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Em uma parceria inédita, Natura e Itaú Unibanco se uniram no ano passado para compensar 550 mil toneladas de gás carbônico para neutralizar as emissões dos últimos períodos. Com sete projetos selecionados em um edital realizado em 2017, com apoio do Instituto Ekos Brasil, as duas companhias agora convidam outras empresas interessadas em compensar suas emissões a participar do Programa Compromisso com o Clima, que terá uma plataforma inaugurada no dia 15 de agosto.
O objetivo é estimular novos parceiros e fornecedores a neutralizar suas emissões, por meio de projetos nas áreas de energia, agricultura, floresta e tratamento de resíduos, entre outros. O Programa busca ainda otimizar recursos, ao compartilhar conhecimentos e boas práticas na seleção de projetos socioambientais, conectando-os aos investidores, ao mesmo tempo em que contribui para viabilizar iniciativas de mitigação dos efeitos climáticos.

“Há mais de 10 anos, a Natura é uma empresa Carbono Neutro, mas sabemos que o combate às mudanças climáticas depende de ações conjuntas. Por isso, nos unimos ao Itaú para buscar soluções criativas para ampliar o número de empresas que compensam suas emissões, grande objetivo dessa plataforma. Acreditamos que podemos trocar aprendizados e incentivar mais empresas a participarem, ampliando o potencial de geração de impacto positivo dessa iniciativa”, explica Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da Natura.
“A parceria com Natura e os resultados obtidos até o momento, neste primeiro edital, vão ao encontro do propósito do banco, que é estimular o poder de transformação das pessoas, através de ações que gerem impacto positivo em toda a sociedade. Quanto maior for o envolvimento de todos, maior será o alcance e melhores os resultados”, afirma Denise Hills, superintendente de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco.
Na Plataforma Ekos Social – Compromisso com o Clima, as empresas interessadas em participar do Compromisso com o Clima poderão conhecer os projetos e apoiá-los por meio da compra de créditos de carbono, além de encontrar mais detalhes sobre os benefícios socioambientais dessas iniciativas.
A partir de hoje, 1º de agosto, a humanidade já terá consumido todos os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar em um ano, de acordo com a ONG Global Footprint. É o chamado Dia da Sobrecarga da Terra.
Isso significa que estamos extrapolando nosso orçamento de recursos naturais cinco meses antes do previsto. É como se, na verdade, precisássemos quase de dois planetas (1,7) para suprir nossas necessidades e confortos e não apenas um.
Desde que o planeta Terra entrou em sobrecarga pela primeira vez no inicio da década de 1970, o Dia da Sobrecarga da Terra tem acontecido cada vez mais cedo: em 1997 ocorreu no final de setembro enquanto que, em 2018, será em 1º de agosto.
Saiba como gerar impacto socioambiental e obter um retorno financeiro para sua empresa
“As economias atuais estão a provocando um esquema de pirâmide financeira com o nosso planeta”, afirma Mathis Wackernagel, CEO e cofundador da Global Footprint Network.
“Estamos usando os recursos futuros da Terra para operar nossas economias no presente. Como qualquer esquema de pirâmide, isso funciona por algum tempo. Mas à medida em que as nações, empresas ou famílias se aprofundam cada vez mais em dívidas, acabarão por entrar em colapso”.

Gráfico – Dia da Sobrecarga do Planeta, de 1969 a 2018
Em todo o mundo, os danos causados pela sobrecarga são cada vez mais evidentes: deflorestação, escassez de água doce, erosão do solo, perda de biodiversidade ou acumulação de dióxido de carbono na atmosfera. Todos com sua parcela de contribuição nas mudanças climáticas.
Se o Dia da Sobrecarga da Terra acontecesse 5 dias mais tarde todos os anos até 2050, seria possível retornar ao nível em que usávamos os recursos de um só planeta.
Como podemos alcançar esse resultado?
1. Investir em cidades inteligentes
O planejamento de cidades inteligentes e estratégias de desenvolvimento urbano são instrumentos para garantir que exista um capital natural suficiente e evitar uma demanda excessiva dos cidadãos. Alguns exemplos incluem edifícios com eficiência energética, zoneamento urbano, cidades compactas, opções eficientes de energia e transporte para a população.
2. Apostar em energias limpas
A redução de 50% de emissões de carbono da humanidade pode nos levar a uma taxa de 1,2, ao invés de quase dois planetas necessários para nossas demandas atualmente. Isso corresponde a um dia da Sobrecarga 93 dias mais tarde, ou cerca de três meses mais pra frente.
Conheça a Plataforma Ekos Social e introduza a Responsabilidade Socioambiental em sua empresa!
3. Evoluir nossa alimentação
O Governo da China já está comprometido em reduzir o consumo de carne em 50% até 2030. Isso reduziria a pegada ecológica em mais de 126 milhões de hectares globais e causaria um retrocesso de 1,5 dias na data da sobrecarga.
Cerca de um terço da comida produzida no planeta para consumo humano – 1.3 bilhões de toneladas – são perdidas ou desperdiçadas. Isso equivale a 9% da pegada ecológica da humanidade.
4. Impulsionar o empoderamento feminino para controlar o aumento da população
O empoderamento feminino também é essencial para a sustentabilidade. Quando as mulheres são respeitadas com igualdade em casa, no trabalho e na comunidade, suas famílias alcançam melhores salários e condições de saúde e educação, além de menores taxas de reprodução.
A London Business School realizou no primeiro semestre desse ano um simpósio para discutir, dentre outros assuntos, a Responsabilidade Socioambiental Empresarial. Como convidado, estava o professor de Estratégia e Empreendedorismo Ioannis Ioannou, que palestrou sobre o crescimento de empresas mais responsáveis com a sociedade e com o meio ambiente.
A questão central era: a Responsabilidade Socioambiental contribui com a performance financeira de uma empresa?
Para Ioannou é certo que as empresas vêm sofrendo cada dia mais pressão para se tornarem mais responsáveis social e ambientalmente, com seus fornecedores e éticos nos negócios.
Esse crescimento, explica o professor, acompanha o crescimento das empresas, afinal, grandes poderes acometem grandes responsabilidades.
E alguns dados apresentados por ele chegam até a assustar. Vejam só.
–> De acordo com o estudo 2016 Global Justice, apenas 31 países figuram na lista dos 100 maiores detentores econômicos do mundo. Os outros 69 são empresas.
-> As 10 maiores empresas so mundo geram mais receita do que os 180 países mais pobres juntos.
Teriam então, as empresas, um dever até mesmo maior do que os governos de serem mais responsáveis com a sociedade e com o meio ambiente?
O professor responde com uma pergunta. Imagine o impacto que uma empresa como a Unilever pode deixar se focar sua estratégia em sustentabilidade, levando em consideração que seus produtos e serviços atingem cerca de dois bilhões de pessoas no mundo DIARIAMENTE?
Com incentivos, iniciativas e pessoas certas nos lugares certos, o legado corporativo pode ser gigante.
Para Ioannis, a Responsabilidade Socioambiental Empresarial tem se tornado uma estratégia em constante crescimento e direcionado como as empresas operam se organizam e desenvolvem seus modelos de negócio.
O centro da argumentação de Ioannis foi mostrar como a Responsabilidade Socioambiental está diretamente ligada a performance financeira da empresa.
Para isso, trouxe dados de suas mais recentes pesquisas.
A primeira constatação é que existe sim um link positivo entre a responsabilidade socioambiental e a performance financeira, seja em curto ou longo prazo, e os dados já comprovaram isso.
Ioannis explica que nunca os investidores foram tão positivos quanto à responsabilidade socioambiental quanto agora.
No início dos anos 90, alguns especialistas acreditavam que os investimentos financeiros eram indiferentes àquilo que as companhias faziam no campo da responsabilidade ambiental. Os dados hoje mostram que isso não é mais verdade.
Atualmente, estudos como esses conduzidos pelo professor Ioannis mostram que empresas socialmente responsáveis enfrentam menos restrições de capital, simplesmente porque são mais transparentes e têm relacionamentos mais estáveis com seus fornecedores.
Está claro que a responsabilidade socioambiental beneficia as empresas, mas como eles emplacam essa cultura em seus DNAs?
Ioannis traz quatro pontos que caracterizam as empresas responsáveis nas áreas ambientais e sociais.
1. Empresas com Responsabilidade Socioambiental Empresarial são caracterizadas por mecanismos de governança distintos, refletindo os interesses conjuntos de todos os seus stakeholders. Essas empresas envolvem mais o conselho em questões de RSE e vinculam a remuneração de executivos a objetivos ambientais e sociais (além dos objetivos financeiros).
2. Essas empresas têm mais compreensão das necessidades de seus stakeholders e investem tempo na gestão desses relacionamentos. Elas relatam interna e externamente a qualidade dessas parcerias, tornando-as mais proativas, transparentes e responsáveis quando se envolvem com as partes interessadas.
3. São comunicadoras eficazes. Elas falam sobre longo prazo e convencem investidores de longo prazo a investir em suas ações.
4. Possuem maior probabilidade de medir informações relacionadas aos principais interessados, como funcionários, clientes e fornecedores, e aumentam a credibilidade dessas métricas usando procedimentos de auditoria. Elas medem e divulgam dados não financeiros com maior qualidade.
Ioannis conclui incentivando as empresas a adotar essas práticas em suas estratégias: “quem faz isso pode alcançar mais lucro enquanto causa impacto positivo na sociedade.”
E você, acredita que a sua empresa possui esses princípios ou está em busca deles? E ainda, você percebe essa ligação direta entre o impacto social e ambiental com a performance financeira?
Como país detentor da maior biodiversidade do mundo, investir em pesquisa científica é uma iniciativa essencial para preservar, monitorar e apoiar projetos que prezem por essa riqueza tão grande que possuímos.
São diversas as instituições que desenvolvem trabalhos primorosos nesse sentido, mesmo com todos os desafios de aporte e inovação que um país em desenvolvimento como o nosso enfrenta.
Hoje, vamos dar o devido destaque a cinco Centros Nacionais de Pesquisa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que por seus trabalhos de excelência vêm alcançando destaque internacional.
Juntos, esses centros já publicaram mais de 450 artigos científicos nos últimos cinco anos.
Vamos conhecê-los?
Criação: 2017
Principais objetivos:
Elaborar diagnósticos científicos sobre a conservação da fauna, realizar pesquisa científica sobre conservação e uso sustentável do Cerrado, monitorar a biodiversidade do bioma, implementar Planos de Ação de Conservação do Cerrado, apoiar ações de manejo, atuar na prevenção e no controle de degradação e recuperação de ecossistemas do Cerrado, entre outros.
Atuação internacional:
Em setembro do ano passado, o projeto de restauração de campos e savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi premiado como a melhor inciativa na VII Conferência Mundial da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica. O prêmio foi um reflexo do projeto que mudou a vida da comunidade local da Chapada dos Veadeiros com a cooperativa de sementes nativas do Cerrado e que proporcionou a recuperação de mais de 100 hectares com o método, considerado mais eficaz que o tradicional plantio de mudas.
Também publicaram periódicos internacionais artigos referentes à recuperação de áreas degradadas, manejo integrado do fogo, fauna invasora além de trabalhos diversos focados em espécies endêmicas do Cerrado.

CEMAVE – Reprodução ICMBio
Criação: 1977
Principais objetivos:
Coordenar o programa nacional de marcação de aves na natureza, avaliar do estado de conservação das aves brasileiras, elaborar e coordenar Planos de Ação Nacionais para conservação de espécies, promover treinamentos e cursos e desenvolver pesquisas de campo para o monitoramento de aves, além de publicar pesquisas científicas, entre outros.
Atuação internacional:
Em agosto, a analista ambiental Manuella Souza, que coordena o Sistema Nacional de Anilhamento de Aves Silvestres (SNA), representará o Cemave num workshop do Comitê de Coordenação de Pesquisa em Marcação de Aves em Vancouver (Canadá), dentro do Congresso Internacional de Ornitologia. O Cemave é referência no anilhamento de aves silvestres no Brasil e constantemente está em intercâmbio com outros sistemas de anilhamento no mundo.
Criação: 1984
Principais objetivos:
Avaliar o estado de conservação das espécies da fauna marinha, elaborar Planos de Ação Nacionais, monitorar a biodiversidade, apoiar o Sistema de Unidades de Conservação federais
Atuação internacional:
No ano passado, o Cepsul marcou presença no 17º Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar (COLACMAR) que ocorreu em Balnerário Camboriú (SC) e mais recentemente na Sharks Internationak Conference, em João Pessoa (PB) evento que reuniu cientistas e pesquisadores de tubarões e raias.
Criação: 1992
Principais objetivos:
Produzir por meio de pesquisa cientifica, do ordenamento e da análise técnica de dados o conhecimento necessário à conservação da biodiversidade, do patrimônio espeleológico e da sociobiodiversidade associada a povos e comunidades tradicionais.
Atuação internacional:
Nos últimos anos, a tese da analista ambiental Iara Vasco sobre Gestão de Áreas Protegidas em sobreposição com Terras Indígenas, fruto de uma pesquisa realizada pelo CNPT, foi apresentada e debatida em vários congressos de peso internacional. Em 2014, fez parte de sessão no VI Congresso Mundial de Parques da UICN, na Austrália e do I Encontro de Aborígenes, Indígenas e Comunidades Tradicionais dos Cinco Continentes. O evento ocorreu em 2014, no Parque Nacional de Blue Mountains, também na Austrália. O trabalho também foi apresentado durante o Seminário Internacional de Gestão de Áreas Protegidas (Sigap), em Manaus.
Outra temática que constantemente aparece nos congressos internacionais é a do turismo interativo com a fauna Amazônia, especialmente o turismo com botos no Parque Nacional de Anavilhanas. A pesquisa é fruto do esforço do analista Marcelo Vidal e já foi apresentada em países como Canadá e Chile.

CENAP – Reprodução ICMBio
Criação: 1994
Principais objetivos:
O CENAP estimula, coordena, desenvolve atividades de manejo, pesquisa e conservação que envolvem desde o entendimento da ecologia das espécies alvo do centro, como a resolução de conflitos entre predadores e proprietários rurais, em todo o território nacional.
Atuação internacional:
Os analistas do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) têm participado de diversos eventos, palestras e reuniões e capacitações em instituições conceituadas como o Instituto Smithsonian e a Sociedade Americana da Vida Selvagem, além de palestras em países como Dinamarca, Paraguai e Colômbia. Os trabalhos tratam de temáticas como canídeos e felinos, especialmente a onça-pintada. Só neste ano, o Cenap participou de 4 eventos internacionais, inclusive do Fórum de Alto Nível sobre Jaguares, realizado na ONU, em março.
De 2013 para cá, servidores do Cenap produziram e publicaram 32 artigos científicos em periódicos internacionais, tendo a onça-pintada como um dos principais temas, mas também tratando de assuntos como grandes felinos brasileiros, sauim-de-cara-suja, canídeos e outros predadores carnívoros brasileiros.
*Com informações do ICMBio
Com objetivos claros de liderar a transição para uma nova economia no Brasil, a Aoka e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançaram a iniciativa Climate Ventures que pretende unir diversas lideranças de clima, tecnologia e negócios para impulsionar mudanças possíveis no país.
Nos dias 19 e 20 de junho, nossa coordenadora de projetos do Instituto Ekos Brasil, Ana Cristina Moeri, esteve presente no Lab de Inovação da Climate Ventures.

Cerca de 50 representantes de diversos setores discutiram os desafios, as oportunidades e as soluções para auxiliar o Brasil nessa transição para uma economia de baixo carbono.
A Climate Ventures contará também com outras iniciativas, além do laboratório de inovação: célula de conhecimento, comunicação e relacionamento, e também uma aceleradora de negócios e iniciativas de alto impacto em diferentes estágios de maturidade.
Todas elas focadas em desenvolver uma economia mais sustentável que transforme os principais mercados emissores de carbono como energia, agropecuária e florestas em mercados sustentáveis; dar visibilidade aos bons projetos; e unir atores estratégicos interessados em uma mudança efetiva.
O Instituto Ekos Brasil aceitou fazer parte do Climate Ventures e pretende contribuir com sua larga experiência na promoção da economia de baixo carbono. Atuamos desde 2007 com o Programa Itaú Ecomudança e mais recentemente, em 2017, lançamos uma plataforma inovadora, a Ekos Social, que unirá empresas e desenvolvedores de projetos a fim de reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Estamos juntos!

Após a greve dos caminhoneiros que paralisou o país, o governo colocou como uma das pautas prioritárias a implementação do programa RenovaBio, uma das iniciativas brasileiras para cumprir nossa meta no Acordo de Paris de redução em 43% das emissões de Gases do Efeito Estufa e aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira para 18% até 2030.
Ao contrário de outras políticas internacionais, o RenovaBio não propõe um imposto sobre o carbono, já que o Brasil depende muito do óleo diesel por ter um transporte essencialmente rodoviário e um aumento tributário acabaria sendo pago pelo consumidor final.
O RenovaBio pretende aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz de combustíveis dos atuais 20% para 28,6% até 2028. Isso significa uma redução na emissão de carbono, já que os biocombustíveis são mais sustentáveis.
A ideia é propor uma antecipação do aumento gradual da participação do biodiesel no diesel fóssil, permitindo num espaço menor de tempo obter uma redução no preço final do combustível e reduzir as emissões do setor de transporte.
Ainda há muito o que ser discutido. Uma mudança real nessa cadeia de produção visando o meio ambiente pode também provocar uma procura por matérias-primas com menor pegada de carbono, mas também mais caras.
E aí, entrará em questão também a consciência dos cidadãos de pagar um pouco mais caro por um produto sustentável.
Entre os dias 31 de maio e 4 de junho, uma delegação da Alemanha, da IUCN, esteve visitando o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais.
O Parque, mantido pelo ICMBio em parceria com o Instiuto Ekos Brasil, foi um dos 10 parques do mundo escolhidos para abrigar uma incubadora da IUCN que terá como objetivo implementar soluções como financiamento para serviços de estoque de carbono, ecoturismo, venda de produtos diversos e relacionados à unidade de conservação e comunidades locais, a fim de promover soluções financeiras sustentáveis e de longo prazo para o Parque.
A equipe técnica da IUCN visitou os principais atrativos do Parque Nacional e se encantou com as belezas e potencialidades do local.
“Eu fiz uma ótima visita ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, os guias foram muito amigáveis e as pousadas bastante acolhedoras. As trilhas e equipamentos facilitadores estão muito bem mantidos, comentou Lydia Slobodian, advogada ambiental da IUCN.

A pequena comissão visitou também empreendimentos do entorno do Parque, na APA Cavernas do Peruaçu, como pousadas, restaurantes típicos, iniciativas de recuperação do rio Peruaçu e maquete de tecnologias sociais.
Para Rafael Pereira, chefe do parque, a inserção no programa de incubadora ajudará a ampliar os horizontes da unidade na busca de sustentabilidade financeira, tendo em vista que a IUCN trabalha com várias áreas protegidas no mundo inteiro, podendo trazer a experiência de diversas realidades.
“Com nosso orçamento cada vez mais reduzido, iniciativas nesse sentido são sempre bem vindas para que continuemos entregando bons serviços à sociedade”, disse Pereira.
Como primeiros passos, a equipe técnica decididiu focar nas ações prioritárias constantes no Acordo de Cooperação do ICMBio e Instituto Ekos que se resumem em apoio à manutenção da Unidade e envolvimento com as comunidades do entorno.
Para isso, primeiro serão levantados os “gaps” de recursos para estas atividades e em seguida serão estudados os meios para resolvê-los.
Segundo Ana Moeri, coordenadora do Instituto Ekos Brasil, este trabalho conjunto permitirá “aprimorar as ferramentas de parceria que hoje estão à disposição das unidades de conservação e ONGs.”
Ao final do Programa, espera-se que os locais escolhidos alcancem a certificação da IUCN Green List of Protected and Conserved Areas (Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da IUCN).
O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais, será um dos contemplados pelo Projeto “Incubadora para a Conservação da Natureza”, da União Internacional da Conservação da Natureza, IUCN.
O Instituto Ekos Brasil, acreditando no potencial do Parque, submeteu o projeto e venceu a concorrência para auxiliar na busca por um modelo sustentável de negócio para a área.
Entre os dias 31 de maio e 04 de junho, uma equipe do Ekos Brasil acompanhará uma delegação da IUCN que virá da Alemanha ao Brasil conhecer o Parque.

Áreas de conservação ambiental geram bilhões de dólares em bens e serviços ambientais, mas frequentemente lutam para cobrir seus custos básicos de manutenção gerenciamento.
A IUCN desenvolveu então o programa “Incubadora para a Conservação da Natureza”, liderado pelo Centro de Legislação Ambiental da IUCN, em conjunto com o Programa Global de Áreas Protegidas”, para desenvolver e implementar soluções como financiamento para serviços de estoque de carbono, ecoturismo, venda de produtos diversos e relacionados à unidade de conservação e região ao entorno, dentre outras.
Esta experiência será de grande valia para o conjunto das Unidades de Conservação brasileiras, uma vez que discutirá um dos problemas mais basais da implantação efetiva e eficaz destas áreas que é a falta de financiamento seguro e de longo prazo.
O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, com projeto desenvolvido pelo Instituto Ekos Brasil, foi um dos 10 primeiros contemplados para o Programa.
A Incubadora da IUCN irá promover expertise técnica, consultoria e apoio a soluções locais para tornar a Unidade de Conservação um negócio economicamente sustentável e de longo prazo.
Ao final do Programa, espera-se que os locais escolhidos alcancem a certificação da IUCN Green List of Protected and Conserved Areas (Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da IUCN).
A indústria de energia renovável emprega 10,3 milhões de pessoas no mundo todo, de acordo com a nova pesquisa realizada pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês).
E o setor está crescendo rapidamente! Só no ano passado teve um acréscimo de 500 mil empregos, um crescimento de 5,3% em relação a 2016.
A indústria solar é a responsável pelo maior número de vagas de trabalho, com aproximadamente 3,4 milhões de pessoas empregadas em áreas como pesquisa, instalação e manutenção de painéis solares. Um aumento de 9% em relação a 2016.
Logo após, vem a área de biocombustíveis, com 1,9 milhões de empregos e de hidrelétricas, com 1,5 milhões.
De acordo com o relatório, apenas a indústria eólica encolheu um pouco, mas ainda assim é responsável por 1,115 milhões de empregos.
A China, por sua vez, é o país com maior emprego de mão de obra em energias renováveis, com 65% dos empregos em energia solar e 43% de todos as outras. O que significa que 4/5 de todos os empregos em energias renováveis se concentram na Ásia.
“A pesquisa revela um crescimento regionalizado, destacando que em países onde existem políticas atrativas, os benefícios econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis são mais evidentes”, disse o Diretor Geral da IRENA, Adnan Amin.
O Sendo aprovou neste mês a medida provisória que autoriza o Instituto Chico Mendes (ICMBio) a selecionar, sem licitação, um banco público para gerir um fundo com os recursos arrecadados com a compensação ambiental.
Esses recursos de compensação ambiental são arrecadados quando um empreendimento provoca perdas para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade impossíveis de serem revertidas. Nesses casos, a lei de compensação obriga o empreendedor a destinar uma parcela do investimento no projeto para a criação ou manutenção de uma unidade de conservação ambiental.
Portanto, o fundo financiará unidades federais de conservação, como parques nacionais, reservas bioløegicas e áreas de proteção ambiental (APAs).
Confira 6 principais pontos da MP:
Aprovada na forma de um projeto de lei de conversão (PLV 5/2018), a matéria agora segue para a sanção da Presidência da República.
