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Com objetivos claros de liderar a transição para uma nova economia no Brasil, a Aoka e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançaram a iniciativa Climate Ventures que pretende unir diversas lideranças de clima, tecnologia e negócios para impulsionar mudanças possíveis no país.
Nos dias 19 e 20 de junho, nossa coordenadora de projetos do Instituto Ekos Brasil, Ana Cristina Moeri, esteve presente no Lab de Inovação da Climate Ventures.

Cerca de 50 representantes de diversos setores discutiram os desafios, as oportunidades e as soluções para auxiliar o Brasil nessa transição para uma economia de baixo carbono.
A Climate Ventures contará também com outras iniciativas, além do laboratório de inovação: célula de conhecimento, comunicação e relacionamento, e também uma aceleradora de negócios e iniciativas de alto impacto em diferentes estágios de maturidade.
Todas elas focadas em desenvolver uma economia mais sustentável que transforme os principais mercados emissores de carbono como energia, agropecuária e florestas em mercados sustentáveis; dar visibilidade aos bons projetos; e unir atores estratégicos interessados em uma mudança efetiva.
O Instituto Ekos Brasil aceitou fazer parte do Climate Ventures e pretende contribuir com sua larga experiência na promoção da economia de baixo carbono. Atuamos desde 2007 com o Programa Itaú Ecomudança e mais recentemente, em 2017, lançamos uma plataforma inovadora, a Ekos Social, que unirá empresas e desenvolvedores de projetos a fim de reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Estamos juntos!

Após a greve dos caminhoneiros que paralisou o país, o governo colocou como uma das pautas prioritárias a implementação do programa RenovaBio, uma das iniciativas brasileiras para cumprir nossa meta no Acordo de Paris de redução em 43% das emissões de Gases do Efeito Estufa e aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira para 18% até 2030.
Ao contrário de outras políticas internacionais, o RenovaBio não propõe um imposto sobre o carbono, já que o Brasil depende muito do óleo diesel por ter um transporte essencialmente rodoviário e um aumento tributário acabaria sendo pago pelo consumidor final.
O RenovaBio pretende aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz de combustíveis dos atuais 20% para 28,6% até 2028. Isso significa uma redução na emissão de carbono, já que os biocombustíveis são mais sustentáveis.
A ideia é propor uma antecipação do aumento gradual da participação do biodiesel no diesel fóssil, permitindo num espaço menor de tempo obter uma redução no preço final do combustível e reduzir as emissões do setor de transporte.
Ainda há muito o que ser discutido. Uma mudança real nessa cadeia de produção visando o meio ambiente pode também provocar uma procura por matérias-primas com menor pegada de carbono, mas também mais caras.
E aí, entrará em questão também a consciência dos cidadãos de pagar um pouco mais caro por um produto sustentável.
Entre os dias 31 de maio e 4 de junho, uma delegação da Alemanha, da IUCN, esteve visitando o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais.
O Parque, mantido pelo ICMBio em parceria com o Instiuto Ekos Brasil, foi um dos 10 parques do mundo escolhidos para abrigar uma incubadora da IUCN que terá como objetivo implementar soluções como financiamento para serviços de estoque de carbono, ecoturismo, venda de produtos diversos e relacionados à unidade de conservação e comunidades locais, a fim de promover soluções financeiras sustentáveis e de longo prazo para o Parque.
A equipe técnica da IUCN visitou os principais atrativos do Parque Nacional e se encantou com as belezas e potencialidades do local.
“Eu fiz uma ótima visita ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, os guias foram muito amigáveis e as pousadas bastante acolhedoras. As trilhas e equipamentos facilitadores estão muito bem mantidos, comentou Lydia Slobodian, advogada ambiental da IUCN.

A pequena comissão visitou também empreendimentos do entorno do Parque, na APA Cavernas do Peruaçu, como pousadas, restaurantes típicos, iniciativas de recuperação do rio Peruaçu e maquete de tecnologias sociais.
Para Rafael Pereira, chefe do parque, a inserção no programa de incubadora ajudará a ampliar os horizontes da unidade na busca de sustentabilidade financeira, tendo em vista que a IUCN trabalha com várias áreas protegidas no mundo inteiro, podendo trazer a experiência de diversas realidades.
“Com nosso orçamento cada vez mais reduzido, iniciativas nesse sentido são sempre bem vindas para que continuemos entregando bons serviços à sociedade”, disse Pereira.
Como primeiros passos, a equipe técnica decididiu focar nas ações prioritárias constantes no Acordo de Cooperação do ICMBio e Instituto Ekos que se resumem em apoio à manutenção da Unidade e envolvimento com as comunidades do entorno.
Para isso, primeiro serão levantados os “gaps” de recursos para estas atividades e em seguida serão estudados os meios para resolvê-los.
Segundo Ana Moeri, coordenadora do Instituto Ekos Brasil, este trabalho conjunto permitirá “aprimorar as ferramentas de parceria que hoje estão à disposição das unidades de conservação e ONGs.”
Ao final do Programa, espera-se que os locais escolhidos alcancem a certificação da IUCN Green List of Protected and Conserved Areas (Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da IUCN).
O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais, será um dos contemplados pelo Projeto “Incubadora para a Conservação da Natureza”, da União Internacional da Conservação da Natureza, IUCN.
O Instituto Ekos Brasil, acreditando no potencial do Parque, submeteu o projeto e venceu a concorrência para auxiliar na busca por um modelo sustentável de negócio para a área.
Entre os dias 31 de maio e 04 de junho, uma equipe do Ekos Brasil acompanhará uma delegação da IUCN que virá da Alemanha ao Brasil conhecer o Parque.

Áreas de conservação ambiental geram bilhões de dólares em bens e serviços ambientais, mas frequentemente lutam para cobrir seus custos básicos de manutenção gerenciamento.
A IUCN desenvolveu então o programa “Incubadora para a Conservação da Natureza”, liderado pelo Centro de Legislação Ambiental da IUCN, em conjunto com o Programa Global de Áreas Protegidas”, para desenvolver e implementar soluções como financiamento para serviços de estoque de carbono, ecoturismo, venda de produtos diversos e relacionados à unidade de conservação e região ao entorno, dentre outras.
Esta experiência será de grande valia para o conjunto das Unidades de Conservação brasileiras, uma vez que discutirá um dos problemas mais basais da implantação efetiva e eficaz destas áreas que é a falta de financiamento seguro e de longo prazo.
O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, com projeto desenvolvido pelo Instituto Ekos Brasil, foi um dos 10 primeiros contemplados para o Programa.
A Incubadora da IUCN irá promover expertise técnica, consultoria e apoio a soluções locais para tornar a Unidade de Conservação um negócio economicamente sustentável e de longo prazo.
Ao final do Programa, espera-se que os locais escolhidos alcancem a certificação da IUCN Green List of Protected and Conserved Areas (Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da IUCN).
A indústria de energia renovável emprega 10,3 milhões de pessoas no mundo todo, de acordo com a nova pesquisa realizada pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês).
E o setor está crescendo rapidamente! Só no ano passado teve um acréscimo de 500 mil empregos, um crescimento de 5,3% em relação a 2016.
A indústria solar é a responsável pelo maior número de vagas de trabalho, com aproximadamente 3,4 milhões de pessoas empregadas em áreas como pesquisa, instalação e manutenção de painéis solares. Um aumento de 9% em relação a 2016.
Logo após, vem a área de biocombustíveis, com 1,9 milhões de empregos e de hidrelétricas, com 1,5 milhões.
De acordo com o relatório, apenas a indústria eólica encolheu um pouco, mas ainda assim é responsável por 1,115 milhões de empregos.
A China, por sua vez, é o país com maior emprego de mão de obra em energias renováveis, com 65% dos empregos em energia solar e 43% de todos as outras. O que significa que 4/5 de todos os empregos em energias renováveis se concentram na Ásia.
“A pesquisa revela um crescimento regionalizado, destacando que em países onde existem políticas atrativas, os benefícios econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis são mais evidentes”, disse o Diretor Geral da IRENA, Adnan Amin.
O Sendo aprovou neste mês a medida provisória que autoriza o Instituto Chico Mendes (ICMBio) a selecionar, sem licitação, um banco público para gerir um fundo com os recursos arrecadados com a compensação ambiental.
Esses recursos de compensação ambiental são arrecadados quando um empreendimento provoca perdas para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade impossíveis de serem revertidas. Nesses casos, a lei de compensação obriga o empreendedor a destinar uma parcela do investimento no projeto para a criação ou manutenção de uma unidade de conservação ambiental.
Portanto, o fundo financiará unidades federais de conservação, como parques nacionais, reservas bioløegicas e áreas de proteção ambiental (APAs).
Confira 6 principais pontos da MP:
Aprovada na forma de um projeto de lei de conversão (PLV 5/2018), a matéria agora segue para a sanção da Presidência da República.
Os produtores agroflorestais de Triunfo, em Pernambuco, foram devastados pelos efeitos da seca na região que ocasionou a perda de toda sua produção.
Para sobreviver a esses tempos difíceis, a Associação de Desenvolvimento Rural Sustentável da Serra da Baixa Verde formou uma cooperativa que vem atuando na região com o beneficiamento da cana e de frutas e com a comercialização dos produtos agroecológicos.

Com o aporte do Programa Ecomudança, a associados receberão capacitações com formações teóricas e práticas para implementação dos Sistemas Agroflorestais.
Os SAFs são consórcios de culturas de espécies arbóreas e agrícolas que podem ser usadas para reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.
Dessa forma, os agricultores de Triunfo poderão manter a fertilidade do solo, incrementar a produção e a renda, além de preservar a biodiversidade.
Junto aos treinamentos, eles também terão acesso a todos os recursos para construção dos viveiros e aos kits produtivos.
No total, serão implantados 15,5 há de SAFs, beneficiando 31 famílias de agricultores familiares, com um aumento de renda de até 30%.
Serão plantadas 4.560 mudas e cerca de 128 t CO2e serão sequestrados.
Apoio à Gestão do Parque
Elaboração de edital para divulgação contendo as necessidades de apoio, a definição das habilidades requeridas por posto de trabalho e os requisitos de implantação do programa. Os futuros profissionais que atuarão na discussão e proteção do meio ambiente possuem, ao longo de sua formação acadêmica, pouco contato prático com a implementação e execução de projetos. Entendemos ser de grande importância o contato dos atuais estudantes e futuros profissionais da área participar, na prática, de projetos socioambientais. Buscamos colaborar com a formação dos futuros profissionais e instigar seu interesse pelo desenvolvimento e implementação de projetos que tragam benefícios socioambientais, dentro e fora de unidades de conservação.
O Fundo Peruaçu busca doadores que queiram subsidiar estudantes interessados em se engajar e colaborar nos projetos elaborados e executados pelo Fundo Peruaçu. Com essa verba serão executados, com a participação direta dos estudantes, os projetos já elaborados pelo Fundo Peruaçu que mais interessem ao doador e as necessidades do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.
6 meses
R$ 75.000,00
Apoio à Gestão do Parque
A ocorrência de incêndios florestais em Unidades de Conservação no Brasil pode ser considerada uma das graves ameaças para a conservação da biodiversidade e manutenção de processos ecológicos. O Parque tem sido vítima de incêndios consecutivos oriundos, muitas vezes, da utilização incorreta de queimadas no manejo agropecuário da região. Os incêndios trouxeram impactos às veredas já degradadas, morte de fauna silvestre e perda de vegetação, além de grande emissão de CO2 para a atmosfera.
A estruturação do Plano de Combate a Incêndios Florestais, revisando o plano já existente realizado pelo IBAMA é imperativa no apoio à gestão do Parque. O plano visa capacitar a brigada voluntária de incêndio e definir quais equipamentos devem ser prioritariamente adquiridos.
6 meses
R$ 135.000,00
Apoio à Gestão do Parque
Um dos objetivos dos Parques Nacionais é a aproximação da sociedade e o ambiente natural, por meio da visitação pública. O plano de manejo do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu, finalizado em 2005, especifica os “Roteiros de Visitação” que são as rotas previstas para o turismo e uso público. Os roteiros propostos no Plano de Manejo se restringem à visitação cavernas, consideradas os principais atrativos do Parque.
É importante que novas alternativas de visitação sejam criadas para atender aos mais diferentes tipos de visitantes e suas demandas. Este projeto prevê a realização dos estudos de viabilidade técnica, capacidade de carga, infraestrutura e sinalização necessárias para implantação de 2 vias de escalada e uma rota de bicicleta.
6 meses
R$ 75.000,00
