jovens, cultura e artes, apoio à gestão de organizações civis, desenvolvimento local e comunitário, e, em sexto lugar, aparece a área de meio ambiente, envolvendo temas como água, clima e energia.

Sob essa perspectiva, já descobrimos a importância de dar voz ao tema. Afinal, nem mesmo a educação dará bons resultados se as pessoas não tiverem água, recursos naturais disponíveis, agricultura estável para produção de comida, etc.

Mas afinal, o que é o Investimento Social Privado?

A definição clássica do termo também tem origem do Gife, instituição que é referencia no assunto.

O Investimento Social Privado é definido como o uso voluntário, planejado e monitorado de recursos privados em projetos sociais, ambientais, científicos e culturais de interesse público.

Por meio desse recurso, as empresas e os indivíduos investem em projetos para melhorar a sociedade com uma visão cidadã do contexto.

E qual a diferença entre ISP e Responsabilidade Social Empresarial?

Enquanto a Responsabilidade Social Empresarial foca em trabalhar problemas causados pela própria atividade empresarial ou ainda em melhorar as condições internas da empresa com relação à qualidade de vida dos seus funcionários, redução do impacto ambiental, etc, o Investimento Social Provado tem como principal objetivo o investimento do recurso privado na sociedade para desenvolver um bem público.

Nesse sentido, o recurso privado pode ser proveniente não apenas de empresas, como também de indivíduos, institutos e fundações.

Um bom exemplo é pensar numa rede de empresas que adotam a gestão de uma escola para melhorar os resultados, sem que a iniciativa tenha uma relação direta com o próprio negócio.

investimento social privado

Quais os principais desafios para desenvolver o ISP na área ambiental?

Um dos desafios mais enfáticos, de acordo com a publicação da Página 22, é a forma como as informações sobre mudanças climáticas são transmitidas para a sociedade: com “palavrões” de cunho científico, previsões catastróficas, termos de relações multilaterais, etc.

A verdade é que é preciso engajar a sociedade na temática com uma linguagem mais próxima. Ou seja, mais sensível ao cotidiano das pessoas e, especialmente, com uma narrativa corporativa mais próxima dos tomadores de decisão das empresas. Afinal, a falta de água, por exemplo, em uma planta industrial, mostra claramente ao empresário que o problema não está “lá fora”, mas é protagonista de muitas vulnerabilidades ao próprio negócio.

Outro desafio é tornar o ISP mais transparente, com maior relevância e escala. Não convence mais ter um projeto local, isolado, mesmo que com boas intenções por parte da empresa. No contexto de uma sociedade informada na qual vivemos, é essencial que existam projetos inovadores, colaborativos e escaláveis.

E isso, ainda de acordo com a reflexão dos especialistas da Revista Página 22, se alcança com o envolvimento das mais altas esferas governamentais. No entanto, o relacionamento com o Estado é cheio de nuances estruturas e burocracias que podem prejudicar o andamento do projeto. E se os institutos e fundações não conseguem provar resultados no curto prazo, não conseguem a verba necessária para manter os orçamentos no final do ano.

Ainda outro desafio está na sustentabilidade financeira dos projetos, que no caso do Investimento Social Provado não são pontuais, mas mais perenes. Quando não é possível contar com o governo, esse é um desafio dos mais cruciais.

Atuações em rede

Diversas empresas já descobriram que a atuação em rede junto a outras organizações e outros institutos e fundações é uma das chaves de sucesso para o Investimento Social Privado.

Abaixo, separamos algumas das iniciativas colaborativas citadas na edição da Página 22.

Confira!

Aliança Água + Acesso

Parceiros: Instituto Iguá da Iguá Saneamento e o Instituto Coca-Cola

Projeto: Água + Acesso tem como objetivo ampliar o acesso à água segura e de forma sustentável a comunidades rurais ao unir esses parceiros de peso, tecnologias inovadoras e modelos comunitários que viabilizam sua continuidade. Sua estratégia está embasada em quatro pilares e, desde seu lançamento, já mobilizou R$ 25 milhões para investimento até 2020.

Acesse o site. 

 

Centro de Experimentos Florestais

Parceiros: Grupo Heineken do Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica

Projeto: O trabalho de aducação ambiental já recuperou 220 hectares. O plantio de mudas livrou a unidade local da Heineken (à época, Brasil Kirin) dos impactos da crise hídrica de 2014. E agora o núcleo desenvolve pesquisas sobre o retorno financeiro da restauração florestal, viabilizando replicar as ações junto a produtores rurais e empresas de outras regiões.

Acesse o site

Viva Água

Parceiros: Fundação Grupo Boticário e mais 15 empresas que compõem um fundo filantrópico.

Projeto: um plano coletivo de melhoria da infraestrutura natural com reflorestamento e proteção de nascentes, conscientização ambiental e apoio a negócios sustentáveis, como turismo rural e agricultura orgânica. A novidade está na aliança entre o ISP e o Pagamento por Serviços Ambientais – mecanismo financeiro que remunera produtores rurais pela conservação da água e outros recursos vitais da natureza.

Acesse o site. 

Negócios pela Terra

Parceiros: Instituto Grupo Pão de Açúcar, Fundo Vale e outros parceiros

Projeto: O projeto aproxima produtores da agricultura familiar à ponta final da cadeia produtiva, promovendo facilidade de financiamento e matches com empresas compradoras previamente mapeadas. Lá estão, por exemplo, a Manioca, de Belém, que produz alimentos naturais com ingredientes da Amazônia, e o Clube Orgânico, do Rio de Janeiro – negócio que conecta consumidores e produtores através de clube de assinatura de cestas.

Acesse o site. 

 

Compromisso com o Clima

Parceiros: Itaú, Natura, Lojas Renner, B3 e Instituto Ekos Brasil

Projeto: O Programa Compromisso com o Clima une empresas que desejam apoiar projetos socioambientais e fomentar uma economia de baixo carbono ao compensar, juntas, suas emissões de Gases de Efeito Estufa.

E a sua empresa pode fazer parte do Compromisso com o Clima! Acesse o site para saber mais e entre em contato!

 


O que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial e por que ele é importante para a minha empresa?

O que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial e por que ele é importante para a minha empresa?

Já parece ser bem claro no mercado corporativo que ser uma empresa sustentável, no sentido mais amplo que isso possa ser compreendido, não é mais apenas uma questão de valores institucionais, mas certamente uma questão de valor de mercado, de marca, de estratégia condizente com as políticas vigentes, inclusive internacionais. Em resumo, uma empresa pode perder valor (e dinheiro) se não tem comprometimento com impactos econômico, social e sustentável positivos.

Por isso, são diversas as ferramentas que certificam as empresas nesse sentido. Hoje vamos falar de uma delas.

Além do Ibovespa, que é uma espécie de termômetro da bolsa brasileira, a B3 também possui outros indicadores importantes para o mercado corporativo. Um deles é o Índice de Sustentabilidade Empresarial.

O ISE forma uma carteira de investimentos que já apresentou rentabilidade de 203,8%, sendo que no mesmo período, o Ibovespa cresceu 175,38% (dados de novembro de 2018).

Só por aí já dá para perceber que o ISE se transformou em uma referencia para fundos de investimento. Sem contar que é também um ativo ETF negociado na bolsa. ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Funds, que são exatamente fundos de índices comercializados como ações.

Então, o que é o Índice de Sustentabilidade Empresarial? 

De acordo com o próprio site da B3:

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

 

Isso significa que as empresas listadas na carteira do ISE assumem um compromisso com boas práticas de governança corporativa, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

Por isso, o índice é um benchmark financeiro. Assim, fazer parte do ISE auxilia a empresa a atrair investidores que buscam empresas sustentáveis.

E como o Índice de Sustentabilidade Empresarial é calculado?

As empresas interessadas em figurar nessa carteira, além de listadas na BM&FBOVESPA claro, devem responder a um questionário de avaliação minucioso e estruturado em algumas dimensões sobre gerenciamento de recursos e de riscos. Além do questionário, a empresa precisa apresentar documentos para comprovar suas ações.

As empresas podem participar em três categorias. A primeira delas é a “simulado”, que abarca qualquer empresa listada na bolsa. As outras duas, “elegível e treineira”, exigem que as empresas possuam ações entre as 200 mais líquidas da BM&FBOVESPA.

O que significa para a minha empresa compor a carteira do ISE?

Figurar nessa carteira significa ser um benchmark sustentável, aumentando, por consequência, seu valor de mercado.

O ISE atesta que a sua empresa está:

  • alinhada com as práticas de sustentabilidade,
  • comprometida com o desenvolvimento sustentável
  • ativa no combate à corrupção e com a transparência
  • disponibilizando informações ao seu consumidor final e sobre o impacto dos seus produtos oferecidos,
  • participando de processos de fiscalização, auditoria e conflito de interesses,
  • posicionando-se em ações empresariais nas áreas financeira, mudança do clima, ambiental e social.

 

Tem interesse em adotar uma estratégia sustentável em sua empresa?

Entre em contato com o Instituto Ekos Brasil


Por que os ODS são importantes para as empresas?

Por que os ODS são importantes para as empresas?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fazem parte agenda global para 2030 e visam nortear as ações de governos, empresas e sociedade como um todo para o desenvolvimento sustentável. São objetivos e metas bem claros capazes de pavimentar atividades e soluções, em via de regra, para um mundo melhor, com menos pobreza, mais dignidade e oportunidade para todos.

Mesmo se foram acordados por governos, os ODS dependem diretamente de uma atuação comprometida, especialmente por parte das empresas. Mas arregaçar as mangas corporativamente para enfrentar desafios mundiais pode trazer benefícios e oportunidades indiscutíveis para quem levar a sério os ODS em suas estratégias.

Vamos conhecer alguns deles:

Benefícios de adotar os ODS na sua empresa

1. Reputação sustentável

As empresas que forem líderes na adoção dos ODSs em suas estratégias podem sair na frente como líderes de mercado ao demonstrar para uma sociedade contemporânea essencialmente focada em valores, que a empresa está comprometida em minimizar impactos ao meio ambiente e maximizar impactos positivos na vida em sociedade.

2. Oportunidades de negócios

Os ODSs estão redirecionando os investimentos públicos e privados em nível global. Vide o investimento em energias renováveis. Isso abre novos mercados para empresas também comprometidas com os ODSs que podem maximizar lucros ao entregar soluções inovadoras e transformadoras para esses mercados em ascensão.

3. Sustentabilidade Corporativa

Adotar os ODS pode auxiliar as empresas em tomadas de decisão mais sustentáveis e, por vezes, mais econômicas e eficientes em seus processos de produção. Reduzir deslocamentos e reaproveitar resíduos, por exemplo.

4. Compromisso mais forte com os interessados

Ao integrar os ODS à sua estratégia, as empresas têm grandes chances de ver o compromisso de seus funcionários, fornecedores e agentes públicos crescer, por estarem menos expostas à riscos de ilegalidade e reputação.

O que são os ODS

Do site do Pacto Global:

Em 2015, a ONU propôs aos seus países membros uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos, a Agenda 2030, composta pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Esse é um esforço conjunto, de países, empresas, instituições e sociedade civil. Os ODS buscam assegurar os direitos humanos, acabar com a pobreza, lutar contra a desigualdade e a injustiça, alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas, agir contra as mudanças climáticas, bem como enfrentar outros dos maiores desafios de nossos tempos. O setor privado tem um papel essencial nesse processo como grande detentor do poder econômico, propulsor de inovações e tecnologias influenciador e engajador dos mais diversos públicos – governos, fornecedores, colaboradores e consumidores.

Os princípios da Agenda 2030 e dos ODS são: Universalidade (são relevantes para todas as pessoas), Integração (equilibra as dimensões ambiental, social e econômica,lida com contradições e maximiza sinergias), e Não Deixar Ninguém pra Trás (os ODS beneficiam todas as pessoas em todos os lugares).

 


Investidores privados e água: uma oportunidade de impacto social e nos investimentos #diamundialdaágua

Investidores privados e água: uma oportunidade de impacto social e nos investimentos #diamundialdaágua

Por Ciça Wey de Brito

No dia 19 de março de 2019, a ONU lançou o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos.

O relatório aponta que mais de 2 bilhões de pessoas não dispõem dos serviços de acesso a água e saneamento – direitos básicos reconhecidos internacionalmente, desde 2010.

No Brasil também existe um grande déficit no acesso a água e saneamento. Dados do Instituto Trata Brasil apontam que em 2017, 34 milhões de brasileiros não tinham acesso à água.

Além disso, no Brasil existe uma grande diferença na disponibilidade deste recurso – “a região Norte abriga 6% da população e 70% da água doce; já o Sudeste abriga 40% da população e 6% da água doce, e o Nordeste possui pouco mais de 3% da água doce e 29% da população”.

“Um dos problemas do Brasil é que as pessoas ainda acham que a água é um recurso infinito”, diz Ana Moeri, diretora do Instituto Ekos.

“No nosso trabalho no norte de Minas Gerais, no Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu que fica na bacia do rio Peruaçu, afluente do São Francisco, vemos claramente a degradação do rio Peruaçu e de seus afluentes em função do mau manejo do uso do solo”, continua a geógrafa.

Nesta semana, o Ekos foi participou do workshop do GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) pelo impacto do investimento social que faz parte da série – “O que o Investimento Social Privado pode fazer pela Água”.

Esta iniciativa do GIFE, além do tema água, reúne experts em vários temas contemporâneos e pretende fomentar a discussão sobre a atuação do Investimento Social Privado junto aos temas: Cidades Sustentáveis, Equidade Racial, Mudanças Climáticas, Gestão Pública, Migração e Refugiados, Direito das Mulheres e Segurança Pública.

A iniciativa do GIFE tem como público-alvo os investidores sociais de empresas, fundações e institutos empresariais e familiares independentes e comunitários, para quem cada workshop produzirá conteúdo sobre os temas trabalhados, guias temáticos e pílulas audiovisuais formulados para apoiar a maior incidência do Investimento Social Privado nestes temas.

Pessoalmente, acredito que apesar do Investimento Social Privado alcançar o valor de 2,9 Bilhões de reais por ano, as oportunidades de investimentos na área ambiental ainda são pouco conhecidas por estes entes privados. O tema água é um que poderá ajudar a construção de novas parcerias entre a sociedade civil e os investidores privados.

O Ekos criou um fundo privado – o Fundo Peruaçu, que reúne recursos privados para temas como oferta de água e saneamento rural descentralizado, incentivo à reciclagem, plantio de árvores nativas em paisagens degradadas, entre outros.

Esperamos que os Investidores Sociais Privados possam ver nos temas de meio ambiente um locus de grande importância e impacto para os seus investimentos.

 


Precificação de Carbono: um bom negócio

Precificação de Carbono: um bom negócio

Conferência Ethos 20 anos dialoga sobre benefícios ambientais e para as empresas que estão atentas a essa necessidade

Um total de 195 países signatários do Acordo de Paris, se comprometeram durante a Conferência do Clima de Paris (COP-21), com a migração mundial para uma indústria de baixo carbono.

Nossa coordenadora de projetos de carbono e conservação, Ana Moeri, estará presente na Conferência Ethos, hoje, para participar do painel “OAmadurecimento da Precificação de Carbono no Brasil”, viabilizado pela Shell, que irá contar também com a presença de Guarany Osório, coordenador do Programa Política e Economia Ambiental do FGVces.

Juntos, irão dialogar sobre a agenda de precificação de carbono no Brasil, trazendo à tona iniciativas desenvolvidas por diferentes setores e sobre como estudos, simulações, diálogos e a promoção de estratégias ajudam empresas a se anteciparem a cenários regulatórios e impulsionar negócios resilientes às mudanças climáticas e à uma economia mais limpa. 

Aproximadamente 40 regiões no mundo já precificaram o carbono e têm um mercado operante, como a costa oeste dos Estados Unidos até Quebec, Canadá, 14 lugares na China e também Austrália e Nova Zelândia.

Na prática, esses países estimulam o mercado, através de benefícios para quem consome produtos com baixo carbono ou via taxação para indústrias que não cumprem determinadas metas.

Como não há um marco regulatório, cada país tem implementado sistemas de forma a ajustar e/ou criar regras para alcançar a meta. As empresas atentas a essa agenda têm muito a se beneficiar.

Segundo, Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e membro do International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), em entrevista à revista Época Negócios, “o mundo precisará cada vez mais de madeira e de crédito de carbono”, acredita e ainda completa: “Nós somos o país com o maior potencial para entregar tudo isso”. A madeira é uma das alternativas para a substituição de combustível de origem fóssil por energia limpa.

O que Carvalhaes defende é que parte da produção já pode ser realizada com combustíveis menos poluentes. “Quando a indústria faz essa migração – de trocar diesel por lignina, por exemplo -, o impacto no meio ambiente diminui. Esse ganho, esse saldo pode ser precificado e negociado. Pense no pequeno produtor rural. Se ele faz bom uso do solo, dos recursos hídricos, ele capturou carbono. Esse cara precisa ser compensado”, disse a executiva.

Um ponto de vista que poderá ser dialogado na Conferência Ethos em São Paulo, no dia 25 de setembro, às 15 horas.