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A Responsabilidade Socioambiental contribui com a performance financeira de uma empresa?

A Responsabilidade Socioambiental contribui com a performance financeira de uma empresa?

 

A London Business School realizou no primeiro semestre desse ano um simpósio para discutir, dentre outros assuntos, a Responsabilidade Socioambiental Empresarial. Como convidado, estava o professor de Estratégia e Empreendedorismo Ioannis Ioannou, que palestrou sobre o crescimento de empresas mais responsáveis com a sociedade e com o meio ambiente.

 

A questão central era: a Responsabilidade Socioambiental contribui com a performance financeira de uma empresa?

Para Ioannou é certo que as empresas vêm sofrendo cada dia mais pressão para se tornarem mais responsáveis social e ambientalmente, com seus fornecedores e éticos nos negócios.

Esse crescimento, explica o professor, acompanha o crescimento das empresas, afinal, grandes poderes acometem grandes responsabilidades.

E alguns dados apresentados por ele chegam até a assustar. Vejam só.

> De acordo com o estudo 2016 Global Justice, apenas 31 países figuram na lista dos 100 maiores detentores econômicos do mundo. Os outros 69 são empresas.

-> As 10 maiores empresas so mundo geram mais receita do que os 180 países mais pobres juntos.

 

Teriam então, as empresas, um dever até mesmo maior do que os governos de serem mais responsáveis com a sociedade e com o meio ambiente?

O professor responde com uma pergunta. Imagine o impacto que uma empresa como a Unilever pode deixar se focar sua estratégia em sustentabilidade, levando em consideração que seus produtos e serviços atingem cerca de dois bilhões de pessoas no mundo DIARIAMENTE?

Com incentivos, iniciativas e pessoas certas nos lugares certos, o legado corporativo pode ser gigante.

Para Ioannis, a Responsabilidade Socioambiental Empresarial tem se tornado uma estratégia em constante crescimento e direcionado como as empresas operam se organizam e desenvolvem seus modelos de negócio.

O centro da argumentação de Ioannis foi mostrar como a Responsabilidade Socioambiental está diretamente ligada a performance financeira da empresa.

Para isso, trouxe dados de suas mais recentes pesquisas.

A primeira constatação é que existe sim um link positivo entre a responsabilidade socioambiental e a performance financeira, seja em curto ou longo prazo, e os dados já comprovaram isso.

Ioannis explica que nunca os investidores foram tão positivos quanto à responsabilidade socioambiental quanto agora.

No início dos anos 90, alguns especialistas acreditavam que os investimentos financeiros eram indiferentes àquilo que as companhias faziam no campo da responsabilidade ambiental. Os dados hoje mostram que isso não é mais verdade.

Atualmente, estudos como esses conduzidos pelo professor Ioannis mostram que empresas socialmente responsáveis enfrentam menos restrições de capital, simplesmente porque são mais transparentes e têm relacionamentos mais estáveis com seus fornecedores.

Está claro que a responsabilidade socioambiental beneficia as empresas, mas como eles emplacam essa cultura em seus DNAs?

Ioannis traz quatro pontos que caracterizam as empresas responsáveis nas áreas ambientais e sociais.

1. Empresas com Responsabilidade Socioambiental Empresarial são caracterizadas por mecanismos de governança distintos, refletindo os interesses conjuntos de todos os seus stakeholders. Essas empresas envolvem mais o conselho em questões de RSE e vinculam a remuneração de executivos a objetivos ambientais e sociais (além dos objetivos financeiros).

2. Essas empresas têm mais compreensão das necessidades de seus stakeholders e investem tempo na gestão desses relacionamentos. Elas relatam interna e externamente a qualidade dessas parcerias, tornando-as mais proativas, transparentes e responsáveis quando se envolvem com as partes interessadas.

3. São comunicadoras eficazes. Elas falam sobre longo prazo e convencem investidores de longo prazo a investir em suas ações.

4. Possuem maior probabilidade de medir informações relacionadas aos principais interessados, como funcionários, clientes e fornecedores, e aumentam a credibilidade dessas métricas usando procedimentos de auditoria. Elas medem e divulgam dados não financeiros com maior qualidade.


Ioannis conclui incentivando as empresas a adotar essas práticas em suas estratégias: “quem faz isso pode alcançar mais lucro enquanto causa impacto positivo na sociedade.”

E você, acredita que a sua empresa possui esses princípios ou está em busca deles? E ainda, você percebe essa ligação direta entre o impacto social e ambiental com a performance financeira?

Instituto Ekos participa da Climate Ventures, uma dessas iniciativas que você precisa conhecer!

Instituto Ekos participa da Climate Ventures, uma dessas iniciativas que você precisa conhecer!

Com objetivos claros de liderar a transição para uma nova economia no Brasil, a Aoka e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançaram a iniciativa Climate Ventures que pretende unir diversas lideranças de clima, tecnologia e negócios para impulsionar mudanças possíveis no país.

Nos dias 19 e 20 de junho, nossa coordenadora de projetos do Instituto Ekos Brasil, Ana Cristina Moeri, esteve presente no Lab de Inovação da Climate Ventures.

Cerca de 50 representantes de diversos setores discutiram os desafios, as oportunidades e as soluções para auxiliar o Brasil nessa transição para uma economia de baixo carbono.

Saiba como desenvolver projetos de Responsabilidade Ambiental em sua empresa! 

A Climate Ventures contará também com outras iniciativas, além do laboratório de inovação: célula de conhecimento, comunicação e relacionamento, e também uma aceleradora de negócios e iniciativas de alto impacto em diferentes estágios de maturidade.

Todas elas focadas em desenvolver uma economia mais sustentável que transforme os principais mercados emissores de carbono como energia, agropecuária e florestas em mercados sustentáveis; dar visibilidade aos bons projetos; e unir atores estratégicos interessados em uma mudança efetiva.

O Instituto Ekos Brasil aceitou fazer parte do Climate Ventures e pretende contribuir com sua larga experiência na promoção da economia de baixo carbono. Atuamos desde 2007 com o Programa Itaú Ecomudança e mais recentemente, em 2017, lançamos uma plataforma inovadora, a Ekos Social, que unirá empresas e desenvolvedores de projetos a fim de reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Estamos juntos!


RenovaBio pode viabilizar redução no preço e nas emissões de GEE dos combustíveis

RenovaBio pode viabilizar redução no preço e nas emissões de GEE dos combustíveis

Após a greve dos caminhoneiros que paralisou o país, o governo colocou como uma das pautas prioritárias a implementação do programa RenovaBio, uma das iniciativas brasileiras para cumprir nossa meta no Acordo de Paris de redução em 43% das emissões de Gases do Efeito Estufa e aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira para 18% até 2030.

Saiba como implementar projetos de responsabilidade ambiental na sua empresa! 

Ao contrário de outras políticas internacionais, o RenovaBio não propõe um imposto sobre o carbono, já que o Brasil depende muito do óleo diesel por ter um transporte essencialmente rodoviário e um aumento tributário acabaria sendo pago pelo consumidor final.

O RenovaBio pretende aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz de combustíveis dos atuais 20% para 28,6% até 2028. Isso significa uma redução na emissão de carbono, já que os biocombustíveis são mais sustentáveis.

A ideia é propor uma antecipação do aumento gradual da participação do biodiesel no diesel fóssil, permitindo num espaço menor de tempo obter uma redução no preço final do combustível e reduzir as emissões do setor de transporte.

Ainda há muito o que ser discutido. Uma mudança real nessa cadeia de produção visando o meio ambiente pode também provocar uma procura por matérias-primas com menor pegada de carbono, mas também mais caras.

E aí, entrará em questão também a consciência dos cidadãos de pagar um pouco mais caro por um produto sustentável.

  • Com informações do Valor Econômico


Confira 6 decisões da MP que autoriza a criação de fundo para compensação ambiental

Confira 6 pontos da MP que autoriza a criação de fundo para compensação ambiental

O Sendo aprovou neste mês a medida provisória que autoriza o Instituto Chico Mendes (ICMBio) a selecionar, sem licitação, um banco público para gerir um fundo com os recursos arrecadados com a compensação ambiental.

Esses recursos de compensação ambiental são arrecadados quando um empreendimento provoca perdas para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade impossíveis de serem revertidas. Nesses casos, a lei de compensação obriga o empreendedor a destinar uma parcela do investimento no projeto para a criação ou manutenção de uma unidade de conservação ambiental.

Portanto, o fundo financiará unidades federais de conservação, como parques nacionais, reservas bioløegicas e áreas de proteção ambiental (APAs).

Confira 6 principais pontos da MP:

  • Permissão para que serviços, áreas ou instalações de unidades de conservação federais sejam concedidas para a exploração de atividades de visitação.
  • O banco escolhido poderá realizar as ações escolhidas pelo órgão de forma direta ou indireta, inclusive por meio de parceria com banco oficial regional.
  • O banco também ficará responsável pelas desapropriações de imóveis privados que estejam em unidades de conservação beneficiadas pelos recursos do fundo.
  • A MP também autoriza os órgãos executores do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) nos estados e municípios a contratarem banco oficial para gerenciar um fundo similar ao federal.
  • O fundo permitirá a utilização de cerca de R$ 1,2 bilhão atualmente represados. Desse total, cerca de R$ 800 milhões seriam destinados à regularização fundiária das unidades de conservação.
  • Os fundos devem favorecer a capacidade dos parques de trabalhar a pesquisa e o desenvolvimento ligados ao meio ambiente.

Aprovada na forma de um projeto de lei de conversão (PLV 5/2018), a matéria agora segue para a sanção da Presidência da República.

 

Com potencial gigantesco em energia solar, Brasil avança pouco no setor. Entenda.

Com potencial gigantesco em energia solar, Brasil avança pouco no setor. Entenda.

De um lado, muito potencial, projetos já em andamento e políticas internacionais a favor. De outro, um governo atrasado e políticas públicas insuficientes. Entenda por que a energia solar não avança ou avança muito pouco no país.

 

Nosso potencial

Melhores que a Alemanha

O Brasil só perde para a Austrália na medição da irradiação solar. Em comparação com a Alemanha, que já tem um setor de energia solar de referencia internacional, temos ampla vantagem. A pior medição de irradiação do Brasil, que fica no Paraná – 1500KWh m2/ano, ainda é superior ao melhor sol da Alemanha. Enquanto lá, a medição fica entre 900 a 1500 KWh por metro quadrado, no Brasil os números variam entre 1.500 e 2.400KWh m²/ano.

Melhor de 30

O Brasil está entre os 30 países no mundo que já atingiram a marca de 1gigawatt de capacidade instalada em projetos de energia solar em operação. Marca que alcançamos no início desse ano. Isso significa que já somos capazes de abastecer 500 mil domicílios por um ano.

Energia Latam

No segundo semestre de 2017 ganhamos dois empreendimentos de grande porte para geração de energia solar, os dois maiores da América Latina, localizados no Piauí e em Minas Gerais. Todas duas de operadas por empresas estrangeiras.

Contexto favorável

Com a vigência do Acordo de Paris e o esgotamento do modelo de grandes hidrelétricas, o contexto é amplamente favorável para o setor no Brasil. Com a operação estrangeira, que possui um grande mercado lá fora, o Brasil já consegue ofertar em leilão energia solar mais barata que a gerada por biomassa, termelétrica ou pequena hidrelétrica.

De acordo com Fabio Alves, secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, em entrevista ao jornal O Globo, a previsão é de um crescimento de cerca de 50 mil MW na capacidade de geração do País, com metade desse total de origem eólica ou solar.

 

Nossas desvantagens

Nosso governo e nossos políticos

No fim do ano passado nossos congressistas aprovaram uma medida provisória editada pelo presidente Michel Temer concedento benefícios tributários, parcela de dívidas e suspensão de cobrança de impostos de empresas do setor petrolífero do País. Por esse motivo, ganhamos até o Prêmio Fóssil do Dia na COP 23.

Entre os deputados que votaram a favor desse decreto, está Heráclito Fortes que já propôs em 2016 uma emenda constitucional instituindo a cobrança de royalties da geração de energia eólica e solar.

Insignificante

De acordo com dados de 2015, apenas 0,01% da energia gerada no país veio de fontes solares.

Só podia, já que o primeiro programa de energias renováveis, o Proinfa, lançado em 2002, deixou de fora a solar e foi apenas em 2014 que se realizou o primeiro leilão com iniciativas na área da geração fotovoltaica.

 

 

Prazo prorrogado para inscrição de projetos no Edital Compromisso com o Clima

Prazo prorrogado para inscrição de projetos no Edital Compromisso com o Clima

 

Você ganhou mais tempo para inscrever o seu projeto no Edital Compromisso com o Clima.

Prorrogamos o prazo de inscrição até o dia 24 de outubro! 

Faça o download do Edital e confira as regras de participação. Depois, acesse a plataforma Ekos Social e siga o passo a passo para completar a inscrição.

O Edital Compromisso com o Clima é uma iniciativa inédita entre Itaú e Natura para aumentar o impacto positivo das suas metas de compensação de Gases de Efeito Estufa.

Inscreva seu projeto! 

Que essa moda pegue: Itaú e Natura se unem para ampliar impacto de compensação de carbono

Que essa moda pegue: Itaú e Natura se unem para ampliar impacto de compensação de carbono

No mês de setembro, a parceria inédita entre Itaú e Natura com o lançamento do Edital Compromisso com o Clima marcou o início promissor de uma rede de organizações interessadas em neutralizar suas emissões de Gases de Efeito Estufa.

As duas empresas se uniram para que suas ações de compensação alcançassem escalabilidade. Assim, juntas, puderam anunciar publicamente a seleção de projetos que compensem cerca de 500.000 toneladas de CO2 de suas operações no último período.

Por meio da Plataforma Ekos Social, desenvolvida e operada pelo Instituto Ekos para captação credível e transparente de projetos de carbono, essa iniciativa de cooperação entre grandes empresas pode e deve continuar ao longo do tempo. Isso porque a Plataforma foi justamente desenvolvida para conectar empresas e desenvolvedores de projetos sustentáveis, promovendo escalabilidade e transparência.

Muitas vezes, as iniciativas isoladas são boas, mas deixam de alcançar o impacto desejado. “Se as grandes empresas se unem, o impacto é maior, as iniciativas se complementam e as empresas ainda podem aprender e compartilhar conhecimento umas com as outras sobre seus projetos socioambientais. Todo mundo ganha”, destacou Ana Moeri, coordenadora de projetos de carbono e conservação no Instituto Ekos Brasil.

Continuamos trabalhando a todo vapor para que essa “moda” de cooperação pegue!

Conheça o Edital Compromisso com o Clima e a Plataforma Ekos Social.

Entenda o Edital Compromisso com o Clima. Assista ao vídeo!

Natura, Itaú e Ekos Brasil uniram forças pelo meio ambiente em uma ação inédita para compensar emissões de gases de efeito estufa.

Na última semana lançaram o Edital Compromisso com o Clima, que tem como objetivo a seleção de projetos para compor o  o portfólio da Natura e do Itaú de créditos de carbono, a fim de compensar as emissões de suas operações nos últimos anos.

Serão compensadas cerca de 500.000 toneladas de CO2!

O Ekos Brasil, com toda sua credibilidade, será o responsável pela certificação e seleção transparente dos projetos, garantindo que sejam capazes de beneficiar social, ambiental e economicamente as comunidades ao entorno.

Para isso, lançamos juntamente com o Edital a Plataforma Ekos Social, uma iniciativa perene para conectar desenvolvedores de projetos e financiadores por um desenvolvimento mais sustentável do nosso país.

Assista ao vídeo para entender melhor, compartilhe com os amigos e se inscreva!

 

Em parceria com Instituto Ekos Brasil, Itaú e Natura lançam Edital para seleção de projetos de carbono

Em parceria com Instituto Ekos Brasil, Itaú e Natura lançam Edital para seleção de projetos de carbono

 

A partir do dia 13 de setembro de 2017, as gigantes Itaú e Natura, por meio da plataforma Ekos Social desenvolvida pelo Ekos Brasil, estarão selecionando projeto de carbono para suas iniciativas de compensação. As instituições interessadas podem realizar todo o processo de inscrição e submissão online até o dia 13 de outubro de 2017.

O Instituto Ekos Brasil será responsável pela seleção criteriosa e transparente de projetos de carbono que agreguem benefícios sociais e ambientais às comunidades envolvidas. Juntos, esses projetos deverão permitir que Natura e Itaú compensem em conjunto, até 2018, cerca de 500.000 toneladas de CO2.

A plataforma Ekos Social permanecerá online mesmo após o término do Edital e continuará com a missão de conectar empresas e projetos de carbono que desejam contribuir com a mitigação das mudanças climáticas. Em breve, falaremos mais sobre ela por aqui!

Sobre o mercado voluntário de carbono

Para quem não é muito familiarizado com o mercado de carbono, resumidamente, ele possibilita que empresas compensem emissões de gases poluentes provenientes de seus processos industriais, comprando créditos de carbono de projetos que reduziram ou eliminaram por completo suas emissões. Mesmo se muitas empresas realizam o inventário e buscam reduzir ao máximo seu impacto, alguns processos como deslocamentos, transporte, eventos, etc, precisam ser compensados todos os anos.

A renda da compra desses créditos de projetos que já reduziram ou eliminaram suas emissões, retorna em investimentos sociais para as comunidades carentes ao entorno desses locais, geralmente situados nos biomas brasileiros.


Submeta o seu projeto!

 Se ficar com alguma dúvida, escreva pra gente: ekos.social@ekosbrasil.org