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O XI Seminário Ekos Brasil/SustRem 2018 foi concluído no último dia 31 de outubro, mas ainda colhemos ecos deste que é o maior evento de remediação sustentável da América Latina!
Cerca de 400 participantes estiveram presentes e durante dois dias puderam trocar experiências com outros profissionais da área, compartilhar conteúdo e receber atualização profissional por meio de palestras nacionais e internacionais de especialistas renomados. Mais de 21 papers sobre remediação sustentável, economia circular e outros temas pertinentes foram compartilhados com o público presente.
Na programação, temas como Transformação digital, comunicação de risco, direitos humanos e cases nacionais e internacionais chamaram a atenção dos profissionais pela atualização e importância no cenário atual.
Outro painel importante foi o debate sobre “Áreas Contaminadas Complexas: estratégias de gestão e mecanismos de financiamento” conduzido por Lina Pimentel e com participação de Christine Leas, Dietmar Müller e José Eduardo Lutti.
Questão de destaque levantada pelos painelistas foi, o sistema legal e institucional, público e privado, de enfrentamento de casos complexos nos EUA e na Europa e possíveis aplicações no Brasil.
O conteúdo de encerramento também esteve entre os destaques do XI Seminário Ekos Brasil / SustRem 2018.
Conduzido pelo jornalista da Folha de São Paulo, Marcelo Leite, contou com a presença de Roberto Waack, da Fundação Renova, Ernesto Moeri, do Instituto Ekos Brasil e Sander Eskes, da Jacobs.
Os participantes do painel conversaram sobre os pontos levantados durante os dois dias do evento, apresentando e discutindo soluções para casos complexos de remediação.
Presença da Rede Nicole Brasil
Presença fundamental nos dias do evento foi protagonizada pela Rede Nicole Brasil, que reúne profissionais da área ambiental e representantes das indústrias, prestadores de serviços, universidades, entidades e governos interessados em compartilhar conhecimento e produzir conteúdo científico sobre áreas contaminadas.
Para o XI Seminário Ekos Brasil / SustRem 2018, a Rede Nicole ministrou 7 workshops, liderados por profissionais nacionais e internacionais, que apresentaram conteúdos atualizados e coerentes com o estado da arte dos temas.
Além da presença física nos workshops, cerca de 35 pessoas também puderam consumir esse rico conteúdo virtualmente, por meio de presença digital.
Um evento para os jovens profissionais da área ambiental
Também sob liderança da Rede Nicole Brasil, o XI Seminário Ekos Brasil / SustRem 2018 foi palco do EKOS Career Kick-Starter, evento destinado a estudantes universitários ligados à área ambiental que estão interessados em dar o pontapé inicial em suas carreiras.
Cada um dos estudantes foi pareado com profissionais que se tornaram seus mentores de carreira, possibilitando uma troca de conhecimento e experiências sem precedentes para esses jovens.
O evento é pioneiro no país e foi um grande sucesso!
Confira as fotos desses dias especiais!
Conferência Ethos 20 anos dialoga sobre benefícios ambientais e para as empresas que estão atentas a essa necessidade
Um total de 195 países signatários do Acordo de Paris, se comprometeram durante a Conferência do Clima de Paris (COP-21), com a migração mundial para uma indústria de baixo carbono.
Nossa coordenadora de projetos de carbono e conservação, Ana Moeri, estará presente na Conferência Ethos, hoje, para participar do painel “OAmadurecimento da Precificação de Carbono no Brasil”, viabilizado pela Shell, que irá contar também com a presença de Guarany Osório, coordenador do Programa Política e Economia Ambiental do FGVces.
Juntos, irão dialogar sobre a agenda de precificação de carbono no Brasil, trazendo à tona iniciativas desenvolvidas por diferentes setores e sobre como estudos, simulações, diálogos e a promoção de estratégias ajudam empresas a se anteciparem a cenários regulatórios e impulsionar negócios resilientes às mudanças climáticas e à uma economia mais limpa.
Aproximadamente 40 regiões no mundo já precificaram o carbono e têm um mercado operante, como a costa oeste dos Estados Unidos até Quebec, Canadá, 14 lugares na China e também Austrália e Nova Zelândia.
Na prática, esses países estimulam o mercado, através de benefícios para quem consome produtos com baixo carbono ou via taxação para indústrias que não cumprem determinadas metas.
Como não há um marco regulatório, cada país tem implementado sistemas de forma a ajustar e/ou criar regras para alcançar a meta. As empresas atentas a essa agenda têm muito a se beneficiar.
Segundo, Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e membro do International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), em entrevista à revista Época Negócios, “o mundo precisará cada vez mais de madeira e de crédito de carbono”, acredita e ainda completa: “Nós somos o país com o maior potencial para entregar tudo isso”. A madeira é uma das alternativas para a substituição de combustível de origem fóssil por energia limpa.
O que Carvalhaes defende é que parte da produção já pode ser realizada com combustíveis menos poluentes. “Quando a indústria faz essa migração – de trocar diesel por lignina, por exemplo -, o impacto no meio ambiente diminui. Esse ganho, esse saldo pode ser precificado e negociado. Pense no pequeno produtor rural. Se ele faz bom uso do solo, dos recursos hídricos, ele capturou carbono. Esse cara precisa ser compensado”, disse a executiva.
Um ponto de vista que poderá ser dialogado na Conferência Ethos em São Paulo, no dia 25 de setembro, às 15 horas.
Ekos Brasil apresenta Planos de Manejo de duas Unidades de Conservação em Caçapava

Na última quinta-feira, 13 de setembro, a equipe do Ekos Brasil esteve em Caçapava para apresentar ao Conselho Municipal de Meio Ambiente, formado por membros da prefeitura e da comunidade, os resultados finais dos Planos de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Serra do Palmital e do Refúgio de Vida Silvestre da Mata da Represa.
“Todo o processo foi construído de forma participativa, por meio de reuniões e oficinas e contou com a participação da prefeitura, instituições locais e sociedade civil”, explicou Jéssica Fernandes, do Instituto Ekos.
Os Planos de Manejo irão auxiliar o município com a gestão correta das duas Unidades de Conservação, com a captação de recursos por meio de programas específicos.
Após dois anos, agora estão prontos para serem publicados e em breve estarão disponíveis para consulta pública.
O Ekos Brasil agradece ao município de Caçapava pela confiança e pelo importante trabalho realizado em conjunto.
Ele abriga oito das doze regiões hidrográficas e abastece seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras, ocupa 24% do território nacional e concentra 5% de toda a biodiversidade do mundo!
O Cerrado é considerado o “berço das águas”, pois abriga nascentes de importantes bacias hidrográficas da América do Sul: Platina, Amazônica e a bacia do São Francisco. Além de contribuir na regularidade do regime de chuvas para as regiões Sul e Sudeste do país.

Sem contar que ali vivem populações que incluem etnias indígenas, além de quilombolas, extrativistas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, fundo e fecho de pasto, veredeiros, caatingueiros e apanhadores de flores sempre-vivas. Povos com uma cultura ancestral e que contribuem com a conservação do Bioma.
Poderíamos continuar essa lista extensa de benefícios e características únicas do nosso Cerrado, afinal, hoje, 11 de setembro é o seu dia e como desejaríamos só falar e desejar coisas boas a ele!
Mas a verdade é que o Cerrado brasileiro não tem muito o que comemorar.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, mais de 14 mil quilômetros quadrados do Bioma foram desmatados entre 2016 e 2017. A devastação da cobertura vegetal do Cerrado já atinge 50%. Metade do nosso Cerrado já não existe mais e por sua relação com nossas bacias hidrográficas, isso compromete diretamente nossos recursos hídricos e todas as populações que dependem deles.
Toda essa riqueza incomparável vem sendo substituída por extensas áreas de monoculturas e pecuária. Já vemos reflexo desse impacto nas crises hídricas de vários centros urbanos do Sul e Sudeste, por exemplo.

Estratégias Políticas para o Cerrado
Organizações ambientais da sociedade civil entregaram aos políticos um documento que reúne 27 recomendações em defesa do Cerrado, seus povos e comunidades tradicionais, intitulado “Estratégias Políticas para o Cerrado”
“Neste importante cenário político para o país, em que estamos em meio a um processo eleitoral dos mais emblemáticos dos últimos anos, as organizações da sociedade civil que se preocupam com a conservação do Cerrado e com a garantia dos direitos dos povos e das comunidades tradicionais se unem na construção de um documento estratégico e com propostas efetivas às candidaturas presidenciais”, ressaltou Kátia Favilla, secretária executiva da Rede Cerrado que fez a entrega simbólica do documento aos candidatos à Presidência da República e parlamentares.
Dentre as recomendações do documento estão:
Parabéns aos envolvidos nessa ação!
Por aqui, também buscamos fazer a nossa parte pelo Cerrado.
O Instituto Ekos Brasil e Fundo Peruaçu
Em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Ekos Brasil trabalha na gestão e manutenção do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, situado no Cerrado.
O Parque Peruaçu possui uma beleza exuberante com cavernas colossais, paredões arruinados, dolinas colapsadas, pontes naturais, nascentes e a unicidade de centenas de pinturas rupestres com mais de 12 mil anos, que juntamente com uma rica flora e fauna transformam a região em um paraíso natural.

Para manter toda essa beleza e raridade intactas, criamos o Fundo Peruaçu, um fundo para captação de aportes recursos financeiros oriundos de doações de entidades privadas e públicas com o objetivo de assegurar uma gestão contínua, transparente e de qualidade do Parque.
Os recursos contribuem com a promoção e divulgação do Patrimônio histórico, cultural e ambiental do Parque; com o fortalecimento da relação do Parque com comunidade local e fortalecimento do desenvolvimento sustentável na região; apoiam as atividades de monitoramento e proteção ao Parque; e também na recuperação da bacia do Rio Peruaçu.
Contribua você também com o Fundo Peruaçu.
Faça doações ou apoie projetos! Saiba como.
Fonte: ICMBio
O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu promoveu no último dia 18 uma caminhada inaugural da trilha do Arco do André.
A trilha foi estruturada de forma conjunta por brigadistas, voluntários e condutores ambientais. A trilha, segundo o chefe da unidade Rafael Pereira Pinto, foi pensada e implantada no âmbito do acordo de cooperação com o Instituto Ekos Brasil. “Ela gerará mais emprego e renda para as comunidades do entorno do Parque. Acreditamos que essa trilha tem potencial para estar entre as mais incríveis do Brasil”, ressalta Rafael.
A trilha do Arco do André conta com mirantes naturais únicos, cavernas monumentais. São aproximadamente 8 km de extensão e cerca de 7h de duração: o Arco do André é uma trilha com propósito mais aventureiro, onde os visitantes poderão ter contato mais próximo e direto com o rio Peruaçu, com o carste e com as matas primárias no interior da Unidade.
As subidas e descidas íngremes e em terrenos acidentados exigem algum esforço e um maior nível de condicionamento físico por parte do visitante – diferentemente dos outros atrativos do Parque.

Além disso, a trilha tem como maior característica a baixa intervenção e rusticidade, o que tem potencial para atrair um público diferenciado ao Parque – além de possibilitar a estadia de pelo menos um dia a mais do turista na região.
Criado em 1999, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu tem o objetivo de proteger o patrimônio geológico e arqueológico, amostras representativas de cerrado, floresta estacional e demais formas de vegetação natural existentes, ecótonos e encraves entre estas formações, a fauna, as paisagens, os recursos hídricos, e os demais atributos bióticos e abióticos da região norte do estado de Minas Gerais. A unidade abrange 56.449ha de um rico ecossistema, englobando características dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Na área da UC podem ser encontradas espécies arbóreas, como a barriguda, ipê, gameleira, pequizeiro e aroeira, além de espécies rasteiras, como cactos, bromélias e demais suculentas.
A UC se destaca ainda pelas riquezas espeleológicas e arqueológicas, com mais de 180 cavernas catalogadas e inúmeros sítios arqueológicos com pinturas rupestres datadas de até 9 mil anos atrás. As cavernas do Parque se destacam pela imensidão das suas formações e cavidades que atingem até 100m de altura. Todas essas características tornam o PNCP um dos principais atrativos da região norte de Minas Gerais. Recentemente, o Parque Nacional foi estruturado para visitação pública, com recursos provenientes de Termo de Ajustamento de Conduta firmado junto à FIAT, Ministério Público Federal e ICMBio. Desde sua implementação e abertura à visitação, o número de visitantes do Parque tem aumentado ano a ano, passando de cerca de 600 visitantes em 2014 para quase 7 mil em 2
Entre os meses de junho e julho, parte do time do Instituto Ekos Brasil percorreu as 5 regiões do Brasil e passou por 10 estados diferentes para conhecer de perto 21 projetos finalistas na 4ª etapa do Programa Ecomudança 2018.
O programa é uma iniciativa do Itaú em parceria com o Instituto Ekos Brasil, com o objetivo de transformar os investimentos dos clientes do Itaú Unibanco em benefícios para a sociedade. O valor do apoio financeiro vem dos fundos de renda fixa Ecomudança Itaú, que destina 30% das taxas de administração ao Programa.
“As visitas nos permitem mergulhar na realidade da organização e da comunidade e entender melhor a dinâmica e os potenciais impactos do projeto. É muito interessante conhecer realidades diferentes e ver como essas oportunidades mudam a vida dessas pessoas, reforçando a importância do apoio à essas iniciativas”, comentou Jéssica Fernandes, analista ambiental do Instituto Ekos Brasil que participou das visitas.
Neste processo, o Ekos Brasil tem a responsabilidade de realizar uma avaliação independente dos projetos, garantindo ao investidor, o Itaú, a consistência e a credibilidade de cada um deles, ao mesmo tempo em que diminui a demanda interna da equipe de sustentabilidade do banco.

Projeto de reciclagem de restos de comida com criação de horta e educação ambiental em comunidade de baixa renda
Dentre os projetos visitados pela equipe chamou a atenção aqueles que envolvem a implantação de Sistemas Agroflorestais, já que são capazes de gerar diversos benefícios socioambientais e aumentam o estoque de carbono em áreas muitas vezes subaproveitadas ou com solos degradados.
“Nesses projetos, temos um belo exemplo de como a conservação ambiental, o combate às mudanças climáticas e o desenvolvimento socioeconômico se reforçam”, disse Thiago Othero, consultor técnico no Ekos Brasil.
E realmente não são somente as conquistas ambientais que fazem a diferença.
A equipe esteve diante de comunidades inteiras organizadas, comprometidas em beneficiar seus membros em condições vulneráveis. Em alguns projetos, por exemplo, cooperativas e associações dão um destino útil ao que muitos consideram lixo, gerando renda para a comunidade e reduzindo ou eliminando problemas que decorrem do descarte inadequado de resíduos.
“Notei também que existe um potencial muito grande de multiplicar essas iniciativas e que o investimento social das empresas pode ser o catalisador para essa mudança”, finalizou Othero.

Projeto de energia solar em cooperativa de produtos agroecológicos
Saiba mais sobre as etapas do Ecomudança
Neste ano, recebemos mais de 1.100 projetos de todos os estados do Brasil. Cerca de 750 projetos foram classificados para a 2ª etapa e passaram por um rigoroso processo de avaliação.
Na 2ª etapa, analisamos diversos indicadores, dentre eles:
A partir desta análise, foi gerado um ranking e, os melhores projetos foram para a 3a etapa, que consiste numa entrevista com os responsáveis técnicos de cada projeto.
Para a 4ª etapa, um novo ranking é gerado . Nesta fase, 21 projetos foram considerados finalistas, e portanto, receberam um integrante da equipe do Instituto Ekos Brasil para a apresentação da iniciativa.
Após esta fase, o Conselho do Programa se reúne e, com base em parâmetros de avaliação de impacto, seleciona os projetos vencedores da edição.
Em uma parceria inédita, Natura e Itaú Unibanco se uniram no ano passado para compensar 550 mil toneladas de gás carbônico para neutralizar as emissões dos últimos períodos. Com sete projetos selecionados em um edital realizado em 2017, com apoio do Instituto Ekos Brasil, as duas companhias agora convidam outras empresas interessadas em compensar suas emissões a participar do Programa Compromisso com o Clima, que terá uma plataforma inaugurada no dia 15 de agosto.
O objetivo é estimular novos parceiros e fornecedores a neutralizar suas emissões, por meio de projetos nas áreas de energia, agricultura, floresta e tratamento de resíduos, entre outros. O Programa busca ainda otimizar recursos, ao compartilhar conhecimentos e boas práticas na seleção de projetos socioambientais, conectando-os aos investidores, ao mesmo tempo em que contribui para viabilizar iniciativas de mitigação dos efeitos climáticos.

“Há mais de 10 anos, a Natura é uma empresa Carbono Neutro, mas sabemos que o combate às mudanças climáticas depende de ações conjuntas. Por isso, nos unimos ao Itaú para buscar soluções criativas para ampliar o número de empresas que compensam suas emissões, grande objetivo dessa plataforma. Acreditamos que podemos trocar aprendizados e incentivar mais empresas a participarem, ampliando o potencial de geração de impacto positivo dessa iniciativa”, explica Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da Natura.
“A parceria com Natura e os resultados obtidos até o momento, neste primeiro edital, vão ao encontro do propósito do banco, que é estimular o poder de transformação das pessoas, através de ações que gerem impacto positivo em toda a sociedade. Quanto maior for o envolvimento de todos, maior será o alcance e melhores os resultados”, afirma Denise Hills, superintendente de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco.
Na Plataforma Ekos Social – Compromisso com o Clima, as empresas interessadas em participar do Compromisso com o Clima poderão conhecer os projetos e apoiá-los por meio da compra de créditos de carbono, além de encontrar mais detalhes sobre os benefícios socioambientais dessas iniciativas.
A partir de hoje, 1º de agosto, a humanidade já terá consumido todos os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar em um ano, de acordo com a ONG Global Footprint. É o chamado Dia da Sobrecarga da Terra.
Isso significa que estamos extrapolando nosso orçamento de recursos naturais cinco meses antes do previsto. É como se, na verdade, precisássemos quase de dois planetas (1,7) para suprir nossas necessidades e confortos e não apenas um.
Desde que o planeta Terra entrou em sobrecarga pela primeira vez no inicio da década de 1970, o Dia da Sobrecarga da Terra tem acontecido cada vez mais cedo: em 1997 ocorreu no final de setembro enquanto que, em 2018, será em 1º de agosto.
Saiba como gerar impacto socioambiental e obter um retorno financeiro para sua empresa
“As economias atuais estão a provocando um esquema de pirâmide financeira com o nosso planeta”, afirma Mathis Wackernagel, CEO e cofundador da Global Footprint Network.
“Estamos usando os recursos futuros da Terra para operar nossas economias no presente. Como qualquer esquema de pirâmide, isso funciona por algum tempo. Mas à medida em que as nações, empresas ou famílias se aprofundam cada vez mais em dívidas, acabarão por entrar em colapso”.

Gráfico – Dia da Sobrecarga do Planeta, de 1969 a 2018
Em todo o mundo, os danos causados pela sobrecarga são cada vez mais evidentes: deflorestação, escassez de água doce, erosão do solo, perda de biodiversidade ou acumulação de dióxido de carbono na atmosfera. Todos com sua parcela de contribuição nas mudanças climáticas.
Se o Dia da Sobrecarga da Terra acontecesse 5 dias mais tarde todos os anos até 2050, seria possível retornar ao nível em que usávamos os recursos de um só planeta.
Como podemos alcançar esse resultado?
1. Investir em cidades inteligentes
O planejamento de cidades inteligentes e estratégias de desenvolvimento urbano são instrumentos para garantir que exista um capital natural suficiente e evitar uma demanda excessiva dos cidadãos. Alguns exemplos incluem edifícios com eficiência energética, zoneamento urbano, cidades compactas, opções eficientes de energia e transporte para a população.
2. Apostar em energias limpas
A redução de 50% de emissões de carbono da humanidade pode nos levar a uma taxa de 1,2, ao invés de quase dois planetas necessários para nossas demandas atualmente. Isso corresponde a um dia da Sobrecarga 93 dias mais tarde, ou cerca de três meses mais pra frente.
Conheça a Plataforma Ekos Social e introduza a Responsabilidade Socioambiental em sua empresa!
3. Evoluir nossa alimentação
O Governo da China já está comprometido em reduzir o consumo de carne em 50% até 2030. Isso reduziria a pegada ecológica em mais de 126 milhões de hectares globais e causaria um retrocesso de 1,5 dias na data da sobrecarga.
Cerca de um terço da comida produzida no planeta para consumo humano – 1.3 bilhões de toneladas – são perdidas ou desperdiçadas. Isso equivale a 9% da pegada ecológica da humanidade.
4. Impulsionar o empoderamento feminino para controlar o aumento da população
O empoderamento feminino também é essencial para a sustentabilidade. Quando as mulheres são respeitadas com igualdade em casa, no trabalho e na comunidade, suas famílias alcançam melhores salários e condições de saúde e educação, além de menores taxas de reprodução.
A London Business School realizou no primeiro semestre desse ano um simpósio para discutir, dentre outros assuntos, a Responsabilidade Socioambiental Empresarial. Como convidado, estava o professor de Estratégia e Empreendedorismo Ioannis Ioannou, que palestrou sobre o crescimento de empresas mais responsáveis com a sociedade e com o meio ambiente.
A questão central era: a Responsabilidade Socioambiental contribui com a performance financeira de uma empresa?
Para Ioannou é certo que as empresas vêm sofrendo cada dia mais pressão para se tornarem mais responsáveis social e ambientalmente, com seus fornecedores e éticos nos negócios.
Esse crescimento, explica o professor, acompanha o crescimento das empresas, afinal, grandes poderes acometem grandes responsabilidades.
E alguns dados apresentados por ele chegam até a assustar. Vejam só.
–> De acordo com o estudo 2016 Global Justice, apenas 31 países figuram na lista dos 100 maiores detentores econômicos do mundo. Os outros 69 são empresas.
-> As 10 maiores empresas so mundo geram mais receita do que os 180 países mais pobres juntos.
Teriam então, as empresas, um dever até mesmo maior do que os governos de serem mais responsáveis com a sociedade e com o meio ambiente?
O professor responde com uma pergunta. Imagine o impacto que uma empresa como a Unilever pode deixar se focar sua estratégia em sustentabilidade, levando em consideração que seus produtos e serviços atingem cerca de dois bilhões de pessoas no mundo DIARIAMENTE?
Com incentivos, iniciativas e pessoas certas nos lugares certos, o legado corporativo pode ser gigante.
Para Ioannis, a Responsabilidade Socioambiental Empresarial tem se tornado uma estratégia em constante crescimento e direcionado como as empresas operam se organizam e desenvolvem seus modelos de negócio.
O centro da argumentação de Ioannis foi mostrar como a Responsabilidade Socioambiental está diretamente ligada a performance financeira da empresa.
Para isso, trouxe dados de suas mais recentes pesquisas.
A primeira constatação é que existe sim um link positivo entre a responsabilidade socioambiental e a performance financeira, seja em curto ou longo prazo, e os dados já comprovaram isso.
Ioannis explica que nunca os investidores foram tão positivos quanto à responsabilidade socioambiental quanto agora.
No início dos anos 90, alguns especialistas acreditavam que os investimentos financeiros eram indiferentes àquilo que as companhias faziam no campo da responsabilidade ambiental. Os dados hoje mostram que isso não é mais verdade.
Atualmente, estudos como esses conduzidos pelo professor Ioannis mostram que empresas socialmente responsáveis enfrentam menos restrições de capital, simplesmente porque são mais transparentes e têm relacionamentos mais estáveis com seus fornecedores.
Está claro que a responsabilidade socioambiental beneficia as empresas, mas como eles emplacam essa cultura em seus DNAs?
Ioannis traz quatro pontos que caracterizam as empresas responsáveis nas áreas ambientais e sociais.
1. Empresas com Responsabilidade Socioambiental Empresarial são caracterizadas por mecanismos de governança distintos, refletindo os interesses conjuntos de todos os seus stakeholders. Essas empresas envolvem mais o conselho em questões de RSE e vinculam a remuneração de executivos a objetivos ambientais e sociais (além dos objetivos financeiros).
2. Essas empresas têm mais compreensão das necessidades de seus stakeholders e investem tempo na gestão desses relacionamentos. Elas relatam interna e externamente a qualidade dessas parcerias, tornando-as mais proativas, transparentes e responsáveis quando se envolvem com as partes interessadas.
3. São comunicadoras eficazes. Elas falam sobre longo prazo e convencem investidores de longo prazo a investir em suas ações.
4. Possuem maior probabilidade de medir informações relacionadas aos principais interessados, como funcionários, clientes e fornecedores, e aumentam a credibilidade dessas métricas usando procedimentos de auditoria. Elas medem e divulgam dados não financeiros com maior qualidade.
Ioannis conclui incentivando as empresas a adotar essas práticas em suas estratégias: “quem faz isso pode alcançar mais lucro enquanto causa impacto positivo na sociedade.”
E você, acredita que a sua empresa possui esses princípios ou está em busca deles? E ainda, você percebe essa ligação direta entre o impacto social e ambiental com a performance financeira?
Como país detentor da maior biodiversidade do mundo, investir em pesquisa científica é uma iniciativa essencial para preservar, monitorar e apoiar projetos que prezem por essa riqueza tão grande que possuímos.
São diversas as instituições que desenvolvem trabalhos primorosos nesse sentido, mesmo com todos os desafios de aporte e inovação que um país em desenvolvimento como o nosso enfrenta.
Hoje, vamos dar o devido destaque a cinco Centros Nacionais de Pesquisa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que por seus trabalhos de excelência vêm alcançando destaque internacional.
Juntos, esses centros já publicaram mais de 450 artigos científicos nos últimos cinco anos.
Vamos conhecê-los?
Criação: 2017
Principais objetivos:
Elaborar diagnósticos científicos sobre a conservação da fauna, realizar pesquisa científica sobre conservação e uso sustentável do Cerrado, monitorar a biodiversidade do bioma, implementar Planos de Ação de Conservação do Cerrado, apoiar ações de manejo, atuar na prevenção e no controle de degradação e recuperação de ecossistemas do Cerrado, entre outros.
Atuação internacional:
Em setembro do ano passado, o projeto de restauração de campos e savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi premiado como a melhor inciativa na VII Conferência Mundial da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica. O prêmio foi um reflexo do projeto que mudou a vida da comunidade local da Chapada dos Veadeiros com a cooperativa de sementes nativas do Cerrado e que proporcionou a recuperação de mais de 100 hectares com o método, considerado mais eficaz que o tradicional plantio de mudas.
Também publicaram periódicos internacionais artigos referentes à recuperação de áreas degradadas, manejo integrado do fogo, fauna invasora além de trabalhos diversos focados em espécies endêmicas do Cerrado.

CEMAVE – Reprodução ICMBio
Criação: 1977
Principais objetivos:
Coordenar o programa nacional de marcação de aves na natureza, avaliar do estado de conservação das aves brasileiras, elaborar e coordenar Planos de Ação Nacionais para conservação de espécies, promover treinamentos e cursos e desenvolver pesquisas de campo para o monitoramento de aves, além de publicar pesquisas científicas, entre outros.
Atuação internacional:
Em agosto, a analista ambiental Manuella Souza, que coordena o Sistema Nacional de Anilhamento de Aves Silvestres (SNA), representará o Cemave num workshop do Comitê de Coordenação de Pesquisa em Marcação de Aves em Vancouver (Canadá), dentro do Congresso Internacional de Ornitologia. O Cemave é referência no anilhamento de aves silvestres no Brasil e constantemente está em intercâmbio com outros sistemas de anilhamento no mundo.
Criação: 1984
Principais objetivos:
Avaliar o estado de conservação das espécies da fauna marinha, elaborar Planos de Ação Nacionais, monitorar a biodiversidade, apoiar o Sistema de Unidades de Conservação federais
Atuação internacional:
No ano passado, o Cepsul marcou presença no 17º Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar (COLACMAR) que ocorreu em Balnerário Camboriú (SC) e mais recentemente na Sharks Internationak Conference, em João Pessoa (PB) evento que reuniu cientistas e pesquisadores de tubarões e raias.
Criação: 1992
Principais objetivos:
Produzir por meio de pesquisa cientifica, do ordenamento e da análise técnica de dados o conhecimento necessário à conservação da biodiversidade, do patrimônio espeleológico e da sociobiodiversidade associada a povos e comunidades tradicionais.
Atuação internacional:
Nos últimos anos, a tese da analista ambiental Iara Vasco sobre Gestão de Áreas Protegidas em sobreposição com Terras Indígenas, fruto de uma pesquisa realizada pelo CNPT, foi apresentada e debatida em vários congressos de peso internacional. Em 2014, fez parte de sessão no VI Congresso Mundial de Parques da UICN, na Austrália e do I Encontro de Aborígenes, Indígenas e Comunidades Tradicionais dos Cinco Continentes. O evento ocorreu em 2014, no Parque Nacional de Blue Mountains, também na Austrália. O trabalho também foi apresentado durante o Seminário Internacional de Gestão de Áreas Protegidas (Sigap), em Manaus.
Outra temática que constantemente aparece nos congressos internacionais é a do turismo interativo com a fauna Amazônia, especialmente o turismo com botos no Parque Nacional de Anavilhanas. A pesquisa é fruto do esforço do analista Marcelo Vidal e já foi apresentada em países como Canadá e Chile.

CENAP – Reprodução ICMBio
Criação: 1994
Principais objetivos:
O CENAP estimula, coordena, desenvolve atividades de manejo, pesquisa e conservação que envolvem desde o entendimento da ecologia das espécies alvo do centro, como a resolução de conflitos entre predadores e proprietários rurais, em todo o território nacional.
Atuação internacional:
Os analistas do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) têm participado de diversos eventos, palestras e reuniões e capacitações em instituições conceituadas como o Instituto Smithsonian e a Sociedade Americana da Vida Selvagem, além de palestras em países como Dinamarca, Paraguai e Colômbia. Os trabalhos tratam de temáticas como canídeos e felinos, especialmente a onça-pintada. Só neste ano, o Cenap participou de 4 eventos internacionais, inclusive do Fórum de Alto Nível sobre Jaguares, realizado na ONU, em março.
De 2013 para cá, servidores do Cenap produziram e publicaram 32 artigos científicos em periódicos internacionais, tendo a onça-pintada como um dos principais temas, mas também tratando de assuntos como grandes felinos brasileiros, sauim-de-cara-suja, canídeos e outros predadores carnívoros brasileiros.
*Com informações do ICMBio
