Elaboração dos Planos de Manejo Espeleológicos dos Parques Estaduais Intervales, Turísticos do Alto da Ribeira e Mosaico de USC de Jacupiranga
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O que é uma caverna?

Uma caverna é um espaço subterrâneo suficientemente amplo para a entrada de uma pessoa. Pode ser predominantemente vertical ou horizontal. Uma definição mais técnica é dada pela Resolução CONAMA 347/2004:
“Todo e qualquer espaço subterrâneo penetrável pelo ser humano, com ou sem abertura identificada, popularmente conhecido como caverna, gruta, lapa, toca, abismo, furna e buraco, incluindo seu ambiente, seu conteúdo mineral e hídrico, as comunidades bióticas ali encontradas e o corpo rochoso onde as mesmas se inserem, desde que a sua formação tenha sido por processos naturais, independentemente de suas dimensões ou do tipo de rocha encaixante”.

O que são Planos de Manejo?

São documentos técnicos que orientam o uso do patrimônio natural, visando a sua conservação e manejo sustentável. De modo mais específico, os Planos de Manejo Espeleológico são, conforme a Resolução CONAMA 347/2004:

“Documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais da área, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da cavidade natural subterrânea”.

Qual a finalidade dos Planos de Manejo Espeleológico?

Conforme o Termo de Referência que orienta o presente trabalho, os Planos de Manejo Espeleológico tem por objetivo:

  • Proteger a caverna e seu entorno, e a flora e fauna associadas
  • Compor e detalhar a elaboração do Plano de Manejo da UC como um todo
  • Proteger áreas ou locais que possuem atributos de valores naturais, sociais ou culturais
  • Sistematizar e ampliar o conhecimento, estimulando novas pesquisas
  • Apresentar o zoneamento espeleológico com base em estudos técnicos específicos, como instrumento de gestão
  • Disciplinar o uso de áreas cársticas definindo parâmetros a serem utilizados no controle de acesso e na implantação de infra-estrutura de uso turístico
  • Propor medidas de controle dos efeitos negativos advindos da ação antrópica, bem como alternativas de recuperação de áreas degradadas
  • Estimular a prática de educação ambiental.

Em quais cavernas estão sendo elaborados os Planos de Manejo Espeleológico?

A região dos Parques Estaduais: Turístico do Alto Ribeira (PETAR), Intervales e do Mosaico de Unidades de Conservação de Jacupiranga é rica em cavernas e outras formas associadas do relevo cárstico. Mais de 400 cavernas já foram registradas dentro e nas imediações destes parques, tratando-se de uma das maiores concentrações de cavernas do Brasil.
Em meio a esta vastidão e riqueza espeleológica, para o presente trabalho foram destacadas 36 cavernas, espacialmente divididas em uma lógica de agrupamentos.


Tabela – Agrupamento/cavernas objeto de execução dos PMEs 

UC
Agrupamentos
PEI
Agrupamento 1 – Bocaina/Lajeado
Cavernas: Fendão; Mãozinha; Minotauro; Jane Mansfield e Santa
Agrupamento 2 - Sede
Cavernas: Colorida/Beija-Flor; Fogo; Meninos; Detrás; Tatu
Mosaico de Jacupiranga
PECD e APA QMR
Agrupamento 3 – Caverna do Diabo
Cavernas: do Diabo; Rolado I, II e II; Frias.
PERT
Agrupamento 4 – PE Rio do Turvo
Caverna Capelinha
PETAR
Agrupamento 5 - Santana
Cavernas: Santana; Morro Preto; Couto; Água Suja; Cafezal
Agrupamento 6 - Bairro da Serra
Cavernas: Ouro Grosso e  Alambari de Baixo
Agrupamento 7 – Caboclos 1
Cavernas: Chapéu, Chapéu Mirim I, Chapéu Mirim II e Aranhas
Agrupamento 8 - Caboclos 2
Cavernas: Pescaria, Desmoronada, Temimina I, Temimina II, Espírito Santo, Arataca, Monjolinho e Água Sumida
Agrupamento 9 - Casa de Pedra
Caverna Casa de Pedra
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