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74 Parques Nacionais para conhecer e se apaixonar!

74 Parques Nacionais para conhecer e se apaixonar!

O primeiro Parque Nacional do Mundo foi criado em 1872, final do século XIX, nos Estados Unidos: o Parque Nacional de Yellowstone, localizado nos estados de Wyoming, Montana e Idaho, com 8.980 quilômetros quadrados e atrativos que contemplam gêiseres, fontes termais e vida selvagem.

Já no Brasil, o Parque Nacional de Itatiaia foi o primeiro, inaugurado em 1937.

Mas afinal de contas, o que é um Parque Nacional?

De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) “o Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico”.

Os Parques Nacionais podem ser administrados direta ou indiretamente pelo Estado. Independente da gestão, o que não faz sentido é um parque fechado ao público. Somente em contato com essas áreas e aprendendo a conviver pacificamente com elas é que cada vez mais a sociedade compreenderá a missão de protegê-las.

Atualmente, o Brasil tem 74 parques nacionais. Confira a lista completa!

Região Norte

1. Parque Nacional da Amazônia, Pará

Fonte: Wikipedia CC

É possível fazer trilhas bem sinalizadas em meio a floresta amazônica e em épocas apropriadas tomar banho de rio em alguns pontos.

2. Parque Nacional Serra do Divisor, Acre

Com inúmeras cachoeiras, montanhas, trilhas e clima agradável, o santuário ecológico está situado no Acre, em Mâncio Lima – município mais ocidental do país – e agrega a maior biodiversidade da Amazônia. Várias espécies endêmicas (oriundas de uma determinada área ou região geográfica), vegetais e animais, são encontradas no local.

3. Parque Nacional do Monte Roraima, Roraima

Foto: Wikipedia CC

O parque inclui parte da Serra de Pacaraima, que separam o Brasil da Venezuela e da Guiana. É nomeado por conta do Monte Roraima, o mais alto das montanhas tepui, com quase 3.000 metros de altitude, sendo um dos mais altos da cadeia Pacaraima. A montanha tem um topo plano que contém um monumento, o Marco da Triplice Fronteira, onde se encontram as fronteiras da Venezuela, Guiana e Brasil.

4. Parque Nacional do Araguaia, Tocantins

Foto: Wikipedia CC

Situado numa faixa de transição que compreende os biomas Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal, o Parque Nacional do Araguaia destaca-se pela diversidade de sua fauna, flora e cobertura vegetal.

Na vegetação, predominam as matas ciliares de igapó, vegetação das encostas secas, vegetação dos bancos de areia e os campos de várzeas inundáveis, além do Campo das Caraibeiras, com abundância de grama rasteira e árvores caraíbas de longas metragens.

Ao longo dos rios, cerrados e florestas com flora rica em maçarandubas, piaçavas, canjeranas, orquídeas terrestres, ipês e palmeiras típicas. Da flora nativa, ainda, utilizadas especialmente pelos indígenas, diversas espécies para fins culinários, medicinais e ornamentais.

5. Parque Nacional de Anavilhanas, Amazonas

Foto: Wikipedia CC

O Parque Nacional de Anavilhanas foi criado com o objetivo de preservar o arquipélago fluvial de Anavilhanas bem como suas diversas formações florestais, além de estimular a produção de conhecimento por meio da pesquisa científica e valorizar a conservação do bioma Amazônia com base em ações de educação ambiental e turismo sustentável. O foco é harmonizar as relações entre as comunidades do entorno e a Unidade com ações de bases sustentáveis.

E ainda…

6. Parque Nacional Viruá, Roraima

7. Parque Nacional Serra da Mocidade, Roraima

8. Parque Nacional Nascentes do Lago Jarí, Amazonas

9. Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, Amapá

10. Parque Nacional Mapinguari, AM e RO

11. Parque Nacional dos Campos Amazônicos, AM, MT, RO

12. Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, Pará

13. Parque Nacional do Pico da Neblina, Amazonas

14. Parque Nacional do Rio Novo, Pará

15. Parque Nacional do Jamanxim, Pará

16. Parque Nacional do Jaú, Amazonas

17. Parque Nacional do Cabo Orange, Amapá

18. Parque Nacional do Acari, Amazonas

19. Parque Nacional de Pacaás Novos, Rondônia

20. Parque Nacional da Serra do Pardo, Pará

21. Parque Nacional da Serra da Cutia, Rondônia

Região Nordeste

22. Parque Nacional da Chapada das Mesas, Maranhão

Foto: Wikipedia CC

Criado em 2005, o Parque Nacional da Chapada das Mesas é um dos mais novos parques nacionais do Brasil. Florestas de buritizais, sertões, relevo de chapadas vermelhas, compõem um estonteante conjunto de curiosas formações rochosas, cânions, cavernas e cachoeiras. São inúmeras as surpresas e aventuras que uma visita a esse parque pode revelar.

23. Parque Nacional da Chapada Diamantina, Bahia

Fonte: Reprodução ICMBio

Esse paraíso é guardião de muitas riquezas naturais, ocupando cerca de 152 mil hectares, um dos maiores parques de preservação do país fora da região Amazônica.

24. Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, Pernambuco

Fonte: Reprodução ICMBio

Praias, piscinas naturais e trilhas ecológicas. O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha possui diversas praias com suas águas verde-esmeralda esperando pelo público, dentre estas, estão duas eleitas como as mais bonitas do Brasil: a Praia do Sancho e a Praia do Leão.

25. Parque Nacional de Jericoacoara, Ceará

Fonte: Wikipedia CC

O Parna tem como objetivo proteger amostras dos ecossistemas costeiros, assegurar a preservação de seus recursos naturais e proporcionar pesquisa científica, educação ambiental e turismo ecológico.

A Unidade de Conservação possui um grande potencial turístico. A Pedra Furada, formação rochosa considerada ícone de Jericoacoara e uma das principais paisagens do Parque Nacional, é visitada por um grande número de turistas.

E ainda…

26. Parque Nacional da Furna Feia, Rio Grande do Norte

27. Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí

28. Parque Nacional da Serra das Lontras, Bahia

29. Parque Nacional da Serra de Itabaiana, Sergipe

30. Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, PI, BA, TO e MA

31. Parque Nacional de Boa Nova, Bahia

32. Parque Nacional de Sete Cidades, Piauí

33. Parque Nacional de Ubajara, Ceará

34. Parque Nacional Descobrimento, Bahia

35. Parque Nacional do Alto Cariri, Bahia

36. Parque Nacional do Catimbau, Pernambuco

37. Parque Nacional do Monte Pascoal, Bahia

38. Parque Nacional do Pau Brasil, Bahia

39. Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Maranhão

40. Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Bahia

41. Parque Nacional Serra das Confusões, Piauí

Região Centro-Oeste

42. Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Goiás

Fonte: Wikipedia CC

Criado em 1961, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no nordeste do Estado de Goiás, entre os Municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’Aliança. Protegendo uma área de 240.611ha de cerrado de altitude, abriga espécies e formações vegetais únicas, centenas de nascentes e cursos d’água, rochas com mais de um bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com feições que se alteram ao longo do ano. O Parque também preserva áreas de antigos garimpos, como parte da história local. Foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, em 2001.

E ainda…

43. Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Mato Grosso

44. Parque Nacional Pantanal Matogrossense, Mato Grosso

45. Parque Nacional de Brasília, DF

46. Parque Nacional do Juruena, Mato Grosso

47. Parque Nacional das Emas, Goiás

48. Parque Nacional da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul

Região Sudeste

49. Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, Minas Gerais

Fonte: Araquém de Alcântara

Situado em uma área de transição entre o Cerrado e a Caatinga, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui uma beleza exuberante com cavernas colossais, paredões arruinados, dolinas colapsadas, pontes naturais, nascentes e a unicidade de centenas de pinturas rupestres com mais de 12 mil anos, que juntamente com uma rica flora e fauna transformam a região em um paraíso natural.

A fim de manter toda essa beleza e raridade intactas, o Instituto Ekos Brasil e o ICMBio trabalham em Cooperação Mútua para a Gestão do Parque.

Conheça nossa campanha de #crowdfunding para arrecadar fundos para o Parque! Faça uma doação e ganhe um brinde!

50. Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro

Criado em 30 de novembro de 1939, o PARNASO é o terceiro parque mais antigo do país, representando um importante marco na história das Unidades de Conservação Brasileiras. (Conheça um pouco mais da história do parque)

É um dos melhores locais do país para a prática de esportes de montanha, como escalada, caminhada, rapel e outros; além de ter fantásticas cachoeiras. O Parque tem a maior rede de trilhas do Brasil. São mais de 200 quilômetros de trilhas em todos os níveis de dificuldade: desde a trilha suspensa, acessível até a cadeirantes, até a pesada Travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 Km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.

51. Parque Nacional do Caparaó, Espírito Santo

Fonte: Wikipedia CC

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos destinos mais procurados pelos adeptos do montanhismo no Brasil. Abriga o terceiro ponto mais alto do País, o Pico da Bandeira, com 2.892 metros de altitude.

Além das trilhas, os visitantes podem se deliciar com banhos em cachoeira e piscinas naturais, observar deslumbrantes visuais da Serra do Caparaó e região, com belos espetáculos no alvorecer e no pôr do sol.

E ainda…

52. Parque Nacional do Itatiaia, Rio de Janeiro

53. Parque Nacional da Serra da Bocaina, São Paulo

54. Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais

55. Parque Nacional da Serra do Gandarela, Minas Gerais

56. Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro

57. Parque Nacional das Sempre Vivas, Minas Gerias

58. Parque Nacional Serra do Cipó, Minas Gerais

59. Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, Rio de Janeiro

60. Parque Nacional Grande Sertão Veredas, Minas Gerais

Região Sul

61. Parque Nacional da Serra do Itajaí, Santa Catarina

Fonte: Wikipedia CC

A Unidade de Conservação federal insere-se em uma das mais belas regiões de Santa Catarina. O chamado Vale Europeu é conhecido por suas festas típicas alemãs e italianas.

São também muito importantes outros tipos de turismo: aventura (rafting, rapel, cascading, trekking, cicloturismo, vôo livre, visitação de cavernas, cavalgada), turismo religioso, rural e cultural, além de uma importante atividade relacionada à gastronomia (incluindo as famosas cervejarias artesanais) e ao chamado turismo de negócios (eventos empresariais).

E ainda…

62. Parque Nacional de Aparados da Serra, Rio Grande do Sul

63. Parque Nacional Campo dos Padres (em estudo), Santa Catarina

64. Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Rio Grande do Sul

65. Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais, Paraná

66. Parque Nacional Guaricana, Paraná

67. Parque Nacional dos Campos Gerais, Paraná

68. Parque Nacional do Superagui, Paraná

69. Parque Nacional do Iguaçu, Paraná

70. Parque Nacional de São Joaquim, Santa Catarina

71. Parque Nacional de Saint-Hilaire Lange, Paraná

72. Parque Nacional de Ilha Grande, Paraná

73. Parque Nacional da Serra Geral, Rio Grande do Sul

74. Parque Nacional das Araucárias, Santa Catarina


Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas divulga carta coletiva sobre a importância dessas áreas para a conservação da natureza brasileira

Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas divulga carta coletiva sobre a importância dessas áreas para a conservação da natureza brasileira

Instituto Ekos Brasil é parte do Mosaico Veredas-Peruaçu e reforça seu apoio à Rede de Mosaicos. 

Na semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs limites ao decreto presidencial que extinguia conselhos e outros colegiados da administração pública, a Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas (Remap) encerrou a segunda edição do seu workshop nacional com saldo positivo. O evento aconteceu entre os dias 11 e 13 de junho, em Brasília, e reuniu cerca de 100 participantes, incluindo representantes de organizações ambientalistas, de comunidades e do poder público.

Membro do núcleo de coordenação da Remap, Marcos Pinheiro avalia que o encontro atingiu seus objetivos iniciais. “Conseguimos fazer o intercâmbio de 15 experiências exitosas que ajudaram a inspirar os Mosaicos no desenvolvimento de diferentes temas de gestão integrada, além de recarregar as baterias para enfrentar nossos desafios”, afirma.

Segundo ele, estiveram presentes no Workshop 16 dos 29 Mosaicos reconhecidos oficialmente, além de três propostas de Mosaicos que, apesar de ainda não serem oficiais, já trabalham com a gestão compartilhada de áreas protegidas. “Fortalecemos a rede fazendo o recadastramento das pessoas e realinhando os objetivos de uma agenda de trabalho para os próximos dois anos”, completa Pinheiro.

Ele destaca também a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que assumiram o compromisso de colaborar com a rede. “Do ponto de vista da integração e das ações conjuntas, formamos uma força-tarefa para tratar da recondução dos conselhos dos Mosaicos junto ao Ministério, afinal, havia um esforço de extinção indiscriminada desses colegiados. Os conselhos são fundamentais para que essa ferramenta continue funcionando”.

Núcleo Grande Sertão | Rio Pardo – Vão dos Buracos | Foto: Hugo Messina

CARTA

Outro produto do II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas foi a Carta ParlaMundi DF, aprovada em assembleia e assinada pela Remap em nome dos seus integrantes. O documento reforça a importância dos Mosaicos para a conservação da natureza brasileira e evidencia a compatibilidade entre esse instrumento de gestão e o desenvolvimento regional.

“Cabe destacar que biodiversidade é fundamental para o desenvolvimento de nossa agricultura que representa grande parte do Produto Interno Bruto brasileiro. A conservação dessa rica biodiversidade representa um dos maiores ativos econômicos do Brasil no mercado internacional”, diz um trecho da carta, reforçando o compromisso com os acordos internacionais, como a Convenção da Diversidade Biológica e a Convenção das Mudanças Climáticas.

“É fundamental que poder público e sociedade brasileira fortaleçam a implantação e manutenção dos Mosaicos de Áreas Protegidas, bem como outros mecanismos que contribuem para a gestão integrada e participativa visando o desenvolvimento sustentável territorial”, finaliza o documento, que será entregue nesta semana ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e aos representantes do ICMBio, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Palmares.

Faça o download da carta aqui.

Ekos Brasil apresenta ações do Fundo Peruaçu em fórum participativo

Ekos Brasil apresenta ações do Fundo Peruaçu em fórum participativo

No início do mês, o Instituto Ekos Brasil, representado por Camila Dinat, participou da reunião do Conselho Consultivo do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, que acontece a cada 3 ou 4 meses.

O Conselho reúne os diversos atores sociais envolvidos com o Parque como representantes das prefeituras, comunidades locais, órgãos ambientais e representantes de setores envolvidos no parque.

O principal objetivo da reunião é promover um fórum participativo para integrar a comunidade do entorno na gestão do Parque Cavernas do Peruaçu.

O Ekos Brasil contribuiu apresentando as ações Fundo Peruaçu no âmbito do acordo de cooperação do ano de 2018:

  • Implantação da recepção dos Visitantes no Centro de Visitantes;
  • Apoio na Implantação da Trilha do Arco do André;
  • Planejamento do Viveiro de mudas Nativas do Parque;
  • Divulgação do parque na grande mídia nacional.

Na reunião, os presentes também tiveram acesso ao balanço da visitação do Parque em 2018.

No ano passado, o parque recebeu 8.188 visitantes, sendo 80% originários de Minas Gerais, e os demais 20% distribuídos entre São Paulo, Brasília e outros estados.

A maior parte dos visitantes tem ensino superior e acima de 25 anos.

Além disso, no tripadvisor, o parque recebe avaliação de 4,7 e 5,0 (na escala de 0 a 5).

“Vemos que o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu ainda tem muito potencial para ampliação do turismo. A divulgação do parque, bem como a estruturação dos receptivos e formação dos condutores ambientais são importantes pilares para o fortalecimento dessa atividade econômica na região”, comentou Camila, do Ekos Brasil.

Investidores privados e água: uma oportunidade de impacto social e nos investimentos #diamundialdaágua

Investidores privados e água: uma oportunidade de impacto social e nos investimentos #diamundialdaágua

Por Ciça Wey de Brito

No dia 19 de março de 2019, a ONU lançou o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos.

O relatório aponta que mais de 2 bilhões de pessoas não dispõem dos serviços de acesso a água e saneamento – direitos básicos reconhecidos internacionalmente, desde 2010.

No Brasil também existe um grande déficit no acesso a água e saneamento. Dados do Instituto Trata Brasil apontam que em 2017, 34 milhões de brasileiros não tinham acesso à água.

Além disso, no Brasil existe uma grande diferença na disponibilidade deste recurso – “a região Norte abriga 6% da população e 70% da água doce; já o Sudeste abriga 40% da população e 6% da água doce, e o Nordeste possui pouco mais de 3% da água doce e 29% da população”.

“Um dos problemas do Brasil é que as pessoas ainda acham que a água é um recurso infinito”, diz Ana Moeri, diretora do Instituto Ekos.

“No nosso trabalho no norte de Minas Gerais, no Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu que fica na bacia do rio Peruaçu, afluente do São Francisco, vemos claramente a degradação do rio Peruaçu e de seus afluentes em função do mau manejo do uso do solo”, continua a geógrafa.

Nesta semana, o Ekos foi participou do workshop do GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) pelo impacto do investimento social que faz parte da série – “O que o Investimento Social Privado pode fazer pela Água”.

Esta iniciativa do GIFE, além do tema água, reúne experts em vários temas contemporâneos e pretende fomentar a discussão sobre a atuação do Investimento Social Privado junto aos temas: Cidades Sustentáveis, Equidade Racial, Mudanças Climáticas, Gestão Pública, Migração e Refugiados, Direito das Mulheres e Segurança Pública.

A iniciativa do GIFE tem como público-alvo os investidores sociais de empresas, fundações e institutos empresariais e familiares independentes e comunitários, para quem cada workshop produzirá conteúdo sobre os temas trabalhados, guias temáticos e pílulas audiovisuais formulados para apoiar a maior incidência do Investimento Social Privado nestes temas.

Pessoalmente, acredito que apesar do Investimento Social Privado alcançar o valor de 2,9 Bilhões de reais por ano, as oportunidades de investimentos na área ambiental ainda são pouco conhecidas por estes entes privados. O tema água é um que poderá ajudar a construção de novas parcerias entre a sociedade civil e os investidores privados.

O Ekos criou um fundo privado – o Fundo Peruaçu, que reúne recursos privados para temas como oferta de água e saneamento rural descentralizado, incentivo à reciclagem, plantio de árvores nativas em paisagens degradadas, entre outros.

Esperamos que os Investidores Sociais Privados possam ver nos temas de meio ambiente um locus de grande importância e impacto para os seus investimentos.

 


Instituto Ekos agora faz parte do Mosaico Peruaçu

Instituto Ekos agora faz parte do Mosaico Peruaçu

O Instituto Ekos Brasil, que cuida da manutenção e divulgação do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu em parceria com o ICMBio, agora integra o Mosaico Peruaçu.

O Mosaico Peruaçu é um fórum que reúne ONGs, associações representativas, cooperativas, secretarias, prefeituras e outras entidades para discutir uma gestão comum do território e das unidades de conservação na região chamada Grande Sertão Veredas Peruaçu, com mais de 2 milhões de hectares.

A cada dois anos, o conselho do Mosaico elege seus representantes e neste ano o Instituto Ekos Brasil foi eleito.

“Participar desse fórum significa poder discutir nossas experiências com essas outras instituições e compartilhar conhecimento. Vamos nos unir a todas essas pessoas que também desejam trabalhar pela comunidade e pela natureza na região”, disse Murilo Mendes, agente ambiental no Parque Peruaçu.

O Insitituto Ekos Brasil anseia por uma rica troca de experiências, contextualizando nossas ações no Parque com as ações das comunidades locais.

 

 

 

 

 

Comunidades do Peruaçu ganham incentivo para impulsionar projetos socioambientais 

Comunidades do Peruaçu ganham incentivo para impulsionar projetos socioambientais 

Em uma iniciativa para contribuir com a comunidade local ao entorno do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu e também se aproximar dessas pessoas, o Instituto Ekos Brasil elaborou um programa de apoio a projetos locais.

O Ekos abriu uma chamada de projetos para as associações que trabalham com iniciativas locais para a solução de problemas reais que atingem as comunidades ao entorno do Parque e o Parque em si.

Ao todo, 10 projetos foram inscritos e avaliados por um júri independente que escolheu as duas melhores para um incentivo em dinheiro a fim de impulsionar as iniciativas.

Projetos vencedores

Um dos projetos vencedores realiza o importante trabalho de coleta seletiva na comunidade do Fabião. Com a verba do Instituto Ekos poderão reformar o galpão da associação, comprar uma nova prensa e materiais de proteção individual para fazer a coleta, que proporciona incremento de renda e melhoria ambiental na comunidade.

O outro projeto vencedor consiste no cercamento de nascentes na terra indígena Xacriabá, onde 5 nascentes devem ser cercadas e protegidas.

Acordo firmado com o Projeto do Fabião de coleta seletiva

Acordo firmado com projeto de recuperação de nascentes

O Instituto Ekos já assinou e formalizou o repasse com as associações e as atividades devem começar agora em dezembro e contará com a contribuição e acompanhamento da equipe Ekos durante todo o seu desenvolvimento.

Ekos promove expedição de jornalistas ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Ekos promove expedição de jornalistas ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

O Instituto Ekos Brasil promoveu neste mês uma expedição de jornalistas ao Parque Nacional Cavernas de Peruaçu com o intuito de contribuir com a divulgação do parque enquanto roteiro de férias.

O grupo, formado por seis jornalistas de veículos de renome nacional e internacional percorreu as trilhas do Janelão, Lapa Bonita e Lapa do Caboclo, de um total de 9, que contemplam 11 cavernas colossais, além de arte rupestre pré-histórica e sítios arqueológicos.

“A paisagem é majestosa, e imperam paredões arruinados, cavernas colossais e vales de vegetação abundante”, ressaltou o presidente do Instituto Ekos Brasil, Ernesto Moeri.

Durante a expedição, os jornalistas tiveram conhecimento das trilhas, infraestrutura e puderam receber explicações geológicas e arqueológicas do Parque no primeiro dia.

Já no segundo, conheceram as comunidades ao entorno. Nessa ocasião, estiveram na propriedade do seu José Tourino e da dona Anelinda que juntos recuperaram nascentes do Rio Peruaçu, por meio de práticas agroecológicas. Por si só, o casal percebeu que a produção da propriedade estava secando a nascente e decidiram mudar o método para a produção agroecológica. E a água começou a brotar novamente.

Faça uma doação para o Parque Peruaçu e ganhe camisetas e mochilas de recompensa.

O grupo também experimentou as delícias da cozinha sertaneja preparadas por um grupo de mulheres da comunidade Olhos D’Água. Elas se juntaram para oferecer aos turistas as comidas típicas da região como doces, feijão tropeiro, queijos e até uma cachacinha.

No ano passado, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu recebeu 6.865 visitantes e este ano, com as novas estruturas de visitação já havia recebido 6.218 até outubro.

Ekos e o Peruaçu

O Acordo do Instituto Ekos com o ICMBio, com 15 anos de experiência na área ambiental, começou em 2017, através de uma chamada pública. Neste primeiro ano, o Instituto investiu R$ 200 mil e em 2018 serão R$ 250 mil, conta o presidente da instituição, Ernesto Moeri.

Os recursos são do próprio Ekos, de doações de empresas privadas ou da venda de materiais como calendário ou camisetas. Para isso, o Instituto Ekos criou o Fundo Peruaçu para captar recursos, com o objetivo de apoiar a consolidação e manutenção do parque. O Fundo conta com um comitê de acompanhamento da destinação dos recursos, que são utilizados nas ações de gestão do Parque, apoio à pesquisa científica, recuperação das nascentes e apoio socioambiental à comunidade local.

 

Dia do Cerrado: felicidades e muitos anos de vida

Dia do Cerrado: felicidades e muitos anos de vida!

Ele abriga oito das doze regiões hidrográficas e abastece seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras, ocupa 24% do território nacional e concentra 5% de toda a biodiversidade do mundo!

O Cerrado é considerado o “berço das águas”, pois abriga nascentes de importantes bacias hidrográficas da América do Sul: Platina, Amazônica e a bacia do São Francisco. Além de contribuir na regularidade do regime de chuvas para as regiões Sul e Sudeste do país. 

Sem contar que ali vivem populações que incluem etnias indígenas, além de quilombolas, extrativistas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, fundo e fecho de pasto, veredeiros, caatingueiros e apanhadores de flores sempre-vivas. Povos com uma cultura ancestral e que contribuem com a conservação do Bioma.

Poderíamos continuar essa lista extensa de benefícios e características únicas do nosso Cerrado, afinal, hoje, 11 de setembro é o seu dia e como desejaríamos só falar e desejar coisas boas a ele!

Mas a verdade é que o Cerrado brasileiro não tem muito o que comemorar.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, mais de 14 mil quilômetros quadrados do Bioma foram desmatados entre 2016 e 2017. A devastação da cobertura vegetal do Cerrado já atinge 50%. Metade do nosso Cerrado já não existe mais e por sua relação com nossas bacias hidrográficas, isso compromete diretamente nossos recursos hídricos e todas as populações que dependem deles.

Toda essa riqueza incomparável vem sendo substituída por extensas áreas de monoculturas e pecuária. Já vemos reflexo desse impacto nas crises hídricas de vários centros urbanos do Sul e Sudeste, por exemplo.

Estratégias Políticas para o Cerrado

Organizações ambientais da sociedade civil entregaram aos políticos um documento que reúne 27 recomendações em defesa do Cerrado, seus povos e comunidades tradicionais, intitulado “Estratégias Políticas para o Cerrado”

“Neste importante cenário político para o país, em que estamos em meio a um processo eleitoral dos mais emblemáticos dos últimos anos, as organizações da sociedade civil que se preocupam com a conservação do Cerrado e com a garantia dos direitos dos povos e das comunidades tradicionais se unem na construção de um documento estratégico e com propostas efetivas às candidaturas presidenciais”, ressaltou Kátia Favilla, secretária executiva da Rede Cerrado que fez a entrega simbólica do documento aos candidatos à Presidência da República e parlamentares.

Dentre as recomendações do documento estão:

  • aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que coloca o Cerrado e a Caatinga como patrimônios nacionais e alcançar a meta de proteger pelo menos 17% do bioma, compromisso assumido na Conferência da Biodiversidade de Aichii;
  • zerar o desmatamento, seja ilegal ou ilegal, até 2020, revisando a meta de redução dada pela Política Nacional de Mudanças climáticas;
  • garantir a presença e modos de vida dos povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais no Cerrado que são fundamentais para a conservação e a manutenção dos serviços ecossistêmicos;
  • superar entraves regulatórios que a produção e a comercialização de produtos da sociobiodiversidade enfrentam nos campos sanitário, fiscal e ambiental.

 

Parabéns aos envolvidos nessa ação!

Por aqui, também buscamos fazer a nossa parte pelo Cerrado.

O Instituto Ekos Brasil e Fundo Peruaçu

Em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Ekos Brasil trabalha na gestão e manutenção do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, situado no Cerrado.

O Parque Peruaçu possui uma beleza exuberante com cavernas colossais, paredões arruinados, dolinas colapsadas, pontes naturais, nascentes e a unicidade de centenas de pinturas rupestres com mais de 12 mil anos, que juntamente com uma rica flora e fauna transformam a região em um paraíso natural.

Para manter toda essa beleza e raridade intactas, criamos o Fundo Peruaçu, um fundo para captação de aportes recursos financeiros oriundos de doações de entidades privadas e públicas com o objetivo de assegurar uma gestão contínua, transparente e de qualidade do Parque.

Os recursos contribuem com a promoção e divulgação do Patrimônio histórico, cultural e ambiental do Parque; com o fortalecimento da relação do Parque com comunidade local e fortalecimento do desenvolvimento sustentável na região; apoiam as atividades de monitoramento e proteção ao Parque; e também na recuperação da bacia do Rio Peruaçu.

Contribua você também com o Fundo Peruaçu.

Faça doações ou apoie projetos! Saiba como.

 

Parque Peruaçu inaugura trilha do Arco do André

Parque Peruaçu inaugura trilha do Arco do André

Fonte: ICMBio

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu promoveu no último dia 18 uma caminhada inaugural da trilha do Arco do André.

A trilha foi estruturada de forma conjunta por brigadistas, voluntários e condutores ambientais. A trilha, segundo o chefe da unidade Rafael Pereira Pinto, foi pensada e implantada no âmbito do acordo de cooperação com o Instituto Ekos Brasil. “Ela gerará mais emprego e renda para as comunidades do entorno do Parque. Acreditamos que essa trilha tem potencial para estar entre as mais incríveis do Brasil”, ressalta Rafael.

A trilha do Arco do André conta com mirantes naturais únicos, cavernas monumentais. São aproximadamente 8 km de extensão e cerca de 7h de duração: o Arco do André é uma trilha com propósito mais aventureiro, onde os visitantes poderão ter contato mais próximo e direto com o rio Peruaçu, com o carste e com as matas primárias no interior da Unidade.

As subidas e descidas íngremes e em terrenos acidentados exigem algum esforço e um maior nível de condicionamento físico por parte do visitante – diferentemente dos outros atrativos do Parque.

Além disso, a trilha tem como maior característica a baixa intervenção e rusticidade, o que tem potencial para atrair um público diferenciado ao Parque – além de possibilitar a estadia de pelo menos um dia a mais do turista na região.

Sobre o Parque

Criado em 1999, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu tem o objetivo de proteger o patrimônio geológico e arqueológico, amostras representativas de cerrado, floresta estacional e demais formas de vegetação natural existentes, ecótonos e encraves entre estas formações, a fauna, as paisagens, os recursos hídricos, e os demais atributos bióticos e abióticos da região norte do estado de Minas Gerais. A unidade abrange 56.449ha de um rico ecossistema, englobando características dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Na área da UC podem ser encontradas espécies arbóreas, como a barriguda, ipê, gameleira, pequizeiro e aroeira, além de espécies rasteiras, como cactos, bromélias e demais suculentas.

A UC se destaca ainda pelas riquezas espeleológicas e arqueológicas, com mais de 180 cavernas catalogadas e inúmeros sítios arqueológicos com pinturas rupestres datadas de até 9 mil anos atrás. As cavernas do Parque se destacam pela imensidão das suas formações e cavidades que atingem até 100m de altura. Todas essas características tornam o PNCP um dos principais atrativos da região norte de Minas Gerais. Recentemente, o Parque Nacional foi estruturado para visitação pública, com recursos provenientes de Termo de Ajustamento de Conduta firmado junto à FIAT, Ministério Público Federal e ICMBio. Desde sua implementação e abertura à visitação, o número de visitantes do Parque tem aumentado ano a ano, passando de cerca de 600 visitantes em 2014 para quase 7 mil em 2

IUCN faz visita técnica ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu para implementar incubadora

IUCN faz visita técnica ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu para implementar incubadora

Entre os dias 31 de maio e 4 de junho, uma delegação da Alemanha, da IUCN, esteve visitando o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais.

O Parque, mantido pelo ICMBio em parceria com o Instiuto Ekos Brasil, foi um dos 10 parques do mundo escolhidos para abrigar uma incubadora da IUCN que terá como objetivo implementar soluções como financiamento para serviços de estoque de carbono, ecoturismo, venda de produtos diversos e relacionados à unidade de conservação e comunidades locais, a fim de promover soluções financeiras sustentáveis e de longo prazo para o Parque.

A equipe técnica da IUCN visitou os principais atrativos do Parque Nacional e se encantou com as belezas e potencialidades do local.

“Eu fiz uma ótima visita ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, os guias foram muito amigáveis e as pousadas bastante acolhedoras. As trilhas e equipamentos facilitadores estão muito bem mantidos, comentou Lydia Slobodian, advogada ambiental da IUCN.

A pequena comissão visitou também empreendimentos do entorno do Parque, na APA Cavernas do Peruaçu, como pousadas, restaurantes típicos, iniciativas de recuperação do rio Peruaçu e maquete de tecnologias sociais.

Para Rafael Pereira, chefe do parque, a inserção no programa de incubadora ajudará a ampliar os horizontes da unidade na busca de sustentabilidade financeira, tendo em vista que a IUCN trabalha com várias áreas protegidas no mundo inteiro, podendo trazer a experiência de diversas realidades.

“Com nosso orçamento cada vez mais reduzido, iniciativas nesse sentido são sempre bem vindas para que continuemos entregando bons serviços à sociedade”, disse Pereira.

Como primeiros passos, a equipe técnica decididiu focar nas ações prioritárias constantes no Acordo de Cooperação do ICMBio e Instituto Ekos que se resumem em apoio à manutenção da Unidade e envolvimento com as comunidades do entorno.

Para isso, primeiro serão levantados os “gaps” de recursos para estas atividades e em seguida serão estudados os meios para resolvê-los.

Segundo Ana Moeri, coordenadora do Instituto Ekos Brasil, este trabalho conjunto permitirá “aprimorar as ferramentas de parceria que hoje estão à disposição das unidades de conservação e ONGs.”

Ao final do Programa, espera-se que os locais escolhidos alcancem a certificação da IUCN Green List of Protected and Conserved Areas (Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da IUCN).