Fotos por Ricardo Martinelli Assistente: Marcelo Gonçalves
Cavernas PETAR
Água Sumida
A caverna Água Sumida fica no núcleo Caboclos no PETAR. É uma caverna pequena, mas muito bonita e importante, pois abriga rica fauna como os “Andoriões”, que fazem seus ninhos nas paredes de seu pórtico. O rio que a forma é o Maximiniano, o mesmo da Casa de Pedra, sendo muito perigoso em épocas de chuva.
Aranhas
A Gruta Aranhas é uma pequena cavidade localizada perto da sede do núcleo caboclos. Por este motivo sofre grande visitação turística.
Temimina I
Esta pequena cavidade localiza-se a jusante da Gruta Temimina II, porém como foi descoberta primeiro recebeu o nome de Gruta do Temimina I. Praticamente todo seu interior é tomado pelo rio, possuindo pequenas praias nas laterais. Sua beleza esta restrita ao seu sumidouro e sua ressurgência e em seu interior não são observadas formações importantes.
Temimina II
A Gruta Temimina II é uma das mais importantes do estado, sua galeria principal possui grande volume, assim como o rio que a atravessa. Apesar de sua importância, seu mapa nunca havia sido concluído e seu tamanho foi por muito tempo sub-estimado em pouco mais de 700 metros. Após o término da nova topografia, sua dimensão passou agora para 1969 metros, mostrando assim sua real importância.
Arataca
O nome Arataca quer dizer armadilha para apanhar animais silvestres, arapuca. Recebeu esse nome por apresentar um abismo como entrada principal. Também foi registrada em 1909, pelo paleontólogo Sigsmund Ernesto Ricardo Krone.
Gruta do Cafezal
Registrada pelo paleontólogo Sigsmund Ernesto Ricardo Krone, em 1909, a gruta do Cafezal é uma gruta de pequenas dimensões, com apenas 130 metros de desenvolvimento e 13 metros de desnível. É uma gruta de fácil acesso, apesar de ser afastada do núcleo Santana.
Monjolinho
O nome desta gruta se deve ao rio monjolinho que passa dentro da cavidade. É uma gruta de dimensões reduzidas, com 450 metros de desenvolvimento por 34 de desnível.
Morro Preto
Registrada em 1909 pelo paleontólogo Sigsmund Ernesto Ricardo Krone com a gruta de nº21. Fo visitada em 1961 por uma turma do Clube Alpino Paulista (CAP), guiada pelo sr. Braz, contra-mestre da Mineração Furnas.
Gruta do Chapéu
Distante somente 20 minutos de caminhada da sede do núcleo caboclos do PETAR, a gruta do Chapéu apresenta pequenas dimensões. Com somente 300 metros de extensão e cinco metros de desnível, tem como principal atrativo a proximidade da sede do núcleo.
Gruta Água Suja
Registrada pelo paleontólogo Sigsmund Ernesto Ricardo KRONE, em 1909, com a gruta de nº25 hoje ela é uma gruta semi-turística. Sua entrada é feita pela água, ressurgência de um afluente do Rio Bethary que dista poucos minutos de caminhada por uma trilha que sobe o Rio Bethary, partindo do Núcleo Santana, PETAR.
Gruta Chapéu Mirim 1
Visitada pelo paleontólogo Ricardo KRONE, recebeu o nº14 em seu registro pessoal. É uma pequena cavidade localizada no núcleo caboclos no PETAR, recebe visitação turística por estar muito próxima ao núcleo.
Gruta Chapéu Mirim 2
Localizada no núcleo caboclos, fica muito próxima a Chapéu Mirim I e é formada pelo mesmo rio, seu desenvolvimento é pequeno, cerca de 58 metros e sua morfologia é de um conduto único.
Gruta do Pescaria
Pescaria é uma gruta ressurgência. Seu principal agente formador é o Ribeirão Braço do Pescaria, tributário do Rio Pescaria ou Temimina , que por sua vez é tributário do Rio Pilões. Seu eixo subterrâneo: sumidouro a 520m/snm, e ressurgência a 150m/snm, possui cerca de 1,2km de extensão, em linha reta.
Gruta Espírito Santo
Trata-se de uma caverna pequena mais muito visitada turisticamente, no seu final existe uma clarabóia onde comumente moram abelhas, alguns acidentes já aconteceram neste local por falta de cuidado de certos turistas. A caverna apesar de pequena possui certa ornamentação, sem grandes obstáculos a serem transpostos.
Gruta do Ouro Grosso
Deve seu nome às belas pepitas que os garimpeiros encontraram nos arredores, na época onde a prospecção do ouro era a riqueza da região. [Maravilhoso Brasil Subterrâneo, Michel Le Bret, Ed. Japi, 1995, pág.153] É uma das Grutas mais visitadas do parque, possuindo um núcleo que leva seu nome, porém muito perigosa, seu caminhamento é difícultado por seu acentuado desnível e suas conhecidas cachoeiras.
Gruta Alambari de Baixo
É constituída basicamente de duas grandes galerias; uma fóssil, cujo nível varia de +30 à +6m acima do atual curso do rio, e a galeria ativa do rio, com declividade imperceptível em 500m de percurso. Além destas galerias existem outras superiores de pequenas dimensões e interrompidas por concrecionamento. Existem também salões formados por desmoronamentos.
Gruta Casa de Pedra
Visitada pelo paleontólogo Ricardo KRONE, esta gruta recebeu o registro de nº 9 o primeiro cadastro espeleológico do país com 41 cavernas descritas, que seria a base para o Índice Nacional de Cavidades Naturais da SBE. Michel LE BRET, relata em seu livro as crônicas de sua redescoberta juntamente com Peter SLAVEC e Zé das Grutas.
Caverna de Santana
Registrada, em 1909, pelo paleontólogo Ricardo KRONE como a cavidade de nº41 em seu cadastro pessoal. Ressurgência do rio Roncador, afluente do rio Bethary, sua primeira exploração documentada foi feita em 1931/32, pelo Eng. Theodoro KNECHT, a serviço do IGG (Instituto Geográfico e Geológico). [PROJETO KRONE - 100 anos de pesquisas e descobertas, Marcelo Fontes NEVES, pág.21]
Gruta Desmoronada
Possui grande importância para o PETAR, é uma das grandes cavidades do parque, com extrema beleza e formações únicas e de grande dimensão, como as colunas gigantes. O local mais ornamentado é chamado de salão "delicado", por sua extrema fragilidade. Outra curiosidade é que uma de suas bocas é o único acesso ao Vale da Ilusão, um dos locais mais distantes e inexplorados do PETAR.
Caverna do Couto
É uma cavidade com um único conduto e duas entradas, uma em cada lado do morro, com chão praticamente liso, sem abismos, sem grandes desmoronamentos. Também não possui espeleotemas notáveis. A Gruta do Couto forma conjunto com a Gruta Morro Preto (SP-021). A primeira junção entre essas grutas foi realizada por Antônio Vargas, alpinista do CAP.
Cavernas Intervales
Gruta Detrás
A Gruta Detrás é uma cavidade de dimensões reduzidas, cerca de 25 metros de projeção horizontal, sem espeleotemas importantes mas com bom interesse biológico. Sua entrada é acanhada e praticamente não se fica em pé dentro dela.
Gruta Colorida
A Gruta Colorida é uma das maiores cavernas do Parque Estadual Intervales, recebendo grande número de visitantes. Suas galerias não possuem grande volume, porém seu desnível é considerável, tendo sido instaladas escadas para um acesso mais seguro dos turistas. Não possui grandes espeleotemas e seu interior é caracterizado por pequenos desmoronamentos.
Gruta Fendão
Uma das grandes cavidades de Intervales, a Gruta Fendão, como o próprio nome diz tem sua morfologia associada a uma grande fenda, é muito procurada por turistas por proporcionar certa dose de aventura e beleza, com grandes clarabóias e rica fauna cavernícola.
Gruta do Fogo
A Gruta do Fogo é uma pequena cavidade cuja maior atração é seu pórtico de entrada, pequenas concrescências de calcita e alguns escorrimentos ornamentam a caverna que localiza-se a pouco tempo de caminhada da sede do parque.
Caverna Jane Mansfield
A Caverna Jane Mansfield foi inicialmente mapeada por integrantes do Instituto de Biociências em 1989. Devido a sua importância foi definido que um melhor detalhamento seria necessário para a execução dos trabalhos de seu plano de manejo espeleológico. Trata-se de uma caverna bem ornamentada, com um pequeno salão superior e um espeleotema característico que deu nome à caverna, em homenagem a atriz Jane Mansfield.
Gruta da Mãozinha
A Gruta da Mãozinha possui este nome pois em seu final existe um espeleotema muito característico, parecido com os dedos de uma mão, é uma pequena cavidade localizada n mesmo paredão da Gruta Fendão.
Gruta dos Meninos
Muito pequena, possui rica fauna por possuir várias clarabóias e permitir que insetos se abrigam em seu interior. É muito visitada por crianças de escolas que se hospedam na Fazenda Intervales.
Gruta Minotauro
A Gruta Minotauro possui morfologia complexa e labiríntica, com várias galerias em níveis diferentes, oferece certa dificuldade no caminhamento interno e conta com ornamentações importantes.
Caverna da Santa
A Caverna da santa é uma pequena cavidade , porém é muito visitada pelos moradores da região que usam o local para orações. Possui uma imagem e um altar onde antigamente eram feitos cultos.
Gruta Tatu
Apesar de ser uma gruta ativa, com um pequeno riacho em seu interior, a Tatu é bem acanhada, possuindo apenas dois salões e galerias onde é necessário rastejamento para progressão.
Mosaico de Jacupiranga
Gruta da Capelinha
Trata-se de uma pequena cavidade de fácil acesso e alta importância para a região onde esta inserida. Historicamente existem relatos que o Capitão Lamarca se refugiou nas imediações na gruta, que foi alvo de intensos bombardeios do exército Brasileiro.
Caverna do Diabo
Tapagem foi registrada em 1909 pelo paleontólogo Sigsmund Ernesto Ricardo KRONE como a gruta de número 2 em seu registro pessoal. A gruta é o curso subterrâneo do rio das Ostras que, penetrando pela gruta da Tapagem, reaparece no vale das Ostras, após um percurso de 3km. A Primeira travessia da caverna do Diabo aconteceu em 28 de novembro de 1964.