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No último dia 5, faleceu em São Paulo a agrônoma e professora Ana Maria Primavesi, pioneira da agroecologia no Brasil, aos 99 anos.

Foto: Virgínia Knabben/reprodução Facebook
Nascida na Áustria, em 1920, como Annemarie Baronesa Conrad, chegou a ser presa em um campo de concentração durante o período nazista e em 1948 veio para o Brasil, acompanhada do marido.
Aqui, iniciou sua carreira na Universidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul e nos 60 anos seguintes desenvolveu estudos sobre a terra, com publicações de livros e aprofundamento de técnicas como o manejo ecológico do solo e a rotação de culturas. Entre suas dicas agroecológicas estava o quebra-vento, uma barreira vegetal usada para proteger as plantas contra a ação do vento.
Até hoje, em qualquer faculdade de agronomia, seu livro “Manejo ecológico do solo” é bibliografia indispensável, em particular para quem estuda agricultura orgânica.
“O homem é o que a terra, ou o solo, faz dele”, dizia Primavesi. A pesquisadora colecionou prêmios, lutou pela terra, pela agricultura, pelo espaço da mulher na ciência, pela natureza e revolucionou a agroecologia na América Latina e no mundo.
Seu falecimento foi anunciado com um título inspirador e certeiro: “Um jatobá que tomba, centenário.”
Confira abaixo o texto na íntegra em homenagem a Ana Primavesi.
Reforçamos com ele nossa admiração pela pessoa e pelo legado de Primavesi pela agroecologia e pela natureza do nosso país.
Nossa querida Ana Maria Primavesi faleceu hoje, aos 99 anos de idade. Quase um século de vida, cerca de 80 anos dedicados à ciência no e do campo. Descansa uma mente notável, uma mulher de força incomum e um ser humano raro.
Afastada de suas atividades desde que passou a morar em São Paulo com a filha Carin, Ana recolheu-se.
Quase centenária, era uma alma jovem num corpo envelhecido que, mesmo se tivesse uma vitalidade para mais 200 anos, não acompanharia uma mente como a dela.
Annemarie Baronesa Conrad, seu nome de solteira, desde pequena apaixonou-se pela natureza, inspirada pelo pai. Naturalmente entrou para a faculdade de agronomia, mesmo Hitler tentando fazer com que as “cabeças pensantes” desistissem de estudar. Ela não só era uma das raras mulheres na faculdade como também aquela que destacou-se por seu talento natural em compreender o invisível: a vida microscópica contida nos solos.
Nestes 99 anos de vida, enfrentou todas as perdas que uma pessoa pode sofrer: irmãos, primos e tios na Segunda Guerra. Posteriormente, pai, mãe, marido. E seu caçula Arturzinho, a maior das chagas, que é perder um filho.
Sua morte hoje, causada por problemas relacionados ao coração, encerra uma vida de lutas em vários âmbitos, o principal deles na defesa de uma agricultura ecológica, ou Agroecologia, termo que surge a partir de seus estudos e ensinamentos. Não parece ser à toa que esse coração, que aguentou tantas emoções (boas e ruins) agora precise descansar.
Nosso jatobá sagrado, cuja seiva alimentou saberes e por sob a copa nos abrigamos no acolhimento de compreendermos de onde viemos e para onde vamos, tomba, quase centenário. Ele abre uma clareira imensa que proporcionará ao sol debruçar-se sobre uma nova etapa, a da perpetuação da vida. E dos saberes que ela disseminou.
Antes de tombar, nosso jatobá sagrado lançou tantas sementes, mas tantas, que agora o mundo está repleto de mudas vigorosas, prontas a enfrentar as barreiras que a impediriam de crescer. Essas mudas somos todos nós, cada um que a amou em vida, cada um a seu modo.
Nossa gratidão pelo legado único que nos deixa essa árvore frondosa, cuja luta pelo amor à natureza prevaleceu. A luta passa a ser nossa daqui em diante, uma luta pela vida do solo, por uma agricultura respeitosa, por uma educação que se volte mais ao campo e suas múltiplas relações.
Ana Primavesi permanecerá perpetuamente em nossas vidas.
Como diz nosso querido amigo Fabio Santos, parafraseando Che Guevara:“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a Primavesi inteira.”
por Virgínia Knabben
Professores, alunos, presidentes de associações, gestores e trabalhadores do parque participaram, nos dias 27 e 28 de novembro, do II Seminário de Pesquisas do Vale do Peruaçu.
“Além da conservação, um dos objetivos das unidades de conservação é realizar pesquisa científica. Por isso, o Seminário teve como objetivo trazer à tona as pesquisas que acontecem no parque, na Área de Proteção Ambiental e áreas próximas”, destacou Ciça Wey de Brito, coordenadora de relações institucionais do Ekos Brasil.
O evento, realizado pelo ICMBio com o apoio do Ekos Brasil, tratou de temáticas importantes para a região como as matas secas, as veredas, a arqueologia, disseminação de pesquisas e, com certo destaque, da hidrologia do Rio Peruaçu, que a cada ano apresenta dminuição em sua vazão.
Uma das ações conclusivas foi a elaboração de uma carta aberta ao Instituto Mineiro de Gestão de Águas, responsável pela aplicação pela lei de recursos hídricos em MG, para que estabeleça um processo de criação de subcomitê de bacias para o Rio Peruaçu. Hoje, o rio Peruaçu faz parte do Comitê de Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Médio São Francisco, mas de acordo com os participantes do Seminário, não é suficiente para que as questões do rio sejam tratadas com a intensidade necessária.
O evento foi elogiado pelo compartilhamento dos estudos e qualidade das informações. Para os próximos anos, Ekos e ICMBio devem analisar as propostas de maior periodicidade para o Seminário, maior participação da comunidade e oferecimento de mini cursos.
O Ekos Brasil também apresentou aos participantes como tem atuado no Parque, além de ter conduzido a programação e os convites. “Esperamos que o Fundo Peruaçu consiga criar uma linha de ação de doação ou suporte por parte de investidores privados no apoio à pesquisa e no apoio à bolsas de estudos para a região do parque”, finalizou Brito.
Saiba mais sobre a atuação do Ekos Brasil no Parque Peruaçu.
Desde 2007, o Instituto Ekos Brasil trabalha em parceria com o Banco Itaú na seleção, estruturação e coordenação de projetos socioambientais por todo o Brasil que promovem a redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas, além de gerar outros benefícios socioambientais para as famílias.
Em 2019, recebemos 373 inscrições de 26 estados do Brasil, sendo 256 (68%) elegíveis para o processo.
Os cinco escolhidos receberão aportes provenientes da estratégia do banco de destinar 30% da taxa de administração dos Fundos Itaú Ecomudança para projetos de mitigação.
Confira cada um dos projetos e seus benefícios para o meio ambiente e para as comunidades ao entorno!
Parabéns aos selecionados!

Modalidade: Agricultura
Valor do apoio: R$ 86.800,00
Organização: Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia – COOPESSBA
Missão da organização: Inserir a Agricultura familiar como competidor do mercado, de forma sustentável e colaborando diretamente com um futuro mais justo. Objetivo do projeto: Fortalecer os sistemas de produção de cacau-cabruca da agricultura familiar, por meio de uma aliança produtiva entre associações de produtores de cacau do Sul da Bahia e a COOPESSBA, incentivando a produção orgânica certificada, agregando valor e garantindo uma melhoria na renda aos agricultores e familiares.
O projeto: o projeto prevê ações de sensibilização e capacitação técnica em práticas sustentáveis para o cultivo do cacau-cabruca, identificação e implantação dos quintais agroflorestais, com analise do solo e aquisição de mudas de variedade de cacau mais resistente, aquisição de roçadeiras e adubo orgânico, construção de barcaças (estufas) solares para secagem das amêndoas, em substituição aos fornos à lenha. Estas atividades permitirão, reduzir as emissões de GEE, evitar o desmatamento de árvores nativas e possibilitar a prospecção de novos mercados para a comercialização dos produtos derivados do cacau.
Metas: o projeto visa fortalecer a produção do cacau-cabruca em 50ha de quintais agroflorestais, aumentando a produção para 1500 kg de cacau/ha/ano. Além disso, além da melhoria da qualidade do produto, o cacau orgânico possui um acréscimo no valor agregado de 80%, quando comparado ao convencional. Serão beneficiadas diretamente 28 famílias e será evitada a emissão de cerca de 48 tCO2e por ano.
ODS atendidos:
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Modalidade: Energia renovável
Valor do apoio: R$ 86.800,00
Organização: Associação Pisco de Luz
Missão da organização: Levar para todas as residências de famílias de baixa renda uma solução acessível, limpa e sustentável de iluminação, em substituição ao óleo diesel, melhorando a saúde e preservando o meio ambiente para as gerações futuras.
Objetivo do projeto: Levar iluminação através de lâmpadas de Led, abastecidas pela captação de energia solar por meio de placas fotovoltaicas, para mais de 250 famílias que residem na comunidade Quilombola dos Kalungas. Atualmente, as famílias usam lamparinas onde queimam óleo diesel para iluminarem suas moradias, onde não há fornecimento de energia elétrica.
O projeto: Serão adquiridos componentes para a construção de cerca de 250 kits da Pisco de Luz, como placas fotovoltaicas, cabos flexíveis, baterias e lâmpadas de Led. Em seguida, serão realizadas ações para a instalação desses kits nas casas dos quilombolas Kalungas. Cada kit tem o potencial de iluminar 7 cômodos e abastecer uma tomada.
Metas: o projeto irá instalar 250 kits, sendo um por família. Além dos benefícios à saúde, as famílias poderão desenvolver atividades noturnas que antes não eram possíveis por falta de iluminação. Cada família irá economizar cerca de 30% de sua renda, já que não será necessária a compra de óleo diesel e de baterias para lanternas. O projeto irá reduzir a emissão de cerca de 27,7 tCO2e/ano.
ODS atendidos:
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Modalidade: Manejo de resíduos
Valor do apoio: R$ 86.800,00
Organização: Associação Cristã de Base (ACB)
Missão da organização: Contribuir com as comunidades no exercício da cidadania para a convivência com o semiárido.
Objetivo do projeto: Incentivar o uso da energia renovável por agricultoras familiares, através da implantação de biodigestores visando a produção de biogás e de fertilizantes, fortalecendo a produção de alimentos agroecológicos e orgânicos e garantindo melhor qualidade na alimentação.
O projeto: o projeto prevê capacitações sobre produção de compostos orgânicos provenientes das produções agrícolas e gestão de resíduos sólidos, assessoramento técnico para instalação e manutenção de 6 biodigestores. Estas tecnologias promovem a inserção das mulheres agricultoras nos espaços organizativos de suas comunidades. As famílias atendidas, em sua maioria, produzem para subsistência e comercialização do excedente em feiras do município. As famílias utilizam cerca de dois botijões de gás por mês, com custo de R$75,00 por unidade, que não serão mais necessários com o projeto.
Metas: Serão beneficiadas 06 famílias, com o aumento de renda de cerca de 10% por família. Serão manejados cerca de 500kg/ano e reduzida a emissão de 5,67 tCO2e por ano.
ODS atendidos:
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Modalidade: Floresta
Valor do apoio: R$ 86.800,00
Organização: Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Missão da organização: A CPT é uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva, que presta um serviço educativo e transformador junto aos povos da terra e das águas, para estimular e reforçar seu protagonismo.
Objetivo do projeto: Fortalecer a produção de alimentos e a segurança alimentar em duas comunidades (assentamento e aldeia indígena), com a implantação e/ou fortalecimento de 15ha de Sistemas Agroflorestais (SAF). Além disso, o projeto irá implantar 2 núcleos comunitários de criação de abelhas africanizadas e 2 núcleos comunitários de criação de abelhas indígenas.
O projeto: o projeto irá implantar e fortalecer 30 Sistemas Agroflorestais de 0,5 ha cada e promover oficinas teórico-práticas sobre SAF. Além disso, serão implantados 2 apiários e 2 meliponários coletivos, acompanhado de capacitações teórico-práticas sobre criação de abelhas. O projeto busca o fortalecimento da organização social, política e econômica das comunidades e diversificação das fontes de alimento para o autoconsumo e para a geração de renda. Ainda, o projeto busca promover o fortalecimento da identidade social e cultural dos grupos acompanhados, valorizando a iteração e cooperação entre eles.
Metas: serão implantados 30 SAFs, totalizando 15ha e beneficiando 25 famílias. O aumento de renda previsto é de 20%, proveniente da comercialização dos produtos. Será sequestrado cerca de 170 tCO2e por ano.
ODS atendidos:
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Valor do apoio: R$ 61.271,42
Organização: Instituto TerraViva – ITV
Objetivo:
Qualificar o Instituto TerraViva para se tornar uma entidade certificadora de produção orgânica, atendendo as regiões Nordeste e Norte, onde atualmente há deficiência deste tipo de serviço. Estes serviços, além de agregarem valores aos produtos dos agricultores atendidos, garantem a qualidade da produção, atendendo ao que preconizam as normas e boas práticas de segurança alimentar e nutricional, contando com um modelo tecnológico, compatível com as exigências da produção orgânica.
Os principais interessados nos benefícios deste serviço são os agricultores familiares e associações de produtores, sobretudo aqueles situados no Semiárido. Tais produtores normalmente apresentam dificuldades de acesso aos canais de comunicação e limitações de ordem financeira para obtenção destes serviços. O perfil dos clientes é formado, predominantemente, por agricultores familiares que, mesmo pequenos em extensão territorial, são grandes em termos quantitativos – uma vez que mais de 90% dos imóveis rurais de Alagoas, pertencem a este segmento – fazendo deste, um mercado em potencial, na perspectiva da consultoria e da auditoria para a produção orgânica.
No Nordeste, inexiste certificadora da garantia da conformidade orgânica, levando os agricultores a contratarem os serviços de instituições de outras regiões, o que eleva o custo do serviço, além de, pela distância, dificultar o relacionamento entre clientes e prestadores.
Impactos esperados:
Desenvolvimento da certificação de produtores orgânicos na região, agregando valor à renda e a disponibilização de alimentos saudáveis às comunidades.
Principais atividades:
Metas:
Este modelo de negócio se destaca por contribuir de forma relevante para os seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável:
2.1 Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano
2.3 Até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego não agrícola
2.4 Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo
2.5 Até 2020, manter a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas, animais de criação e domesticados e suas respectivas espécies selvagens, inclusive por meio de bancos de sementes e plantas diversificados e bem geridos em nível nacional, regional e internacional, e garantir o acesso e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados, como acordado internacionalmente
13.1 Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países
13.3 Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce da mudança do clima 13.b Promover mecanismos para a criação de capacidades para o planejamento relacionado à mudança do clima e à gestão eficaz, nos países menos desenvolvidos, inclusive com foco em mulheres, jovens, comunidades locais e marginalizadas
ODS atendidos:
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de divulgar o segundo relatório sobre Saúde e Mudanças Climáticas, elaborado a partir de uma pesquisa feita com 101 países.
O objetivo do relatório é fornecer indicadores para que os tomadores de decisão em políticas públicas possam considerar os dados para proteger suas populações dos mais devastadores impactos das mudanças climáticas na saúde.
O relatório destaca as seguintes conclusões:
Cerca de 50% dos países pesquisados (51 em 101) relataram ter uma estratégia ou Plano Nacional de Saúde e Mudanças Climáticas, mas uma análise qualitativa dos planos indicou que o conteúdo e o escopo dessas estratégias e planos variavam bastante.
A maioria dos planos (25 em 36) foi aprovada ou atualizada nos últimos cinco anos, indicando o reconhecimento da urgência em proteger a saúde da população da variabilidade climática e das mudanças climáticas, além da necessidade de construir sistemas de saúde resilientes ao clima.
A maioria dos países relatou apenas níveis moderados ou baixos de implementação de suas estratégias ou Planos Nacionais de Saúde e Mudanças Climáticas, sendo o financiamento citado como a barreira mais comum à implementação (24 de 43 entrevistados).

Quarenta e oito países (48 em 101) relataram ter realizado uma Avaliação de Vulnerabilidade e Adaptação para a Saúde. Quase dois terços desses países indicaram que os resultados das avaliações estão sendo usados para as políticas e para o Planejamento Nacional de Saúde. No entanto, os resultados estão tendo um impacto mais limitado na alocação financeira e de recursos humanos.
Dos 46 países que relataram desafios enfrentados no acesso ao financiamento climático internacional para a saúde, os três principais citados foram: falta de informações sobre oportunidades, falta de conexão dos atores da saúde com os processos de mudança climática e falta de capacidade de preparação de propostas nacionais.
A colaboração em políticas de saúde e clima foi maior entre o setor de saúde e o setor de água, saneamento e águas residuais (45 em 101 entrevistados), seguido pela agricultura (31 em 101 entrevistados) e serviços sociais (26 em 101 entrevistados).
Um quarto ou menos dos países relatou ter um acordo em vigor entre o setor de saúde e os setores de transporte, geração de eletricidade ou energia doméstica.
Muitas oportunidades de ação junto aos governos para impulsionar o desenvolvimento de políticas públicas na área da saúde e das mudanças climáticas.
Vamos agir?
Blockchain já é uma tecnologia bastante conhecida no mercado financeiro, mas de um tempo pra cá vem ganhando destaque por suas aplicações também em outras áreas, inclusive na ambiental.
A tecnologia consiste em uma rede segura de troca de dados por meio de blocos de conteúdo e impressões digitais. É um sistema descentralizado, público e que vem garantindo segurança e eficiência para diversos tipos de transações de dados.
As aplicações da tecnologia na área ambiental já são capazes de melhorar diversos processos existentes de gestão ambiental, seja no gerenciamento de energia e água, nas fontes de captação de recursos sustentáveis, nos mercados de carbono, dentre outros.
Recentemente, a WWK-Austrália e a BCG Digital lançaram a plataforma OpenSC capaz de rastrear o impacto ético e ambiental de produtos e alimentos.
Com base na tecnologia blockchain, a plataforma rastreia toda a cadeia de produção de produtos e alimentos por meio de códigos QR Code. Ao serem escaneados, transmitem dados para a plataforma que informam a origem do produto, como e quando ele foi produzido e também como foi feito o transporte até chegar ao consumidor final.
A ideia é ajudar pessoas e empresas a compreender se os produtos e alimentos que adquirem contribuem com a degradação ambiental e com a injustiça social.
Aqui no Brasil temos o exemplo da PlataformaVerde que controla e rastreia a produção, o transporte e a destinação de resíduos sólidos de uma empresa ou município.
Acompanhar essas informações passo a passo inibe a criação de aterros irregulares, a operação de pontos de descartes viciados, o uso de transportadoras, veículos e destinos não licenciados, entre outras práticas indevidas.
O site da plataforma explica:
Para entender o que ocorre, consideraremos como exemplo o transporte de um resíduo entre uma indústria e um aterro. Na plataforma, essa movimentação é vista como uma informação transacional, que será rastreada, a partir dos manifestos de transporte dos resíduos coletados da unidade geradora e durante todos os processos subsequentes.
As informações relacionadas aos resíduos e o “caminho” que eles percorrem incluem: o tipo de material que foi produzido durante um processo industrial ou comercial, a quantidade, a necessidade de algum tipo de autorização obrigatória, quem são os fornecedores que transportam e destinam o material etc. Todos estes dados são compartilhados com aqueles que participam da operação.
O Fórum Econômico Mundial do ano passado divulgou uma série de aplicações promissoras de Blockchain para a área ambiental. Separamos algumas delas, mas você pode conferir o documento completo neste link .
Mudanças Climáticas
Sistema comercial peer-to-peer de energia renovável
Crowdsale para investimentos em energia renovável
Otimização do gerenciamento da cadeia distribuída
Certificados de autenticação de energia renovável.
Registro de dados para logística de transporte otimizada
Redes de entrega baseadas em blockchain
Compartilhamento de veículos peer-to-peer
Sistema de estacionamento inteligente para gestão otimizada da mobilidade
Biodiversidade e conservação
Plataforma de dados digital para rastrear espécies e controle de doenças.
Registro de utilização de pesticidas em terras agricultáveis
Sistema incentivado para gestão responsável de resíduos.
Criptomoedas para investimentos em restauração de habitat e preservação de espécies.
Rastreamento de alcance geográfico de espécies ameaçadas
Saúde dos oceanos
Monitoramento de atividades ilegais de pesca
Incentivo às iniciativas de reciclagem de plástico dos oceanos
Monitoramento em tempo real da temperatura dos oceanos
Registro descentralizado e de código aberto dos dados dos oceanos
Levantamento de recursos para a conservação da vida marinha
Segurança da água
Micropagamentos para doações de hidrômetros
Dados hiperlocalizados para monitoramento da qualidade da água
Sistemas eficientes de tratamento de água
Seguro automatizado para lavouras em período de secas.
Ar limpo
Monitoramento local e em tempo real de partículas e NO2
Detecção imediata de vazamentos de substâncias tóxicas
Coleta de dados de poluentes a partir de fontes distribuídas
Prevenção de desastres
Sensores descentralizados do clima capazes de gerar alertas automáticos
Plataformas descentralizadas de seguro contra desastres
Gestão dos registros de transações para identificar, verificar e transacionar dados do clima.
O processo de seleção do edital Compromisso com o Clima 2019 chegou ao fim e seis novos projetos foram incluídos na Plataforma Ekos Social para que as empresas cadastradas possam compensar suas emissões ao mesmo tempo em que proporcionam benefícios socioambientais para as comunidades envolvidas.
Ao todo, o edital 2019 recebeu 22 projetos que, após a submissão, passaram uma avaliação socioambiental e uma avaliação jurídica, supervisionadas e conduzidas pelo Instituto Ekos Brasil. Nessas fases, foram submetidos à etapas que avaliaram elegibilidade, impactos positivos, riscos, verificação de documentos, entre outras.
Agora, a Plataforma do Programa Compromisso com o Clima soma 10 projetos, divididos em quatro diferentes categorias: Agricultura, Floresta e Uso do Solo (REDD+, restauro florestal com espécie nativa); Energia (biomassa renovável, energia solar, energia eólica), Manejo de Resíduos e outros tipos.
Eles representam um contributo importante em áreas como a conservação da Amazônia, no retorno de benefícios sociais para as famílias de baixa rende, na geração de energia pelo aproveitamento de resíduos, diminuindo a utilização de combustíveis fósseis, etc.
As empresas participantes do Compromisso com o Clima contam com uma plataforma simples, com credibilidade e com projetos escolhidos a partir de diversos quesitos técnicos.
Para conhecer os projetos selecionados, faça parte do Programa Compromisso com o Clima.
Entre em contato para saber como aderir.
Entre os dias 6 e 8 de novembro, Recife foi sede da Conferência Brasileira de Mudança do Clima e o Instituto Ekos Brasil esteve presente para compartilhar em um painel a experiência e os resultados do Programa Compromisso com o Clima.
Com o título “Compromisso com o Clima: atração e engajamento do setor privado para o financiamento de baixo carbono”, a discussão contou com a participação de Délcio Rodrigues, diretor executivo do ClimaInfo, Alexandre Prado, diretor da Economia Verde do WWF-Brasil, João Teixeira, coordenador de sustentabilidade do grupo Natura Cosméticos, Guilherme Prado, analista técnico da empresa Sustainable Carbon, Stephenson Ramalho, engenheiro florestal da empresa Cerâmica Gomes de Mattos, e Thiago Othero, consultor técnico e representante do Instituto Ekos Brasil.
Na ocasião, refletiram sobre o mercado de carbono no mundo e no Brasil, dentro do contexto do Acordo de Paris e também da próxima COP, a ser realizada em dezembro, em Madrid. Como sexto maior emissor de gases de efeito estufa no mundo, o Brasil tem uma ampla responsabilidade em desenvolver projetos de redução e mitigação, especialmente a partir do seu potencial para as energias renováveis.
Othero explicou brevemente aos presentes sobre o Programa Compromisso com o Clima, que tem como apoiadores institucionais B3, Itaú, Natura e Lojas Renner e conta com a participação de outras empresas interessadas em compensar suas emissões de forma conjunta, escalando o impacto social e ambiental de suas ações. Um dos projetos contemplados pelo Compromisso com o Clima é o da Cerâmica Gomes de Mattos, no município do Crato, no Ceará, que reduziu cerca de 550 mil tCO2 nas suas emissões, entre 2006 e 2016, por meio da mudança da matriz energética da empresa.
O case foi apresentado no painel e demonstrou como o recurso da compensação de emissões pode ajudar pequenas empresas a adotarem práticas sustentáveis de produção e gerar benefícios socioambientais locais. Nesse caso, a cerâmica substituiu combustível proveniente da lenha nativa da Caatinga por biomassa renovável, como a poda do cajueiro e o coco de babaçu. Com essa troca, a cerâmica entrou para o mercado de carbono e ainda promoveu o desenvolvimento da comunidade ao entorno e a modernização da fábrica com a receita dos créditos.
Com o objetivo de continuar o trabalho de restauração e reflorestamento do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, o Instituto Ekos Brasil acaba de inaugurar casa de vegetação no Parque, no qual atua em acordo de cooperação mútua com o ICMBio.
Desde o início das atividades, a equipe do Ekos já havia identificado um problema sério com relação à agua: as nascentes estavam secando.
A fim de contribuir com a resolução desse problema complexo, o Ekos está empenhado em restaurar áreas do parque com espécies nativas. Por isso, a construção da casa de vegetação, que já conta com 600 mudas, tendo capacidade, no entanto, para cerca de 20.000.

A coleta de sementes para abastecer o viveiro é feita dentro do próprio parque pela brigada e também contamos com a parceria do Instituto Estadual de Florestas para a produção das mudas.
O Ekos Brasil está levantando recursos para o projeto piloto de plantação de um hectare em uma comunidade no entorno do parque. Logo teremos mais notícias!
“Vamos plantar as mudas nas áreas dentro do Parque Peruaçu e trabalhar atividades com a comunidade para restaurar as nascentes ao redor. A ideia é envolver a todos e fazer educação ambiental”, afirmou Camila Dinat, técnica do Ekos Brasil.
O viveiro fica ao lado do centro de visitantes do Parque Peruaçu e pode ser visitado.
Pela primeira vez, o Brasil será uma das sedes do Science Film Festival, promovido pelo Goethe Institut, em parceria com o ComKids. Festival tem tem o intuito de despertar em crianças, jovens e adultos o interesse e a curiosidade pela ciência. São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis foram as cidades escolhidas para receber o evento, que nesta edição tem como tema: “Humboldt e a Rede da Vida” por ocasião do aniversário de 250 anos do grande cientista Alexander von Humboldt.
O evento de abertura em São Paulo, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro, no Goethe Institut SP, a partir das 19h, contará com um debate sobre documentário de Humboldt e será moderado pela jornalista e pesquisadora Mariluce Moura, além de ter a dupla participação do Instituto Ekos Brasil, com a pesquisadora Maria Cecília Wey de Brito e com o cientista Paulo Artaxo.
O festival ainda percorrerá 14 unidades dos CEUs integrantes do Circuito SPCine de cinema da Prefeitura de São Paulo, além de programações específicas nas outras cidades.
Além do Brasil, o festival marcará presença em outros países, seja na América Latina, seja em outros continentes, nos quais o cientista esteve ou naqueles em que sua obra é valorizada.
Seu legado passa pelos temas da sustentabilidade e da multidisciplinariedade, sendo que já em 1800, Humboldt falava sobre mudanças climáticas provocadas pelo homem e seu prejuízo para o planeta. Ele não só foi o cientista mais famoso de sua época, mas um pensador visionário e um pioneiro do ambientalismo. Ele via a Terra como um organismo vivo, onde tudo estava conectado, desde o menor inseto até as árvores mais altas.
O Festival conta com uma MOSTRA de filmes curiosos, instigantes, divertidos e científicos para todas as idades e que adotam as abordagens e temas visitados no passado pelo cientista Alexander von Humboldt com ecos no presente.
As sessões poderão ser vistas nos Goethe-Instituts e em escolas, universidades e instituições de ensino durante o período do festival.
A seleção oficial de 2019 do SFF está no site com trailers de documentários, animações e reportagens que serão mostradas em diferentes países.
O Festival disponibiliza ainda atividades educativas num guia didático exposto no site, que complementa os temas explorados nos filmes através de experiências práticas, projetos ou jogos de aprendizagem oferecidos para professores e o público jovem e infantil. O SFF oferece um ambiente de aprendizado eficaz e agradável através dessa abordagem multidisciplinar com jogos, projetos e práticas que podem ser feitas antes ou depois dos filmes para enriquecer a experiência.
Escolas interessadas nas atividades e que queiram acessar o material podem entrar em contato com o comKids através do endereço mostracomkids@gmail.com. Os filmes ficarão disponíveis em um link privado do Vimeo até o final da mostra.
Saiba mais no site do festival.
No mês de outubro, a Revista Página 22 lançou uma edição inteira sobre Investimento Social Privado (ISP) na área ambiental. A ideia é colocar em pauta essa temática tão importante, mas ainda repleta de desafios e até mesmo de uma compreensão de conceito.
Como o tema também é muito caro também para o Instituto Ekos Brasil, achamos por bem engrossar a reflexão, trazendo alguns pontos importantes levantados pela publicação.
Primeiro alguns dados.
De acordo com o último levantamento do Grupo Institutos, Fundações e Empresas (Gife), no ano de 2016 o Investimento Social Privado somou cerca de R$ 2,9 bilhões em projetos.
Desse montante, a área que recebe mais investimento é a educação, seguida por formação de jovens, cultura e artes, apoio à gestão de organizações civis, desenvolvimento local e comunitário, e, em sexto lugar, aparece a área de meio ambiente, envolvendo temas como água, clima e energia.
Sob essa perspectiva, já descobrimos a importância de dar voz ao tema. Afinal, nem mesmo a educação dará bons resultados se as pessoas não tiverem água, recursos naturais disponíveis, agricultura estável para produção de comida, etc.
A definição clássica do termo também tem origem do Gife, instituição que é referencia no assunto.
O Investimento Social Privado é definido como o uso voluntário, planejado e monitorado de recursos privados em projetos sociais, ambientais, científicos e culturais de interesse público.
Por meio desse recurso, as empresas e os indivíduos investem em projetos para melhorar a sociedade com uma visão cidadã do contexto.
Enquanto a Responsabilidade Social Empresarial foca em trabalhar problemas causados pela própria atividade empresarial ou ainda em melhorar as condições internas da empresa com relação à qualidade de vida dos seus funcionários, redução do impacto ambiental, etc, o Investimento Social Provado tem como principal objetivo o investimento do recurso privado na sociedade para desenvolver um bem público.
Nesse sentido, o recurso privado pode ser proveniente não apenas de empresas, como também de indivíduos, institutos e fundações.
Um bom exemplo é pensar numa rede de empresas que adotam a gestão de uma escola para melhorar os resultados, sem que a iniciativa tenha uma relação direta com o próprio negócio.

Um dos desafios mais enfáticos, de acordo com a publicação da Página 22, é a forma como as informações sobre mudanças climáticas são transmitidas para a sociedade: com “palavrões” de cunho científico, previsões catastróficas, termos de relações multilaterais, etc.
A verdade é que é preciso engajar a sociedade na temática com uma linguagem mais próxima. Ou seja, mais sensível ao cotidiano das pessoas e, especialmente, com uma narrativa corporativa mais próxima dos tomadores de decisão das empresas. Afinal, a falta de água, por exemplo, em uma planta industrial, mostra claramente ao empresário que o problema não está “lá fora”, mas é protagonista de muitas vulnerabilidades ao próprio negócio.
Outro desafio é tornar o ISP mais transparente, com maior relevância e escala. Não convence mais ter um projeto local, isolado, mesmo que com boas intenções por parte da empresa. No contexto de uma sociedade informada na qual vivemos, é essencial que existam projetos inovadores, colaborativos e escaláveis.
E isso, ainda de acordo com a reflexão dos especialistas da Revista Página 22, se alcança com o envolvimento das mais altas esferas governamentais. No entanto, o relacionamento com o Estado é cheio de nuances estruturas e burocracias que podem prejudicar o andamento do projeto. E se os institutos e fundações não conseguem provar resultados no curto prazo, não conseguem a verba necessária para manter os orçamentos no final do ano.
Ainda outro desafio está na sustentabilidade financeira dos projetos, que no caso do Investimento Social Provado não são pontuais, mas mais perenes. Quando não é possível contar com o governo, esse é um desafio dos mais cruciais.
Diversas empresas já descobriram que a atuação em rede junto a outras organizações e outros institutos e fundações é uma das chaves de sucesso para o Investimento Social Privado.
Abaixo, separamos algumas das iniciativas colaborativas citadas na edição da Página 22.
Confira!
Parceiros: Instituto Iguá da Iguá Saneamento e o Instituto Coca-Cola
Projeto: A Água + Acesso tem como objetivo ampliar o acesso à água segura e de forma sustentável a comunidades rurais ao unir esses parceiros de peso, tecnologias inovadoras e modelos comunitários que viabilizam sua continuidade. Sua estratégia está embasada em quatro pilares e, desde seu lançamento, já mobilizou R$ 25 milhões para investimento até 2020.
Parceiros: Grupo Heineken do Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica
Projeto: O trabalho de aducação ambiental já recuperou 220 hectares. O plantio de mudas livrou a unidade local da Heineken (à época, Brasil Kirin) dos impactos da crise hídrica de 2014. E agora o núcleo desenvolve pesquisas sobre o retorno financeiro da restauração florestal, viabilizando replicar as ações junto a produtores rurais e empresas de outras regiões.
Parceiros: Fundação Grupo Boticário e mais 15 empresas que compõem um fundo filantrópico.
Projeto: um plano coletivo de melhoria da infraestrutura natural com reflorestamento e proteção de nascentes, conscientização ambiental e apoio a negócios sustentáveis, como turismo rural e agricultura orgânica. A novidade está na aliança entre o ISP e o Pagamento por Serviços Ambientais – mecanismo financeiro que remunera produtores rurais pela conservação da água e outros recursos vitais da natureza.
Parceiros: Instituto Grupo Pão de Açúcar, Fundo Vale e outros parceiros
Projeto: O projeto aproxima produtores da agricultura familiar à ponta final da cadeia produtiva, promovendo facilidade de financiamento e matches com empresas compradoras previamente mapeadas. Lá estão, por exemplo, a Manioca, de Belém, que produz alimentos naturais com ingredientes da Amazônia, e o Clube Orgânico, do Rio de Janeiro – negócio que conecta consumidores e produtores através de clube de assinatura de cestas.
Parceiros: Itaú, Natura, Lojas Renner, B3 e Instituto Ekos Brasil
Projeto: O Programa Compromisso com o Clima une empresas que desejam apoiar projetos socioambientais e fomentar uma economia de baixo carbono ao compensar, juntas, suas emissões de Gases de Efeito Estufa.
E a sua empresa pode fazer parte do Compromisso com o Clima! Acesse o site para saber mais e entre em contato!
